Fora do ar
segunda-feira, 23 de novembro de 2009, às 6:00ESTAMOS FORA DO AR POR MOTIVOS TÉCNICOS

EM BREVE VOLTAREMOS À NOSSA PROGRAMAÇÃO (A)NORMAL
ESTAMOS FORA DO AR POR MOTIVOS TÉCNICOS

EM BREVE VOLTAREMOS À NOSSA PROGRAMAÇÃO (A)NORMAL
Sabem o que descobri com o blecaute de ontem?
E vocês?
Também fizeram alguma descoberta?

BOOSTER GOLD
Michael Jon Carter
Não só no sentido de renovar mas de, literalmente, ficar mais novo… de novo!
Eis que passado o inverno aquela branca barba sazonal já estava dando sinais de fadiga. Ao menos pra Dona Patroa… E uma vez que meus credores já passaram a me reconhecer novamente, estava na hora de mudar o visual! Daí, inspirado nesse cara, ontem à noitinha resolvi fazer este pequeno vídeo…
Divirtam-se!
Não sei se é a idade chegando – ou que já chegou, afinal de contas quatro-ponto-zero implica, em condições normais, talvez mais que metade do caminho – ou se ando um tanto quanto propenso a perceber um pouco mais os fatos que me rodeiam.
Já comentei antes por aqui que, quando adolescentes, temos a certeza absoluta de nossa imortalidade. O amanhã estava muito longe e qualquer um com mais de vinte (vá lá, trinta) não seria digno de confiança. O mundo era maleável o suficiente para assumir o molde que escolhêssemos e o tempo fluido o necessário para que controlássemos sua passagem.
Mas, em algum momento, isso mudou.
E posso lhes assegurar que não foi quando do(s) casamento(s), pois, por mais que tivéssemos planos para o futuro, ele continuava lá longe, incerto e intangível.
Não foi por nenhum apuro específico – e como houveram! – pois mesmo com todos os perrengues passados o tempo ainda se me parecia tal qual mar, de tão vasto.
Acho que o princípio da mortalidade vem com a certeza da imortalidade. E esta representada por meus filhos. Eu passarei, tudo passará, mas as pequeninas coisas – talvez as que realmente importam – irão prosseguir na pessoa de meus herdeiros. Sua educação. Sua noção de certo e errado. Sua forma de enxergar a vida. Eu mesmo sou o resultado de um sem número de gerações e repositório de outro tanto de costumes, manias e gostos que vêm sendo passado insistentemente de pai para filho (ou de mãe para filha, caso o prefiram) e que resultaram na minha noção de individualidade.
Assim o será com meus filhos.
Sei que meio funesto este meu modo de pensar, mas mesmo com a certeza da imortalidade do espírito, a morte parece ter assumido novas e diferentes facetas ultimamente. Garanto que todos nós sempre tivemos algum caso na família ou nas proximidades sobre este ou aquele parente que faleceu de velhice, alguma doença que tenha levado alguma tia e mesmo um ou outro trágico acidente que tenha ceifado algum amigo cedo demais.
Bem, quero crer, como sempre o fiz, que a missão dessas pessoas estavam cumpridas neste plano e já era hora de dar prosseguimento em suas existências.
Mas tais situações parecem estar mudando.
Há pouco tempo uma amiga, ainda mais nova que eu, faleceu. De gripe. DE GRIPE, CARAMBA! Gripe deveria ser aquela doencinha chata e xarope que nos deixa indispostos por alguns dias e depois passa. Mas não. Tem gente morrendo de gripe.
Pior.
Passava pouco das cinco da manhã e um grito de puro horror e nítido desespero ecoou na vizinhança. Somente quem já ouviu algo assim pode saber do que estou falando. Frases desconexas, pessoas tentando apaziguar, até que uma palavra se sobressaiu: “morreu”. Fiquei sabendo horas depois. Meus vizinhos. De parede. Seu filho caçula – adolescente, creio eu. Estava internado com intoxicação alimentar. Algo que deveria, quando muito, implicar numa diarréia mais forte. Mas já fazia uma semana. O quadro piorou. Complicações. Falecimento.
Torpor.
Devaneios. Egoísticos, sim. Chavão, até. Mas inevitáveis. Nenhum pai deve sobreviver aos filhos.
Não há conclusão lógica ou mensagem de esperança ou o que quer que seja para este texto. Trata-se simplesmente de um relato com impressões pra lá de pessoais.
Mas, talvez, haja sim, uma sugestão.
