Diamante nas mãos de mendigos

Ontem, num proseio com uma grande amiga, ela me passou a contar suas desventuras no setor em que trabalha. Apesar de ter um chefe direto pra lá de gente boa (não, não sou eu…), outros pseudo-chefes a circundam, passando-lhe tarefas – como direi? – à altura de suas próprias capacidades…

Explico.

Para responder um questionamento específico, um desses sujeitos escreveu num papelzinho (sim, essa é a melhor definição) o que ELA deveria digitar para que ELE assinasse.

Demonstrando o mais profundo conhecimento da língua pátria, inclusive no que diz respeito à eterna dúvida acerca da utilização de “L” ou “U” no final de uma frase, eis que um dos termos escritos no tal do papelzinho era esse: “fulano MIPIDIL para…” Não é fantástico? Qualquer desavisado poderia ter dúvidas na correta aplicação da última letra dessa palavra (?), mas não ele! Escreveu de primeira! O pedido com certeza seria atendido, afinal foi direto, dirigido, ele mesmo é quem deveria atendê-lo!

Noutro trecho dessa mesma epístola, praticamente esbanjando seu profundo conhecimento também do mundo animal, eis que não só encontramos o termo técnico, como também a explicação: “…alguns haraquinídeos (aranhas, ratos, baratas)”. É de pasmar! Um verdadeiro catedrático! Nem mesmo Darwin estaria a par dessa categorização do reino animal!

Enfim, cercada de pessoas desse nível cultural extremo, só posso pedir para que essa minha amiga tenha paciência. Reze a Deus para ter MUITA paciência. E compaixão. E amor. Só não reze pedindo por força, senão acho que ela vai acabar matando alguém…

De minha parte, rezo por ela toda noite…

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