Quer comprar um Opala?

É sério.

Alguém aí quer comprar um Opala?

E não, é lógico que não é o meu!

Afinal de contas, após tantos anos eu e o nosso querido, amado, idolatrado, salve, salve Titanic já desenvolvemos uma relação de amizade, mútuo carinho e confiança que não pode mais ser suplantada com apenas o vil metal…

O que acontece é que descobri que um vizinho de apenas algumas quadras de casa estava com esse carro lá encostado. Curioso que sou, fui conferir – até pra ver se de repente não teria uma ou outra pecinha que me fosse útil.

O Opalão, modelo entre 75 e 79 até que está bem inteiro. Bom, quase. Até que tem um tanto de funilaria pra fazer, mas infinitamente menos do estado em que estava o Titanic quando começamos esta nossa aventura. De um modo geral a lata até que está bem razoável. Faltam os forros das portas, os bancos estão detonados, mas praticamente todas as peças estão lá.

Menos o motor.

Explico. Acontece que o tiozinho que é dono dessa relíquia tirou o motor para retificá-lo. Segundo ele o motor foi feito e está “novinho”, só que desmontado na casa dele. Aliás ele é o dono desse Opala há mais de vinte anos, então é muito pouco provável que tenha algum problema com a documentação.

Enfim, gente, é isso. Sei que muitos vão olhar para essas fotos e ver apenas um carro velho e largado no tempo, mas de minha parte a única coisa que eu consigo ver é uma oportunidade! Se eu tivesse tempo, espaço e dinheiro certamente eu me meteria a dar uma arrumada nesse Opala… Mas atualmente mal consigo dar conta do Titanic, então é melhor não.

E o valor mínimo que ele quer, com o carro no estado em que se encontra, é de R$ 3.500,00. Isso mesmo: três mil e quinhentos reais.

Se alguém quiser conferir pessoalmente, o Opala está em São José dos Campos, SP, no bairro Bosque dos Eucaliptos. O nome do proprietário é José (“Seo Zé”) e o telefone dele é (12) 98877-4150.

E se der negócio com alguém, me avisem, ok?

Só para que eu possa cobrar uma cervejinha pela dica… 😉

Pela sua atenção, muito obrigado!

Sexta-fotos

O Titanic, em suas origens, era tal e qual este Opala 77 do Shibunga – que já nem sei mais por onde e a quantas anda. O Shibunga, não o Opala. Mas voltemos a falar dele. Do Opala, não do Shibunga. É lógico que esse “tal e qual” a que me referi não tem nada a ver com o excelente estado de conservação deste exemplar aqui, até porque senão sequer teríamos que ter dado início aO Projeto! Hmmm… Talvez. Mas tá tudo ali, do jeito que um dia o Titanic também já foi: o bege sem graça, as calotas, os cromados, os forros, o banco inteiriço, o painel marrom e o motor de 4 cilindros…

E não, aquele Opala laranja ali no fundo não é o Titanic!

Motorizando – parte XII

Para quem não lembra ou sequer chegou a conhecer, uma das “brincadeiras” que sempre fiz por aqui foi atualizar meus quase três e meio leitores acerca das movimentações da Frota Chevrolata em casa. Ainda que o Bilbo ainda continue por lá, firme e forte, resistindo… Inclusive ao meu agora habilitado filhote mais velho…

Tudo começou lá atrás, quando resolvi mostrar para vocês todos – mas todos mesmo – veículos que já tive na vida, começando por estes aqui.

Desde então, a cada atualização (ou, às vezes, “desatualização”) eu costumo vir aqui para compartilhar com vocês qual é a bobagem da vez.

Bão, acontece que até então estávamos com a Madame Zafira, de uso quase exclusivo da Dona Patroa, por uma questão de necessidades – simplesmente para que coubesse todo mundo! É que moramos juntos, na mesma casa, eu, a Dona Patroa, nossos três filhotes adolescentes e o meu sogro-japonês-mais-surdo-que-uma-porta-de-carvalho-dupla. Bem, morávamos. Ele veio a falecer neste último dia 13 de setembro, aos 87 anos. Paciência. É para que sempre nos lembremos que também a morte faz parte da vida…

Mas, enfim, por conta disso a Dona Patroa decidiu nós decidimos que não precisávamos mais de um carro tão grande e gastão. E toca pra procurar algum negócio que fosse razoavelmente mais ou menos bão.

E, sem muita procura, acabamos chegando num Agile LTZ 2010 prata. Até agora parece bem comportadinho, não deu problema, não reclamou, não falou mal de ninguém… Mas veremos. Depois lhes contarei mais um pouco sobre isso.

PS1: Não, essa foto não é do nosso carrinho, pois descobri que ainda não tirei nenhuma foto dele e neste momento tô com uma preguiça dos infernos de ir lá para garagem para providenciar isso.

PS2: Não, isso se chama post scriptum, é latim, e não tem nada a ver com console de jogo PS2. Mas gostaria de sugestões… É que, não sei se vocês perceberam, mas todos nossos carros sempre tiveram um nome. E não sei se é pelo momento, falta de inspiração ou seja lá o que for, até agora esse bichinho segue sem. Que acham? Palpites? Valendo!

