agosto 2008
Arquivo Mensal
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29 ago 2008 | Guardado em: Titanic II |
É lógico que, depois da “amostra” que o gordinho deu, fiquei bem à vontade para levar o carro lá para uma guaribada mais a fundo nessa parte da fiação e, em especial, na alavanca de seta.
Já cheguei logo pela manhã, fui enfiando o carro porta a dentro e dizendo: “não disse que eu voltava?”…
O caboclinho riu com gosto e disse que o especialista em GM ainda não tinha chegado, mas assim que estivesse lá já iria dar uma olhada naquela chave de seta desmilinguida.
Voltei somente no final da tarde e não encontrei o tal do especialista. Mesmo assim o carro estava pronto.
A alavanca de seta firme como jamais vi. A coluna de direção – que andava meio chacoalhando – bem ajustada. O painel acendendo.
- Quanto é?
- Sessenta contos.
Justo. Apesar de ter feito bem mais do que eu pedi – mas fez bem feito. Deve ser daquele cara do tipo que não se conforma em arrumar as coisas pela metade.
Gostei disso.
Confiança é tudo.
Definitivamente, ganharam um freguês!
29 ago 2008 | Guardado em: Fotos de Sexta |
28 ago 2008 | Guardado em: Titanic II |
No final das contas o negócio dos faróis era beeem mais simples do que eu podia imaginar.
Talvez seja esse o grande problema de não poder “brincar” de desmontar o carro todos os dias… Não dá tempo de aprender (e apreender) todos os pequeninos “segredos” escondidos sob o capô.
Enfim, levei o carro para uma auto-elétrica que ficava no caminho para o trabalho. Lugar grande. Espaçoso. Muitos carros – novos e antigos – abertos para conserto. Tive uma boa primeira impressão.
E só.
Depois de uns cinco minutos (não, não estou exagerando, foram cinco minutos mesmo) parado com um discretíssimo Opala bem no meio da oficina e apesar de mecânicos e atendentes indo e vindo ao meu redor (sem sequer me olhar nos olhos), decidi que já era hora de procurar alguém para me atender. Fui até o fundo do salão e encontrei um tiozinho limpando umas peças.
- Será que tem como o senhor dar uma olhada no meu carro?
Como se fosse um aluno convocado pelo professor para uma chamada oral sem ter estudado a matéria, o figura deu uma travada, olhou prum lado, olhou pro outro, coçou a cabeça, se resignou, deixou as peças num canto e, num passinho todo gingado e limpando as mãos com uma estopa, resolveu me acompanhar.
- Então, chefia. Acontece que os faróis não estão funcionando. Assim, de uma hora para outra, parou! Já chequei os fusíveis hoje cedo e com certeza estão todos ok. Como foram os dois de uma vez, acho que dá pra descartar as lâmpadas. O botão de acionamento – ali no pé – é novo, mas talvez seja bom o senhor checar se…
Não deu tempo de eu completar a frase.
- VIIIXE! Ah, esse botão não existe mais não! Se for ele, não vai dar conserto não!
Juro que não foi por maldade, mas naquele momento eu o olhei de uma maneira tal que o caboclo deve ter se sentido o mais insignificante projeto de intenção de pústula de ameba anã que já tenha caminhado sobre a face da terrestre.
Fiquei imaginando todas as inúmeras vezes em que eu e meu pai chegamos até mesmo a fabricar peças no fundo do quintal para colocar esta ou aquela máquina em funcionamento. E não, não estou falando de gambiarra, não! Pôxa, basta querer que é possível fazer qualquer coisa – ainda mais numa mecânica simples como é a do Opala.
Fiquei tão puto que acho que nem me despedi. Entrei no carro, engatei a ré e fui embora.
Mais tarde, conversando com um amigo que cuida da manutenção da frota, pedi-lhe que me indicasse alguém na cidade. E ele me indicou exatamente a mesma oficina! Não preciso repetir aqui o “rosário de gentilezas” que lhe disse ao telefone…
- Puta merda, cara! Cê caiu bem com o tiozinho? Aquele véio é foda mesmo! Tá pra nascer outro mais enrolado que ele… Não é à toa que você saiu de lá puto da vida!
Apesar de tudo ele me indicou outro caboclo. Dessa vez uma auto-elétrica próxima do trabalho. Fui lá, confesso, com uma certa desconfiança.
