Categoria "Sessão Pipoca"
28 jan 2012 - 19:23  

Besouro Verde

Ou melhor, vamos pelo original: Green Hornet.

Como fã (quase) incondicional de quadrinhos, eu até queria ter assistido no cinema, quando passou. Mas, como não deu – e como meu joelho, coluna e cabeça resolveram se mancomunar e doer conjuntamente, não proporcionando opções lá muito diferentes – o programa familiar de hoje foi assistir em casa mesmo, via DVD.

Inquestionavelmente.

Uma grande bobagem!!!

Sei que existem opiniões diversas. Aliás, creio que na maioria diversa pra baixo. Mas este é um blog de família, então vamos com calma. Defini-lo como uma “grande bobagem” já está de bom tamanho…

Eu até diria que Bruce Lee e Van Williams devem ter se revirado no túmulo quando lançaram esse histriônico filme. Mas como Williams parece ainda estar vivo, então deixa pra lá.

Mas, como sempre caríssimos leitores (vocês ainda estão aí, não estão?), vamos a um pouquinho de história sobre esse personagem.

O Besouro Verde surgiu em 1936 como um programa de rádio (sim, aquele antigo titã que deu origem à deusa atual). Era uma época em que a família se reunia na sala à noite, sintonizava a emissora WXYZ (juro que o nome era esse mesmo!) e ouviam as aventuras do intrépido herói na voz do ator Al Hodges.

Logo em seguida, na década de 40, desta vez interpretado por Warren Hull, o personagem também foi protagonista de duas sequências feitas especialmente para o cinema, pela Universal Pictures, com os originalíssimos títulos “The Green Hornet” (1940) e “The Green Hornet Strikes Again!” (1941).

Já nas décadas de 40 e 50 o herói estreou sua própria revista em quadrinhos, publicada regularmente nesse período.

E, finalmente, em 1966, foi lançado no formato de série de TV, através do mesmo produtor da série do Batman (SOC!, TUM!, POW!, etc), com Van Williams no papel de Besouro Verde e Bruce Lee como o fiel ajudante Kato. Sendo o mesmo produtor era inevitável que esses heróis acabassem se encontrando em algum momento, cada qual aparecendo na série do outro: Batman versus Besouro e Robin versus Kato – o que pode ser facilmente encontrado lá no Youtube. Entretanto, apesar das estrelas da série – a presença de um legítimo lutador de artes marciais e o fantástico Chrisler Imperial Le Baron 1966 adaptado (apelidado de Black Beauty) – a série não teve lá muita audiência e foi cancelada em 1967, ao final da primeira temporada e após apenas 26 episódios.

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Um ponto que sempre (me) chamou a atenção é a música do seriado. Eu tinha certeza de já tê-la ouvido em algum lugar, mas no piano. E como na Internet a gente acha, literalmente, DE TUDO, eis a explicação: a música original, cujo nome era Flight of the Bumblebee foi composta por Nikolai Rimsky-Korsakov. Ei-la:

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Essa música original foi rearranjada especialmente para o seriado num estilo jazz por Billy May, Lionel Newman e Al Hirt. Abusando no trompete, aqui está a versão completa:

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Com tudo isso não foi muito difícil achar ainda uma outra versão – desta vez, também no estilo jazz, mas toda no piano (particularmente a minha preferida). Mal consigo imaginar os dedos do pianista bailando alucinadamente de um lado para outro nas teclas… Aumente o som dê um play, pois vale a pena!

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24 jan 2012 - 4:57  

As Aventuras de Tintin

Muito bom!!!

Mesmo!

Ontem fui com a tropa completa para assistir. Ainda que, particularmente, não goste muito (coisas da idade, eu acho), em 3D.

Um ótimo filme desenho animação programa, sem sombra de dúvidas. Ainda que no início não passe essa impressão, capaz de empolgar e emocionar. E, lógico, com ótimas tiradas!

E, mais lógico ainda, sempre acompanhado de um mega-combo saco de pipocas. Doce por baixo. Salgada por cima. E bastante manteiga…


24 nov 2011 - 18:18  

Música-tema do dia…

 

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16 jan 2006 - 12:27  

Qual a cor dos olhos de sua paixão?

