Lendo de Tudo (21/DEZ)
E – é lógico – tudo ao mesmo tempo aqui e agora!
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Cartas a um jovem poeta
Rainer Maria Rilke
L&PM – 2010
Paris, fevereiro de 1903. Rainer Maria Rilke (1875-1926) recebe uma carta de um jovem chamado Franz Kappus, que aspira tornar-se poeta e que pede conselhos ao já famoso escritor. Tal missiva dá início a uma troca de correspondência na qual Rilke responde aos questionamentos do rapaz e, muito mais do que isso, expõe suas opiniões sobre o que considerava os aspectos verdadeiros da vida. A criação artística, a necessidade de escrever, Deus, o sexo e o relacionamento entre os homens, o valor nulo da crítica e a solidão inelutável do ser humano: estas e outras questões são abordadas pelo maior poeta de língua alemã do século XX, em algumas das suas mais belas páginas de prosa.
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Depois que acabou![]()
Daniela Abade
Editora Gênese – 2003
Passei o Réveillon de 2001 longe de São Paulo. Voltei para minha casa no meio de janeiro. Quando lá cheguei, encontrei meu computador ligado, com o editor de textos aberto e páginas e mais páginas de uma história que eu não escrevi. Eu moro sozinha. Ninguém tem a chave de minha casa. Analisei portas e janelas tentando encontrar qualquer indício de arrombamento. Não obtive sucesso. Perguntei aos vizinhos se eles tinham visto algum tipo de invasor. A resposta foi negativa. Na verdade, não tenho a menor explicação para o que aconteceu. / Quanto ao texto, li, salvei no computador e pensei bem no que fazer. Relutei bastante para levar isso a público porque foi difícil até para mim acreditar no que aconteceu. É ainda difícil. Não tenho nenhuma crença especial e, como a autora do texto, não acho que qualquer crença possa me dar uma explicação plausível para o aparecimento dessa história. / No final das contas, cheguei à conclusão de que deveria deixar de lado meus medos quanto à credibilidade desse material e fazer o que achasse correto. E eu achei que seria correto publicar o que vocês vão ler nas próximas páginas. Foi um jeito de fazer alguma justiça para quem estava duvidando muito que qualquer justiça existisse. Daniela Abade
O vendedor de armas![]()
Hugh Laurie (trad. Cassius Medauar)
Editora Planeta do Brasil – 2010
Quando Thomas Lang, ex-militar de elite, recebe uma proposta de 100 mil dólares para assassinar um empresário norte-americano, ele decide, imediatamente, alertar a suposta vítima – uma boa ação que não ficará impune. / Em questão de horas, Lang terá de se defender com uma estátua de Buda, jogar cartas com bilionários impiedosos e colocar sua vida (entre outras coisas) nas mãos de muitas mulheres fatais, enquanto tenta salvar uma linda moça e impedir um banho de sangue mundial.
Dez anos com Mafalda![]()
Quino (trad. Monica Stahel)
WMF Martins Fontes – 2010
Este álbum reproduz, organizadas por tema, as tiras desenhadas por Quino durante os dez anos em que produziu a Mafalda. Qual leitor não desejou, tantas vezes, ver reunidas as trapalhadas do Felipe, as futilidades da Susanita, o pão-durismo do Manolito? E a sopa? O álbum reúne em 13 temas todas as histórias da Mafalda, para deleite dos fãs e futuros fãs. Só das batalhas diárias da Mafalda contra a sopa são 28 tiras. “Não importa o que eu penso da Mafalda, mas sim o que ela pensa de mim.” (Julio Cortázar)
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Balde de Gelo![]()
Marco Aurélio dos Santos e Daniela Macedo
Gênese – 2004
A vida a dois não é complicada. Complicado é sambar em descida. A vida a dois é um milagre, isso sim. Só vivendo para entender o que é aguentar maus humores, parentes, cachorro pentelho, ciúmes, amigos intrometidos. Mas também é só vivendo que se compreende a delícia de chegar em casa depois de um dia corno e encontrar quem se ama, receber cafuné assistindo filme, soltar pum sem precisar pedir desculpa. E Balde de Gelo traz todos esses ingredientes misturados com graça, leveza e humor – atributos indispensáveis para a sobrevivência de qualquer reclação. E de qualquer um.
