Arquivos de 'We will rock you'

Fado Tropical

terça-feira, 17 de agosto de 2010, às 4:41

Então vocês devem estranhar este velho metaleiro que vos tecla falando de coisas tão musicalmente singelas quanto um “fado”.

Pois é.

Mas sou assim mesmo…

O que me encanta é a musicalidade e a genialidade da canção, não importa onde quer que se encontrem. Tenho alguns pré-conceitos acerca de alguns gêneros musicais específicos – mas se, de repente, surgir alguma coisa interessante e cativante, por que não?

Neste caso a “brincadeira” do Chico Buarque fica por conta da mistura muito bem feita e rimada de elementos nacionais com elementos lusitanos (fora o eventual sarcasmo…), construindo toda uma pátria única e fictícia que atenderia ambas as nações. E é esse, na minha opinião, o maior encanto dessa música Fado Tropical.

Basta clicar no “play” aí embaixo, executar a música e acompanhar a letra. Divirtam-se!

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Oh, musa do meu fado
Oh, minha mãe gentil
Te deixo consternado
No primeiro Abril

Mas não sê tão ingrata
Não esquece quem te amou
E em tua densa mata
Se perdeu e se encontrou
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal

“Sabe, no fundo eu sou um sentimental
Todos nós herdamos no sangue lusitano uma boa dosagem de lirismo (além da sífilis, é claro)
Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas em torturar, esganar, trucidar
Meu coração fecha os olhos e sinceramente chora…”

Com avencas na caatinga
Alecrins no canavial
Licores na moringa
Um vinho tropical
E a linda mulata
Com rendas do Além-Tejo
De quem numa bravata
Arrebata um beijo
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal

“Meu coração tem um sereno jeito
E as minhas mãos o golpe duro e presto
De tal maneira que, depois de feito
Desencontrado, eu mesmo me contesto

Se trago as mãos distantes do meu peito
É que há distância entre intenção e gesto
E se o meu coração nas mãos estreito
Me assombra a súbita impressão de incesto

Quando me encontro no calor da luta
Ostento a aguda empunhadora à proa
Mas meu peito se desabotoa
E se a sentença se anuncia bruta
Mais que depressa a mão cega executa
Pois que senão o coração perdoa”

Guitarras e sanfonas
Jasmins, coqueiros, fontes
Sardinhas, mandioca
Num suave azulejo
E o rio Amazonas
Que corre Trás-os-Montes
E numa pororoca
Deságua no Tejo
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um império colonial
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um império colonial

Back in Black

quinta-feira, 29 de julho de 2010, às 6:38

25 de julho de 1980.

Eu, então, tinha meus onze anos de idade.

Estudava na quinta série do Colégio Estadual “Dr. Rui Rodrigues Dória” (um grau de excelência à época), sentava na primeira carteira e era um dos mais (senão “o” mais) CDF da sala. Atualmente o termo seria “nerd”.

Somente no ano seguinte é que eu faria uma sólida amizade com um dos alunos mais zoeiros da escola – que estava já na sua terceira passagem pela mesma sexta série – e foi quando aprendi que a vida não devia ser levada tão a sério. Foi também no final desse ano que dei meu primeiro beijo. Não foi nada de tão excepcional e tampouco aquela menina foi marcante em minha vida. Mas novos e interessantes caminhos se abriam…

Em 82, já na sétima série, também encarei meu primeiro emprego: em uma bicicletaria. Fui lá pra “aprender o ofício” somente porque queria comprar uma bicicleta. Desde então eu já era teimoso e persistente. Tá. Turrão, mesmo. Lá conheci os irmãos Jezimiel e Cadimiel, filhos do dono. Ainda que tivéssemos nos estranhado um pouco no início, acabei ficando muito amigo do Cadi e de toda sua família. Os primeiros porres homéricos que tomei foram em sua companhia!

O ano de 83 chegou e foi quando conheci o Ozires, amigo ali do Cadi. Era apenas um amigo do amigo, mas tínhamos algumas coisas em comum. E foi ele quem gravou uma fita (sim, fita cassete, aquela coisa de antigamente) que, dentre outras rockabilidades, tinha a música Back in Black, do AC/DC.

Para mim aquele toque lento e compassado, que se mantinha durante toda a música, combinava perfeitamente com a guitarra que alternava entre altos e baixos, bem de acordo com a voz rasgada do vocalista.