“89% e desfragmentando…”

Minha mãe tem uma única irmã, a qual vive na Itália há dezenas de anos. De quando em quando ela vem nos visitar e a todos os parentes no Brasil. Isso porque meu avô foi casado três vezes, sendo duas filhas do primeiro casamento, uns dezoito do segundo, e nenhum do terceiro (minha avó materna legítima faleceu quando minha mãe tinha dois anos de idade) – é uma história familiar interessante que outro dia eu ainda contarei por aqui.

Pois bem. Essa minha tia, acompanhada de seu marido, veio nos visitar agora em janeiro, pretendendo ficar por aqui pelos próximos dois meses. E – é lógico – minha mãe passou a ter a estabilidade emocional de um hamster… Quer fazer absolutamente TUDO pra agradar as visitas, envolvendo TODO MUNDO num redemoinho conflitante de emoções. Sei que estou sendo até mesmo cruel para com minha própria mãe ao falar isso, mas – putz! – é difícil administrar tanta ansiedade assim num curto período de tempo. Ainda bem que meus tios são mais descolados e não se deixam afetar tanto.

Eu acho.

O que me lembra que assisti um filme interessante neste fim-de-semana. Chama-se “A Sogra”. Não me lembro se o título original é Mother in law ou Monster in law. Algo assim. Aliás nunca vi a Jennifer Lopez tão lindinha e simpática quanto nesse filme, e a atuação da Jane Fonda está sensacional.

Basicamente é a estória de um médico, filho único de uma apresentadora de TV ricaça que foi aposentada, e que pretende se casar com uma mocinha simples, que vive de bicos. O que obviamente desagradou profundamente sua mamãe. Não é nenhum filme espetacular, mas tem seus bons momentos, garantindo uma diversão leve e bem dosada, principalmente quando A sogra encontra com SUA sogra (pronto, contei).

Mas tem alguns momentos de grande sensibilidade, também. Em particular a Dona Patroa gostou de um, quando o galã convida a mocinha para sair – e concordo plenamente com ela, é muito bonito. A cena: ambos se encontram na praia, sendo que ela mal o conhece, pois se viram muito rapidamente apenas por três vezes. Ele gostaria que ela saísse com ele para jantar; ela não lhe dá muita bola, ao que ele insiste, dizendo que é diferente. Ela, certa de que o rapaz sequer seria atencioso o suficiente, rapidamente se vira de costas e lhe pergunta:

“- Qual é a cor de meus olhos?”

Com ela em primeiro plano, um sorriso divertido no rosto, ele às suas costas, num ar compenetrado e tendo o mar ao fundo, responde algo mais ou menos assim:

“- Num primeiro momento eu diria que são castanhos. Porém quando a luz incide meio de lado, a íris se ressalta, surgindo uma borda escura ao seu redor. Nesses momentos ele ficam cor de mel. Mas na claridade, com o sol batendo direto, eles se tornam verdes.”

Aquele sorriso divertido dela vai, aos poucos, se desfazendo, transformando-se numa sutil expressão de espanto, quase beirando um leve choro. Então, com ela ainda de costas, ele pergunta:

“- Passei muito longe?”

Ela se volta de frente para ele, visivelmente embasbacada e diz:

“- “Castanhos” seria o suficiente…”

Tudo bem, vá lá, podem até achar que se trata de uma cena meio piegas, até porque, por escrito, fica meio difícil de traduzir a carga emocional do momento. Mas que é bonito, ah, é!

E você?

Sabe qual é a exata cor dos olhos de sua paixão?…

Tirinha do dia:
Desventuras de Hugo...


7 jan 2006 - 3:18  

Guevara e o bonde da história

Da série INDEFINIÇÕES:
“PREOCUPAÇÃO – Quando pela primeira vez não se consegue dar a segunda.”
“DESESPERO – Quando pela segunda vez não se consegue dar a primeira.”

Anteontem assisti o filme “Diários de motocicleta”. É um filme sobre um tal de Ernesto Guevara. Sim. Ele mesmo.