Blog de papel![]()
Vários autores
Gênese – 2005
Blogs são sites que podem ser facilmente construídos e atualizados. Apresentado de forma cronológica, o conteúdo abrange uma infiinidade de assuntos, que vão de pensamentos cotidianos a desenhos, fotografias, divulgação de notícias e o que mais a imaginação mandar. / Para melhorar a brincadeira, as pessoas que têm blogs costumam ler outros blogs e trocar idéias, que ficam registradas a cada atualização. Essa facilidade e interatividade resultaram em uma explosão de manifestações, que vão das mais simplórias às mais surpreendentes. Gostos e críticas à parte, o que prevalece é a liberdade de expressão, a possibilidade de ter um espaço onde você pode escrever, se gostar de escrever; desenhar, se gostar de desenhar, etc. Em um mundo que a cada dia nos deixa com menos espaço para sermos ouvidos, um blog nos permite criticar, gritar, esbravejar, discutir e, quem sabe, encontrar pessoas que apreciem o nosso tom. / Blog de Papel é a mistura de tudo isso. Uma tentativa de mostrar no papel (como o próprio nome diz) um pouco do que esses ilustres desconhecidos estão aprontando na internet. De forma despretensiosa, muito mais por diversão do que por qualquer outro motivo, este livro reúne textos de quatorze autores que gostam de escrever e quatorze ilustrações de artistas que utilizam os blogs para apresentar seus trabalhos.
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Como é duro ser pai – e outras tragédias![]()
Efraim Kishon (trad. Otto Heilig e Gerta Heilig)
EPU – 1984
“A literatura de Efraim Kishon dispensa qualquer introdução. Abre-se um livro dele, qualquer um, e dez minutos depois se está arrebatado. Em todo episódio do real ele enxerga um germe de comicidade, um grãozinho de absurdo.” (Paulo Rónai) / Efraim Kishon nasceu com o nome de Ferenc Hoffmann, em Budapeste, 1924. Escreveu seu primeiro romance com a idade de 14 anos. Aos 18 recebeu o Prémio Húngaro de Contos. Cursou História da Arte na Universidade de Budapeste. Após a Segunda Guerra Mundial emigrou para Israel, fugindo de campos de concentração alemães e russos. Mudou seu nome e estudou hebraico, adquirindo profundo domínio do idioma. Provavelmente é o escritor satírico mais lido do mundo.
A menina que roubava livros
Markus Zusak (trad. Vera Ribeiro)
Intrínseca – 2010
Entre 1939 e 1943, Liesel Meminger encontrou a Morte três vezes. E saiu suficientemente viva das três ocasiões para que a Própria, de tão impressionada, decidisse nos contar sua história. História que, nas palavras dirigidas ao leitor pela ceifadora de almas no início de A menina que roubava livros, “é uma dentre a pequena legião que carrego, cada qual extraordinária por si só. Cada qual uma tentativa – uma tentativa que é um salto gigantesco – de me provar que você e a sua existência humana valem a pena”. / Essa mesma conclusão nunca foi fácil para Liesel. Desde o início de sua vida na Rua Himmel, numa área pobre de Moleching, cidade desenxabida próxima a Munique, ela precisou achar formas de se convencer do sentido de sua existência. Horas depois de ver seu irmão morrer no colo da mãe, a menina foi largada para sempre aos cuidados de Hans e Rosa Hubermann, um pintor desempregado e uma dona de casa rabugenta. Ao entrar na nova casa, trazia escondido na mala um livro, O manual do coveiro. Num momento de distração, o rapaz que enterrara seu irmão o deixara cair na neve. Foi o primeiro dos vários livros que Liesel roubaria ao longo dos quatro anos seguintes. / E foram estes livros que nortearam a vida de Liesel naquele tempo, quando a Alemanha era transforamda diariamente pela guerra, dando trabalho dobrado à Morte. O gosto de roubá-los deu à meninua uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito. E as palavras que Liesel encontrou em suas páginas e destacou delas seriam mais tarde aplicadas ao contexto da sua própria vida, sempre com a assistência de Hans, acordeonista amador e amável, e Max Vandenburg, o judeu do porão, o amigo quase invisível de quem ela prometera jamais falar.
