13 mai 2012 - 6:00  

Treze de Maio

Treze de maio.

Treze anos.

Tanto tempo…

E treze anos atrás?

Às treze horas (e dois minutos).

Pesando 3.370g e cravados 50cm de altura.

Meio metro.

Kevin Hideaki Miura Andrade.

Kevin. Um nome de origem celta, cujo significado é “Rio Estreito”. Nesse caso, uma alusão ao estreito caminho do meio, em que se navega entre o bem e o mal…

Mas vamos ao que interessa: o momento em que o pai coruja expõe fotos de uma vida inteira para plena vergonha do filho adolescente!

:D


1999
No dia em que nasceu.


Uma de nossas primeiras fotos…


Com cerca de seis meses e já tinha a carinha de hoje.


2000
Primeiro aninho. Sempre é de palhacinho!


2001
Lembra do chapéu do Mickey?


2002
A prova de que o magrelo do seu irmão um dia já foi gordinho…
É aquele ali no colo da Márcia!


Na escolinha…


Seu irmãozito! De bochechas altamente mastigáveis!


Aos três anos já cantava como ninguém. Literalmente.


2003
Acho que foi a única vez que fizemos uma festa completa
lá na casa do seu avô Bento…


Aos quatro, nos primeiros movimentos do xadrez.


2004
Pikachu!


A Tropa completa!


2005
Incrível. Nossa família – não o tema. Tá, também…


2006
Amigos e primas.
As duplas (nada sertanejas) César & Daniel e Sara e Sabrine.


2007
Olha aí a turminha Incrível de novo…


2008
Nessa época sua paixão era Jedi.


2009


2010


2011

( Nota de mim para mim mesmo: parece que na medida em que o tempo vai passando cada vez mais vou ficando sem palavras…)


11 mai 2012 - 12:43  

A lenda de John Henry

John Henry

Tal qual o Brasil, os Estados Unidos também é uma terra rica em lendas – muitas trazidas pelos imigrantes e outras que nasceram no próprio país, mas, em seu conjunto, dando forma e identidade cultural àquele povo formado (também) por uma grande mistura de nacionalidades.

Das lendas recentes, aquelas nascidas após a colonização, figura a história (estória?) do gigante da linha ferroviária: John Henry.

Antes de mais nada é necessário esclarecer que existiram “dois” John Henry: um foi o homem, nascido escravo, trabalhou para companhias ferroviárias após a Guerra Civil e morreu por volta dos trinta anos, deixando viúva sua jovem esposa e órfão seu filho ainda bebê; já o outro, o mito, a lenda, foi aquele gigante em força e coração que desafiou – e superou! – a modernidade em favor dos trabalhadores de uma época. Mas, historicamente falando, temos que o que é fato e o que é lenda sobrepõe-se entre si, sendo difícil aquilatar onde começa um e onde termina outro…

Mas falemos da lenda, que é o que nos interessa!

Sua história tem sido contada em verso e prosa, acompanhando a trajetória das ferrovias – de costa a costa – desde o final do século XIX. John Henry nasceu escravo, por volta de 1840, diz-se que na Carolina do Norte. Esse negro de mais de um metro e oitenta, cerca de noventa quilos, com a força de vários homens e de uma vontade tão férrea quanto a linha que construíra, era considerado um gigante para época.

Assim como vários outros ex-escravos que foram libertados após a Guerra Civil Americana, John Henry fazia parte da “força de reconstrução” dos territórios que foram afetados pelo embate. Apesar dos direitos civis que foram conferidos aos negros, restava-lhes somente aquela mão de obra que ninguém mais desejava, trabalhando sob condições deploráveis e a salários baixíssimos.

E assim, reza a lenda, John Henry acabou sendo contratado pela C&O Railroad, uma companhia que estava expandindo suas linhas de Chesapeake Bay em direção a Ohio Valley. O trabalho, nesse caso, era como um dos “steel drivers” – trabalhadores ferroviários – cuja função era martelar cravos de aço e perfurar buracos em rochas sólidas, por onde as linhas seriam instaladas e por onde os trens iriam passar. Dia após dia. Sob sol, chuva ou neve.

Só para que entendam: um cravo de aço nada mais é que uma espécie de “prego” enorme, utilizado para fixar os trilhos (por onde se guiam as rodas dos trens) nos dormentes de madeira (travessas dispostas paralelamente no chão que serviam de suporte para esses trilhos). Esses cravos eram colocados no lugar pura e simplesmente a golpes de marreta…

A instalação dessa nova linha até que ia indo muito bem. Mas havia uma montanha no meio do caminho. No meio do caminho havia uma montanha… Seu nome era Big Bend Mountain e, como o próprio nome já diz, era extensa demais para que a linha a contornasse. O negócio então era passar pelo meio, perfurando-a e construindo um túnel de mais de dois quilômetros.

