Motorizando – parte IX (The Beauty and The Beast)

Então eis que hoje temos mais uma mudança na Família Chevrolata!

Uma vez fechado o negócio, e em que pese os excelentes serviços prestados durante todos estes anos, o Corsa vai nos deixar…

Mas vai bem acompanhado – e bem vestido!

Isso porque, para a venda, e agora já conhecendo os excelentes serviços do Seo Zé, resolvi fazer uma plástica e remover as cicatrizes, Ou seja, tirar os dez anos de totós que a Dona Patroa acumulou na lata do pobre coitado. Nada grave, nada demais, entretanto era necessário deixá-lo realmente apresentável…

E vai bem acompanhado porque, após combinarmos uma troca com troco, quem assume o manto a partir de agora – ainda que a reforma não esteja totalmente pronta – é esse casal pra lá de especial: Flávio e Carina.

E o que eu ganho com isso?

Ah, nada demais…

Somente esse brinquedinho novo aí embaixo… 😉

(E para quem não souber, esta é uma Harley Davidson 883 ano 2010…)

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Motorizando – parte VIII (espinei)

Dia desses fui com O Chefe para São Paulo (é… a capitar…).

Pela manhãzinha, antes mesmo de sair da cidade, acompanhei-o num compromisso numa rádio local. Logo em seguida fomos a uma padaria tomar um café antes de pegar a estrada. Papo vai, papo vem, comentei da dificuldade que andava passando por conta da família numerosa – eu, Dona Patroa, os três filhotes (Tropinha de Elite) e meu sogro – toda vez que precisávamos sair em coletividade para algum compromisso. Com a criançada se aproximando da adolescência (em especial no que diz respeito ao porte), o Corsa já não estava mais dando conta de levar todo mundo. E, quando isso acontecia, o jeito era enfiar todo o povo no Poseidon (o Opala 90) e pegar estrada. O que também não era legal, pela falta de cinto para todos, etc.

“Mas por que você não compra um outro carro maior?” – foi a pergunta óbvia. Comentei que quase fiz isso há pouco tempo, mas ainda estava amadurecendo a ideia. A intenção seria uma Zafira, carro com duas grandes vantagens: sete lugares e da Chevrolet.

“Hmmm… Mas comprar um carro usado e que até já saiu de linha? Sei não… Acho que seria mais negócio você já partir para um zero. Por incrível que pareça, as taxas de financiamento para carro zero estão muito mais atrativas que as dos usados. E se o problema é a quantidade de lugares, por que você não dá uma olhada na Spin? Da primeira vez que vi, achei um carro feio pra burro! Mas depois, olhando melhor, analisando, até que é bem bonitinho… E é da Chevrolet!”

Spin? Que raio seria isso? Eu tinha que me informar…

Bem, depois do café, fomos pra Sampa, cumprimos nossas agendas e eu fiquei com aquela sementinha plantada na minha cabeça.

Depois de fuçar um tanto na Internet e ver as características do veículo e, principalmente, ter feito uma simulação no banco para ver se a conta corrente aguentava um empréstimo parrudo para veículo zero, já no dia seguinte fui até a concessionária Chevrolet mais próxima para conhecer pessoalmente essa tal de Spin.

Fui, vi e gostei. Bicho comprido e confortável, com um focinho imponente. Minha melhor definição para esse carro é que ele é como toda mulher gostaria que fosse seu sapato: pequeno e discreto por fora e grande e confortável por dentro. Mais um pouco e iria parecer a bolsa da Hermione Granger.

Mas o melhor mesmo é que a taxa de financiamento da própria concessionária saía ainda mais em conta que a do banco!

Ato seguinte conversei com a Dona Patroa (como meu pai sempre disse: “quando um não quer, dois não fazem”) e ela topou. Sessenta parcelas. Meio a meio. Fomos até a concessionária, ela fez um test drive – “é alto, né?” – e fechamos negócio. Levou um tempinho, coisa de uma semana, para acertar os detalhes. Papelada, transferência de seguro, etc. Mas hoje chegou!