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Dr. House: um guia para a vida (Dr. House: un guia para la vida)![]()
Toni de la Torre (trad. Ângelo dos Santos Pereira)
Lua de Papel – 2010
O Dr. House é um indivíduo mal-educado, antipático, arrogante e solitário que acha que é o dono da razão e sempre tem um comentário ácido a fazer sobre tudo. Mesmo assim, possui uma grande quantidade de admiradores. As mulheres não conseguem resistir ao seu encanto, enquanto os homens tentam se parecer com o médico. / Será que isso ocorre por causa de suas frases provocantes? Será o seu caráter antissocial? Ou talvez o caráter transgressor do personagem, seus comentários? Provavelmente é tudo isso somado e mais o efeito de admiração e respeito (quem sabe até carinho) que inspira nos que o cercam. / Mas se é verdade que qualquer um pode ser antipático, ter uma vida mal-humorada é uma arte para a qual só alguns estão preparados. Só vivendo uma vida cheia de amargura e de mau humor é que alguém conseguirá se parecer (ainda que de longe) com o genial Dr. House. E é isto que este livro ensina, uma filosofia divertida e vencedora para que sua vida nunca mais seja como antes.
Fernando Pessoa – Poesias![]()
Fernando Pessoa
L&PM – 2010
Neste livro foram reunidas algumas das mais célebres criações do poeta em suas diversas fases e de seus heterônimos. “Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa: ‘Navegar é preciso, viver não é preciso’. / Quero pra mim o espírito desta frase, transformada a forma para a casar com o que eu sou: Viver não é necessário; o que é necessário é criar. / Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso. Só quero torná-la grande, ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a minha alma a lenha desse fogo. / Só quero torná-la de toda a humanidade; ainda que para isso tenha de a perder como minha. / Cada vez mais assim penso. Cada vez mais ponho na essência anímica do meu sangue o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir para a evolução da humanidade. / É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa raça.” (Fernando Pessoa)
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Mais badulaques![]()
Rubem Alves
Parábola Editorial – 2004
Rubem Alves encontrou nos badulaques o modo simples de tocar verdades fundas e de imprimir à sua escrita algo da velocidade que nosso tempo vem imprimindo à vida sua e de seus leitores. / Mas é preciso ressaltar que velocidade na escrita não representa facilitação no enfrentamento de questões, não significa apagamento de conflitos. Irônico, bem-humorado e tomado de urgência, o autor abre sua canastra secreta e assume a falta de tempo para transformar todos os seus pensamentos em peças literárias esmerilhadas pela técnica do escrever. No entanto, em seu ofício de escritor, papel que lhe traz felicidades e infelicidades, não pode se furtar a compartilhar pensamentos. Mais badulaques é, então, pensamento irreprimido, persistente, incontornável. / Cientes da necessidade de tematizar o transcendente e de revisitar o cotidiano, Rubem Alves e a Parábola Editorial decidiram trazer a livro esses badulaques, que ultrapassam a temporalidade do jornal. A boa aceitação dispensada ao primeiro livro da série, Quarto de badulaques, nos leva a crer que Mais badulaques, registro de fecundidade, tem um papel a cumprir na relação do autor com seus leitores.
