Lendo de Tudo (08/JAN)
E – é lógico – tudo aqui ao mesmo tempo agora!
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Histórias & Estórias de São José dos Campos
Luiz Paulo Costa
JAC Editora – 2005
Histórias & Estórias de São José dos Campos Volume 1 apresenta minha visão sobre acontecimentos, inclusive dos quais participei, bem como de histórias e estórias que ouvi contar. Trata-se de minha versão sobre estas histórias e estórias, sujeita a críticas e correções. / Alguns textos são conhecidos por terem sido publicados na imprensa local. (…) Por fim, afastando-me da historiografia e escrevendo simplesmente como um jornalista que procura contar o que viu ou ouviu, busquei ser o menos rebuscado possível, assumindo a linguagem de quem conta verdadeiramente histórias e estórias como os contadores de causos caipiras, como os de São José dos Campos e do Vale do Paraíba.
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A boa vida segundo Hemingway (The good life according to Hemingway)![]()
A. E. Hotchner (trad. Luís Fragoso)
Larousse do Brasil – 2008
Durante os quatorze anos em que A. E. Hotchner viajou ao lado de Ernest Hemingway, ele colecionou uma série de experiências, anedotas e observações feitas pelo escritor no verso de caixas de fósforos, guardanapos e pedaços de papel, anotações de uma vida inteira. Tecendo comentários sobre tudo, desde a guerra até as mulheres, passando pelo processo de escrever, as palavras de Hemingway são ora divertidas ora pungentes, e revelam um rico retrato do gigante literário americano e do universo no qual ele teve extraordinário sucesso. Repleto de fotos preto-e-branco, que cobrem um período de quase duas décadas da vida de Hemingway, “A boa vida segundo Hemingway” é a celebração exuberante de seu gênio notável e da aventura caótica de sua vida.
O prisioneiro do céu (El prisionero del cielo)![]()
Carlos Ruiz Zafón (trad. Eliana AGuiar)
Objetiva – 2012
Tudo começa pouco antes do Natal, na Barcelona de 1957, um ano depois do casamento de Daniel Sempere e Bea. Eles agora têm um filho, Julián e vivem com o pai de Daniel em um apartamento em cima da livraria Sempere e Filhos. Fermín ainda trabalha com eles e está ocupado com os preparativos para seu casamento com Bernarda no ano-novo. No entanto, algo parece incomodá-lo profundamente. / Em uma manhã em que Daniel está sozinho na loja, um homem misterioso entra e mostra interesse por um dos itens mais valiosos dos Sempere, uma edição ilustrada de “O conde de Montescristo” que é mantida em uma cúpula de vidro. O livro é caríssimo, e o homem parece não ter grande interesse por literatura; mesmo assim, demonstra querer comprá-lo a qualquer custo. / O mistério se torna ainda maior depois que o homem sai da loja, deixando no livro a seguinte dedicatória: “Para Fermín Romero de Torres, que retornou de entre os mortos e tem a chave do futuro.” / Esta visita é apenas o ponto de partida de uma história de aprisionamento, traição e do retorno de um adversário mortal.
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Steve Jobs: o homem que pensava diferente (Steve Jobs: the man who thought different)
Karen Blumenthal (trad. Carolina Huang)
Novo Século Editora – 2012
Desde o início, seu caminho não foi previsível: Steve jobs foi entregue para adoção ao nascer, largou a faculdade ainda no primeiro semestre e aos vinte anos criou a Apple, na garagem de seus pais com seu amigo Steve Wozniak. Rapidamente elevado ao topo da indústria, Jobs enfrentou todos os limites e cultivou o que virou a grande marca de sua genialidade – seu perfeccionismo e sua capacidade para inventar. Logo após alcançar o sucesso, porém, Jobs foi despedido de sua própria empresa. Sendo obrigado a recomeçar, ele atingiu um dos períodos de maior criatividade de sua vida. / Com a Pixar, o iPod e o iPhone, Jobs revolucionou a indústria do cinema, da música e da telefonia. Sempre em busca da disciplina do corpo e da mente, lutou contra o câncer por quase uma década. Legendário CEO, fez o mundo desejar cada coisa que ele tocou. / Karen Blumenthal conduz o leitor ao universo dessa grande e complicada personalidade, enquanto explora a evolução dos computadores e da tecnologia. Ilustrado com fotos, este livro conta a história de um homem que mudou o mundo.
A sombra do vento (La sombra del viento)![]()
Carlos Ruiz Zafón (trad. Marcia Ribas)
Objetiva – 2007
Numa madrugada de 1945, em Barcelona, Daniel Sempere é levado por seu pai a um misterioso lugar no coração do centro histórico: O Cemitério dos Livros Esquecidos. Lá, o menino encontra “A Sombra do Vento”, livro maldito que mudará o rumo de sua vida e o arrastará para um labirinto de aventuras repleto de segredos e intrigas enterrados na alma obscura da cidade. A busca por pistas do desaparecido autor do livro que o fascina transformará Daniel em homem ao iniciá-lo no mundo do amor, do sexo e da literatura. / Numa narrativa de ritmo eletrizante que mistura gêneros como o romance de aventuras de Alexandre Dumas, a novela gótica de Edgar Allan Poe e os folhetins amorosos de Victor Hugo, Carlos Ruiz Zafón mantém o leitor em estado de contínuo suspense. Ambientada na Espanha franquista da primeira metade do século XX, entre os últimos raios de luz do modernismo e as trevas do pós guerra, “A Sombra do Vento” é uma obra sedutora, comovente e impossível de largar. Uma grandiosa homenagem ao poder místico dos livros.