Nosso primeiro carro zero! Fedendo novo! Que coisa mais deliciosa!

E, curiosamente, veio num dia muito especial. Exatamente hoje faz 17 anos que eu e ela trocamos o primeiro beijo… É, sou sim um dos últimos românticos, fazer o quê?

Hein? O Corsa? Vai bem obrigado. Combinei com a Dona Patroa que o financiamento da Spin seria total. Desse jeito eu posso aproveitar e, com a venda do Corsa, comprar uma moto – que, faz tempo, já andava querendo ter (de novo).

É, realmente. Não dou ponto sem nó…

😉

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Restauração de um Opala de Luxo 1974

É gratificante verificar como esse espaço se tornou também um ponto de compartilhamento de informações e de histórias de opaleiros – até porque a minha reforma mesmo segue mais devagar do que eu desejaria…

Seguem as palavras do amigo virtual e opaleiro Cristiano (que comentou neste post aqui):

Olá. Acompanho este site há uns 3 anos (é um site ótimo, trabalhos ótimos, parabéns ao dono), mas é a primeira vez que posto já que minha história é parecida. Há 3 anos atrás, comprei meu primeiro carro: um opala 74 que estava parado há anos em um galpão. O carro estava muito ruim, mas muito ruim, ruim mesmo(meu pai pagou o carro com um pneu de trator, de mano, pra vcs terem uma idéia).

Ele tinha sido batido no para-lamas (mas não afetou a estrutura), uma porta estava soldada no lugar e a outra impossivel de ser restaurada, faltavam vários frisos, forração, tanque, fundo do porta malas, não andava e como dizia um amigo meu: se eu ficasse preso dentro dele não precisava me preocupar, já que tinham uns “buraquinhos” no assoalho por onde dava para sair…

Por outro lado, tinha muitas peças originais como calotas, grade, frisos dianteiros, emblemas, câmbio em cima, painel completinho e ele estava alinhado…

Resumindo: levei 3 anos para deixar ele como eu sempre quis (com a ajuda do meu pai), perdi dinheiro com uns conversadores, me incomodei com mau profissionais. Tendo em conta que somos de classe média baixa (pra comparar, nosso outro carro é um 1.0 popular), considero uma vitória ter deixado esse opala todo original, um dos mais bonitos da cidade.

E olha: vale a pena! Eu entro na garagem a noite, olho para o carro e dou risada sozinho…é muito bom andar com esse carro.

Se tiverem curiosidade, fiz um vídeo do processo todo:

http://www.youtube.com/watch?v=njueIRsVYpI

Abraços e boa sorte.

Arrematando esse “causo”, lá no Youtube ele comenta que “Ainda faltam muitos detalhes, principalmente internos, que serão recuperados na medida do possível”.

Independentemente dos detalhes que faltam, temos que concordar: um excelente trabalho!

Hein?

Como é?

Você não consegue acessar o Youtube aí de onde está?

Não há problema! Segue o vídeo aí embaixo para vosso deleite… 😉

Atualização de arquivos: maio de 2008 finalizado – e a luta continua!

Opala x Palio

Deliciosa história vinda lá do Opaleiro Louco:

Essa noite a minha digníssima (apresento ela depois) passou mal. Feio. A ponto de aceitar quando eu sugeri levá-la ao hospital. Não aguardei mudança de idéia e, enquanto ela se ajeitava, fui pro carro, coloquei a bateria e joguei uma gasolinazinha básica dentro do carburador (tenho que explicar isso em outro post), pus o bicho pra roncar e lá fomos nós, meia-noite e qualquer coisa, pra emergência do hospital. Foi a primeira volta da patroa no Opala, e mesmo com o bicho engasgando pela falta de regulagem, batendo metal à vera e ela sentindo dor, ficou espantada com a força do bichão:

– Que isso, Eduardo?! O Palio não era assim, não!!! (Outra história pra explicar…)

E eu, orgulhoso:

– Hehe… minha filha, debaixo desse capô aí na frente tem dois Palios e meio!

– Ah, eu vou querer aquele adesivo que eu vi naquele Opala lá da rua!…

Detalhe: O que dizia o adesivo? “Se for 1.0 nem tenta!”

