Inácio Franco – Um ramo inédito das Três Ilhoas

Marta Amato
Foi quem pesquisou a ascendência açoriana das irmãs.
Já a descendência foi pesquisada pelo falecido genealogista
Dr. José Guimarães por 50 anos e ampliada
por vários outros pesquisadores.)

Por ser Barbacena uma das regiões mineiras onde existem poucos descendentes das Três Ilhoas, foi surpresa encontrar uma filha de Inácio Franco e Maria Teresa de Jesus radicada nessa vila, descoberta fantástica de Douglas Fazolatto, genealogista mineiro. Através de pesquisas de ambos e com complementos de amigos pesquisadores, foi possível trazer à luz este trabalho, complementando as pesquisas do Dr. José Guimarães, responsável pela identificação das três irmãs açorianas que se tornaram figuras lendárias pela grande descendência. Teresa de Jesus, a filha desconhecida de Inácio Franco e Maria Teresa de Jesus, casou-se com um faialense, como sua mãe, Manuel José de Bem. Temos em 250 páginas a descendência do casal, entre eles os irmãos Nana, Dori e Danilo Caymmi; Dr. Paulo Egídio Martins, ex-Governador de São Paulo e os descendentes de Carlos Lacerda.

Outro ponto a ser identificado era a exata naturalidade de Inácio Franco, uma incógnita até então, pois na obra “As Três Ilhoas” consta como sendo “freguesia de Balga, Termo da vila da Feira”, lugar não identificado nos mapas e dicionários corográficos de Portugal. Ao ter acesso, através de amigos pesquisadores, aos dados constantes no processo de genere et moribus (que se encontra na Cúria de Mariana) de um neto de Inácio Franco – Padre Francisco Antonio Junqueira, onde diz que o avô era natural da freguesia de Santa Maria de Celga, também inexistente, procurei na região um nome parecido com CELGA e BALGA cujo orago fosse Santa Maria. Encontrei “VÁLEGA”, orago “Santa Maria”. Solicitei os microfilmes desta localidade em um CHF e finalmente depois de mais de oito anos de buscas localizei o tão procurado batismo.

Valga ou Válega – A terra de Inácio Franco

A Região Centro, à qual pertence a vila de Válega, é composta pelas províncias beirãs (Beira Litoral, Beira Alta e Beira Baixa); corresponde a uma superfície de 23.667 Km2. É a segunda região maior de Portugal e nela estão incluídos os distritos de Viseu, Aveiro, 10 concelhos do distrito de Leiria, o concelho de Mação (distrito de Santarém), distrito de Castelo Branco, Coimbra e Guarda – com excepção de Vila Nova de Foz Côa.

Próximo da ria de Aveiro localiza-se a povoação de Válega que em 1522, contava 328 habitantes; em 1623 o número subiu para 638; em 1687 ultrapassava os 2000 e hoje conta com cerca de 6500 habitantes.

A ria de Aveiro implantou-se num local onde antes (no século X) existia uma grande baía, desde o cabo Mondego até Espinho. Hoje é composta por um sistema lagunar, formando um delta por ação dos rios Vouga e Antuã, local de mistura das águas doce e salgada ainda hoje uma fase dinâmica da sua evolução que tem a ver com os processos de transporte e deposição de sedimentos (…)”.

Para obtermos uma idéia mais pormenorizada acerca da formação da ria de Aveiro, passamos a citar Antônio Pena e José Cabral : “O processo evolutivo deste sistema lagunar foi longo e complexo, tendo influenciado grandemente a população de toda a zona envolvente a ponto de, nos séculos XVI e XVIII, quando a laguna ficou isolada do mar por ação de grandes tempestades, terem sido gravemente afetadas várias das atividades tradicionais desta região como a navegação e a agricultura (devido à inundação e salinização dos terrenos). (…) a ria de Aveiro atravessa a de Entre-Águas e situa-se na província da Beira Litoral, pertencendo ao distrito de Aveiro, concelho de Ovar, freguesia de Válega. Este local tomou o nome de Entre-Águas por se situar muito próximo do local onde se reunem dois rios: o Rio Negro e o Rio Gonde. Os dois formam uma única linha de água que depois de contornar uma zona pantanosa deságua numa pequena enseada da ria de Aveiro, denominada Canto da Senhora.

Citando Pe. Miguel de Oliveira : “É tradição constante nesta freguesia que o lugar de Entráguas foi outrora muito povoado e nele, em tempos que a memória dos homens não atinge, teve assento uma cidade.