Confesso que aluguei o filme um tanto quanto receoso. Achei que fosse ver a história de um revoltado, oprimido, lutando pela liberdade de um povo desde muito cedo. Alguém que pegou nas armas desde a mais tenra idade, para, mais tarde, liderar praticamente todo um povo na luta pelos seus direitos.

Ledo engano.

Alguém sabia que o distinto quase foi médico? Que trabalhou num leprosário? Que era asmático? Que era um mulherengo, bem humorado e que praticamente não sabia mentir? Tudo bem que, com certeza, muito do filme tem a chamada “visão do diretor” – de modo que não dá pra simplesmente pegar tudo o que ali consta e já entender como uma versão histórica, onde todos os fatos narrados seriam verídicos. Mas, oras, todas as estórias e lendas acabam por se basear em histórias realmente ocorridas, de modo que o benefício da dúvida não seria algo assim tão desprovido de senso…

O filme é de uma sensibilidade razoável, com um leve toque de humor, uma fotografia original e um questionamento profundo, mas colocado de tal maneira que quase passa desapercebido. Nos mostra um rapaz de apenas 23 anos, vindo de uma situação econômica razoável para sua época (1952), culto e preocupado, que passou por profundas experiências de vida numa viagem de motocicleta com um amigo por toda a extensão da América Latina.

Na verdade, ao final da película, me senti meio estranho. Não necessariamente com relação ao filme, mas comigo mesmo. Uma espécie de coceira nas entranhas do estômago que simplesmente não dá pra se coçar. Um nó na garganta vindo de lugar algum para lugar nenhum.

É que o filme trouxe à tona da realidade emoções muito antigas, que há muito tempo eu não sentia. Todas da minha adolescência.

Uma delas veio forte e urrando por espaço pra se libertar, pra se manifestar. Como diz a música, é da época em que eu ainda era tão criança a ponto de saber tudo. Acho que fui muito mais consciencioso naquela época do que agora, pois eu tinha uma sincera preocupação com o mundo ao meu redor, aquém e além das fronteiras. Hoje pode ser que seja apenas uma nota de rodapé nos livros de história, mas este dinossauro que vos escreve, juntamente com toda uma população, passou pelo sentimento oprimido de receio por uma guerra em escalas globais em decorrência da disputa pelas Malvinas. Ou Falklands, se preferirem. Mal havíamos acabado de sair de um longo período de ditadura militar, numa democracia insossa que ainda procurava se consolidar, mais errando que acertando, onde a Guerra Fria era uma realidade e o arsenal bélico mundial suficiente para detonar meia galáxia.

Com uma guerra praticamente aqui do lado, devidamente alicerçada nas mais loucas e insossas (pelo menos hoje) teorias de conspiração, com um leve toque de fatalidade dado pelas interpretações das profecias de Nostradamus, nós, os adolescentes da época, não tínhamos uma visão – ou esperança – muito clara do futuro.

Acho que desde cedo acabamos ficando muito politizados, aprendendo a analisar o sofrimento do mundo, as desgraças dos povos, encarando a pobreza e desespero de outrem com naturais toques adolescentes de revolta e rebeldia. Queríamos, sim, mudar o mundo, mas tínhamos aquela nítida sensação de que o momento já havia passado, que a geração anterior é que soube ir à luta, e nós éramos apenas passageiros no bonde da história. Nos restava somente viver o presente.

Curioso como ouvi algo muito semelhante a isso de uma pessoa de uma geração posterior à minha e, no caso, se referindo com saudades de uma época em que nunca viveu – aquela pela qual eu passei…

Mas esse lado cabeça, altamente politizado e intelectualizado, foi apenas uma das sensações que resgatei com o filme. A outra, muito mais light, diz respeito ao fato de que os heróis da telinha eram MUITO mulherengos. Passaram por SÉRIOS apuros simplesmente por não concentrar os pensamentos na cabeça certa…

E, na minha saudosa adolescência, também tínhamos lá nossas aventuras… Éramos uma turma de estudantes, com uns treze anos em média, e sem um puto no bolso – quando muito o suficiente para uma farmácia, um Halls e uma entrada na danceteria. A “farmácia” nada mais era do que um copo dos grandes, daqueles de vitamina, cheio até a boca com um pouquinho de todas as bebidas alcoólicas que se possa imaginar que existam num boteco’s-bar. O Halls era a balinha da época para se tirar o bafo (sempre gostei do de cereja)… E a entrada na danceteria (tá bom, discoteca) era tudo o que restou do dinheiro.