Viva. Esteja com sua família. Aproveite os pequenos momentos. Trabalho, estudo, pesquisa, afazeres, obrigações. Tudo isso pode esperar. Converse mais. Participe intensamente. Nada é tão importante que não possa esperar um pouco mais em detrimento de sua convivência com sua mulher, filhos, netos, primos, tios, sei lá. Mesmo os amigos são a parte de nossa família que podemos escolher.
Pois, no final, é só o que importa.
Mais uma por e-mail da amiga (nada virtual) Sheila.
Regras do jogo: Tente cercar o gato. Vá clicando nos círculos mais claros e eles ficarão mais escuros (por onde o gato não passa). O objetivo do jogo é cercar o gato e não deixá-lo sair do campo de bolinhas.
Garanto-lhes que é tanto viciante quanto irritante!
Mas ainda assim divertido…
Basta clicar no desenho abaixo para começar.
( O endereço original tá aqui…)
“Blog”. Com um esforço – e, talvez, um pouco de boa vontade – podemos enxergar nessa palavra “31 Og”. Mais um pouco e temos (aí, pela fonética), “31th August” – ou seja, 31 de agosto. Ufa! Eis aí o motivo pelo qual nesse dia comemoramos o tal do Blog Day…
Informações mais sérias e detalhadas podem ser encontradas lá no Blog Day.org.
E assim, seguindo a tradição, eis meus 2 cents de contribuição com 5 blogs que considero interessantes:
Na realidade é até injusto limitar-me a apenas cinco blogs, pois diariamente acompanho beeeem mais que isso. Mas, de uma forma geral, procurei colocar pelo menos um representante de cada categoria de assuntos que me interessam…
Pra quem não sabe, parece que hoje é o Dia Mundial da Fotografia. Os detalhes eu tive conhecimento através do pessoal lá do Bem Legaus. Mas como não estou a fim de concorrer a nada, simplesmente resolvi adotar o tema.
É inegável que o que me inspira 24 horas por dia, 7 dias por semana está bem expresso nessa foto aí embaixo…

E vocês, caríssimos leitores?
Que foto os inspiram?…
Muito bons os comentários do Túlio Vianna sobre as alterações ocorridas no Código Penal. Até porque essa matéria realmente nunca foi meu forte… Segue, na integra:
A lei 12.015 de de 7 de agosto de 2009 que alterou o tratamento dados aos crimes sexuais no Brasil já está em vigor.
Alguns rápidos comentários em relação a ela:
1. o legislador inovou fundindo em um único crime de estupro (art.213 CP) o constrangimento ao sexo vaginal e o constrangimento ao sexo anal (anteriormente punido como atentado violento ao pudor). Homem agora também pode ser vítima de estupro. A fusão certamente desagradará aos penalistas ortodoxos, pois o estupro “clássico” (sexo vaginal forçado) sempre foi considerado um crime mais grave, até em função de uma possível gravidez (e, historicamente, da perda da virgindade). Nos tempos atuais, não vejo realmente muito sentido em diferenciar a punição do sexo vaginal forçado e a do sexo anal forçado, até porque tal distinção criava problemas teóricos de pouca relevância prática como saber se o transexual poderia ou não ser vítima de estupro. A equiparação dos dois crimes põe fim a estas discussões inúteis.
2. o legislador insistiu no uso da vetusta expressão “ato libidinoso” na redação dos tipos e perdeu a chance de superar de uma vez por todas problemas de interpretação do tipo. Muita coisa pode ser ato libidinoso: desde o sexo anal, passando pelo sexo oral, até a bolinação ou mesmo o beijo de língua. Assim, qualquer destas práticas com o uso da força ou de grave ameaça passaram a ser consideradas estupro. Conclusão: se alguém forçar outra pessoa a um beijo de língua, pela mera descrição do tipo, estará praticando crime de estupro e será punido com a mesma pena de quem forçar alguém ao sexo anal. Tudo porque o legislador, por falsos pudores, evitou mais uma vez usar a objetividade de expressões como “sexo vaginal”, “sexo anal”, “sexo oral”, “toques libidinosos”, etc., optando pela anacrônica expressão “conjunção carnal” para se referir ao sexo vaginal e pela vaga expressão “atos libidinosos” para se referir a qualquer outro ato que provoque excitação sexual no agente. Grave erro!