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O segredo do anel: o legado de Maria Madalena (The expected one)
Kathleen McGowan (trad. Pinheiro de Lemos)
Rocco – 2006
Quando inicia a pesquisa para um livro sobre personagens históricas femininas caluniadas pela crônica oficial, a jornalista Maureen Paschal não tem a menor idéia de que está se envolvendo com um mistério antigo, complexo e perigoso. / Em uma das etapas de sua excursão investigativa, Maureen sente-se inexplicavelmente atraída por um anel, exposto em uma loja de antiguidades, em Jerusalém. Como se aguardasse sua chegada, o antiquário a presenteia com a jóia com motivos cósmicos, que parece ter sido feita para ela. / No Languedoc, na França, o nobre escocês Berenger Sinclair depara-se com um exemplar do livro de Maureen e surpreende-se com a foto da autora exibindo o anel no dedo. Intrigado, ele a convida para uma temporada em seu castelo. Em contato com as lendas e os mitos que envolvem a região, a jovem escritora não pode mais negar seu papel num drama fatal, de contornos épicos e consequências internacionais. / A jornada de Mauren traça a vida de muitas figuras históricas ilustres, inclusive grandes mestres da arte e da literatura, como Botticelli e Jean Cocteau; as grandes casas reais da Europa, como as dinastias Médici, Bórgia, Habsburgo e Bourbon; figuras religiosas veneradas, como Francisco de Assis e Joana D’Arc; grandes mentes científicas, como Leonardo Da Vinci e Sir Isaac Newton; e os heróis lendários da saga arturiana. Todos esses personagens e muitos outros estão vinculados aos protagonistas do Novo Testamento: Jesus Cristo, Maria Madalena, João Batista e Judas.
O jogo do anjo (El juego del ángel)![]()
Carlos Ruiz Zafón (trad. Eliana Aguiar)
Objetiva – 2008
David Martín nasceu em Barcelona, no primeiro ano do século XX e logo começou a tomar golpes da vida. Seu pai, segurança do jornal La Voz de la Industria, morreu assassinado na porta da redação quando David era criança. O jeito para a escrita logo se manifestou, mas as oportunidades nunca estiveram à altura do poetencial do rapaz. E seu grande amor, Cristina, foi parar nos braços de seu amigo e protetor, Pedro Vidal, herdeiro do jornal e o homem a quem era destinado o tiro que matou o velho Martín. / Aos 28 anos, cínico, habituado a vender barato seu talento, vivendo sozinho num lúgubre casarão em ruínas, David se descobre doente. Tem poucos meses pela frente. É quando surge em sua vida Andreas Corelli, um estrangeiro que se diz editor de livros. Sua origem é um mistério, mas sua fala é mansa e sedutora. Ele promete a David muito dinheiro e sua proximidade parece, de forma inexplicável, devolver a saúde ao escritor. / Em troca, Corelli não pede pouco: sua encomenda é um livro com potencial de influenciar milhões de vidas. O dilema de David, ao questionar os motivos do soturno editor, é saber se o custo de seu trabalho não será muito maior do que ele imagina.
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200 crônicas escolhidas![]()
Rubem Braga
Record – 2008
Rubem Braga nunca deixou de escrever regularmente crônicas para jornais e revistas, vindo a constituir um verdadeiro fenômeno: o de ser o único escritor a conquistar um lugar definitivo na nossa literatura exclusivamente como cronista. Abordando sempre assuntos do dia-a-dia, falando de si mesmo, de sua infânica, mocidade, primeiros amores, impregnava tudo que escrevia de um grande amor à vida – a vida simples, não sofisticada, dos humildes e sofredores. Tinha predileção especial pelas coisas da natureza, tomando frequentemente como tema o mar, os animais, as árvores. Não apenas as suas crônicas de amor e exaltação à mulher, mas também as que dedicou a passarinhos, borboletas, cajueiros, amendoeiras e pescarias são das mais belas páginas de nossa literatura. / “200 crônicas escolhidas” é uma reunião dos melhores textos produzidos por Rubem Braga enbtre 1935 e 1977. A escolha das crônicas foi feita pelo prórprio autor, com base na seleção original do amigo Fernando Sabino.
Marina (Marina)![]()
Carlos Ruiz Zafón (trad. Eliana Aguiar)
Objetiva – 2011
Na Barcelona dos anos 1980, o menino Óscar Drai, um solitário aluno de internato, conhece Marina, uma jovem misteriosa que vive num casarão com o pai idoso. Em passeios pela cidade, os dois presenciam uma cena estranha num cemitério e se envolvem na resolução de um mistério que remonta aos anos 1940. Numa tentativa inútil de escapar da própria memória, Oscar abandona sua cidade. Acreditava que, colocando-se a uma distância segura, as vozes do passado se calariam. Quinze anos mais tarde, ele regressa à cidade para exorcizar seus fantasmas e enfrentar suas lembranças – a macabra aventura que marcou sua juventude, o terror e a loucura que cercaram a história de amor.