Depois de muito pular, suar e se divertir – até porque ninguém sabia dançar de verdade – na hora da música lenta, íamos à luta. Era questão de honra para todos os garotos tirarem ao menos uma garota pra dançar e, óbvio, tinha que rolar no mínimo uns beijinhos. Era o hoje tão conhecido “ficar”, mas que só veio a ter esse nome formal muitos anos mais tarde.

Usávamos avançadas estratégias de aproximação, normalmente envolvendo algum tipo de palhaçada, para atrair não só o interesse, como o bom humor e uma certa predisposição por parte das meninas. Algumas dessas estratégias, impublicáveis…

Então, todo senhor de si, íamos para o meio do salão para dançar coladinho ao som das músicas românticas da época. Alguma conversa aos sussuros ouvido a ouvido pra quebrar o gelo, algum gracejo pra extrair um singelo sorriso e inspirar uma certa confiança, alguns suaves beijos no pescoço, um roçar de lábios no rosto, olhos nos olhos, buscando a aquiescência e aprovação, e, então, um tenro beijo na boca. Mais um pouco de dança, agora em silêncio, e em seguida os lábios de ambos já buscavam diretamente um ao outro, para um beijo mais apaixonado, com uma certa fúria, trazendo à tona toda a excitação e sexualidade da adolescência.

Às vezes ficávamos toda a música lenta com uma única menina; já outras vezes, com mais de uma.

Mas ao final, quando se encerrava a sessão de lentas, invariavelmente cada qual ia para seu lado, juntar-se ao seu grupinho. As garotas, entre risos e sorrisos iam comentar entre si quem era fulano, sicrano ou beltrano, se era legal, se realmente beijava bem, e outros detalhes mais sórdidos… Já nós, os garotos, vestindo nossas peles e brandindo nossos tacapes, nos reuníamos em torno da fogueira para contar como havia sido a caça, cada qual – lógico – tendo se saído melhor que o outro…

Heh… Bons tempos aqueles. A vida era mais simples, as preocupações estavam distantes e o futuro simplesmente não existia…

Mas Guevara, ao que parece, soube o momento em que finalmente teve que colocar de lado sua adolescência e manter o foco em suas aspirações de ajudar o povo. Ainda que por meio das armas.

Já nós, simplesmente continuamos no bonde da vida, olhando pela janelinha as nossas próprias aspirações revolucionárias ficarem pra trás, juntamente com um período que, se não esquecido, ao menos guardado com carinho num cantinho das catacumbas d’alma…

Tirinha do dia:
Desventuras de Hugo...


11 ago 2005 - 12:18  

Colocando os assuntos em dia

Quinta – dia do DÊ-vogado…

Sei, sei, eu estava pra lá de sumido… Praticamente dois meses!

Mas vamos a um resumão do que vem acontecendo. Comecei a estudar uma outra linguagem para homepages, de modo a deixar o site – que é bem durão, estático mesmo – um pouco mais dinâmico. Porém, ao instalar em meu computador o Apache, houve um sério conflito com o General Cluster, o que inviabilizou a implantação do PHP, de modo que mandei tudo pra PQP, e continuo editando HTML em TXT. Não entendeu? Por incrível que pareça, faz sentido pra mim…

Pra variar, no trabalho tudo anda mais corrido que nunca. Resolveram abrir as barragens das grandes licitações, de modo que ou eu me viro ou eu me viro. Ainda bem que tenho uma equipe competente que me ajuda bastante. E da qual cobrarei salgados royalties por essa citação gratuita!

Segundo Andy Warhol, no futuro todos teriam seus 15 minutos de fama. Pois bem, semana passada dei uma entrevista de uns 10 minutos para um jornal, falei uns 2 minutos numa rádio e outros 2 em outra. O que nos leva a inafastável conclusão de que ainda tenho 1 minuto de crédito… Aliás, se alguém quiser conhecer como se dá o milagre da transfiguração, onde seu estômago transforma-se em chumbo derretido, e o ar de seus pulmões simplesmente evapora, é bastante fácil. Basta começar a conversar, pelo telefone, com um repórter e, no meio da conversa, ele te avisa que o bate-papo é ao vivo. Experiência própria: não falha!