A estrada até agora

Muito bem, estamos em dezembro de 2017.

Não, não estamos, é brincadeira.

Só que não é.

Acontece que os serviços no Titanic foram feitos, as fotos foram tiradas, alguns vídeos foram editados, mas cadê de atualizações por aqui no blog? Neca de pitibiribas!*

Então vamos combinar, tá? Faz de conta que estamos em dezembro de 2017 (apesar de na data de hoje O Projeto já ter avançado anos-luz) e, ainda que essa história já tenha sido contada com detalhes anteriormente, vamos dar uma rápida recapitulada no que foi feito até agora, desde que o Titanic aportou na autoelétrica do Japonês em meados de abril deste ano, ok?

Como podem ver, reinstalei os para-lamas dianteiros depois de uma trabalheira do cão para reconstruir as roscas fixas que em sua maioria estavam enferrujadas, pintadas, entupidas e zicadas.

Com os para-lamas no lugar foi possível instalar o conjunto de seta, lanterna e faróis propriamente ditos – logo depois de um breve trabalho de “recuperação” do que foi possível recuperar.

Nesse meio tempo o Japonês já tinha reconstruído parte do chicote, refeito um tanto das ligações, tendo passado o bichinho de cabo a rabo no carro. De quebra já deixou instalado, também, o motor do limpador do para-brisa.

Com o chicote no devido lugar as lanternas traseiras também já puderam ser acomodadas, bem como a singela tampa do tanque de combustível bem ali no meio (que a bem da verdade não dependia em nada da parte elétrica, mas é que eu precisava falar dela…).

Aliás, o caboclo é foda. É bão. Mas é foda. Durante todo o tempo que o Titanic esteve “internado” lá na autoelétrica, pouco a pouco ele foi se tornando um repositório de qualquer coisa que precisasse ser jogado nalgum canto – só que nesse caso o “canto” era ele. Jornais velhos, pedaços de fio, lâmpadas queimadas, caixas vazias, sacos plásticos, peças avulsas, mais pedaços de fios, ferramentas, latas de cerveja, caixas de ovos, catálogos velhos, um garrafão de cachaça, correspondências, boletos, contas – enfim, não havia limite para o que poderia ser encontrado por ali. E olhe que estamos falando do porta-malas de um Opala, hein? Quando do fim dessa etapa eu levei um dia inteiro – um dia inteiro! – para tirar tudo que tinha ali e guardar o que precisava ser guardado e jogar fora o que precisava ser jogado. Menos o garrafão de cachaça, pois até hoje ainda dou uma passadinha por lá para “fins de degustação”… 😀

Mesmo com tantas idas e vindas, ao menos as portas parecem que continuam alinhadas.

Se bem que vou ter que dar uma boa olhada nesse vão aí…

Do outro lado o alinhamento também está ok – só não parou no lugar porque está sem as maçanetas.

Esta foto da porta é especificamente para que eu tenha a referência de furos, formatos e medidas do que terei que caçar lá em casa para poder montar novamente suas fechaduras e trincos.

Que é exatamente a mesma justificativa para esta foto do batente.

E aqui, além da questão dos trincos, também terei que preparar as máquinas dos vidros laterais, tanto dianteiro quanto traseiro, bem como o quebra-vento. E o meu pobre painel recuperado ali no assoalho, empoeirando… Ai, ai…

E, ainda que não dê para perceber por essa foto, mas a “barrigada” do carro já está toda ali. Me refiro àquele emaranhado inominável de fios e cores que passam por baixo do painel e que invariavelmente dão desgosto para qualquer opaleiro de primeira viagem que resolva enfiar a cabeça ali debaixo para conferir como está…

Muito bem, então está combinado! O próximo passo será a limpeza e recuperação das peças, bem como a montagem dos trincos das portas Ou seja, preparem-se, porque lá vem mais um passo a passo neste nosso cantinho virtual, cada vez mais deixando o nosso caríssimo Titanic menos distante de voltar às ruas!

E enquanto isso vou procurar continuar recheando o blog aqui com novidades do arco da velha, ok?

Semana que vem tem mais!

* Se você, incauto opaleiro, não entendeu lhufas o que eu quis dizer com essa expressão (e talvez nem com essa palavra aí atrás), então você é ainda muito mais jovem que este ancião que vos tecla, de modo que sugiro que vá conferir o seu exato significado lá no Alfarrábio, do amigo e copoanheiro Bicarato, um dos poucos blogs que ainda sobrevivem às redes sociais de hoje em dia. Fica a dica: perca-se lendo os comentários! 😉

Sexta-fotos

Já que estamos retomando nosso espaço, nada como também retomar algumas tradições que tínhamos outrora, como aquele velho costume de toda sexta-feira publicar alguma foto interessante por aqui. Bem, pelo menos que eu ache interessante e que talvez vocês também venham a achar. Tá, às vezes pode até ser que não seja interessante, mas pelo menos curiosa… Enfim, vocês entenderam! Ou não?

Por hoje temos essa raríssima Caravan 4 portas, até onde eu sei lá de Belo Horizonte. Alguém já viu alguma dessas por aí? Garanto-lhe que ao menos eu nunca vi…