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Harry Potter ant The Philosopher’s Stone
J. K. Rowling
Bloomsbury – 1997
Harry Potter and the Philosopher’s Stone is the first novel in the Harry Potter series written by J. K. Rowling and featuring Harry Potter, a young wizard. It describes how Harry discovers he is a wizard, makes close friends and a few enemies at the Hogwarts School of Witchcraft and Wizardry, and with the help of his friends thwarts an attempted comeback by the evil wizard Lord Voldemort, who killed Harry’s parents when Harry was one year old.
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Um otimista incorrigível (Always looking up: the adventures of an incurable optimist)
Michael J. Fox (trad. Cassius Medauar)
Planeta do Brasil – 2009
Em 1998, Michael J. Fox, ator conhecido pela trilogia “De volta para o Futuro” e pela série de TV “Spin City”, anunciou que estava com Doença de Parkinson. Em vez de desistir de tudo, Michael deu um exemplo de força de vontade e passou a enfrentar a doença. “Um otimista incorrigível” faz parte desta luta. nestas memórias, mais que contar suas dificuldades, ele relata como aprendeu a viver com a doença, como é seu dia a dia e como passou a se relacionar com o trabalho, a política, a fé e a família.
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Gato escaldado tem nove vidas (Cat o’nine tales)![]()
Jeffrey Archer (trad. Renato Motta)
Bertrand Brasil – 2008
Depois de passar dois anos em presídios de Sua Majestade, sob acusações de perjúrio e obstrução da justiça durante uma investigação do governo britânico, Jeffrey Archer pode se considerar um “gato escaldado” e usou sua experiência e relatos prisionais para criar este livro. / Durante seu encarceramento em cinco diferentes estabelecimentos, Archer teve contato com várias histórias dignas de serem transformadas em material literário…
Lugar nenhum (Neverwhere)![]()
Neil Gaiman (trad. Juliana Lemos)
Conrad Editora do Brasil – 2010
Em “Lugar Nenhum” Neil Gaiman conta a história de Richard Mayhew, um jovem escocês que vive uma vida normal em Londres. Tem um bom emprego e vai se casar com a mulher ideal. Uma noite, porém, ele encontra na rua uma misteriosa garota ferida e decide socorrê-la. Depois disso, parecer ter se tornado invisível para todas as outras pessoas. As poucas que notam sua presença não conseguem lembrar exatamente quem ele é. Sem emprego, noiva ou apartamento, é como se Richard não existisse mais. Pelo menos não nessa Londres. Sim, porque existe uma outra – a Londres-de-Baixo. Constituída de uma espécie de labirinto subterrâneo, entre canais de esgoto e estações de metrô abandonadas, essa outra Londres é povoada por monstros, monges, assassinos, nobres, párias e decaídos – e é para lá que Richard vai.
Deuses americanos (American gods)![]()
Neil Gaiman (trad. Ana Ban)
Conrad Editora do Brasil – 2011
O criador de Sandman reúne os deuses de todas as mitologias para atacar a América. / Deuses Americanos, o melhor e mais ambicioso romance de Neil Gaiman, é uma viagem assustadora, estranha e louca que envolve um profundo exame do espírito americano. Gaiman ataca desde a violenta investida da era da informação até o significado da morte, sem sacrificar seu peculiar senso de humor e a rica estilo narrativo que ele vem exibindo desde Sandman. / Após a morte de sua esposa em um acidente de carro, Shadow é liberado da prisão antes de cumprir totalmente sua pena. Perdido, acaba por conhecer um homem misterioso, chamado Wednesday, que será muito mais importante na vida de Shadow do que ele imagina. Na verdade, Wednesday é um antigo deus, certa vez conhecido por Odin, o Pai de Todos. Ele está percorrendo os Estados Unidos a fim de reunir seus companheiros esquecidos para uma batalha épica contra as divindades do mundo moderno: internet, televisão, cartões de crédito, telefone, rádio… Shadow aceita ajudar Wednesday, e eles se lançam a uma tempestade psicoespiritual que se torna demasiadamente real em suas manifestações. A esposa morta de Shadow, por exemplo, continua a aparecer, e não apenas como um espectro – a dificuldade de ambos em manter seu relacionamento se torna sombriamente engraçada, assim como o resto do livro. / Armado somente de seus truques com moedas e alguma determinação, Shadow inicia uma viagem fantástica pela superfície visível das coisas – ao seu redor, sob ela -, literalmente descobrindo todos os poderosos mitos que os imigrantes europeus trouxeram com eles quando chegaram àquelas terras, assim como os que já viviam lá. Eles aparecem alí onde menos se esperava, zanzando na beira de estradas, comendo hamburgueres, são agora trapaceiros, prostitutas, sombras. “Esta não é uma boa terra para deuses”, diz Shadow. / Mais do que um turista na América, Neil Gaiman oferece uma perspectiva de fora para dentro – e, ao mesmo tempo, de dentro para fora – da alma e espiritualidade do país e do povo americano: suas obsessões por dinheiro e poder, sua miscigenada herança religiosa e as conseqüências sociais, e as decisões milenares que eles enfrentam sobre o que é real e o que não é.