No mais, para aqueles que não sabem, meu caçulinha já ganhou desenvoltura no seu andar. Do alto de seu um ano e quatro meses resolveu que simplesmente não dá pra ficar parado – “Run, Forrest, run!” E haja energia!

Aliás, o novo filme do Batman, foi simplesmente o máximo. Tá certo que um maníaco por HQs como eu seria até suspeito pra falar. Mas, sério gente, é bom mesmo. Finalmente conseguiram trazer o personagem dos quadrinhos para as telas, deixando de lado aquele Batman surreal dos anos 60 (Adam West e sua bat-barriguinha). O princípio básico do personagem é um cara atormentado diuturnamente pela morte dos pais, o qual abraça a personalidade do morcego para trazer terror ao coração dos bandidos. Batman é a pessoa, e Bruce Wayne – o playboy – é que é a máscara. Trabalharam bem a trama (como no primeiro filme do Homem-Aranha) fazendo com que sua primeira aparição se dê quase no meio da película. Aliás, a cena em que ele levanta o policial corrupto até o alto de um prédio para, literalmente, aterrorizá-lo, é ótima. Enfim, assistam e tirem suas próprias conclusões.

E por que de um desfecho bíblico como esse aí embaixo? Simples. Li “O Código da Vinci”, de Dan Brown, e fui atrás de uma reprodução da pintura original – que está na parede de um mosteiro. Reparem como os pés de Cristo foram tapados por parte de uma porta. E, ainda, na sutileza dos traços de Maria Madalena. Hein? Ah, sim. O livro. Muito bom, também. Daqueles que você simplesmente não consegue parar de ler (“só mais cinco minutinhos”). É bem no estilo do primeiro livro dele, “Fortaleza Digital” – outro bom livro. A impressão que se tem é de um cara que fez uma pesquisa acurada sobre determinados assuntos históricos e conseguiu reuni-los todos numa mesma sinfonia sob a batuta de uma trama policialesca. Hoje começo a ler outra obra do mesmo autor, “Anjos e Demônios” – e tenho certeza de que vou gostar. Um dia a Elaine, dona dos livros, ainda vai querer cobrar aluguel… Mas ela é MUUUUIIIITOOO legal e não iria fazer isso. Né, Elaine?

Cansei. Vou dormir, que amanhã tenho reunião logo cedo. E já estou há umas quarenta horas no ar. Direto. Fui!

Ah! E feliz Dia do Advogado para os nobres causídicos, doutores advogados de direito jurídico…

A Última Ceia - original

Tirinha do dia:
Deus!


17 dez 2004 - 5:02  

Os Incríveis

(sexta – correria, correria, correria!)

Os Incríveis

Só pra não passar em branco. Assista. Ainda que eu seja suspeito, pois ADORO esse tipo de filme, recomendo veementemente. Pode até ser sozinho. Ou com a patroa. Mas com as crianças sempre é mais divertido… Você fica sem saber se assiste o filme ou as crianças!


9 nov 2004 - 4:29  

Tróia

Ontem tive a oportunidade de assistir o filme Tróia. É um bom filme, com uma fotografia impressionante. Como dito numa crítica, a caracterização e interpretação dos personagens é tão boa que torna crível a história. Um épico comparável a Gladiador e Coração Valente.

Mas, de fato, o que eu gostei é que foi uma história de seres humanos. De política, intriga, megalomania, mas de seres humanos. Não se buscou a “interferência divina” para justificar determinados atos ou consequências da Guerra de Tróia. Até mesmo a questão do “calcalnhar de Aquiles” foi contada de uma maneira tal que deixa margem à interpretação divina que chegou aos nossos dias.

Donde reitero o que já disse antes em algum momento: o importante não é a história em si, mas a maneira de contá-la… Todos já conhecíamos essa história, bem como seus personagens – já sabíamos inclusive o final! Porém a maneira pela qual foi contada se deu sob um novo e interessante enfoque.