Lugarzinho até fuleiro – mas fui atendido por um gordinho bonachão. Estava pronto para deixar o carro para que eles pudessem verificar com calma, mas de imediato ele fuçou daqui, fuçou dali, fez um teste e já deu o diagnóstico.
Acontece que o fio que leva energia aos faróis estava formado mais com fita isolante que cobre propriamente dito. Ou seja, emenda sobre emenda sobre emenda sobre emenda. Bastaria cortar o danado a alguns centímetros de sua ponta, substituir o terminal e conectar novamente. E pronto!
Enquanto explicava já foi pegando um rolo de fio, um alicate, etc, etc, etc. E fez tudo na hora.
- Quanto é?
- Nada não.
- Cumassim?
- Nah! Quando tiver algo mais complicado, daí você traz o carro de novo.
Nem preciso falar que ganhou um cliente!
Acho que mais tarde vou deixar o carro lá para dar uma (nova) geral na seta…
28 ago 2008 | Guardado em: Titanic II |
Esse negócio já está ficando recorrente!
Como se já não bastasse o banco (que já foi consertado), a seta (que já foi consertada e quebrou novamente) agora foi a vez dos faróis!
E, lógico, como Murphy é meu MELHOR amigo, isso aconteceu ontem à noite – sendo que saí do trabalho lá pelas dez horas. Ou seja, nada de auto-elétrica de plantão…
E, pior, do trabalho até em casa eu tenho que pegar um trecho conhecido como “estrada velha”, onde em boa parte não tem absolutamente nenhuma iluminação.
Diante do imprevisto ainda tentei “pegar carona” no farol de um Uninho que ia à minha frente, mas acho que o motorista fiadaputa deve ter ficado preocupado em ter um Opalão só com as lanternas ligadas numa escuridão de breu e em plena estrada velha literalmente grudado nele. O caboclo pisou fundo e foi embora. Sem possibilidade de me guiar com segurança entre a faixa central e lateral da pista – que não tem acostamento, é pura terra – fui obrigado a diminuir…
Graças a Deus, ainda que com um susto ou outro, cheguei bem em casa.
Sim, eu sei que provavelmente deve ter sido só um fusível. Mas sequer uma lanterna eu tinha à mão para tentar alguma gambiarra! Tive que ir conforme dava, mesmo!
Ainda vou dar uma checada nisso (enquanto é dia) e depois eu conto…
22 ago 2008 | Guardado em: Fotos de Sexta |
Quatro portas. Vermelho. Teto de vinil. Calotas, frisos e cromados impecáveis. Placa preta. Da linha 69 a 74 (eu nunca sei dizer exatamente quando).
MUITO bonito mesmo…


21 ago 2008 | Guardado em: Titanic II |
Bem, não teve jeito.
Desde que a seta quebrou pela segunda vez ainda não consegui tempo para uma nova intervenção cirúrgica na dita cuja. Mas com relação ao banco não teve jeito!
Eu já devia ter percebido que ele estava prestes a me deixar na mão. Ainda ontem o encosto estava “escapando”, ou seja, saía fora do pino de encaixe e ficava bambo, bambo. Isso me fez voltar para casa (são 15km, lembram?) praticamente fazendo exercícios abdominais o tempo todo, pois não tinha como repousar as costas.
Eu colocava o encosto no lugar e o maldito novamente escapava. Estava na cara que tinha algo errado.
Mesmo assim, dando uma de Scarlet O’Hara, decidi que mais tarde veria aquilo. Sempre haverá uma amanhã…
Só que o danado chegou mais cedo!
Não contente em simplesmente ter o encosto escapando, eis que o próprio assento afundou! Só então deu pra perceber qual era o verdadeiro perrengue que tinha desconjuntado todo o banco. A gaiola lateral, ali, próxima de onde fica a alavanca de regulagem, quebrou.
Ou seja, só soldando.
Eu poderia fazer isso no final de semana na casa de meu pai. Mesmo pensando num possível reforço ali não iria nem meia vareta de solda elétrica. Porém ainda estávamos em plena quarta-feira, sendo que eu realmente preciso do carro diariamente e não conseguia me ver fazendo mais algumas séries de abdominais forçadas – dormi mal pra caramba de ontem pra hoje…
É. O jeito seria me submeter a algum profissional da área – já considerando uma eventual “taxa de urgência”…
Achei um caboclo no caminho para o trabalho. Para desmontar, dar uma limpada e engraxada geral na máquina, soldar (com reforço) e montar o banco de novo: R$60,00. Sessenta contos.