3. O legislador acabou com a antiga presunção de violência que equiparava ao estupro com violência ou grave ameaça, o sexo com menores de 14 anos, com deficientes mentais e com quem por qualquer motivo não pudesse dissentir, como por exemplo, a vítima adormecida por um sonífero. Em seu lugar, criou o crime de “estupro de vulnerável” (art.217-A), punindo com penas de 8 a 15 anos a relação sexual, consensual ou não, com menores de 14 anos e com deficientes mentais. Trata-se de um atentado à liberdade sexual de adolescentes e deficientes mentais brasileiros. Se um rapaz de 13 anos mantiver relação sexual com uma mulher maior de 18 anos (uma prostituta, por exemplo), ela poderá ser punida por estupro de vulnerável com pena mínima de 8 anos de prisão. O mesmo se diga em relação a um deficiente mental adulto que doravante não mais poderá se relacionar sexualmente, sob pena de seu parceiro ser punido pelo referido crime. Uma inaceitável ingerência do Estado brasileiro na vida sexual de seus cidadãos.
4. Não há mais a presunção de violência quando a vítima não puder oferecer resistência (antigo art.224, agora revogado). Esta hipótese está prevista agora no novo art.215, com pena bem inferior (de 2 a 6 anos). Assim, se alguém der sonífero à vítima para, aproveitando-se do seu sono, manter com ela relação sexual, não mais pratica crime de estupro, mas tão-somente o crime bem mais leve de “violação sexual mediante fraude”. Esta hipótese que antes era punida como estupro (pena mínima de 6 anos) passa a ser punida agora com pena mínima de 2 anos. Conclusão: se o agente força a vítima a um beijo de língua pode ser condenado a 6 anos de prisão; se dá um sonífero à vítima e com ela mantém relação sexual, será punido com pena mínima de apenas 2 anos. Exageradamente incoerente.
5. O legislador insiste na criminalização da casa de prostituição (art. 229) na contramão da regulamentação da profissão da prostituta e das casas onde o serviço é prestado. Trata-se de uma criminalização baseada exclusivamente em falsos moralismos. Criminalizar a casa de prostituição não vai acabar com este negócio que teve, tem e terá sempre um público consumidor interessado nestes serviços sexuais. A legalização das casas de prostituição permitiria um tratamento muito mais digno à prostituta que poderia ter todos os benefícios de uma carteira de trabalho assinada, incluindo a possibilidade de aposentar-se, bem como exames médicos periódicos a serem exigidos por lei. Por outro lado, o combate à prostituição infantil tornar-se-ia mais fácil, pois o joio seria separado do trigo: estabelecimentos com alvará e legalizados ofereceriam serviços de prostituição prestados por homens e mulheres maiores e a prostituição infantil seria relegada a estabelecimentos à margem da lei. O próprio usuário destes serviços já teria de antemão a possibilidade de optar entre o lícito e o ilícito, o que facilitaria em muito o combate à prostituição infantil e aos que se beneficiam dela.
6. O legislador perdeu mais uma vez a chance de revogar o art.234 do Código Penal que prevê penas de 6 meses a 2 anos de prisão para quem produzir, comercializar ou simplesmente possuir qualquer “objeto obsceno” (sim, as SexShops, por exemplo, praticam todos os dias esta conduta ainda criminalizada por nosso Código Penal puritano). Este crime há muito já deixou de ser aplicado, pois é incompatível com nossa Constituição, mas sabe-se lá por que o legislador o mantém no Código Penal.
7. O novo art.234-A prevê um aumento de metade na pena caso a vítima de algum dos crimes sexuais engravide, mas prevê um aumento de um sexto à metade se a vítima contrair alguma doença. Conclusão: se a vítima contrair AIDS em virtude do crime a pena do réu será aumentada no máximo em igual quantidade caso ela tivesse engravidado.![]()
E eu aqui, fazendo um churrasquinho para meus filhotes, tomando minha usual cervejota e pensando na vida, acabo de concluir uma coisa…
Acho que já não consigo mais ser tão irresponsável quanto já fui um dia.
Mèrde.
Nasce gente.
Morre gente.
A gente fica feliz.
A gente fica triste.
O difícil é conciliar tudo isso.