A única curiosidade (pra mim, pelo menos) foi o ator que interpretou Páris, o que raptou (veja bem, juridicamente falando, RAPTOU mesmo, não sequestrou) Helena. Durante todo o desenrolar da trama ele me pareceu familiar. Mas somente o reconheci quando, já no final do filme, retesou o arco para disparar uma flecha em Aquiles. Inconfudível. Foi o mesmo que interpretou Legolas, em O Senhor dos Anéis. Aliás ele ficou bem melhor de elfo…

Falando nisso, estou quase acabando de ler o segundo livro da trilogia de O Senhor dos Anéis (valeu, Elaine! – você tem o terceiro, não tem?). Definitivamente não existe nada que substitua um bom livro. Sua transposição para a telona às vezes ajuda, mas os detalhes de uma boa leitura são infinitamente melhores. Até aluguei de novo os filmes 1 e 2 para revê-los, agora com uma possibilidade crítica bem maior.

Por fim, de resto, vamos levando. Nessa correria do dia a dia não dá muito tempo pra divagar, entre pilhas de processos e desmantelamentos de salas, sobra somente a madrugada pra uma ou outra leitura e pesquisa (certo, Clóvis?). O que anda correndo de interessante é um novo Projeto de Lei, de número 4269/2004, da autoria de um deputado do PTB, propondo a extinção do pagamento de assinatura básica e taxa de consumo mínima para as empresas prestadoras de serviços de telefonia, água, energia elétrica, gás, e televisão por assinatura. É um projeto, assim, “simprão de tudo”, mas se sobreviver aos lobistas vai trazer um inominável benefício para todos. Se quiserem checá-lo na íntegra, inclusive com a justificativa, basta acessar o site da OAB-SP.


14 jul 2004 - 12:08  

Quietude

Tenho andado meio quieto por esses dias… Bem, 50% disso é pelo costumeiro excesso de trabalho. Outros 50% devido a um pouco de falta de assunto. Também 50% porque sempre estou com pelo menos meia dúzia de projetos em andamento (sempre a serem retomados). E os 50% finais em função de que ando meio deprêzão mesmo…

Donde concluímos que até posso ser um bom advogado, porém péssimo em matemática! :D

Para que não passemos em branco, assisti novamente o filme Shrek 2, desta vez num DVD pirataço. Não, não critiquem. Concordo que falta qualidade na realização da cópia, mas não vejo problema na pirataria em si, até porque é assunto que já enfoquei com riqueza de detalhes no Ctrl-C número zero e no número três. Basta dar uma olhada por lá.

Só queria mesmo esclarecer que foi possível reconhecer mais algumas referências no filme: logo após uma rápida cena de luta com o Gato de Botas, este eclode do peito de Shrek, no melhor estilo de “Alien, o Oitavo Passageiro”; quando a Fada Madrinha surge pela primeira vez para a Princesa Fiona, troca-lhe o vestido, o qual dá uma sugestiva revoada, como na antológica (adoro essa palavra!) cena que imortalizou Marilyn Monroe (é assim mesmo que se escreve?); as acrobacias de Matrix (agora o Reloaded) voltam a aparecer, desta vez bem no começo do filme, numa luta da Princesa Fiona com aldeões.

Novas críticas? Sim. DEFINITIVAMENTE o filme dublado perde MUUUUITO do charme do original…


12 jul 2004 - 14:37  

Spider-Man!

Spider-Man!

Pr’aqueles que esperavam algum informe meio que jurídico… Lamento, mas “não trabalhamos com finais-de-semana…” :)

Porém assistimos filmes nos finais-de-semana! E assim, vamos dar uma rápida pincelada sobre a bola da vez: Homem-Aranha 2. Novamente este velho adolescente teve oportunidade de ir até o cinema pra se desligar um pouco da realidade. E olhe… Recomendo veementemente o filme! Mesmo aqueles que não gostam de ficção, super-heróis, ou coisas do gênero, tenho certeza que vão se deliciar.