Quarto de badulaques![]()
Rubem Alves
Parábola Editorial – 2003
Quarto de badulaques é o primeiro livro de Rubem Alves lançado pela Parábola Editorial. Em seu novo livro, ele abre ao público a intimidade de seu pensamento, a instantaneidade de seu olhar, o desassossego de suas impressões. É o escritor abrindo suas gavetas, seu quarto de escrever, sem receio de expor seus badulaques, seus pensamentos miúdos, aqueles que povoam o dia-a-dia, que nos assaltam antes de dormir. / O resultado é um texto que preserva a vivacidade do pensamento e cobre a quase-totalidade das questões que inquietam a maioria das pessoas: o divórcio, o futebol, a religião, a família, a política, a economia, o casamento, o envelhecimento, a infância abandonada, o terrorismo, a educação, a ecologia, a eternidade, a democracia, a imprensa e a mídia eletrônica, a poesia, o politicamente correto, o sexo, a solidão…
Comer, rezar, amar (Eat, pray, love)![]()
Elizabeth Gilbert (trad. Fernanda Abreu)
Objetiva – 2008
Se você tem a coragem de deixar para trás tudo que lhe é familiar e confortável (pode ser qualquer coisa, desde a sua casa aos seus antigos ressentimentos) e embarcar numa jornada em busca da verdade (para dentro ou para fora), e se você tem mesmo a vontade de considerar tudo que acontece nessa jornada como uma pista, e se você aceitar cada um que encontre no caminho como professor, e se estiver preparada, acima de tudo, para encarar (e perdoar) algumas realidades bem difíceis sobre você mesma… então a verdade não lhe será negada.
O maior vendedor do mundo (The greatest salesman in the world)![]()
Og Mandino
Record – 2010 (original de 1968)
Por que este livro se transformou em uma das obras mais vendidas em todo o mundo, adquirido por companhias importantes como a Coca-cola e a Volkswagen? / O segredo de Og Mandino para alcançar tão extraordinário sucesso é apresentar a vida em termos mais claros e simples: verdade, sinceridade e fé. Pessoas de todos os níveis e atividades espirituais, intelectuais e de negócios já compreenderam a mensagem e, com autêntico zelo filantrópico, dedicam-se a difundi-la. Esses milhões de leitores não tiveram dificuldade em perceber a grande qualidade da obra e a unidade espiritual que emana de todas as sua páginas: “A vida é um dom maravilhoso e é preciso vivê-la em toda a sua plenitude.” / Nesta obra, Og Mandino demonstra que a satisfação e o bem-estar resultam do fato de o homem haver encontrado a sua verdadeira personalidade e utilizá-la na sua vida diária. Ao alcançar este objetivo – assegura o autor – todos os demais benefícios de ordem material são simplesemnte uma consequência lógica. / O Maior Vendedor do Mundo reflete, com singular inspiração, o belo pensamento de Emerson: “Em realidade, somos mais do que conhecemos de nós mesmos e, com frequência, ouvimos sair de nossos lábios coisas que não acreditávamos ser capazes de dizer.”
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O filho da máfia (Son of the mob)![]()
Gordon Korman (trad. Marcelo Mendes)
Arxjovem – 2005
Vince Luca leva uma vida não muito diferente das dos outros rapazes de 17 anos. Seu melhor amigo, Alex, é louco para se dar bem com as garotas, mas não consegue nada; o irmão mais velho é uma dor de cabeça permanente; o pai está sempre cobrando mais motivação e entusiasmo. Uma rotina comum, não fosse por um detalhe: seu sobrenome. Vince é filho de Anthony Luca, um poderos chefe do crime organizado de Nova York. As conexões da família algumas vezes são até convenientes: há sempre uma boa mesa em restaurantes e existem os professores que não se atrevem a lhe dar uma nota ruim, por exemplo. Na maioria das vezes, porém, há os inconvenientes, principalmente quando Vince conhece a garota de seus sonhos. Porque, como ele, ela também tem um parentesco comprometedor: é a filha do agente federal que há anos grampeia a casa de Vince, tentando colocar o chefão Luca atrás das grades. Quanto mais Vince tenta se manter afastado dos negócios do pai, mais eles parecem tomar conta de sua vida.
