A estrada até agora

Muito bem, estamos em dezembro de 2017.

Não, não estamos, é brincadeira.

Só que não é.

Acontece que os serviços no Titanic foram feitos, as fotos foram tiradas, alguns vídeos foram editados, mas cadê de atualizações por aqui no blog? Neca de pitibiribas!*

Então vamos combinar, tá? Faz de conta que estamos em dezembro de 2017 (apesar de na data de hoje O Projeto já ter avançado anos-luz) e, ainda que essa história já tenha sido contada com detalhes anteriormente, vamos dar uma rápida recapitulada no que foi feito até agora, desde que o Titanic aportou na autoelétrica do Japonês em meados de abril deste ano, ok?

Como podem ver, reinstalei os para-lamas dianteiros depois de uma trabalheira do cão para reconstruir as roscas fixas que em sua maioria estavam enferrujadas, pintadas, entupidas e zicadas.

Com os para-lamas no lugar foi possível instalar o conjunto de seta, lanterna e faróis propriamente ditos – logo depois de um breve trabalho de “recuperação” do que foi possível recuperar.

Nesse meio tempo o Japonês já tinha reconstruído parte do chicote, refeito um tanto das ligações, tendo passado o bichinho de cabo a rabo no carro. De quebra já deixou instalado, também, o motor do limpador do para-brisa.

Com o chicote no devido lugar as lanternas traseiras também já puderam ser acomodadas, bem como a singela tampa do tanque de combustível bem ali no meio (que a bem da verdade não dependia em nada da parte elétrica, mas é que eu precisava falar dela…).

Aliás, o caboclo é foda. É bão. Mas é foda. Durante todo o tempo que o Titanic esteve “internado” lá na autoelétrica, pouco a pouco ele foi se tornando um repositório de qualquer coisa que precisasse ser jogado nalgum canto – só que nesse caso o “canto” era ele. Jornais velhos, pedaços de fio, lâmpadas queimadas, caixas vazias, sacos plásticos, peças avulsas, mais pedaços de fios, ferramentas, latas de cerveja, caixas de ovos, catálogos velhos, um garrafão de cachaça, correspondências, boletos, contas – enfim, não havia limite para o que poderia ser encontrado por ali. E olhe que estamos falando do porta-malas de um Opala, hein? Quando do fim dessa etapa eu levei um dia inteiro – um dia inteiro! – para tirar tudo que tinha ali e guardar o que precisava ser guardado e jogar fora o que precisava ser jogado. Menos o garrafão de cachaça, pois até hoje ainda dou uma passadinha por lá para “fins de degustação”… 😀

Mesmo com tantas idas e vindas, ao menos as portas parecem que continuam alinhadas.

Se bem que vou ter que dar uma boa olhada nesse vão aí…

Do outro lado o alinhamento também está ok – só não parou no lugar porque está sem as maçanetas.

Esta foto da porta é especificamente para que eu tenha a referência de furos, formatos e medidas do que terei que caçar lá em casa para poder montar novamente suas fechaduras e trincos.

Que é exatamente a mesma justificativa para esta foto do batente.

E aqui, além da questão dos trincos, também terei que preparar as máquinas dos vidros laterais, tanto dianteiro quanto traseiro, bem como o quebra-vento. E o meu pobre painel recuperado ali no assoalho, empoeirando… Ai, ai…

E, ainda que não dê para perceber por essa foto, mas a “barrigada” do carro já está toda ali. Me refiro àquele emaranhado inominável de fios e cores que passam por baixo do painel e que invariavelmente dão desgosto para qualquer opaleiro de primeira viagem que resolva enfiar a cabeça ali debaixo para conferir como está…

Muito bem, então está combinado! O próximo passo será a limpeza e recuperação das peças, bem como a montagem dos trincos das portas Ou seja, preparem-se, porque lá vem mais um passo a passo neste nosso cantinho virtual, cada vez mais deixando o nosso caríssimo Titanic menos distante de voltar às ruas!

E enquanto isso vou procurar continuar recheando o blog aqui com novidades do arco da velha, ok?

Semana que vem tem mais!

* Se você, incauto opaleiro, não entendeu lhufas o que eu quis dizer com essa expressão (e talvez nem com essa palavra aí atrás), então você é ainda muito mais jovem que este ancião que vos tecla, de modo que sugiro que vá conferir o seu exato significado lá no Alfarrábio, do amigo e copoanheiro Bicarato, um dos poucos blogs que ainda sobrevivem às redes sociais de hoje em dia. Fica a dica: perca-se lendo os comentários! 😉

2 comentários em “A estrada até agora”

  1. Parabéns, Adauto, por sua batalha com o Opalão! Sei bem o que é isso! Compartilho de seus perrengues de opaleiro, tendo dois projetos em andamento de Opalas 76 e 78 (coupé e 4 portas, respectivamente). Um grande abraço

  2. Valeu, Rogério! Vamos ver se agora vai! Mas para finalizar de vez O Projeto só tem uma parte do equipamento que tá difícil pra caramba de conseguir: DINHEIRO!

    E, independentemente disso, parabéns pelos seus próprios projetos – o que cada vez mais me faz achar que os opaleiros reformeiros (que nem que a gente) deveriam ter como música tema “The neverending story”… 😀

    ( https://www.youtube.com/watch?v=lHytjEj7B9g )

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