Um combate inusitado

Já ouviram falar de “Super Power Beat Down”? Não? Tudo bem, vocês são opaleiros e não vieram aqui pra isso… Mas no meu caso eu também sou assim, digamos… meio nerd… De modo que me encanto até mesmo com pequenas bobagens e referências do mundo dos quadrinhos, cinema e ficção de um modo geral.

E foi assim, com encanto, que sem querer acabei encontrando esse vídeo. Foi feito por um pessoal que tem por “compromisso” promover lutas impossíveis entre grandes personagens – inclusive, em alguns casos, com uma qualidade surpreendente! Dentre outros combates já assisti Batman x Wolverine (uma luta injusta), Thor x Superman (um dos melhores), Batman x Deadpool (hilário), Darth Vader x Gandalf (“You shall not pass!”), enfim, diversão garantida!

E por que estou tratando deste assunto neste “blog automobilístico”?

Simplesmente porque a luta impossível da vez foi a do Batmóvel x Batmóvel!

Explico.

Tanto nos quadrinhos quanto nos cinemas existiram diversas versões do Batmóvel, algumas mais famosas, outras nem tanto. Mas, desde sua primeira aparição nos quadrinhos, em 1939, em especial dois se destacaram: o que foi construído a partir de um Lincoln Futura, utilizado no seriado de 1966, e aquele outro, totalmente inovador, criado especialmente para o filme Batman, de 1989. E, cá entre nós, o que aconteceria se os dois fossem para uma pista disputar quem é mais veloz?…

Foi esse o combate inusitado que esse pessoal inventou!

Marmelada? Sim, certamente. Mas nem por isso menos divertido…

Confiram então essa “versão reduzida” do embate que recortei do original e disponibilizei aí embaixo:

Agora, se vocês quiserem ver a “versão completa” (com mais de 10 minutos), então podem assistir o original Bat in the sun, com direito, no final, a uma bela lavagem do batmóvel pela apresentadora – ah, e de biquini…

Fast & Furious

Confesso que, de todos os filmes da franquia, gostei somente dos dois primeiros. O original, lógico, pela novidade e pela nova linguagem que trazia ao cinema em se tratando de máquinas de alta performance. E o segundo pelo bom humor e, em especial, pelos muscle cars que aparecem…

A notícia em si roubartilhei daqui.

O ator Paul Walker, astro da franquia “Velozes e furiosos”, ao lado de Vin Diesel, morreu na tarde deste sábado (30), aos 40 anos, em um acidente de carro na cidade de Santa Clarita, no sul da Califórnia, como informado em suas contas oficiais no Twitter e no Facebook. Ele deixa uma filha, Meadow, de 15 anos.

“Lamentamos confirmar que Paul morreu em um trágico acidente de carro durante um evento beneficente para sua organização Reach Out Worldwide. Era o passageiro no carro de um amigo (Roger Rodas), no qual ambos perderam a vida”, informou sua equipe de relações públicas no Facebook.

Mapa do acidente de Paul WalkerFontes ligadas a Paul Walker disseram ao site especializado em notícias sobre celebridades TMZ que ele estava em um Porsche que pegou fogo ao bater em um poste e em uma árvore. Segundo o departamento de Polícia do Condado de Los Angeles, o acidente aconteceu por volta das 15h30, no horário local (21h30 de Brasília).

“A velocidade foi um fator no acidente”, informou o gabinete do xerife de Los Angeles à CNN. Um comunicado das autoridades diz que o resgate chegou quando o veículo ainda estava pegando fogo. Após apagarem as chamas, os bombeiros encontraram dois ocupantes, que foram declarados mortos no local.

O site da Reach Out Worldwide afirma que o evento deste sábado era destinado a beneficiar as vítimas do tufão Haiyan, nas Filipinas. O ator criou a entidade em 2010 para ajudar pessoas afetadas por catástrofes naturais.

A agência Associated Press divulgou fotos do acidente envolvendo o Porsche vermelho na comunidade de Valência, em Santa Clarita, na Califórnia.

“Ele estava muito feliz. Estava sorrindo para todo mundo, agradando todas essas pessoas que vieram a esse evento de caridade. Estava fazendo o que amava, rodeado por amigos e cercado por carros”, declarou Bill Townsend, amigo do ator, à AP.

Paul Walker em maio de 2013Paul Walker iniciou seu trabalho como ator quando ainda era criança, primeiro com um comercial para uma marca de fraldas, quando tinha 2 anos, e, em seguida, com participações em programas como “Highway to heaven” (“O homem que veio do céu”, no Brasil) e “Touched by an angel” (“Toque de um anjo”).

Seus primeiros papéis no cinema foram com personagens coadjuvantes em filmes para adolescentes, mais notavelmente em “Marcação cerrada”, de 1999. O ator ganhou fama no papel de Brian O’Conner, um ex-policial envolvido em corridas clandestinas de carros, na série de filmes “Velozes e furiosos”.