Aliás, lembrem-se: estamos falando do século XIX. O trabalho era total e completamente braçal, praticamente sem visibilidade e com muita poeira. Essas condições tiveram seu preço: centenas de homens morreram para que, ao final de três anos, finalmente o serviço fosse completado.

Bem, como diz a lenda, desses funcionários John Henry era o mais forte e mais rápido trabalhador que jamais tinham visto. Com sua marreta de aproximadamente seis quilos conseguia avançar num dia de 12 horas de trabalho por cerca de seis metros rocha adentro! E aí o mito dá seus contornos romancescos, pois dizia-se que para cada homem que caía exausto, John Henry assumia seu posto, fazendo seu trabalho e o dos demais… Sua bondade para com os companheiros era tanta que temia que fossem demitidos por não conseguirem fazer sua parte. É dito que, com isso, chegava a trabalhar dia e noite, com raras pausas para se alimentar!

E então apareceu por aquelas plagas um vendedor, trazendo para oferecer à companhia uma máquina a vapor que, segundo ele, poderia superar qualquer homem nessa tarefa. É lógico que o primeiro que se lembraram foi de quem? Isso mesmo: John Henry.

John, por sua vez, antevendo um tempo em que máquinas como aquele martelo a vapor viessem a tomar o lugar dos trabalhadores, deixando-os desempregados, famintos, de volta a uma realidade miserável, talvez até mesmo pior que a escravidão (que ao menos lhes garantia um teto), bem, ele levou aquilo para o lado pessoal. Uma máquina jamais poderia ser capaz de superar um homem!

Assim, estava lançado o desafio!

Mas quem não gostou nem um pouco dessa história foi sua esposa, Polly Ann. Segundo a lenda, estas foram suas palavras:

“Competir contra essa máquina será seu fim! Lembre-se que você tem uma esposa e um filho! E se algo acontecer a você, John, nós nunca mais sorriremos novamente enquanto estivermos sobre essa terra. Veja: essa máquina não dorme, não come e não se cansa – enquanto que você é apenas um homem John Henry. Apenas um homem.”

Então John Henry ergueu seu filho em seus poderosos braços, sorriu e disse à sua amada:

“Um homem é apenas um homem e nada mais que isso. Mas um homem sempre deve fazer o seu melhor. E amanhã, eu irei pegar meu martelo e trabalharei, e trabalharei mais rápido e melhor que qualquer máquina sobre essa terra. Eu farei o meu melhor!”

E assim o foi.

No dia seguinte teve início a inusitada batalha de homem versus máquina. Havia muito em jogo. John Henry municiou-se de duas marretas, de dez quilos cada, e com uma em cada mão martelou. E martelou. E assim como a máquina também. E John Henry se esforçou e martelou cada vez mais rápido e cada vez mais forte e como um demônio avançou cada vez mais montanha adentro! O calor era insuportável e as nuvens de poeira encobriam todo o entorno dos competidores. A multidão urrava e o que parecia ser o som da montanha se quebrando era nada mais nada menos que o das marretas de John, incansáveis, insaciáveis!

Ao final de meia hora, o desafiante, o martelo a vapor, aquela máquina desalmada, sucumbiu. Quebrou com o esforço! E, com apenas dois metros cavados, ficou bem atrás dos quatro de seu concorrente!

Puxaram-na para fora, mas, lá dentro, o barulho continuava, pois John sequer percebera o que aconteceu: simplesmente continuava descarregando suas marretas de aço na escuridão, cada vez mais depressa.

Seus companheiros, exultantes, chamaram-no. A competição havia acabado, John havia vencido!

Finalmente, silêncio.

Um terrível e ensurdecedor silêncio.

Polly Ann, presente com seu filho, sentiu um gosto amargo na boca, um apertado nó na garganta e um inominável peso no coração.

Em seu íntimo, já sabia.

John Henry havia caído, exausto, no chão do túnel. Venceu, sim, mas a que custo? Enquanto seu sangue se espalhava pelo chão, em suas mãos, com firmeza, John Henry ainda segurava seu martelo…

Morreu John Henry. De exaustão, disseram alguns, de derrame, disseram outros. O esforço de martelar tanto, tão rápido, tão forte, em tão pouco tempo foi tão grande que uma veia em seu cérebro rompeu.