Acontece que, de todos os super-heróis que conheço (e não são poucos), o Homem-Aranha é justamente o que mais atrai seus leitores, pois trata-se de apenas um ser humano (guardadas as devidas proporções) como qualquer outro, precisando de trabalho, com contas a pagar, aluguéis vencidos, paixões (quase) impossíveis, etc, etc, etc…

E é esse enfoque que dá tom ao filme. Peter Parker se defronta com a dualidade acerca do que seria mais importante para sua vida: o homem ou o herói. Há até uma certa cumplicidade com o personagem na medida em que conseguimos identificar nosso dia-a-dia com seus problemas, seja na área das finanças ou na do coração.

Isso, é lógico, sem falar nos efeitos especiais! O filme possui uma estória que se sustenta por si mesma, sendo, na minha opinião, uma trama mais bem estruturada que a do primeiro filme. Ou seja, os efeitos fazem parte do filme, não são o filme. Os braços mecânicos do vilão, Dr. Octtopus, são pra lá de realistas (qualquer semelhança com a animação de Matrix não é mera coincidência), as cenas com o Homem-Aranha se balançando pelos prédios estão beeeem melhores, e as tomadas de luta são simplesmente de tirar o fôlego. Inclusive a luta que ocorre sobre o trem pode acabar se tornando uma daquelas cenas antológicas do cinema.

Mas, como nem tudo são flores, vamos a alguns comentários um pouco mais ácidos…

Tobey Maguire continua com aquela indescritível cara de “Hein?” na maior parte do filme (exceto quando está de máscara)… Aliás, pelo menos por duas vezes, na cena do salto sobre o telhado e na frente do trem, ele conseguiu realmente fazer as caretas mais espetaculares que já vi alguém fazer num filme! :D Ainda assim, como já foi até dito na própria revista Wizzard desse mês, ele tem tudo pra “encarnar” definitivamente o papel do Homem-Aranha, a exemplo do que já ocorreu na história do cinema com relação a Christopher Reeve e o personagem Super-Homem.

Kirsten Dunst é uma incógnita pra mim… Em determinadas cenas ela possui uma beleza etérea, com uma aura ao seu redor que a torna linda. Já em outros ela se assemelha mais a uma junkie recém-saída de alguma clínica. Mas, no global, ela cumpre bem o papel de Mary Jane Watson. E para aqueles que queiram compará-la a alguma Lois Lane da vida, que seria a eterna mocinha em apuros, a estória foi tão bem construída que é fácil de acreditar que ela simplesmente estava no lugar errado na hora errada.

Alfred Molina, pra mim, foi quem quase roubou o filme. Se não o fez foi porque o conjunto da obra foi muito bem construído. A última vez que vi algo nesse sentido foi em Batman (o primeiro filme), que, na minha opinião, deveria ter se chamado “The Joker” – uma vez que Jack Nicholson deu um show de atuação (em detrimento do inverossímel Batman encarnado por Michael Keaton). No filme Homem-Aranha a primeira impressão (errônea) que se tem é: “puxa, mas esse caro gordo e de cara esquisita é que vai ser o vilão?” Preparem-se para uma surpresa, pois a atuação dele foi MUITO boa. É lógico que não vou contar os meandros da estória, mas saibam que ele simplesmente deu um show à parte, fazendo uma espécie de Dr. Jeckil & Mr. Hide (mas sem maquiagem), pois, no final, seu personagem não é necessariamente mau, apenas uma vítima das circunstâncias.

Existem ainda outros detalhes que fogem à maioria dos mortais, a não ser os aficcionados em quadrinhos, como os ganchos construídos para novos filmes e, pelo menos, outros três vilões que fizeram sua primeira aparíção nessa sequência…

Mas isso já é outra história…


2 jul 2004 - 14:29  

Shrek 2

SHREK 2

Bem, meninos e meninas… Eis que fui assistir Shrek 2… Ter assistido o primeiro filme ajuda, mas não é imprescindível para plena compreensão do segundo, pois, digamos, ele tem “vida própria”.