Walker filmava atualmente a sétima parte de “Velozes e furiosos”. A famosa saga automobilística arrecadou quase US$ 2,4 bilhões nas bilheterias de todo o mundo.

Paul também atuou no filme “Hours”, uma produção independente programada para ser lançada em 13 de dezembro, nos Estados Unidos. O filme conta a história de um pai que luta para manter o filho recém-nascido vivo, no rescaldo do furacão Katrina, em Nova Orleans.


Foto do carro que Paul Walker estava na hora do acidente.


Bombeiros trabalham em Porsche destruído em acidente neste sábado em Valencia, na cidade de Santa Clarita, Califórnia.


Porsche destruído em acidente neste sábado em Valencia, na cidade de Santa Clarita, Califórnia.


O carro do ator Paul Walker que pegou fogo foi fotografado após o término das chamas.

Um dia sem Opala

É. Hoje resolvi deixar a viatura descansando um bocadinho na garagem. Já está tudo ok, o japonês já achou onde era o curto – na luz de ré (que eu nem sabia que não estava acendendo) – e o nosso querido Poseidon Cruzador Imperial já voltou a singrar o espaço infinito dos asfaltos tupiniquins…

Aliás, acabei de lembrar que ainda não paguei o japonês! Quarenta contos. Depois eu resolvo isso.

Bem, com a negociação Corsa-Harley devidamente sacramentada (ou em vias de), já me senti à vontade para novamente voltar a curtir a vida em duas rodas. Mas – que fique claro – não abro mão dos Opalas de jeito nenhum!

Uma coisa bastante interessante nessa moto é que ela tem o porte avantajado. Não que seja necessariamente alta, mas é “larga”. O primeiro cuidado que tive que aprender é que, toda vez ao parar, jogar a perna de apoio bem pra fora. Isso mesmo, quase um cavalo!

Depois de tantos anos sem uma “moto de verdade” (a última foi uma boa e velha CB, pois a Strada e a YBR não contam…) confesso que fiquei com uma certa apreensão ao montar nessa cavalgadura que é a Harley Davidson 883R. Afinal de contas a maior moto que já tive – e que era moto pra caramba! – ainda assim era menos que a metade dessa!

Bem, kemosabe, com tanto tempo fora das ruas é lógico que meu coeficiente de cagaço andava com o ponteirinho no vermelho. Assim, somente depois de garantir que estava devidamente paramentado, com a jaqueta de couro de sempre, luvas de cano alto resgatadas do fundo da gaveta e capacete de volta à cabeça (depois de um pusta trabalho de higienização para tirar o mofo de anos guardado), lá fui eu!

Moto pra caramba!

É curioso como, ao andar, a gente fica com a nítida impressão de estar o tempo todo em marcha lenta – não importa a velocidade! O barulho forte e “pipocado” do motor se faz ouvir de longe.

Primeira curva, primeira lição. O estilo de pilotar uma moto dessas é totalmente diferente das motos “comuns”. O grau de inclinação do garfo é maior, o que força a curvas mais abertas. Sim, isso mesmo. Na rotatória da esquina de casa quase que fui reto! Já com a lição na cabeça, bastou mais umas duas ou três curvas para eu entender o que é melhor para mim. E para ela. Motos desse tipo não comportam curvas com inclinação do corpo acompanhando a própria moto; o que funciona melhor é o chamado “pêndulo”, ou seja, inclina-se a moto e joga-se o corpo em direção contrária. Desse jeito dá pra fazer em boa velocidade até as curvas mais fechadas.

A caminho do trabalho, que fica a exatos quinze quilômetros de casa, existe a chamada Estrada Velha. Reformada e com as pistas duplicadas há não muito tempo pelo Governo do Estado (que porcamente simplesmente parou e ainda não concluiu a obra – acho que aguardando o “momento eleitoral correto” para tanto), naquela hora da manhã, com uma bela reta pela frente, e totalmente sem movimento, resolvi dar uma esticadinha…

Meu…

A arrancada é fabulosa e o conforto inominável!

A transmissão, por não ser através de corrente, faz com que a moto seja fantasticamente suave. Curtindo a potência, resolvi dar uma olhadinha no velocímetro. CENTO E SESSENTA! Pára. Ou melhor, reduz. Não preciso de velocidade – apesar de tê-la. A moto é para curtir. E assim continuei pelo resto do trajeto até meu destino…

Só não posso esquecer de abastecer antes de ir embora.

Isso SE eu descobrir como abre a tampa do tanque de combustível… :-/

Spin-Up

Alguns acessórios sempre são necessários. Mesmo para um carro zero. Ainda que seja bem completo. Principalmente quando a Dona Patroa QUER.

Então foram quatro as inovações.

Primeiramente a instalação de um módulo para fechamento automático de todos os vidros quando do travamento das portas. Eu me pergunto o porquê de uma coisa tão óbvia como essa já não vir como item de fábrica…

Segundamente a colocação de borrachas nas portas – já com a marca da criança – para ao menos tentar evitar alguns arranhados, amassados e outros quetais que certamente virão.