Não sabemos ao certo, nem a tradição o diz, o nome dessa cidade; querem uns que se chamasse Matérteles, afirmam outros que se chamou Braziela, corrupção de Varziela, nome dado hoje a uns campos próximos, muito fecundos e produtivos…

Destruída por um cataclismo, nunca mais se levantou dos escombros, foi-se apagando a sua memória, restando-nos apenas esta obliterada notícia na tradição oral ….”

É uma região florestal, de grande diversidade paisagística: contém a Serra da Estrela, maior maciço montanhoso do continente e engloba a ria de Aveiro – extensa zona úmida, distando 5 km de Ovar, mais parecendo uma continuação dessa cidade.

A Grande Enciclopédia Luso-Brasileira, diz sobre a vizinha vila de Avanca: “Basta a toponímia para garantir, ao território desta freguesia, antiguidade pré-nacional de povoamento, o que pode ascender a épocas mais remotas, visto que se conserva até hoje o topônimo Avanca, pois parece ser de origem pré-Romana. Pode supor-se deste topônimo – Avanca, uma origem Semito-Fenícia, assim como Ovar, Válega, Vagos, etc…, povoações situadas na borda da Ria de Aveiro, tendo como origem a raíz Fenícia va ou Ba que significaria “águas”. É curioso que se atribui aos Fenícios – à cerca de 2500 anos – a colonização da região do que é hoje a Ria de Aveiro.

Ovar e Ílhavo, teriam sido fundação Fenícia. Reito Fraião regista haver, talvez, cerca de 26 fontes e 30 casas de moínhos, sendo que a vila próxima Avanca seria habitada mesmo antes dos Romanos dominarem a Península, pois registamos populações pré-Romanas na região, com referências a Avanca, como “Castro de Recarei” (S. Martinho da Gândara). Assim: – “et subtus mons castro recaredi discurrente vivolo Avanca” (ano de 1097).

Sobreviveram os domínios Suevo e Visigótico (séc. V e VI) e, mais tarde, os Árabes, invadindo a Lusitânia (séc. VIII). Depois “um vai-vem” de conquistas e reconquistas na região de Entre Douro e Vouga (Terras de Santa Maria) por Árabes e Cristãos.

Por gentileza do Dr. Romeu Caiafa, transcrevo o que diz sobre Válega, “A Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira”, no volume 33, páginas 856 a 859, da Editorial Enciclopédia Ltda., Lisboa-Rio de Janeiro:

“Válega. Freguesia do Concelho e Comarca de Ovar, Distrito de Aveiro, Diocese e Relação do Porto. Orago: Santa Maria (Nossa Senhora do Amparo). População: 5.343 habitantes em 1.283 fogos. Tem est., telef.-post., escola primária e é servida por um apeadeiro na linha férrea do Norte. É atravessada de N. a S. pela estrada nacional n.o 109; de E. a O. por um regato que vai tomando diversos nomes, como os de Rio da Igreja e Rio Negro, e deságua num dos esteiros da Ria de Aveiro. O centro da freguesia dista a 4 km. da sede do concelho. Confina a N. com Ovar, S. com Avanca e Pardilhó, E. com S. Vicente Pereira e S. Martinho da Gandra, O. com Ovar e Ria de Aveiro. O nome de Vallega aparece pela primeira vez em documento do ano de 1102, aplicado ao rio; o étimo está no latim vulgar vallica, equivalente a vallicula, “o pequeno vale”. Há na Galiza, na margem esquerda do rio Ulla, a paróquia e o município de Valga, com a mesma origem etimológica. O território constituiu-se pelo agrupamento de propriedades rústicas, as mais importantes das quais eram na Idade Média a villa Dagaredi e a vila Peraria, a primeira ao S. e a segunda ao N. do rio; ainda no séc. XIX, uns lugares se diziam da “parte de Degarei” e outros da “parte de Pereira”. A primeira já é mencionada no ano de 929, no contrato de umas salinas, as mais antigas de que há documento em território português. Ainda nas Inquirições de 1220, a freguesia é chamada Degarei, talvez porque aí estivesse a igreja paroquial. A villa Peraria, mencionada em documento do ano de 1002, veio a constituir um concelho com sede no lugar chamado Pereira Jusã (ou de Baixo), para se distingüir da freguesia de S. Vicente de Pereira, designada em alguns documentos por Pereira Susã. O padroado da igreja foi doado cerca de 1182 ao mosteiro de S. Pedro de Ferreira por D. Doroteia, D. Elvira e D. Usquo ou Unisco, que deviam ser descendentes dos fundadores; em 1288, passou para os bispos e para a Sé do Porto; os frutos e os dízimos foram anexados à Mesa Capitular em 1583. É tradição que a primitiva igreja paroquial esteve no lugar do Seixo Branco, num terreno hoje chamado Chão de João Caetano. Antes do séc. XVI, já era no local agora conhecido pelo nome de Adro Velho, onde ainda se conservam duas lápides sepulcrais e se descobriram em 1941 algumas imagens e resto do templo. Como este ameaçava ruína, em 1746 o visitador mandou construir outro no prazo de três anos. Adquirido o terreno um pouco a N., foi lançada a primeira pedra pelo abade Vicente José de Freitas, em 20 de novembro de 1746. Já as obras estavam quase concluídas, quando foi tudo devorado por um incêndio em 25 de abril de 1788. A reconstrução, muito demorada, foi subsidiada pelo imposto de um real no vinho e na carne, na freguesia e em todo o concelho de Pereira Jusã. No templo atual, há algumas boas imagens: um Cristo cruxificado do séc. XVII, a da Padroeira e a de S. José do séc. XVIII, a de Nossa Senhora do Rosário e a do Coração de Jesus, esta do escultor Fernandes Caldas; dos objetos do culto, salienta-se a custódia processional, de prata dourada, do séc. XVII. O cemitério, em frente da igreja, foi concluído em 1871, por conta da Câmara de Ovar, e depois ampliado em 1889 e 1909. O primeiro pároco de que há notícia foi Soeiro Anes, que em 1182 dizia ter recebido esta igreja de D. João Pais, abade de S. Pedro de Ferreira. Desde o fim do séc. XVI, a paróquia tinha o título de abadia. De 1591 a 1622, foi abade Sebastião de Morais Ferreira, que instituiu o vínculo da Quinta da Boa Vista; de 1624 a 1637, D. Diogo Lobo, que depois foi prior-mor de Palmela e bispo eleito da Guarda; de 1813 a 1830, o Dr. Antônio de Sousa Dias de Castro, egresso beneditino, que deixou fama de santo; de 1857 a 1899, o Dr. Manuel Marques Pires, natural de Beduíno, que chegou a ser deputado pelo círculo de Ovar e foi distinto jurisconsulto. D. Diogo Lobo está sepultado na capela de Nossa Senhora de Entráguas. A pedra tumular ostenta o seu brasão e a seguinte legenda: AQVI IAS DOM DIOGO LOBO PRIOR MOR QVE FOI DA ORDEM DE SAM TIAGO DO CONSELHO DE SVA MAGESTADE E BISPO ELEITO DA GOARDA E FVNDADOR E PADROEIRO DESTA IGREIJA DE NOSSA SNRA DENTRE AGOAS FALLECEO AOS VINTE E SETE DE OVTVBRO DE 1654 PELLA SVA ALMA PADRE-NOSSO. Houve uma ermida anterior, com a mesma invocação. A imagem da titular Nossa Senhora da Purificação, é de calcáreo, de inspiração gótica, fins do séc. XV, e está ainda regularmente conservada. Por ficar afastada do povoado, a capela tinha ermitão. Desempenhou devotadamente este cargo, no séc. XVIII, um segundo sobrinho do fundador, José de Sá Pereira Coutinho, caso lembrado num soneto pelo poeta Eugênio de Castro. O povo conta várias lendas a respeito do aparecimento da imagem e da Virgem. A norte da capela, junto ao regato do Portinho, ergue-se o chamado Cruzeiro da Virgem, em cuja base se lê a seguinte inscrição: 1673 N. SNR.a DE ENTRE AGOAS AQUI DEU FALLA A HUA MOÇA. Além desta capela, centro de grande romaria em 2 de fevereiro, há as seguintes capelas públicas: S. Gonçalo, do séc. XVI, que serve de paroquial no impedimento da matriz; S. Bento, no lugar de Paçô, talvez da mesma época; S. João Batista, fundada em 1594, por Afonso da Silva, o velho, de Degarei; S. Miguel, sucessora, quanto à invocação, de uma ermida que em 1102 foi objeto de doação à sé de Coimbra e ao bispo D. Mauricio Burdino. As capelas de propriedade particular, mas abertas ao público, são as seguintes: Senhora do Bom sucesso, fundada em 1721 pelo licenciado João Vaz Correia que nela está sepultado; Senhora da Conceição e Sagrada Família, fundada em 1763 por Francisco Rodrigues da Silva Praça; Senhora das Dores, fundada em 1812 pelo padre João José de Oliveira Amaral; Senhora das Febres, fundada em 1711 pelo padre Bartolomeu Leite do Amaral; Senhora de Lurdes, fundada em 1909 pelo padre Francisco Alves de Resende; Senhora da Maternidade, fundada em 1889 por Manuel Lopes da Silva. Capelas extintas: Senhora da Mâmoa ou da Ermida, antiguíssima, demolida em meados do séc. XIX; Capela dos Presos, em frente dos antigos Paços do Concelho de Pereira Jusã, fechada ao culto desde que este se extingüiu e demolida em 1914; Senhor da Boa Ventura, fundada em 1776, no sítio do Pinheirinho, ao sul de Entráguas, e demolida, segundo se conta, porque num forno de telha, que lhe ficava próximo, uns criminosos queimaram uma mulher. A população da freguesia dispersa-se, ao longo das numerosas estradas e caminhos vicinais, por 46 lugares, situados uns a norte e outros a sul do Rio da Igreja. As testemunhas ouvidas nas Inquirições de D. Dinis, em 1288, declararam que toda a freguesia, à exceção do lugar de Paçô, andava “honrada” por vários fidalgos. Em tempos de D. Afonso III, Fernão Fernandes Cogominho comprara os três lugares de Pereira, Rial e Vilarinho e estabelecera neles uma quintã de que fez honra. Sua viúva, D. Joana Dias, que foi senhora de Atouguia, anexou a essa honra o lugar de Bustelo e mais uma quintã em S. Vicente de Pereira Susã e outra em Guilhovai, no termo de Ovar.