Creio que foi somente uns dois anos depois, já com minha própria graninha, que pude comprar o LP (disco de vinil, aquela outra coisa de antigamente) com todas as músicas daquele álbum. O termo em voga à época era que a agulha iria furar o disco de tanto que tocava…

Enfim, toda essa passagem pitoresca foi só pra ilustrar como e quando comecei a conhecer as músicas do AC/DC – que está na estrada já desde o início da década de setenta. E o dia 25 de julho de 1980, citado lá no começo, foi quando lançaram o álbum Back in Black – que foi o divisor de águas na carreira da banda, catapultando-os para o sucesso mundial, sendo que foi nesse mesmo ano que o inglês Brian Johnson entrou para a banda dos irmãos australianos Malcom e Angus Young. E, com certeza, fez toda a diferença!

Nesse tempo todo já foram mais de 49 milhões de discos vendidos – mas esse número não abrange as cópias e nem as cópias das cópias…

Enfim, mesmo após trinta anos, esse clássico do rock continua atualíssimo, encantando novas gerações e até mesmo servindo de trilha sonora em filmes e seriados atuais (Iron Man e Supernatural, por exemplo).

Na falta de velinhas virtuais para serem sopradas, fica uma palhinha aqui com a música que é o carro-chefe desse álbum.

Senhoras e senhores, com vocês, AC/DC !

( Basta clicar no “play” aí embaixo… )

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Iron Man 2

sexta-feira, 21 de maio de 2010, às 5:37

O filme é bom.

Mas a trilha sonora é melhor!

Dá pra conferir dando um “Play” aí embaixo…

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De volta aos palcos da vida

terça-feira, 2 de março de 2010, às 6:02

E eis que, após alguns anos de serviços dedicados a ações culturais, volta aos palcos ninguém menos ninguém mais que o copoanheiro eventual, amigo dos bão, contador de causos como ele só, Pérsio Assunção!

E o mundo fica um pouco menor…

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010, às 7:48

Dez anos de Trem da Viração

terça-feira, 25 de novembro de 2008, às 12:21

E pra quem curte uma boa música, muito verde e alegria contagiante, o grupo Trem da Viração vai comemorar seus dez anos com um show no próximo dia 29/11/08, às 22h30min (sim, a partir de dez e meia da noite), lá na Beira do Riacho, em Monteiro Lobato.

O ingresso na hora é vintão!

Contatos pelos telefones (12)3941-6686 ou (12)9713-8021.

Vamos ver se dessa vez eu consigo ir…

Ceumar na Fecap

quinta-feira, 29 de maio de 2008, às 17:22

Excelente dica do amigo e colega de trabalho Marcos Caetano (vulgo “Marquinhos”) acerca do show que acontece de hoje até domingo. Trata-se da Ceumar, cuja musicalidade e letras de suas canções encantam tanto quanto a maviosa voz que possui (não, não escrevi errado, é maviosa mesmo).

gravação de cd ao vivo com músicas inéditas
participação de yaniel matos e sérgio pererê

29, 30, 31 de maio e 1º de junho de 2008
quinta, sexta e sábado, às 21h. domingo, às 19h
teatro fecap | avenida liberdade 532 liberdade | tel. 11.3272.2222

www.teatrofecap.com.br
www.myspace.com/ceumar
www.circusproducoes.com.br

Pena que não poderei ir…

:’(

Iron Man

quarta-feira, 16 de abril de 2008, às 6:13

Das diversas estréias no cinema previstas para os próximos dois meses (algumas MUITO boas), uma delas me chamou a atenção: Homem de Ferro.

Por quê?

Ao invés da música tema original dos desenhos essa produção será embalada pela música Iron Man da antiga banda Black Sabbath
:D

Rhapsody of Fire

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008, às 22:40

Que fique bem claro: em termos de Symphonic Metal, ainda prefiro – de longe – o Nightwish. Entretanto, é lógico que a gente não pode simplesmente se fechar para quaisquer outras possibilidades disponíveis no mercado. Até porque, antes mesmo da melodiosa voz da soprano do Nightwish, conheci o Therion, de batida mais forte, e, mais tarde também fui apresentado ao Epica, este já mais suave.

Fuçando (como sempre), acabei descobrindo o Rhapsody of Fire, uma banda na mesma linha das anteriores, mas que tem um toque mais melódico. E olha que nem é filandesa, é italiana! Tá por aí desde 93, já tendo lançado uma meia dúzia de álbuns, fora os EPs, Singles, etc, etc, etc. Com a ajuda do Ares, meu fiel escudeiro para assuntos downloadísticos, baixei o último álbum completo dessa banda: Triumph or Agony. Apesar de adotar um único tema, é bastante eclético, passando por solos de guitarra, músicas no estilo medieval, metais, violinos, enfim, tá tudo lá.

Na minha opinião?

Vale a pena dar uma conferida!

Depressão puerperal pós-findi

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008, às 8:04

PARE O MUNDO que eu quero descer!!!”