E AÍ EU VOU PRA GALEEEEEEEERA!!!!

Motorizando – parte VII

Bom… Novas alterações na Família Chevrolata!

O nosso bom amiguinho, o Chevette 90, partiu…

Não, nada de acidentes – apenas um já basta por uma vida!

Ainda que a intenção original fosse vender a Caveirinha, foi o Chevette que acabou sendo vendido. Nem caro, nem barato. O justo, creio eu.

E quem veio tomar seu lugar foi um – adivinhem? – Opala!

Desta vez um Comodoro 89, modelo 90, da mesma cor do Chevette, quatro portas, vidros elétricos, direção hidráulica, etc, etc, etc. Só não tem ar condicionado…

Sem maiores delongas, eis as imagens (depois eu conto os detalhes de mais essa doideira – inclusive a reação da Dona Patroa).

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Motorizando – parte VI

Bem, como eu já havia dito antes, em casa a Família Chevrolata aumentou…

E, desde então, eu estava devendo algumas fotos do novo membro, ou seja, o Chevette 1990 1.6 que comprei em janeiro.

Como não gosto de ficar devendo nada pra ninguém, eis as fotos do veículo!

Não sei o porquê, mas o dia estava lindo, com um sol radiante e, ainda assim, essa primeira foto ficou escura…

Aqui já dá pra ver melhor o bichinho. Praticamente original – inclusive o macaco, que é um dos mais esquisitos que já vi na vida!

Tão vendo? Como eu havia dito, no documento ele é cinza, mas pra mim parece algum tipo de azul. Sei lá. Aliás, preciso pintar aquela placa antes que eu leve alguma multa…

Enfim, guardadas as devidas proporções, é um carrinho bem bacaninha. Aliás, é curioso: quem tem Opala, tem Opalão; já quem tem Chevette, tem Chevettinho.

Apesar de ser até bem pequeno, se comparado ao seis canecos do Opala, o motorzinho (ói aí o preconceito de novo!) do Chevettinho (tô dizendo…) até que dá conta do recado!

Funciona redondinho, sequinho, sem vazamentos, ou seja, uma joia rara!

O estofamento é original e está muito bem conservado!

Inclusive, quando comprei o carro, apesar de o antigo proprietário resmungar um pouco, ainda assim mandou com esse acessório. Tá certo que não é todo dia que dá pra curtir, mas sempre que pinta uma oportunidade eu aproveito o máximo possível! Sei que não é lá tão forte, mas, depois de um tempinho, e na dosagem certa, sinceramente dá pra relaxar e deixar as preocupações de lado…

EI!!! Vocês perceberam que estou falando do aparelho de som do carro, certo?…

😀

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Motorizando – Parte V,5 (um estranho no ninho)

Como já estão cientes desde nosso “último capítulo”, dentro das desventuras da reforma do nosso bom e velho Opala 79, eis que surgiu um estranho no ninho desta família Chevrolata… uma moto!

Tá, vá lá. Uma estranha, então.

Acontece que essa motoca, uma YBR 125, ainda que básica da básica da básica, não só vai servir para curtir um pouco nos dias de sol, como também – no seu devido tempo – vai acabar virando grana para contribuir na reforma do Opala. Ou, no mínimo, algum outro escambo maluco qualquer…

Eu, particularmente, prefiro motos maiores. Gostaria MUITO de trocá-la por uma CB 400 (das primeiras, até 82 ou 83), ou talvez uma Virago 250, ou, ainda, uma dessas novas Kansas – se já tivessem feito um motorzinho maior que aquele 150. Afinal, com 1,90m de altura e uns 90kg de lastro não é qualquer velocípede que carrega este Jamanta que vos escreve…

Mas, prioridade é prioridade e dinheiro (ou falta de) é dinheiro. Ainda não é o momento pra isso. Então seguem uma fotos da “caveirinha” do jeitinho que estava no dia em que entrou em casa (dá pra ver o seis canecos ao fundo, repousando e aguardando seu momento de voltar à vida…).

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