No princípio do séc. XVI, o senhorio destas terras pertencia a D. Joana de Castro, da casa dos condes de Monsanto, a quem secederam D. Pedro de Castro e D. Luís de Castro. Em 1563, passou para a casa dos condes da Feira, em que se conservou até o falecimento do último conde em 1700. A seguir, pertenceu à Casa do Infantado, extinta em 1834. Com essas terras se constituiu, em meados do séc. XIV, o concelho e julgado de Pereira Jusã, que ficou assim a abranger a parte norte da freguesia de Válega, e alguns lugares da de S. Vicente de Pereira e Ovar. D. Manuel deu-lhe foral em Lisboa, a 2-VI-1514. A terra tinha então 20 vizinhos ou famílias, e andava-lhe anexo o Couto de Cortegaça. Pelas reformas de 1836, ficaram a pertencer ao concelho e julgado de Ovar todos os lugares da respectiva freguesia, e ao concelho de Pereira Jusã as duas freguesias de Válega e S. Vicente na sua totalidade. Por decreto de 28-XII-1853, foi esse concelho extinto e incorporado as freguesias no de Ovar. O antigo edifício dos Paços do Concelho, que depois serviu de escola e cadeia, foi vendido em 1914, e é hoje propriedade particular. Na mesma ocasião, foi demolido o pelourinho. A vila, reduzida a simples lugar, perdeu na linhagem do povo o apelativo de Jusã, erroneamente transferido em publicações oficiais para a freg. de S. Vicente de Pereira. Segundo as referidas Inquirições de 1288, na aldeia de Degarei (parte sul de Válega) havia seis casais de cavaleiros em que moravam uns 30 homens e vinte e quatro casais de mosteiros e igrejas. Só o ligar de Paçô (antiga villa Palatiolo) era todo reguengo. No séc. XVI, essas terras estavam no senhorio dos condes da Feira e foram abrangidas no foral concedido à Vila da Feira e Terra de Santa Maria, em 10-II-1514. Esta parte da freguesia pertenceu ao conc. da Feira, até que transitou em 1799 para o de Oliveira de Azeméis, em 1836 para o de Pereira Jusã e em 1852 para o de Ovar. Tinham aqui propriedades o bispo do Porto, o cabido, o mosteiro de Pedroso, o de Grijó, o de Arouca, a Congregação da Oliveira e a Colegiada de Guimarães. Dos fidalgos dos séc. XIII e XIV quase só restam memórias de questões com os bispos do Porto por causa do padroado da igreja. Desde o séc. XVI, fala-se nuns Silvas Antigos que se diziam descendentes de D. Guterre Alderete da Silva e por aqui se uniram a umas velhas famílias de Pires e Anes, somando-se à gente rural, e nuns Valentes que também se atribuíam certa prosápia em Válega e Avanca. Um destes, Valério Valente, casou com Clara de Morais Ferreira, irmã do abade Sebastião de Morais Ferreira, instituidor do vínculo ou morgado da Quinta da Boa Vista. Desse matrimônio nasceu Mariana de Morais, que casou com Garcia de Azevedo Coutinho, cavaleiro da Ordem de Santiago e capitão da Marinha de Guerra em tempo de D. João IV. O vínculo foi abolido em 1846 e o último morgado, Sebastião de Morais Ferreira, (m. em 19-X-1898), deixou os seus bens à Junta da Freguesia, para assistência médica a doentes pobres, por morte dos atuais usufrutuários. Era natural desta freguesia Fr. Antônio Pereira, que foi reitor do Colégio das Ordens Militares em Coimbra e escreveu um livro sobre a Ordem de Santiago, à qual pertencia. Alguns nobiliários locais dão como natural de Válega D. Fr. Vitoriano da Costa, bispo de Cabo Verde. É certo, porém que nasceu no Porto, embora aqui vivesse com seus pais, o licenciado Manuel da Costa Neves e Maria Barbosa, a quem o abade Alexandre Ribeiro (1628-1658) deixou a Quinta de Cima, depois chamada do Cruzeiro e dos Pamplonas. Confinava essa com os passais, e os seus proprietários no séc. XVIII tiveram longas questões com os párocos por causa das águas de rega.” …. ” A maior parte da população dedica-se à agricultura, mas, como a terra está muito parcelada, é grande o contigente migratório, sobretudo para os países da América Central e do Sul [ano de 1945]. Referindo-se ao lugar de Regedoura, escreveu Pinho Leal: “É celebre pela ótima telha que aqui se fabrica, a melhor do reino”. O barro era extraído nas proximidades da capela de Entráguas. Ainda em 1884 funcionavam seis fábrica, mas, devido à concorrência do tipo marselhês, apagaram-se os últimos fornos de “telha da Regedoura”, à roda de 1930. Como curiosidade, registre-se o capítulo “Mefistófeles e Maria Antonia”, do livro Cavar em Ruínas, de Camilo Castelo Branco, baseado no processo inquisitorial de uma mulher ainda lembrada na tradição local pelo nome de “Bruxa do Seixo”…. ” Fazem parte desta freguesia os seguintes lugares situados ao N. do Rio da Igreja: Azenha, Bustelo, Cabo da Lavoura, Cadaval, Carvalheira de Baixo, Carvalheira de Cima, Carvalho de Baixo, Carvalho de Cima, Corga do Norte, Corga do Sul, Espinha, Estrada de Baixo, Estrada de Cima, Molarelo, Pereira, Pintim, Porto Laboso, Quinta e Rego, Regedoura, Rial de Baixo, Rial de Cima, Roçadas da Espinha, Roçadas de Vilarinho, Roçadinhas, S. Gonçalo, Tomadias, Valdágua, Vilarinho. Os do S. são: Bertufe, Candosa, Entráguas, Ervideira, Espartidouras, Fontainhas, Giesteira, Monte da Candosa, Outeiro da Marinha, Paçô, Poças de Gonde, Rua Nova, Seixo Branco, Seixo de Baixo, Seixo de Cima, S. João, Torre e Vilar.