Terceiramente a fixação de calhas sobre os vidros das portas. Ainda que eu até ache bonitinho e até mesmo imprescindível para um dia de chuva sem ar condicionado, sei que muita gente tem ojeriza a esse tipo de coisa. Aliás sei também de muita gente que tem ojeriza a quem usa a palavra ojeriza!

E, quartamente mas não menos importantemente, um engate de reboque. Não, não temos reboque, carreta, lancha, nada desse tipo. Serve apenas para garantir que ninguém vai brincar de dar um totó no carro novo sem, ao menos, arrebentar com o seu próprio…

Enterre aqui seu veículo

Você gosta de seu veículo?

Quer seja carro, moto ou seja lá o que for?

O quanto você estaria disposto a fazer para “garantir” que ficasse com ele “para sempre”?

Bem, nesta nossa terrinha de contos, versos e controversos, num arroubo de sensacionalismo, eis que o “Conde” Chiquinho Scarpa decidiu fazer o que somente alguém afortunado endinheirado como ele poderia: levaria seu amado carro para o além-túmulo!

O ponto de partida foi em 15 de setembro último, em sua página do Facebook, quando começou a ruminar a ideia: “Estava vendo um documentário sobre os faraós do Egito, muito interessante. Eles enterravam toda a sua fortuna para ter uma vida confortável ‘do outro lado’ !!”

Até aí tudo bem. Mas, já no dia seguinte, o sujeito vem com essa: “Decidi fazer como os faraós: essa semana vou enterrar meu carro favorito, o Bentley, aqui no jardim de casa!! Enterrar meu tesouro no meu palácio rssss!!!”

Cumassim Bial???? Bebeu? Cheirou? Doidice? Certamente. Nós, meros mortais, se decidíssemos fazer algo assim seríamos taxados de loucos. Mas já os janotas quando muito são “excêntricos”… Ainda mais quando se trata de um veículo que custa a bagatela de aproximadamente um milhão de reais!

Para mostrar que não estava de brincadeira no dia 17, com o Bentley ao fundo e uma cova à frente, publicou: “Para quem está duvidando, ontem mesmo já comecei a fazer o buraco no jardim para enterrar meu Bentley! Até o fim da semana eu enterro ele!”

Nem é preciso falar da onda de curtições e comentários – por vezes divertidíssimos – que se seguiu. O primeiro post tinha alcançado pouco mais de 600. Já o segundo quintuplicou esse número, chegando a quase 3.000. Mas este, com foto e tudo, foi catapultado à ordem de mais de 10.000 comentários! Em sua grande maioria criticando fortemente essa esquisitice, que ele vendesse o carro e doasse o dinheiro para os pobres, que isso não se faz, que um carro como aquele não deveria ser desperdiçado assim, e por aí afora. Foi nesse mesmo dia que ele esteve presente no programa “Agora é Tarde”, do xarope Danilo Gentili, para contar detalhadamente sua “excentricidade”.

No dia 18, com foto e tudo, declarou: “Como não deu para terminar o buraco no braço, chamei uma escavadeira!!!” Tá. Como se um ser como esse fosse ele mesmo realizar qualquer tipo de trabalho braçal…

Chegou o dia 19. Despedida. Com carinho e dor, fotos – em especial do brasão da marca. Lamentou: “A última polidinha para o meu Bentley ficar tinindo quando for para o ‘outro lado’ sniff… É amanhã às 11hs!”

Bem, como não podia deixar de ser, com pompa e circunstância, chamou toda a imprensa que já acompanhava curiosa o desfecho dessa novela. Num buraco gigantesco, coroas de flores para todos os lados, retroescavadeira a postos, rampa especial e o escambau. Fotos, filmagens, etc. Com um ar compungido, portando um lenço branco, ao sinal de Scarpa eis que tem início a “cerimônia”…

Só que no último instante eis que, aos berros, ele mandou parar tudo! Ainda que a maior parte dos presentes já estivesse aguardando esse “anti-clímax”…

E então ele contou com detalhes sua verdadeira intenção.

Declarou:

“Eu fui julgado por querer enterrar uma Bentley, mas a verdade é que a grande maioria das pessoas enterra coisas muito mais valiosas que meu carro. Elas enterram corações, rins, fígados, pulmões, olhos. Isso sim que é um absurdo. Com tanta gente esperando por um transplante, você ser enterrado com seus órgãos saudáveis que poderiam salvar a vida de várias pessoas, é o maior desperdício do mundo. O meu Bentley não vale nada perto disso. Nenhuma riqueza, por maior que seja, é mais valiosa que um único órgão, porque nada é mais valioso do que uma vida.”

Ou seja, tudo isso tinha sido uma (pusta) estratégia para divulgar a semana de doação de órgãos!

Sinceramente?

Muito bom!

Somente assim, mexendo com os brios e os bolsos das pessoas é que se torna possível aquilatar a verdadeira importância das coisas…