A cabana![]()
William P. Young (trad. Alves Calado)
Sextante – 2008
Durante uma viagem de fim de semana, a filha mais nova de Mack Allen Phillips é raptada e evidências de que ela foi brutalmente assassinada são encontradas numa cabana abandonada. Após quatro anos vivendo numa tristeza profunda causada pela culpa e pela saudade da menina, Mack Recebe um estranho bilhete, aparentemente escrito por Deus, convidando-o a voltar à cabana onde aconteceu a tragédia. Apesar de desconfiado, ele vai ao local numa tarde de inverno e adentra passo a passo o cenário de seu mais terrível pesadelo. Mas o que ele encontra lá muda o seu destino para sempre. Em um mundo cruel e injusto, A cabana levanta um questionamento atemporal: se Deus é tão poderoso, por que não faz nada para amenizar o nosso sofrimento? As respostas que Mack encontra vão supreender você e podem transformar sua vida de maneira tão profunda como aconteceu com ele. Você vai querer partilhar este livro com todas as pessoas que ama.
Ora bolas: o humor de Mario Quintana![]()
Juarez Fonseca
L&PM – 4.ed – 2009
Em vida, o personagem Mario Quintana (1906-1994) era tão conhecido quanto o poeta Mario Quintana; e Porto Alegre, a cidade de adoção deste alegretense, aprendeu a gostar do personagem tanto quanto dos seus versos. Este livro, com 130 historinhas protagonizadas por Quintana e registradas e adaptadas pelo jornalista Juarez Fonseca – que entrevistou amigos, familiares e conhecidos -, eterniza o personagem e prsta uma homenagem ao poeta. Mais do que o humor e a irreverência de Quintana, estas anedotas (pequenos poemas do dia-a-dia, segundo alguns) expõem claramente uma personalidade rica, forte e marcante. Muitas delas deliciam pelo seu lirismo, algumas assustam pela quase crueldade, mas todas encantam pela sua originalidade e pelo tanto de humanidade que revelam. No correr das páginas, o que vai se desenhando é um painel biográfico e sentimental daquele que é um dos maiores poetas brasileiros.
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O caso dos exploradores de cavernas (The case of speluncean explorers)![]()
Lon L. Fuller (trad. Ivo de Paula)
Livraria e Editora Universitária de Direito – 2003
Pretende-se com a leitura da presente obra aguçar a curiosidade dos acadêmicos que adentram à Universidade, inaugurando-os no pensamento jurídico, levando-os, gradativamente, à formação de uma consciência crítica, a partir do contato com os mais atraentes temas da Ciência do Direito suscitados pela obra “O Caso dos Exploradores de Cavernas”. A leitura do texto não pressupõe um conhecimento do direito ou de filosofia legal e deverá ser, não só pouco penosa, mas sim uma agradável Introdução à Ciência do Direito. O caso jurídico narrado no livro foi excrito por Lon L. Fuller e inicialmente publicado sob o título “The Case of the Speluncean Explorers”, na revista Harvard Law Review, vol. 62, nº 4 (1949) pp. 616-645. Fuller descreve em sua obra cinco votos da Suprema Corte, proferidos pelos seus membros ao analisar o caso, os quais exploram o feito de perspectivas factuais diferentes e sob princípios legais distintos.
Nosso lar![]()
Francisco Cândido Xavier (psicografado – André Luiz)
FEB – Federação Espírita Brasileira – 1944
A vida não cessa. A vida é fonte eterna e a morte é o jogo escuro das ilusões. O grande rio tem seu trajeto, antes do mar imenso. Copiando-lhe a expressão, a alma percorre igualmente caminhos variados e etapas diversas, também recebe afluentes de conhecimentos, aqui e ali, avoluma-se em expressão e purifica-se em qualidade, antes de encontrar o Oceano Eterno da Sabedoria. Cerrar os olhos carnais constitui operação demasiadamente simples. Permutar a roupagem física não decide o problema fundamental da iluminação, como a troca de vestidos nada tem que ver com as soluções profundas do destino e do ser. (…) Seria extremamente infantil a crença de que o simples “baixar do pano” resolvesse transcedentes questões do infinito.