Um sábado qualquer![]()
Carlos Ruas
Devir – 2011
Dotado de um senso de humor afiado e uma sensibilidade ímpar, Ruas consegue agradar desde os crentes mais fervorosos até o mais cético dos ateus. Seu traço singelo dá aos personagens um visual “fofinho”, que acaba servindo de contraponto às tiradas certeiras, inteligentes e nada inocentes. / Carioca de Niterói, Ruas faz parte da nova geração de cartunistas que, no lugar da famigerada luta por espaço nos jornais, resolveu meter as caras e usar a Internet para publicar seu trabalho e mostrar o seu talento. O resultado não poderia ser mais satisfatório, milhares de leitores fiéis visitam seu site diariamente em busca de Deus e, claro, boas risadas. / É com grande satisfação que vejo os quadrinhos de Ruas fazerem o caminho inverso do que estamos acostumados a presenciar, migrando da tela para o papel, nessa compilação com os melhores momentos do criador e suas criaturas. / Diz a crença que não se deve falar o santo nome em vão, mas se o homem foi feito à imagem e semelhança de Deus, então acho que tudo bem Carlos Ruas ter feito Deus à imagem e semelhança do homem. (Orlandeli)
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Pedaços e Pedacinhos![]()
Brasílio Duarte
L&PM – 2010
Tive o desejo de escrever um pequeno livro sobre minha vida. Um livro de memórias sem, no entanto, parecer autobiografia. Foi assim que a idéia me surgiu e, com o tempo, se desenvolveu. Foi necessário dar-lhe um título e, com ele, as razões ou a razão de seu surgimento. Assim, peneirando as idéias, foi aparecendo o nome de “Pedaços e Pedacinhos” e, lentamente, se corporificou. “Quanto às razões, o próprio livro diria, ao longo das narrativas, e pelas quais se justificasse o seu cognome”. / No entanto quero oferecer, para um melhor entendimento, aos novos leitores, um esclarecimento mais íntimo da organização e das intenções deste livro, a saber: Pedaços e Pedacinhos é um compilado de idéias, registro de fatos, estórias, poesias, tudo interligado à vida. Ao longo das narrativas, estarão dissimuladas as intenções e o leitor, arguto, poderá descobrir a mensagem sutil. E esta jóia, se lapidada, poderá orientar cada um em suas caminhadas pela vida, neste mundo, quiçá um mundo melhor. / Pedaços e Pedacinhos, como grãos de areia (alegoricamente), ajuntaram-se para construírem este livrinho. / Se alguns destes grãozinhos puderem incentivar ou constituírem-se em algo de bom e útil a alguém, ainda que apenas deleitável, estarei plenamente satisfeito. / O Autor.
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Mulher perdigueira: crônicas![]()
Carpinejar
Bertrand Brasil – 2010
Fabrício Carpinejar é daqueles fenômenos que surgem raro em raro. Poeta, firmou logo sua voz, nascida sim de inúmeras leituras, mas debastadada por uma vivência que, reconhecendo a dor de existir, se recusa a aceitá-la. Por isso, seus poemas, profundamente enraizados na tradição ocidental, perseguem ao mesmo tempo densidade e simplicidade, marca registrada que recupera a idéia do poeta como porta-voz do sentimento do mundo. / Concomitantemente, Fabrício Carpinejar vem desenvolvendo uma carreira como cronista. O poeta empresta seu olhar para comentar o dia a dia, e o resultado é surpreendente: ele lê o avesso, inaugura palavras, desinterdita sentidos, descerra conceitos, solta idéias originais assustando a multidão impassível, como podemos observar neste Mulher Perdigueira. / Mas Fabrício Carpinejar vai além: restabelece o diálogo com o público, incomum entre seus pares, compartilhando dúvidas, angústias, espantos. E, para levar sua palavra ao leitor, não mede esforços: ocupa todas as tribunas disponíveis, sejam elas virtuais (blog, Orkut, Twitter, celular, rádio, televisão), sejam presenciais – de ônibus, de táxi, de metrô, trem ou avião, ele irá levar sua mensagem a uma pessoa ou a milhares. / Fabrício Carpinejar assume seu ofício com a consciência dos que se sabem predestinados. (Luiz Ruffato)
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Cartas a um jovem poeta
Rainer Maria Rilke
L&PM – 2010
Paris, fevereiro de 1903. Rainer Maria Rilke (1875-1926) recebe uma carta de um jovem chamado Franz Kappus, que aspira tornar-se poeta e que pede conselhos ao já famoso escritor. Tal missiva dá início a uma troca de correspondência na qual Rilke responde aos questionamentos do rapaz e, muito mais do que isso, expõe suas opiniões sobre o que considerava os aspectos verdadeiros da vida. A criação artística, a necessidade de escrever, Deus, o sexo e o relacionamento entre os homens, o valor nulo da crítica e a solidão inelutável do ser humano: estas e outras questões são abordadas pelo maior poeta de língua alemã do século XX, em algumas das suas mais belas páginas de prosa.