Partiu John Henry. Mas partiu vitorioso.

Não obstante, mesmo assim as máquinas a vapor, depois de algum tempo, começaram a substituir os trabalhadores braçais

E é essa a ironia: mesmo que John Henry tenha se provado mais eficiente que a máquina, que tenha trabalhado até a morte, mas ainda assim acabou sendo substituído por ela…

Mesmo nos dias atuais existem aqueles que dizem que se você andar no limite da escuridão do túnel cavado na Big Bend Mountain, às vezes é possível ouvir o som de duas marretas de dez quilos martelando seu caminho para a vitória contra a máquina…

Muitas “mensagens” podem ser vislumbradas nessa história. Muita gente já escreveu sobre isso. Particularmente vejo-a como um conto sobre poder e fraqueza – numa dicotomia que coabita o mesmo ser: John Henry. De um lado temos sua força individual que se faz valer sobre o sistema. E, de outro, esse mesmo sistema que esmaga a individulidade do ser. No ambiente de então, John Henry foi a figura que deixou sua marca, que deu o exemplo, que trouxe inspiração a tantos outros oprimidos na sociedade.

Enfim, foi alguém que perseverou.

Mesmo face a caminhos bloqueados e escolhas limitadas, John Henry foi aquele que fez a sua própria escolha.

E por que lembrei-me desse causo e resolvi contá-lo por aqui?

Primeiro porque é uma daquelas histórias que conheço, que gosto e que poucas outras pessoas sabem da existência. Só isso já seria motivo mais que suficiente para compartilhá-la por aqui – sendo que busquei mais detalhes aqui e aqui.

Mas, na prática, foi simplesmente porque estava ouvindo um delicioso blues pela manhã…

E que traz exatamente essa história.

Confiram a música dando um play nesse botãozinho:

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Emenda à Inicial: À parte desse ótimo blues que você acabou de curtir (você ouviu, não ouviu?), essa mesma lenda, devidamente “estilizada” pelos estúdios Disney, rendeu uma animação lá pelos idos de 2000, e que foi vencedora de diversos prêmios e festivais…


9 mai 2012 - 3:47  

Quartessência

O Dória (o Pedro, não o Tiago e nem o Francisco), assim como eu, um apaixonado por livros (questão genética, provavelmente) tinha o costume de, sempre às quintas, publicar a foto de alguma estante que tivesse achado curiosa, interessante, inovadora ou simplesmente diferente.

Sempre gostei disso…

E vendo alguns recentes bucólicos cantinhos estantíferos por aí, resolvi conceder essa essência às quartas.

Daqui pra sempre.

Enquanto durar…

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8 mai 2012 - 5:59  

A Bela e a Fera

Recortado-e-colado diretamente lá do Homo Literatus

(…)

Enfim, gostaria de apresentar de onde surgiu essa história e achei uma definição na Wikipédia (Sim, esse site sempre nos salva):

A Bela e a Fera ou A Bela e o Monstro é um tradicional conto de fadas francês. Originalmente escrito por Gabrielle-Suzanne Barbot, Dama de Villeneuve, em 1740, tornou-se mais conhecido em sua versão de 1756, por Madame Jeanne-Marie LePrince de Beaumont, que resumiu e modificou a obra de Villeneuve. Adaptada, filmada e encenada inúmeras vezes, o conto apresenta diversas versões que diferem do original e se adaptam a diferentes culturas e momentos sociais.

A foto do original [acima] é um pouco mais horripilante do que a Disney mostra. Mas uma bela obra de arte.

O enredo original também tem suas diferenças com o que é apresentado nos filmes, mas sempre creio que é bom sabermos os dois lados da moeda.

O conto “A Bela e a Fera” relata a história da filha mais nova de um rico mercador, que tinha três filhas, porém, enquanto as filhas mais velhas gostavam de ostentar luxo, de festas e lindos vestidos, a mais nova, que todos chamavam Bela, era humilde, gentil, e generosa, gostava de leitura e tratava bem as pessoas.

Um dia, o mercador perdeu toda a sua fortuna, com exceção de uma pequena casa distante da cidade. Bela aceitou a situação com dignidade, mas as duas filhas mais velhas não se conformavam em perder a fortuna e os admiradores, e descontavam suas frustrações sobre Bela, que humildemente não reclamava e ajudava seu pai como podia.