Paciência. Mandei fazer. Já era dia de adiantamento mesmo, então foi só questão de unir o inútil ao desagradável…
Pelo menos, findo o serviço, o banco ficou muito bom. Firme como uma rocha. Deslizando bem nos trilhos. Até mesmo mais macio, pois ele aproveitou e deu uma mexida no enchimento do assento.
É, tá bom, valeu o gasto então…
20 ago 2008 | Guardado em: Titanic II |
E, como se já não bastasse a seta, eis que TAMBÉM quebrou o banco!
E, pra piorar, do lado do motorista!
E, sem sombra de dúvidas, vai precisar de solda!
E, pra concluir, que merda!
15 ago 2008 | Guardado em: Fotos de Sexta |
Um belíssimo exemplar de um Opala SS 1972 amarelo com um portentoso motor de seis canecos.
Tal grau de detalhamento na restauração desse veículo só poderia ser conseguido por um caboclo que já tem se tornado lenda nos meios opalísticos…
A placa no final já diz tudo!






13 ago 2008 | Guardado em: Titanic II |
13 ago 2008 | Guardado em: Causos em Quarta |
Este “causo” foi contado anteontem pelo Douglas Carbonera, lá na Lista do Opala.
A história que vou contar agora pode parecer uma história de Filme, mas foi exatamente o que aconteceu nesta 2ª Etapa do campeonato Velopark comigo, e com minha equipe!!
A uma semana da 2ª Etapa do velopark, descobrimos uma quebra de virabrequim originada no útimo Open Day, além claro dos 4 o’rings explodidos, e a semana foi uma correria infernal pra deixar tudo pronto. Não consegui dormir muito mais do que 5 horas somando todas as noites desta semana, e na madrugada de sexta-feira às 3h da manhã, conseguimos terminar o carro! Na Sexta-feira cedinho já embarcamos e rumamos pro Velopark…
Chegando lá, dei uma puxada nos treinos, e o carro veio nos 11.8s, com 1.9 de 60 pés e 7.7s de 201 metros, mas senti o carro extremamente amarrado… Alguma coisa tava errada!!!
Voltamos pro box e tava saindo água pelo silicone do cabeçote, na parte da tampa de tuchos, e uma babação de óleo e água no respiro do motor!! PRONTO! SE FOI MAIS ALGUM O’RING!! Não pensamos duas vezes e abrimos o motor…
Pra nossa surpresa, os o’rings estavam perfeitos, foi só silicone mesmo. Montamos tudo de volta e se foi a sexta-feira!! Sábado pela manhã, nos treinos, consegui dar duas puxadas, e percebi o carro MAIS AMARRADO AINDA, e não consegui nem andar na casa dos 11. O carro virou 12.0 nas duas puxadas, com parciais terríveis…
Volto pro Box, e a babação de óleo e água no respiro continuava, mas nada de água vazando pelo cabeçote… MEU DEUS, O QUE QUE TÁ ACONTECENDO COM ESSE MOTOR??
Eis que tiramos a tampa do radiador, e ligamos o motor… Aceleramos e SALTAVA ÁGUA pelo radiador…
FODEU! Ou quebrou um cilindro, ou quebrou um cilindro… Não tinha outra alternativa!!
O Rhonaldo, Cristian e o Batata (Potato), meus preparadores, me olharam com uma cara de “TUDO SE ACABOU”, e já que estavamos ferrados mesmo, abrimos tuuuuuudo de novo pra verificar o que tinha acontecido (nisso, já era meio dia de sábado).
Abrimos, e uma GALERA veio no box conferir!! BLOCO QUEBRADO na bomba d’água, e a trinca seguia pro prisioneiro do cabeçote, e entrava pro cilindro nro. 1.