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Cem melhores crônicas (que, na verdade, são 129)![]()
Mario Prata
Editora Planeta do Brasil – 2007
Sempre quis saber o que faz do Mario Prata um dos melhores cronistas do país. Sou leitor há anos, décadas. Conheço tudo ou quase tudo que publicou (os textos, aqui reproduzidos, da Revista de Urologia são uma novidade, até para mim, confesso). Fascinou-me, já em 1976, na minha primeira visita ao Brasil, o fato de 99% da população parar tudo para assistir a um programa de televisão em preto-e-branco. Não sei se você se lembra, se tem idade para tanto, mas as garotas chegavam a dar gritinhos na abertura da novela Estúpido cupido, escrita pelo Prata. Era só tocar a musiquinha. Juro. Seria Mario Prata o último grande cronista em preto-e-branco? Não, não é isso. Prata é moderno e colorido (também). Diz ele, neste livro, que aprendeu a fazer amor no dia 1º de maio de 1968. Mais moderno impossível, embora deva ser mentira ou, para usar a terminologia técnica de cronista, um “passarinho” (vide Chico Buarque em Paris, na página 148). Prata já escreveu romance na internet e experimentou Viagra. Tentou até “ficar”, segundo afirma. / No fundo, acho que é isso. Prata sabe fazer rir, do passado e do presente. Sabe nos dizer, como poucos, por que o churrasco, como instituição, é engraçado. Vimos, com ele, como é hilário o fato de o tempo passar. Cronista é isso. Seus melhores textos estão aqui. (Matthew Shirts)
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O vendedor de armas![]()
Hugh Laurie (trad. Cassius Medauar)
Editora Planeta do Brasil – 2010
Quando Thomas Lang, ex-militar de elite, recebe uma proposta de 100 mil dólares para assassinar um empresário norte-americano, ele decide, imediatamente, alertar a suposta vítima – uma boa ação que não ficará impune. / Em questão de horas, Lang terá de se defender com uma estátua de Buda, jogar cartas com bilionários impiedosos e colocar sua vida (entre outras coisas) nas mãos de muitas mulheres fatais, enquanto tenta salvar uma linda moça e impedir um banho de sangue mundial.
Dez anos com Mafalda![]()
Quino (trad. Monica Stahel)
WMF Martins Fontes – 2010
Este álbum reproduz, organizadas por tema, as tiras desenhadas por Quino durante os dez anos em que produziu a Mafalda. Qual leitor não desejou, tantas vezes, ver reunidas as trapalhadas do Felipe, as futilidades da Susanita, o pão-durismo do Manolito? E a sopa? O álbum reúne em 13 temas todas as histórias da Mafalda, para deleite dos fãs e futuros fãs. Só das batalhas diárias da Mafalda contra a sopa são 28 tiras. “Não importa o que eu penso da Mafalda, mas sim o que ela pensa de mim.” (Julio Cortázar)
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Como é duro ser pai – e outras tragédias![]()
Efraim Kishon (trad. Otto Heilig e Gerta Heilig)
EPU – 1984
“A literatura de Efraim Kishon dispensa qualquer introdução. Abre-se um livro dele, qualquer um, e dez minutos depois se está arrebatado. Em todo episódio do real ele enxerga um germe de comicidade, um grãozinho de absurdo.” (Paulo Rónai) / Efraim Kishon nasceu com o nome de Ferenc Hoffmann, em Budapeste, 1924. Escreveu seu primeiro romance com a idade de 14 anos. Aos 18 recebeu o Prémio Húngaro de Contos. Cursou História da Arte na Universidade de Budapeste. Após a Segunda Guerra Mundial emigrou para Israel, fugindo de campos de concentração alemães e russos. Mudou seu nome e estudou hebraico, adquirindo profundo domínio do idioma. Provavelmente é o escritor satírico mais lido do mundo.
A menina que roubava livros
Markus Zusak (trad. Vera Ribeiro)
Intrínseca – 2010
Entre 1939 e 1943, Liesel Meminger encontrou a Morte três vezes. E saiu suficientemente viva das três ocasiões para que a Própria, de tão impressionada, decidisse nos contar sua história. História que, nas palavras dirigidas ao leitor pela ceifadora de almas no início de A menina que roubava livros, “é uma dentre a pequena legião que carrego, cada qual extraordinária por si só. Cada qual uma tentativa – uma tentativa que é um salto gigantesco – de me provar que você e a sua existência humana valem a pena”. / Essa mesma conclusão nunca foi fácil para Liesel. Desde o início de sua vida na Rua Himmel, numa área pobre de Moleching, cidade desenxabida próxima a Munique, ela precisou achar formas de se convencer do sentido de sua existência. Horas depois de ver seu irmão morrer no colo da mãe, a menina foi largada para sempre aos cuidados de Hans e Rosa Hubermann, um pintor desempregado e uma dona de casa rabugenta. Ao entrar na nova casa, trazia escondido na mala um livro, O manual do coveiro. Num momento de distração, o rapaz que enterrara seu irmão o deixara cair na neve. Foi o primeiro dos vários livros que Liesel roubaria ao longo dos quatro anos seguintes. / E foram estes livros que nortearam a vida de Liesel naquele tempo, quando a Alemanha era transforamda diariamente pela guerra, dando trabalho dobrado à Morte. O gosto de roubá-los deu à meninua uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito. E as palavras que Liesel encontrou em suas páginas e destacou delas seriam mais tarde aplicadas ao contexto da sua própria vida, sempre com a assistência de Hans, acordeonista amador e amável, e Max Vandenburg, o judeu do porão, o amigo quase invisível de quem ela prometera jamais falar.