9 thoughts on “Inácio Franco – Um ramo inédito das Três Ilhoas

  1. Gostei muito do artigo “Inácio Franco – Um ramo inédito das Três Ilhoas”. Sou descendente de portugueses oriundos de Válega e faço pesquisa genealógica em diversas freguesias do distrito de Aveiro.

    Fiquei interessado na hipótese que o senhor citou acerca da colonização fenícia de algumas das cidades/vilas dessa região. O senhor poderia compartilhar a fonte dessa informação?

    Saudações!

  2. Gostei muito do conteúdo
    Gostaria de ter encontrado sobre família cunha .
    Se caso tiver alguma pesquisa
    Por favor informar

  3. Tenho um bisavô maternos
    Pedro Ferreira da cunha casado com carlota da Cunha
    Pais da minha avó Rosa Rita da cunha
    Faleceu em Tarumirim MG em 1940
    Casada com Manoel Venâncio de Aredes
    E tudo que consegui .
    Paterno avós Antônio Candido da cunha
    Casado com Júlia de Souza Teixeira
    Meus pais Francisco Candido da Cunha nascido em 1896 casado com Donata Rosa de Aredes nascida em 1905 e casados em 10/11/1923 em santo Antônio do Glória Vieiras MG.
    Não consta na certidão de casamento local onde nasceram.
    É tudo que tenho da minha família
    Se tiver alguma pista para colaborar comigo eu agradeço.

  4. Bacana o artigo

    tenho origens na família Ignácio Franco por parte de uma bisavó e pesquisando acabo chegando também em Ignácio Franco e Maria Tereza, Ignácio Franco é filho de Manoel Francisco Franco e Vicência,

    acredito que temos grandes parentes por ai…

    abraços

    Vinícius

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