Cordeiro em pele de Lobo?…

Ainda ontem recebi uma mensagem da amiga Elaine elogiando o post do último dia 18/10/06. Segundo ela, agora que voltou de férias (“Férias”? Que que é isso mesmo?), estava se atualizando do que havia ocorrido na blogosfera e deparou-se com a repercussão do dito post.

Fiquei encantado com suas palavras, mas… verdade seja dita: eu também não sou lá um anjo encarnado na Terra. Na realidade o que quero dizer é que foram anos de relacionamento(s) para chegar ao atual “estado da técnica”. Temos que constantemente nos lapidar de modo a estarmos melhores que ontem – mas ainda não tão bons quanto amanhã. Amo de paixão minha baixinha (vulgo Dona Patroa), mas ela também já teve – e ainda tem – que ter muuuuuuuita paciência com esse insubordinado que vos escreve.

Só pra exemplificar, transcrevo novamente um post de  12/10/05 (fato verídico!), no qual dá pra identificar bem quem a santa que ela é:

– ROOOONNCC…

– Bonito, hein?

– Hmm?

– A que horas o senhor chegou ontem?

– UAAHH… Umas onze, eu acho…

– Pois é. Custava ligar? Volta e meia o senhor me apronta uma dessas. Já parou pra pensar por um único momento que eu fico preocupada com você? E se tivesse acontecido alguma coisa? Se ia demorar e sabia que ia demorar então ao menos avisasse. Já perdi a conta de quantas vezes o senhor me aprontou uma dessas. Eu já devo ter direito a sair de casa sem deixar nenhum recado por pelo menos umas duzentas e cinquenta e seis vezes, você não…

– Oito…

– Quê?

– Oito.

– Como assim, “oito”?

– Duzentas e cinquenta e OITO vezes. Não seis.

– …

– Mi?

– VOCÊ. NÃO. TEM. JEITO ! ! !

– Mas te amo tanto…

– @#$%¨&*!!!!

2 thoughts on “Cordeiro em pele de Lobo?…

  1. Vamos reforçar nossa conclusão de ontem: o mundo seria muito melhor se as pessoas mostrassem mais seus nobres sentimentos. Infelizmente nosso mundo se acostumou a exibir o lado ruim… Por isso eu admiro o nobre moço que valoriza sua amada e sua família, com coragem de mostrar isso pra todo mundo ver e ouvir! :o)

  2. Ah, mas a gente NÃO PODE nivelar por baixo, fia! Deixemos quem gosta de exibir o lado ruim para quem goste de ver esse lado ruim e preocupemo-nos com aquilo que realmente é bom. Aliás, particularmente, não acho que se trate de “coragem”, mas, talvez, de ansiedade – uma ansiedade esquisita, uma verdadeira necessidade de compartilhar isso com o resto do mundo, uma vontade de que todos saibam que sim, amar é bom, é fácil e é gostoso. Basta querer. Basta tentar. O resto é felicidade, quer seja no próprio relacionamento, quer seja nas pessoinhas da criançada.

    Mas, pelo menos essa segunda parte, você deverá entender melhor quando tiver seus seis filhos…

    😉

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