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Dr. House: um guia para a vida (Dr. House: un guia para la vida)![]()
Toni de la Torre (trad. Ângelo dos Santos Pereira)
Lua de Papel – 2010
O Dr. House é um indivíduo mal-educado, antipático, arrogante e solitário que acha que é o dono da razão e sempre tem um comentário ácido a fazer sobre tudo. Mesmo assim, possui uma grande quantidade de admiradores. As mulheres não conseguem resistir ao seu encanto, enquanto os homens tentam se parecer com o médico. / Será que isso ocorre por causa de suas frases provocantes? Será o seu caráter antissocial? Ou talvez o caráter transgressor do personagem, seus comentários? Provavelmente é tudo isso somado e mais o efeito de admiração e respeito (quem sabe até carinho) que inspira nos que o cercam. / Mas se é verdade que qualquer um pode ser antipático, ter uma vida mal-humorada é uma arte para a qual só alguns estão preparados. Só vivendo uma vida cheia de amargura e de mau humor é que alguém conseguirá se parecer (ainda que de longe) com o genial Dr. House. E é isto que este livro ensina, uma filosofia divertida e vencedora para que sua vida nunca mais seja como antes.
Fernando Pessoa – Poesias![]()
Fernando Pessoa
L&PM – 2010
Neste livro foram reunidas algumas das mais célebres criações do poeta em suas diversas fases e de seus heterônimos. “Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa: ‘Navegar é preciso, viver não é preciso’. / Quero pra mim o espírito desta frase, transformada a forma para a casar com o que eu sou: Viver não é necessário; o que é necessário é criar. / Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso. Só quero torná-la grande, ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a minha alma a lenha desse fogo. / Só quero torná-la de toda a humanidade; ainda que para isso tenha de a perder como minha. / Cada vez mais assim penso. Cada vez mais ponho na essência anímica do meu sangue o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir para a evolução da humanidade. / É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa raça.” (Fernando Pessoa)
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Mais badulaques![]()
Rubem Alves
Parábola Editorial – 2004
Rubem Alves encontrou nos badulaques o modo simples de tocar verdades fundas e de imprimir à sua escrita algo da velocidade que nosso tempo vem imprimindo à vida sua e de seus leitores. / Mas é preciso ressaltar que velocidade na escrita não representa facilitação no enfrentamento de questões, não significa apagamento de conflitos. Irônico, bem-humorado e tomado de urgência, o autor abre sua canastra secreta e assume a falta de tempo para transformar todos os seus pensamentos em peças literárias esmerilhadas pela técnica do escrever. No entanto, em seu ofício de escritor, papel que lhe traz felicidades e infelicidades, não pode se furtar a compartilhar pensamentos. Mais badulaques é, então, pensamento irreprimido, persistente, incontornável. / Cientes da necessidade de tematizar o transcendente e de revisitar o cotidiano, Rubem Alves e a Parábola Editorial decidiram trazer a livro esses badulaques, que ultrapassam a temporalidade do jornal. A boa aceitação dispensada ao primeiro livro da série, Quarto de badulaques, nos leva a crer que Mais badulaques, registro de fecundidade, tem um papel a cumprir na relação do autor com seus leitores.