Crepúsculo (Twilight)![]()
Stephenie Meyer (trad. Ryta Magalhães Vinagre)
Intrínseca – 3.ed – 2009
Quando Isabella Swan se muda para a melancólica cidade de Forks e conhece o misterioso e atraente Edward Cullen, sua vida dá uma guinada emocionante e apavorante. Com corpo de atleta, olhos dourados, voz hipnótica e dons sobrenaturais, Edward é ao mesmo tempo irresistível e impenetrável. Até então, ele tem conseguido ocultar usa verdadeira identidade, mas Bella está decidida a descobrir seu segredo sombrio. O que Bella não percebe é que quanto mais se aproxima dele, maior é o perigo para ela e para os que a cercam. E pode ser tarde demais para voltar atrás…
Violetas na janela![]()
Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho (psicografado – Patrícia)
Petit – 1994
Patrícia desencarnou com dezenove anos. Encarnada era Espírita convicta, estudiosa das verdades eternas. Sua desencarnação foi como dormir para acordar no Plano Espiritual, entre amigos. Encantou-se com o que viu, com relatos de companheiros, que tempos depois vêm até nós, encarnados, ditar sua aventura. Violetas na Janela mostra o relato de uma pessoa consciente do que seja a desencarnação. Tira mais um véu dos mistérios além-túmulo. Narra com simplicidade as belezas que encontrou no Plano Espiritual, fala de suas necessidades e das de outros. Necessidades do tipo: Como se alimentar? Como se vestir? Sentiria frio? Usaria o banheiro? Patrícia descreve com clareza a Colônia para onde foi levada, o Educandário, a Escola, o Hospital, as Moradias, etc. O mais importante: Patrícia fala da ajuda que obteve dos familiares Espíritas e da sustentação psicológica que recebeu do seu genitor, exemplificando a muitos como proceder diante da morte física de entes queridos. Esta maravilhosa descrição encantará a todos os leitores.
Da Vinci![]()
A intimidade, a obra e a Itália do gênio que derrubou as bareiras entre a arte e ciência
Revista História Viva – Especial Grandes Temas
Duetto Editorial Ltda – 2009
Leonardo da Vinci foi um gênio ungido pela liberdade. Seu talento provavelmente alcançou tal plenitude porque, antes do dom de criar, o destino lhe reservou um tempo de vida no período chamado Renascimento, em que um artista bastardo podia ascender. Foi o humanismo, patrocionado pela elite da época, que pôs em movimento um turbilhão artístico no qual nosso personagem ocupou lugar de destaque. A Europa do tempo de Da Vinci florescia como um continente aparentemente fragmentado, mas que começava a se integrar e a colher prosperidade como bloco. Na política, pelos laços entre nobrezas. na economia, por força do comércio e do dinheiro – o emaranhado financeiro e o poder dos bancos assumiram, nesse momento, o papel de protagonistas na história, que nunca mais deixaram de ter. Havia ainda, uma ânsia de difusão da nova cultura, nascida como uma retomada da estética e das idéias da Antiguidade clássica. E uma convergência de esforços para divulgar esse mundo dito renascido – como se antes, no auge do feudalismo, ele andasse extinto ou muito doente. Dinheiro farto para a criação foi o motor do triunfo da arte do Renascimento. E Da Vinci? Ele aproveitou cada minuto – e cada moeda – desse esforço de reconstrução do mundo. Circulou com desenvoltura entre príncipes e papas, entre adversários e mecenas e entre amantes e amigos, para conquistar sue espaço. Soube seduzir patrocinadores para suas idéias. Ao fim da leitura desta edição especial, o leitor certamente concluirá que Da Vinci viveu completa e intensamente seu tempo. O que não estava no script é que, ao fazer isso, ele iria transcendê-lo de forma espetacular.