Um dia, o mercador recebeu notícias de bons negócios na cidade, e resolveu partir. As duas filhas mais velhas, esperançosas em enriquecer novamente, encomendaram-lhe vestidos e futilidades, mas Bela, preocupada com o pai, pediu apenas que ele lhe trouxesse uma rosa.

Quando o mercador voltava para casa, foi surpreendido por uma tempestade, e se abrigou em um castelo que avistou no caminho. O castelo era mágico, e o mercador pôde se alimentar e dormir confortavelmente, pois tudo o que precisava lhe era servido como por encanto.

Ao partir, pela manhã, avistou um jardim de rosas e, lembrando do pedido de Bela, colheu uma delas para levar consigo. Foi surpreendido, porém, pelo dono, uma Fera pavorosa, que lhe impôs uma condição para viver: deveria trazer uma de suas filhas para se oferecer em seu lugar.

Ao chegar em casa, Bela, mediante a situação resolveu se oferecer para a Fera, imaginando que ela a devoraria. Ao invés de a devorar, a Fera foi se mostrando aos poucos como um ser sensível e amável, fazendo todas as suas vontades e tratando-a como uma princesa. Apesar de achá-lo feio e pouco inteligente, Bela se apegou ao monstro que, sensibilizado a pedia constantemente em casamento, pedido que Bela gentilmente recusava.

Um dia, Bela pediu que Fera a deixasse visitar sua família, pedido que a Fera, muito a contragosto, concedeu, com a promessa de ela retornar em uma semana. O monstro combinou com Bela que, para voltar, bastaria colocar seu anel sobre a mesa, e magicamente retornaria.

Bela visitou alegremente sua família, mas as irmãs, ao vê-la feliz, rica e bem vestida, sentiram inveja, e a envolveram para que sua visita fosse se prolongando, na intenção de Fera ficar aborrecida com sua irmã e devorá-la. Bela foi prorrogando sua volta até ter um sonho em que via Fera morrendo. Arrependida, colocou o anel sobre a mesa e voltou imediatamente, mas encontrou Fera morrendo no jardim, pois ela não se alimentara mais, temendo que Bela não retornasse.

Bela compreendeu que amava a Fera, que não podia mais viver sem ela, e confessou ao monstro sua resolução de aceitar o pedido de casamento. Mal pronunciou essas palavras, a Fera se transformou num lindo príncipe, pois seu amor colocara fim ao encanto que o condenara a viver sob a forma de uma fera até que uma donzela aceitasse se casar com ele. O príncipe casou com Bela e foram felizes para sempre.

Esse é o enredo da história.

Em literatura infantojuvenil a gente aprende que o conceito de infância foi criado pela burguesia em meados do século XVIII, porque até então a criança cumpria pena de morte e ia para fogueira como os adultos. Os burgueses criam a ideia de família e noções de infância… inclusive as escolas seriadas que até hoje conhecemos. Só que com o que haveriam de ensiná-las se não haviam livros específicos para elas? A literatura para os pequenos surgiu então com um caráter didático e pedagógico porque através dela, as crianças aprendiam a obedecer e não contestar, além de aprenderem a economizar e trabalhar com afinco para terem êxito no futuro. Os contos de fadas seguem essa linha. Através de símbolos, ensinam as crianças a crescerem com esses pré-requisitos para que, segundo o que estudamos, o homem seja o “provedor” e a mulher seja a “protetora” de sua família. Se pararmos pra pensar… muitas coisas estão enraizadas na nossa formação desde muitas gerações anteriores. Inclusive o romance e o final feliz.

Taiane Anziliero


7 mai 2012 - 6:31  

De volta às ruas

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Bem, foram exatos dois meses sem colocar o pé na embreagem…

Mas neste final de semana fiz um “test drive” e está tudo bem, desde que eu não precise entrar ou sair rapidamente do carro – e entenda-se por “rapidamente” qualquer coisa mais veloz que uma tartaruga tentando se desvirar em seu próprio casco…

Nada de trânsito pesado ou longas viagens.

Mas para o trivial já dá!

Uma bela duma lavagem, óleo trocado e tanque cheio.

E, como na música aí embaixo, nós de volta às ruas!