Quarto de badulaques![]()
Rubem Alves
Parábola Editorial – 2003
Quarto de badulaques é o primeiro livro de Rubem Alves lançado pela Parábola Editorial. Em seu novo livro, ele abre ao público a intimidade de seu pensamento, a instantaneidade de seu olhar, o desassossego de suas impressões. É o escritor abrindo suas gavetas, seu quarto de escrever, sem receio de expor seus badulaques, seus pensamentos miúdos, aqueles que povoam o dia-a-dia, que nos assaltam antes de dormir. / O resultado é um texto que preserva a vivacidade do pensamento e cobre a quase-totalidade das questões que inquietam a maioria das pessoas: o divórcio, o futebol, a religião, a família, a política, a economia, o casamento, o envelhecimento, a infância abandonada, o terrorismo, a educação, a ecologia, a eternidade, a democracia, a imprensa e a mídia eletrônica, a poesia, o politicamente correto, o sexo, a solidão…
O maior vendedor do mundo (The greatest salesman in the world)![]()
Og Mandino
Record – 2010 (original de 1968)
Por que este livro se transformou em uma das obras mais vendidas em todo o mundo, adquirido por companhias importantes como a Coca-cola e a Volkswagen? / O segredo de Og Mandino para alcançar tão extraordinário sucesso é apresentar a vida em termos mais claros e simples: verdade, sinceridade e fé. Pessoas de todos os níveis e atividades espirituais, intelectuais e de negócios já compreenderam a mensagem e, com autêntico zelo filantrópico, dedicam-se a difundi-la. Esses milhões de leitores não tiveram dificuldade em perceber a grande qualidade da obra e a unidade espiritual que emana de todas as sua páginas: “A vida é um dom maravilhoso e é preciso vivê-la em toda a sua plenitude.” / Nesta obra, Og Mandino demonstra que a satisfação e o bem-estar resultam do fato de o homem haver encontrado a sua verdadeira personalidade e utilizá-la na sua vida diária. Ao alcançar este objetivo – assegura o autor – todos os demais benefícios de ordem material são simplesemnte uma consequência lógica. / O Maior Vendedor do Mundo reflete, com singular inspiração, o belo pensamento de Emerson: “Em realidade, somos mais do que conhecemos de nós mesmos e, com frequência, ouvimos sair de nossos lábios coisas que não acreditávamos ser capazes de dizer.”
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O filho da máfia (Son of the mob)![]()
Gordon Korman (trad. Marcelo Mendes)
Arxjovem – 2005
Vince Luca leva uma vida não muito diferente das dos outros rapazes de 17 anos. Seu melhor amigo, Alex, é louco para se dar bem com as garotas, mas não consegue nada; o irmão mais velho é uma dor de cabeça permanente; o pai está sempre cobrando mais motivação e entusiasmo. Uma rotina comum, não fosse por um detalhe: seu sobrenome. Vince é filho de Anthony Luca, um poderos chefe do crime organizado de Nova York. As conexões da família algumas vezes são até convenientes: há sempre uma boa mesa em restaurantes e existem os professores que não se atrevem a lhe dar uma nota ruim, por exemplo. Na maioria das vezes, porém, há os inconvenientes, principalmente quando Vince conhece a garota de seus sonhos. Porque, como ele, ela também tem um parentesco comprometedor: é a filha do agente federal que há anos grampeia a casa de Vince, tentando colocar o chefão Luca atrás das grades. Quanto mais Vince tenta se manter afastado dos negócios do pai, mais eles parecem tomar conta de sua vida.
A cabana![]()
William P. Young (trad. Alves Calado)
Sextante – 2008
Durante uma viagem de fim de semana, a filha mais nova de Mack Allen Phillips é raptada e evidências de que ela foi brutalmente assassinada são encontradas numa cabana abandonada. Após quatro anos vivendo numa tristeza profunda causada pela culpa e pela saudade da menina, Mack Recebe um estranho bilhete, aparentemente escrito por Deus, convidando-o a voltar à cabana onde aconteceu a tragédia. Apesar de desconfiado, ele vai ao local numa tarde de inverno e adentra passo a passo o cenário de seu mais terrível pesadelo. Mas o que ele encontra lá muda o seu destino para sempre. Em um mundo cruel e injusto, A cabana levanta um questionamento atemporal: se Deus é tão poderoso, por que não faz nada para amenizar o nosso sofrimento? As respostas que Mack encontra vão supreender você e podem transformar sua vida de maneira tão profunda como aconteceu com ele. Você vai querer partilhar este livro com todas as pessoas que ama.
Ora bolas: o humor de Mario Quintana![]()
Juarez Fonseca
L&PM – 4.ed – 2009
Em vida, o personagem Mario Quintana (1906-1994) era tão conhecido quanto o poeta Mario Quintana; e Porto Alegre, a cidade de adoção deste alegretense, aprendeu a gostar do personagem tanto quanto dos seus versos. Este livro, com 130 historinhas protagonizadas por Quintana e registradas e adaptadas pelo jornalista Juarez Fonseca – que entrevistou amigos, familiares e conhecidos -, eterniza o personagem e prsta uma homenagem ao poeta. Mais do que o humor e a irreverência de Quintana, estas anedotas (pequenos poemas do dia-a-dia, segundo alguns) expõem claramente uma personalidade rica, forte e marcante. Muitas delas deliciam pelo seu lirismo, algumas assustam pela quase crueldade, mas todas encantam pela sua originalidade e pelo tanto de humanidade que revelam. No correr das páginas, o que vai se desenhando é um painel biográfico e sentimental daquele que é um dos maiores poetas brasileiros.
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O caso dos exploradores de cavernas (The case of speluncean explorers)![]()
Lon L. Fuller (trad. Ivo de Paula)
Livraria e Editora Universitária de Direito – 2003
Pretende-se com a leitura da presente obra aguçar a curiosidade dos acadêmicos que adentram à Universidade, inaugurando-os no pensamento jurídico, levando-os, gradativamente, à formação de uma consciência crítica, a partir do contato com os mais atraentes temas da Ciência do Direito suscitados pela obra “O Caso dos Exploradores de Cavernas”. A leitura do texto não pressupõe um conhecimento do direito ou de filosofia legal e deverá ser, não só pouco penosa, mas sim uma agradável Introdução à Ciência do Direito. O caso jurídico narrado no livro foi excrito por Lon L. Fuller e inicialmente publicado sob o título “The Case of the Speluncean Explorers”, na revista Harvard Law Review, vol. 62, nº 4 (1949) pp. 616-645. Fuller descreve em sua obra cinco votos da Suprema Corte, proferidos pelos seus membros ao analisar o caso, os quais exploram o feito de perspectivas factuais diferentes e sob princípios legais distintos.