“O hoje é apenas um furo no futuro por onde o passado começa a jorrar…” 

Hair

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008, às 12:00

Nem sei de onde surgiu o assunto. Se não me engano acho que foi assistindo um vídeo do Nando Reis (Mantra) no Youtube, por sugestão do amigo Bicarato, que lembrei-me de um antigo (bota antigo nisso) musical que sempre adorei: Hair.

Curioso que AINDA sei praticamente todas as músicas de cor. Mas custou a lembrar de uma das que mais gosto, inclusive já antológica na história do cinema. Mas lembrei. Segue o vídeo de I Got Life:

 

Velhas paixões não morrem jamais

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008, às 5:46

De fato.

Ou, no mínimo, são muito difíceis de morrer.

Ou de matar.

Depende da ótica.

Ou do que se queira.

Por mais que se sonhe com isso…

Assim acontece com o chamado heavy metal, gênero musical que permaneceu vivo nos limiares de minha consciência durante anos a fio e foi “redescoberto” graças ao entusiasmo e dedicação do amigo Bellini.

Te devo essa, cara!

Para quem não sabe – ou não acredita – o heavy metal é simplesmente um tipo de música, nada mais nada menos que uma variação do bom e velho rock’n roll. Seus precursores podem ser encontrados nas pessoas de, por exemplo, The Who, Jimi Hendrix, Led Zeppelin, Jeff Beck, Deep Purple, Uriah Heep, dentre outros. Nas palavras de Krusher *, DJ, Designer e Jornalista:

“É um som pesado, sabe, é isso que é para mim… e toda essa besteira sobre novo metal e o imo metal, fucking metal, doom metal, death metal, todo tipo de metal! Mas que droga, é metal, é rock’n roll! É isso o que é na verdade. No fim das contas é apenas rock’n roll…”

Curioso é que, até onde se sabe, o termo heavy metal foi cunhado de forma pejorativa, no início da década de setenta, por um crítico ao referir-se a um dos primeiros álbuns do Black Sabbath, pois teceu um infeliz comentário dizendo que, na sua opinião, aquilo que ouviu não era música, não podia sequer ser chamado de rock pesado (heavy rock), soava mais como um monte de metal pesado (heavy metal) batendo e rangendo entre si. Como sempre , o tiro saiu pela culatra e não só aquele novo tipo de música como o próprio termo recém-inventado caiu no gosto do povo…

Aliás, provando que gambiarra que é gambiarra sobrevive no tempo, sobre esse “álbum inovador” com um tipo de música e batida diferentes, Geezer Butler *, baixista do Black Sabbath, já esclareceu o seguinte:

“O orçamento era mínimo… eu acho que eram 500 libras para fazer o primeiro álbum. Então não dava para comprar cordas novas. Eu tinha três caixas que funcionavam com um gabinete 4 por 12, então todo o equipamento estava caindo aos pedaços… e eu acho que foi isso que deu aquele tipo de som distorcido. E as peles da bateria do Bill não eram trocadas há dois anos e ele tocava com baquetas pela metade porque não podia comprar novas.”

Ou seja, eles baixaram a afinação da guitarra em meio tom para fazer a guitarra soar mais pesada (heavy) e tocavam mais devagar. Com isso a música ficou mais “destruidora”. Esse estilo totalmente diferente do que era ouvido à época, somado às letras pseudo-satânicas de Ozzy Osbourne, acabaram por funcionar como um elemento de contracultura face à uma sociedade conservadora.

De qualquer forma é um gênero de música que pegou e já tem filhos e netos. As divisões e sub-gêneros existentes são inúmeros, desde os mais melódicos até os mais pesados.

De um modo particular gostei de recentemente ter conhecido o chamado Symphonic Metal, que tem ponto forte nos vocais, sem deixar de lado os tradicionais riffs da guitarra, com aquela “pegada” pesada. Comecei com o Therion e neste exato momento estou ouvindo (e conhecendo) o Epica – mas continuo preferindo o Nightwish!

Apesar de tudo, não deixo de também apreciar (ou pelo menos suportar) outros gêneros de músicas, praticamente de todos os tipos e com uma quedinha pela música de raiz, aquela música da roça mesmo, estilo Rolando Boldrin. Perdoem-me aqueles que preferem, mas deixo totalmente de fora a música sertaneja (sertanojo ou de dor-de-corno), pagode em geral e funk em particular…

* Trechos obtidos no documentário Heavy Metal – Louder Than Life, da Focus Music.

We will rock you

terça-feira, 11 de dezembro de 2007, às 10:00

Dia desses eu comentei que o filhote nº 3 tem um desempenho impagável cantando a música “We will rock you”, do Queen. Vejam onde ele aprendeu:

 

Quem não conseguir visualizar o filminho, pode tentar direto no Youtube, neste link aqui.