We’re back on the streets again
We’re back on our feet again

:D

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6 mai 2012 - 9:00  

Música do dia…

Sim, “ele” mesmo…

Podem falar que é brega, podem falar que é antigo, podem falar que é démodé, podem falar que é velho mesmo, podem falar o que for. Mas, sinceramente, essa realmente é minha música do dia de hoje…

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O Portão
Roberto Carlos

Eu cheguei em frente ao portão
Meu cachorro me sorriu latindo
Minhas malas coloquei no chão
Eu voltei!…

Tudo estava igual
Como era antes
Quase nada se modificou
Acho que só eu mesmo mudei
E voltei!…

Eu voltei!
Agora prá ficar
Porque aqui!
Aqui é meu lugar
Eu voltei pr’as coisas
Que eu deixei
Eu voltei!…

Fui abrindo a porta devagar
Mas deixei a luz
Entrar primeiro
Todo meu passado iluminei
E entrei!…

Meu retrato ainda na parede
Meio amarelado pelo tempo
Como a perguntar
Por onde andei?
E eu falei!…

Onde andei!
Não deu para ficar
Porque aqui!
Aqui é meu lugar
Eu voltei!
Pr’as coisas que eu deixei
Eu voltei!…

Sem saber depois de tanto tempo
Se havia alguém a minha espera
Passos indecisos caminhei
E parei!…

Quando vi que dois braços abertos
Me abraçaram como antigamente
Tanto quis dizer e não falei
E chorei!…

Eu voltei!
Agora prá ficar
Porque aqui!
Aqui é o meu lugar
Eu voltei!
Pr’as coisas que eu deixei
Eu voltei!..(2x)

Eu parei em frente ao portão
Meu cachorro me sorriu latindo!


4 mai 2012 - 5:36  

Star Wars Day

E por que, afinal de contas, hoje, quatro de maio, seria esse dia?

Pela mais famosa frase do cinema desde então:

“May the Force be with you.”

Ou seja, algo como “Que a Força esteja com você”.

Mas vejam a corruptela que arranjaram, possível somente na língua original: “May the fourth be with you”

Bem, na prática há quase quatro anos tivemos (eu, Dona Patroa e a Tropinha de Elite) um dia bem legal, regado a Star Wars – essa história está neste link aqui.

Mas em homenagem ao dia de hoje, seguem algumas “fotos complementares”…

No mais, Vida Longa e Prosperidade!

(Ops… Acho que isso é de outra série…)

:D

Emenda à Inicial: Durante o café da manhã, tentando explicar para a Dona Patroa o porquê de hoje ser o “Star Wars Day”, perguntei-lhe:

“Vamos lá, só pra você entender: qual é a frase mais recorrente em toda a história de Guerra nas Estrelas?”

Ela pensou um pouco e tascou essa:

“Hmm… Deixa eu ver… Ah, já sei! É aquela assim: Eu tenho a força!

E assim He-man, com convulsões, caiu de uma das torres de Grayskull…


3 mai 2012 - 7:52  

Brabuleta nipônica

Borboletas

Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de se decepcionar é grande.

As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela.

Temos que nos bastar… nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.

As pessoas não se precisam, elas se completam… não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.

Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida.

Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você.

O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você.

No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!

Mario Quintana


2 mai 2012 - 5:35  

Níver

Dois de Maio.

Mais um aniversário chegou e esta velha coruja que vos tecla (continua) aqui, trazendo novidades que a ninguém interessa numa virtual tela que, em termos de comunicação, cada vez mais prima pelo mínimo.

Heh… Meio Yoda isso…

Mas, “e daí?”, perguntaria o incauto leitor. Ora, caro incauto, nas palavras da Wikipedia:

Aniversário é a repetição do dia e do mês em que se deu determinado acontecimento. Num sentido mais geral, refere-se à comemoração de periodicidade anual de qualquer evento importante, como o nascimento de alguém, a morte de uma personalidade, o fim de uma ditadura ou uma batalha.

É um evento comemorado por muitos tipos de cultura ao redor do mundo. Em vários países lusófonos, em aniversários de nascimento de uma pessoa, é comum que se faça uma festa e todos cantem ao aniversariante a canção “Parabéns a você”.

Em algumas culturas, o aniversário é comemorado 9 dias após a data de nascimento, o que traria mais sorte e felicidade no ano seguinte.