Pensei: ACABOU! Vamos embarcar o carro, e era isso…
Fui pro brieffing TOTALMENTE DESANIMADO, e deixei a galera lá… Eu por mim nem teria ido no Brieffing, já que não ia mais andar… Mas fui! Lá, amigos como Clovis Wechter, Adriano Kayayan, Sareta, que foram lá no box conferir a quebra, viram minha cara de desânimo e vieram lá falar comigo, tentar dar idéias de arrumar um motor original, conseguir uma parte de baixo original e montar assim, só pra não perder pontuação, e tal…
Terminado o brieffing, voltei pros Boxes e o carro tava praticamente pronto de novo… Aí já não entendi mais nada!
Perguntei: Caras…. que que vocês tão fazendo??? Acabou a corrida pra gente!!
Nisso o Rhonaldo vem, olha bem no meu olho, e me fala: Tu confia em mim??
E eu: Confio!! Mas o carro tá quebrado, meu!!
E ele: Tá quebrado sim!! Mas vou fazer um negócio aqui, e tu vai lá e acelera com os dois pés! Feito?? (nisso, passam dois preparadores, cujos nomes não vou citar, e DÃO GARGALHADAS da nossa cara e do que a gente tava fazendo).
E eu: Má home!! Nós vamo distribuiíííí peça na pista, véio!!!
E ele: Não vamos não!! Vamos andar com 5 cilindros comprimindo 100%, sem água, e nós te rebocamos até o alinhamento, tu liga o carro, aquece pneu, e vai home!!
Confesso que não acreditei em nada disso, e eu não queria mais andar porque tava com medo de que quebrasse tudo!!! Pensei… Pensei… Pensei… E decidí! SEJA O QUE DEUS QUISER!!! VAMOS NESSA!!!
Me rebocaram até lá, parei o carro em cima da água, e o Ronaldo me fez o sinal de “2″ (pra aquecer de segunda, no cortão). Pensei comigo: Esse doente tá doido e quer que eu distribua peças na pista aqui mesmo, aquecendo de segunda com o motor, câmbio, e diferencial GELADOS…
Fechei os olhos, ergui a 5 pau, arredei o pé da embreagem e deixei lacrado no acelerador a 7 pau no corte e cruzei uns 100 metros incendiando!!!!!!!
Alinhei e….
1.780 de 60 pés, 7.480 de 201 metros , e 11.641s a 190 Km/h!!!
O pessoal veio lá me buscar pra rebocar o carro de volta e eu não conseguia nem sair de dentro do carro… Eu tava apavorado, tremia que nem uma vara verde, e não sabia o que que tava acontecendo, e nem o que tinha acontecido… Me tiraram de dentro do carro e quase me desmontaram de tanta comemoração!!!! Novo recorde da categoria, com bloco quebrado, uma camisa quebrada, sem água!!!
Aí foi comemoração a noite inteira!!!!!
No domingo, com a quebra de 2 dos 4 carros que estavam correndo pela STT, deu eu e Fabio Pedroni na final. Me senti aliviado por não precisar dar uma puxada na semifinal, mas mesmo assim veio a preocupação se o motor ia durar pra última puxada, e se eu ia dar aquela rateada da última final, que acabei ganhando por detalhe… O Pedroni, além de um carro e tocada constantes, tem reações absurdamente boas (poucas vezes vi ele fazer mais que 0.100 de reação… Sempre na casa dos 0.0…).
Me rebocaram novamente até lá, e aqueci pneu novamente com vontade, de segunda, no corte, e sem DÓ NENHUM!!
E o SS Laranja STT 46 não me deixou na mão!!! QUE CARRO!!!
Alinhei e veio a bola de fogo: Pedroni queimou, e algum espírito das pistas baixou em mim ali naquele momento, e veio o seguinte: 0.097 de reação, 1.766 de 60 pés, 7.479 de 201 metros e 11.628 @ 190Km/h!!!!
Segunda quebra de recorde, nas duas únicas puxadas oficiais do carro!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Queria aqui deixar meus agradecimentos a minha equipe, que me deu apoio incondicional em toda essa prova… Alex, Tiago, Bandon, CRT (VALEU CAQUEDOS!!!!), Bea (cuti cuti cuti), Chacal, Jean (Soumar) e um agradecimento especial aos meus preparadores Rhonaldo, Cristian, e Batata (Potato), que acreditaram em mim e no carro, e que sem sombra de dúvida são os melhores preparadores de motores 6 cilindros do BRASIL!!!!!!!!
Valeu Pessoal!!! E aguardem, que os 11,5 estão próximos…
Douglas Carbonera – STT 46