“Já imaginou um filme que conta a evolução da música nos anos 1920 até 1980, mostrando todo o contexto social, histórico e cultural de forma real? E se você soubesse que cada frame deste filme, após filmado, foi desenhado? Contando a história de um garoto judeu sobrevivente a Primeira Guerra, Ralph Bakshi dirige esta animação de 1981, com trilha sonora de artistas como Jim Morrison, Jefferson Airplane, Jimi Hendrix, Lynyrd Skynyrd, Janis Joplin, entre outros. Sensivelmente cru, é um filme imperdível. Boa parte do filme foi produzida usando a técnica rotoscopia, mas houve a utilização de diversas técnicas como aquarela, computação gráfica e cenas live-action.“
American Pop. Esse filme foi lançado em 1981. Devo tê-lo assistido entre 84 e 85 – quando o aluguel de fitas VHS ainda era algo raro e não sujeito a “controles autorais” rigorosos. Aliás, controle autoral nenhum! Nessa era pré-mesozóica dos vídeos no Brasil ninguém realmente se preocupava com isso, muito menos as grandes indústrias. Porém, aos poucos, o extremo controle foi se instalando e os bons vídeos rareando. Já há muitos anos eu vivo perguntado pelas locadoras se alguém teria esse filme. A maior parte sequer ouviu falar. E não poderia ser em outro lugar, senão na Internet, que eu conseguiria finalmente encontrá-lo! O mais interessante é que eu já havia até me esquecido disso, foi uma coisa totalmente casual…
Bem, enfim, encontrei-o, baixei-o e calmamente assistir-lo-ei (talvez o termo correto seja “desfrutar-lo-ei”) – com direito a muuuuitas pipocas – no próximo final de semana!
Para quem se interessar basta fuçar um pouco (mas o link geral tá aqui).
Aproveitando a deixa de alguns raríssimos momentos de ócio tive a oportunidade de dar uma passeada pelo Reino do Sonhar pelos domínios virtuais sob minha responsabilidade e ver o quão relapso eu me encontro…
Opala Adventure está parado, já há quase dois meses. Bem, a grande verdade é que a reforma de meu Opala (também conhecido como A Lenda) também está parada. Pedreiro em casa, conta-corrente no negativo, falta de tempo para “brincar”, etc. Vamos ver se, dentro em breve, consigo voltar a dar um gás tanto no carro quanto no site.
Jurisprudência Legal é mais uma questão de oportunidade versus possibilidade. Atualizo quando dá – e olha que já tenho bastante coisa impressa para carregar… Trata-se de um cantinho que arranjei para deixar “lembretes para mim mesmo” sobre temas que me interessam dentro de meu trabalho e que um dia talvez eu possa vir a precisar.
Ctrl-C foi um dos meus primeiros momentos na Internet. Alguns aspectos de sua existência o antecederam, mas foram mais experiências soltas, bem como uma maneira de definir os rumos que eu futuramente tomaria no tocante à Rede. Não posso necessariamente dizer que o Legal seja alguma espécie de “evolução” dele, mas, certamente, a criação deste se deu em decorrência daquele…
O Bucéfalo também é mais uma página de lembretes de mim para mim mesmo. Sempre digo que na vida profissional de um advogado, mais do que a própria Lei, é indispensável ser conhecedor da Língua Portuguesa. Na minha concepção, uma pessoa que não saiba se expressar corretamente também não tem como argumentar de modo convincente. E como a dita Língua Portuguesa é uma mocinha matreira e manhosa, dada a pregar constantes peças na gente, resolvi deixar anotadas algumas dicas e sugestões que podem ser úteis no dia-a-dia.
Copoanheiros é uma grande brincadeira etílica que se move mais de ímpetos e sopetões que por eventual programação. É o ponto de encontro virtual onde eu e outros copoanheiros – eventuais ou não – descarregamos nossa boa e velha filosofia de botequim…
Alfa é um pequeno território que não posso realmente classificar como sendo integrante de meus domínios – trata-se de um fake lá do Alfarrábio, criado somente para quando e se o copoanheiro titular resolver aderir ao Wordpress, que então já tenha uma configuração básica. Como não incomoda nem atrapalha, resolvi deixá-lo quietinho lá no cantinho dele.
Genealogia Andrade. Como se eu já não tivesse sarna o suficiente para me coçar, resolvi criar mais uma pequena nação nestas plagas virtuais. Tenho por hobbie a genealogia e pesquisa histórica. Um tanto quanto deixado de lado, mas jamais esquecido! Como volta e meia me surgem novas questões sobre velhos estudos, resolvi começar a reunir tudo num único lugar.
Tudo isso fora muito mais material – muito mais mesmo – sobre os mais diversos assuntos, que ainda necessita de alguma organização e está encerrado lá nas catacumbas de meu computador…
E então morreu Michael Jackson.
Apesar de todos os erros que ele cometeu no decorrer de sua vida – e não foram poucos – antes de mais nada ele foi uma vítima de seu próprio sucesso.
Tá, eu sei que parece um chavão. Mas é verdade.
No início dos anos 80, quando ele ainda não tinha literalmente “mudado de cor” fez um enorme sucesso nas rádios e hit parades. Os adolescentes da época – eu inclusive – se divertiram muito nas danceterias sob as batidas de suas músicas mais famosas.
Foram bons tempos dos quais tenho boas lembranças…
Que descanse em paz.