Nosso lar![]()
Francisco Cândido Xavier (psicografado – André Luiz)
FEB – Federação Espírita Brasileira – 1944
A vida não cessa. A vida é fonte eterna e a morte é o jogo escuro das ilusões. O grande rio tem seu trajeto, antes do mar imenso. Copiando-lhe a expressão, a alma percorre igualmente caminhos variados e etapas diversas, também recebe afluentes de conhecimentos, aqui e ali, avoluma-se em expressão e purifica-se em qualidade, antes de encontrar o Oceano Eterno da Sabedoria. Cerrar os olhos carnais constitui operação demasiadamente simples. Permutar a roupagem física não decide o problema fundamental da iluminação, como a troca de vestidos nada tem que ver com as soluções profundas do destino e do ser. (…) Seria extremamente infantil a crença de que o simples “baixar do pano” resolvesse transcedentes questões do infinito.
Crepúsculo (Twilight)![]()
Stephenie Meyer (trad. Ryta Magalhães Vinagre)
Intrínseca – 3.ed – 2009
Quando Isabella Swan se muda para a melancólica cidade de Forks e conhece o misterioso e atraente Edward Cullen, sua vida dá uma guinada emocionante e apavorante. Com corpo de atleta, olhos dourados, voz hipnótica e dons sobrenaturais, Edward é ao mesmo tempo irresistível e impenetrável. Até então, ele tem conseguido ocultar usa verdadeira identidade, mas Bella está decidida a descobrir seu segredo sombrio. O que Bella não percebe é que quanto mais se aproxima dele, maior é o perigo para ela e para os que a cercam. E pode ser tarde demais para voltar atrás…
Violetas na janela![]()
Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho (psicografado – Patrícia)
Petit – 1994
Patrícia desencarnou com dezenove anos. Encarnada era Espírita convicta, estudiosa das verdades eternas. Sua desencarnação foi como dormir para acordar no Plano Espiritual, entre amigos. Encantou-se com o que viu, com relatos de companheiros, que tempos depois vêm até nós, encarnados, ditar sua aventura. Violetas na Janela mostra o relato de uma pessoa consciente do que seja a desencarnação. Tira mais um véu dos mistérios além-túmulo. Narra com simplicidade as belezas que encontrou no Plano Espiritual, fala de suas necessidades e das de outros. Necessidades do tipo: Como se alimentar? Como se vestir? Sentiria frio? Usaria o banheiro? Patrícia descreve com clareza a Colônia para onde foi levada, o Educandário, a Escola, o Hospital, as Moradias, etc. O mais importante: Patrícia fala da ajuda que obteve dos familiares Espíritas e da sustentação psicológica que recebeu do seu genitor, exemplificando a muitos como proceder diante da morte física de entes queridos. Esta maravilhosa descrição encantará a todos os leitores.
Da Vinci![]()
A intimidade, a obra e a Itália do gênio que derrubou as barreiras entre a arte e ciência
Revista História Viva – Especial Grandes Temas
Duetto Editorial Ltda – 2009
Leonardo da Vinci foi um gênio ungido pela liberdade. Seu talento provavelmente alcançou tal plenitude porque, antes do dom de criar, o destino lhe reservou um tempo de vida no período chamado Renascimento, em que um artista bastardo podia ascender. Foi o humanismo, patrocionado pela elite da época, que pôs em movimento um turbilhão artístico no qual nosso personagem ocupou lugar de destaque. A Europa do tempo de Da Vinci florescia como um continente aparentemente fragmentado, mas que começava a se integrar e a colher prosperidade como bloco. Na política, pelos laços entre nobrezas. na economia, por força do comércio e do dinheiro – o emaranhado financeiro e o poder dos bancos assumiram, nesse momento, o papel de protagonistas na história, que nunca mais deixaram de ter. Havia ainda, uma ânsia de difusão da nova cultura, nascida como uma retomada da estética e das idéias da Antiguidade clássica. E uma convergência de esforços para divulgar esse mundo dito renascido – como se antes, no auge do feudalismo, ele andasse extinto ou muito doente. Dinheiro farto para a criação foi o motor do triunfo da arte do Renascimento. E Da Vinci? Ele aproveitou cada minuto – e cada moeda – desse esforço de reconstrução do mundo. Circulou com desenvoltura entre príncipes e papas, entre adversários e mecenas e entre amantes e amigos, para conquistar sue espaço. Soube seduzir patrocinadores para suas idéias. Ao fim da leitura desta edição especial, o leitor certamente concluirá que Da Vinci viveu completa e intensamente seu tempo. O que não estava no script é que, ao fazer isso, ele iria transcendê-lo de forma espetacular.