Não tem como não reproduzir por aqui. Pinçado lá do Eu sei, mas esqueci… essa história serve para nos mostrar que mesmo numa era pseudo-globalizada a Rede se presta para fins jamais imaginados por seus criadores. Desejo, sinceramente, felicidade à Fabi. Segue o texto na íntegra, com direito ao comentário da autora no final.
Estava em casa entediada e sozinha como sempre ficava nos finais de semana. Lembrou de um antigo amor. Fechou os olhos e viu aqueles olhos escuros, aquele sorriso meigo… Deu um riso saudoso e num momento “não tenho nada a perder” fez uma busca por ele no skype. Achou… Ele tinha um blog também.
Nossa, há quantos anos não via aquele rosto? Fez as contas e concluiu: 14 anos! Putz conheceu pessoas que no ano seguinte, não lembrava o que tinha feito ou falado. Mas ele era diferente.
Lembrou da primeira vez que o viu. Tinha 11 anos de idade e numa bela tarde, da janela do seu quarto olhou pra direita. Avistou debruçado numa janela, o menino mais lindo que já tinha visto na vida, entediado, olhando pra ela. E gostou.
E assim ficaram por alguns anos. Todos os dias, às vezes noites à dentro. Olhando um pro outro, timidamente. Quando esbarravam pelas ruas, evitam a troca de olhares. Mas na janela sonhavam um com o outro.
O tempo passou, os caminhos os separaram. Ela casou, teve uma filha, separou. Ele serviu ao exército e foi ser músico.
Alguns anos depois, ela o vê entrando numa loja de departamentos. Sem pensar, entra atrás dele. Precisava vê-lo novamente. Fingia que procurava cds, mas na verdade observava seu primeiro amor detalhadamente. Tanto tempo e ele continuava lindo. Ele a notou também.
Aproximaram-se e conversaram pela primeira vez. Trocaram telefones e saíram.
E algo mágico aconteceu. Ele foi o primeiro amor dela, e ela dele, e como os apaixonados são complicados um não sabia do interesse real do outro até aquele dia. E namoraram. E terminaram… Coisas da vida.
Seguiram novamente por caminhos diferentes. Ele casou. Ela também. Ela teve mais duas filhas. Ele foi morar fora. E alguns anos se passaram até aquele momento em que ela lia os textos dele, via suas fotos e percebia que ele estava exatamente igual. E ela também porque, mesmo depois de tantos anos, as mãos suavam, a barriga gelava.
Fez um simples comentário no blog dele. Algo dizia que ela deveria dar essa oportunidade pra ela, pra ele, pra aquela história da infância. Foi dormir cedo, encerrou mais um dia sem graça e sozinha. Já estava se acostumando a viver assim, tinha aceitado.
Acordou, ferveu a água, fez um chá. Verificou seus e-mails e quase teve um troço quando viu um e-mail dele. Começou a ler e se deparou com a declaração de amor mais bonita que já tinha recebido em sua vida. Se emocionou com o que lia, voltou no tempo, custou a acreditar que aquilo era possível. Ele a amava, nunca tinha deixado de pensar nela, se arrependia pelo rompimento. Mas, tantos anos haviam passado…
Respondeu o e-mail e correspondeu a essa paixão. E depois disso recebeu vários e-mails por dia, com as declarações de amor que nem nas suas maiores utopias pensou em receber. E foi ao encontro dele.
E escuta todos os dias dele o mesmo pedido: Casa comigo?
E responde todos os dias pra ele: É o que eu mais quero.
E vivem felizes e viverão assim para sempre.
Queridos amigos, essa é mais uma história da minha vida como todas aqui publicadas. Como perceberam tô organizando e cuidando da minha vida da forma mais feliz que consigo.
Passei meses felizes com o blog, conversar com vocês muitas vezes foi a melhor coisa que fiz no dia. Mas agora, minha vida entrou nos eixos, tenho outras prioridades, adaptações, modificações pra dar conta. Não acho justo deixar vocês sem explicações. Prefiro terminar nossa história assim, com esse sentimento. Mas eu volto, num outro momento com outras histórias. Terminar pra poder começar.
E encerro com esse capítulo da minha história. Com um final feliz. Digno dos contos de fadas modernos que já escrevi e sempre acreditei.
Obrigada pelo carinho que sempre recebi aqui.
A gente se vê por aí.
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Acho que não é um conto de fadas, é a vida de muitas pessoas, meu caro, enfim, acontece nas melhores famílias…bjs!
Além da historinha, gostei do desafiozinho do comentário final dela.
=^)
AMEI, AMEI, AMEI!!!!
Olá, obrigada pela visita ao Uia :o) ainda não encontrei o post sobre o perrengue no Parque da Mônica – a gente é sádico, se diverte com o sofrimento do outro – mas gostei muito daqui, preciso ler os arquivos com mais calma :o)
Lena, tenho certeza! Pra citar só a nossa família, conheço tantos causos pra lá de interessantes que já daria pra escrever um livro!
Bica, desafiozinho? Você andou fumando o orégano da Patroa de novo? Ou por um acaso cheirou alguma carreira de Cashmere Bouquet? Dê uma checada na configuração de sua máquina ou no grau de seus óculos… 😉
Cláudia, histórias boas são pra ser compartilhadas. Sempre. Afinal, para as histórias ruins já temos toda a imprensa nacional. Por isso mesmo vejo os blogs como o último bastião da esperança nesse sentido (e que acalmem os ânimos tanto os jornalistas quanto os blogueiros!)…
Yara, volte sempre. De minha parte o Uia vai constantemente receber minhas visitas!
Oi, gostei muito do seu conto, você é romântico mesmo.
Kátia, também achei muito legal esse conto. Mas não é meu não. Até onde sei deve ser caso verídico mesmo, acontecido com a Fabi (como informei lá no começo). A arte imita a vida ou a vida imita a arte? Pra que inventar ficção se o nosso dia-a-dia já é tão rico e profícuo em situações assim?…
Quer outro caso verídico? Desse eu tenho certeza! Veja aqui, ó: http://www.legal.adv.br/20080625/um-dos-ultimos-romanticos
Inté!
adorei!
adoro finais felizes *–*
Muito bom, não é mesmo? E, como já disse, até onde sei de verdade mesmo…
estava aqui sozinha e entediada ,quando li este conto.de repente me vi com um sorriso no rosto com a alma tão leve que parecia flutuar!como é bom relembrar coisas boas que passam e ficam só na lembrança!parecia ver meu reflexo neste conto.
Pois é, Eli. Repito o que já disse em outro comentário: nossa própria vida já contém uma riqueza de situações que dispensam a ficção!
Abração!
contos de fadas e so imaginacao
Ah, Rayane, quer coisa mais maravilhosa que a imaginação?…