Bem, antes de mais nada, fiquemos com o dia de hoje mesmo…

No mesmo artigo aí de cima ainda é dito que, muito antigamente, o costume de comemorar o aniversário era um costume pagão. Suas origens encontram-se no domínio da mágica e da religião. Supostamente nesse dia o aniversariante estaria mais perto do mundo espiritual, de modo que as saudações natalícias tinham poder tanto para o mal quanto par ao bem. Uma vez que se vivia cercado por espíritos tanto bons quanto maus – no caso, as fadas (não as “fadinhas” de Disney, mas sim aquelas mais sinistras, do mundo de Faerie…) – , temendo que elas o prejudicassem de alguma forma, seus amigos e parentes vinham vê-lo, para que os votos de felicidade – e sua própria presença – trouxessem proteção contra eventuais perigos desconhecidos. Aliás, dar presentes era garantia de uma proteção ainda maior. E, mais: uma refeição em conjunto era capaz de fornecer uma proteção adicional, ajudando ainda a trazer as bênçãos dos espíritos bons! Assim, de um modo geral, a festa de aniversário natalício destinava-se, em suas origens, a proteger a pessoa do mal e garantir que tivesse um bom ano…

E, particularmente, parece-me que tenho tido um bom ano atrás do outro. Então, nesse sentido, sou grato pela proteção que tanto meus amigos quanto parentes (quando não ambos) têm me proporcionado no decorrer dessa minha (espero) longeva passagem! Verdade! O Cara Lá de Cima (e, cá entre nós: é alguém com quem intimamente costumo dialogar bastante) tem levado vocês a sério!

Visto o visto, mais uma vez externadas minhas estapafúrdias idéias e, para não perder o costume, tendo discorrido sobre coisas que ninguém mais sabe e tampouco se interessa, vamos pra parte que todos gostam (se não para ridicularizar, ao menos para relembrar): fotos de aniversários passados.

Ao menos as poucas que tenho.

O que me faz concluir que até cerca de uns vinte anos atrás, das duas uma: ou eu não comemorava meus aniversários ou eu não tinha máquina fotográfica. Opção “b”, provavelmente…

Mas vamos lá, pois a sequência de fotos é de tirar o fôlego.

Literalmente.

Já foram muitas velinhas…

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1992
No aniversário de um ano de minha sobrinha Carol (23 de abril), provavelmente esta é a foto mais antiga que tenho comemorando um aniversário próximo de meu aniversário. Também é uma das pouquíssimas em que os três irmãos aparecem juntos: Eu, Anselmo e Adilson.

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1994
Tenho certeza que essa foto foi em um churrasco na casa de meu pai. Bem, quase. A memória… Sabem como é… Essa foi a última configuração (antes da atual) do que chamávamos “A Família Trapo” (só os da velha guarda vão entender). Presentes à época: meus pais, seus filhos, noras e netos.

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1997
Sem casa, sem casório, sem amigos (os antigos). Foi com os novos amigos que comemorei essa data.

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1998
Já chegando, chegando, foi na casa em que hoje vivo, no Bosque dos Eucaliptos, que comemorei essa data…

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1999
Foi nesse ano, num apartamentinho lá no Jardim América, e quando efetivamente entrei na casa dos “inta”, que comecei a ganhar o melhor dos presentes que alguém poderia me dar. A terça parte do presente completo. Dali a onze dias nasceria o Kevin, meu primeiro filho…

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2000
Já essa foi na gigantesca casa do Jardim Portugal, numa festa surpresa (de verdade) arquitetada pela Dona Patroa…

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2001
No casebre da Vila Maria, segundo a Dona Patroa “a pior casa em que já morei” (ela, não eu – pois já passei por outros perrengues piores…), fazendo um pique-pique fora de data!

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2002
Na mesma casa anterior, com os amigos mais próximos e já com meu segundo filhote, Erik, provavelmente enroladinho no quarto…

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2004
Já na atual casa, com o quase recém nascido Jean – meu terceiro filhote – passeando de colo em colo de quem estava por ali. Lembro-me que não tive dúvidas: coloquei as “visitas” pra pilotar a churrasqueira…

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2005
Na casa de meus pais, com o tradicionalíssimo bolo feito pela Dona Bernardete, a senhora minha mãe!

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2006
Por que mesmo eu estava de óculos?…

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2007
Já precisando de ajuda para apagar as velinhas.

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2008
Sempre com os filhotes por perto…

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2009
Já que o negócio é “aproveitar”, aqui fizemos numa tirada só: eu, minha sobrinha Carol (a mesma lá da primeira foto) e meu pai, que é do dia 27 de abril. Sim, três gerações de taurinos. Não, a casa não pegou fogo.


29 abr 2012 - 8:30  

A origem

Perguntinha básica do filhote nº 3, ainda meio que acordando, durante o café da manhã de hoje:

“Mãe, por que os pesadelos se formam nos filmes de terror?”

E aí? Alguém se habilita a responder?…


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