Cinema pra mim SEMPRE foi um mundo meio que encantado, uma outra dimensão em que você entra e se desliga TOTALMENTE da vida mundana que corre lá fora. É o único lugar que consigo realmente relaxar, me deixando levar plenamente pelo filme que estiver assistindo. Não importa se lá fora é dia ou é noite, se chove ou se faz sol, se o mundo passa por uma crise ou se os impostos aumentaram. Tudo que interessa é ouvir uma boa estória, sem interrupções, torcendo, rindo, chorando, se emocionando, pulando ou se afundando na poltrona, com o indispensável hiper-mega-ultra-super saquinho de pipocas e sempre desejando que o filme fosse mais longo do que realmente é…

E como cinéfilo amador que sou, mais apaixonado pelas estórias que pelas técnicas, não poderia deixar de comentar um pouquinho do filme aqui neste espaço. Pra início de conversa, vou contar o final do filme: e eles viveram felizes para sempre… (DÃÃÃÃ!) He, he, isso é meio óbvio, pois é o tipo de conto que já nos leva a esse final. Mas, como qualquer boa estória, o que interessa não é necessariamente seu fim (e às vezes nem mesmo a própria estória), mas sim a MANEIRA de se contar essa estória. E eu diria que isso foi muito bem feito no caso de Shrek. Por exemplo, apesar de, por vezes, ser meio que previsível, guarda uma interessante surpresa sobre a origem da Princesa Fiona.

Esse segundo filme continua com uma boa dose de humor, porém não tão negro quanto no primeiro. Não chega a ser politicamente correto, porém é um pouco mais comedido no geral. Em suma, começa com a Lua de Mel de Shrek e Fiona, sendo que eles terão de ir ao reino dos pais da princesa, onde passarão por apuros até a consagração do verdadeiro amor que sentem um pelo outro. Com relação aos contos de fadas, a grande maioria está lá citada, desde Pinóquio até a Bela Adormecida, passando por Chapéuzinho Vermelho e os Três Porquinhos, fora outros não tão conhecidos em terras tupiniquins.

A maior parte da estória se desenrola no reino dos pais da Princesa Fiona, que vivem “in a far far away kingdom”, sendo que esse reino – Far Far Away – parece bem ser uma cópia da cidade de Hollywood, onde as mansões dos artistas ricos e famosos são ocupadas pelas princesas e grandes personagens dos contos de fadas.

Mas uma das coisas que encantam no filme é identificar as referências que faz a cenas, músicas, situações e personagens diversos das revistas, tv e cinema. Pude claramente identificar algumas dessas referências, desconfiando de outras, e suspeitando que existem muitas mais que não consegui enxergar.

Vou citar alguns exemplos que lembro de cabeça – e vamos ver, tanto para aqueles que já assistiram o filme como para aqueles que não o fizeram, se foram/serão capazes de reconhecer essas referências: música do seriado Hawai 5.0; cena do filme Homem-Aranha (1), onde a Mary Jane dá o primeiro (e único) beijo no aracnídeo; a já antológica cena dependurada de Missão Impossível; comentários sarcásticos do Garfield; postura cavalheiresca do Zorro (com direito a sotaque), no filme com Anthony Hopkins e Antonio Banderas; James Bond, numa cena de praia com Ursula Andrews; os campos floridos da Noviça Rebelde; Ghostbusters, quando Gozzer, The Gozzerian, arrasa a cidade; as cenas de transformação do desenho A Bela e a Fera; os móveis animados do mesmo desenho; diversas músicas dos anos 70 e 80; drive-thru do MacDonalds; cenas de perseguição e prisão da Polícia Norte-Americana; a também antológica cena do banho em Flashdance; Indiana Jones, quando recupera seu chapéu em uma armadilha no segundo de seus três filmes; o anel com letras de fogo de Senhor dos Anéis… e, tenho certeza, outras que ou não tive a capacidade de perceber, ou estava por demais ocupado gargalhando em alto e bom tom… :D

Existe, também, uma cena de uma fábrica que me lembra (se bem que não acho que tenha se inspirado nisso) dos anões verdes (Woompa Loompa?) da Fantástica Fábrica de Chocolates de Mr. Wonka, com aquele ator que nunca lembro o nome e fez, dentre outros, A Dama de Vermelho e The Young Frankenstein (seria Gene Wilder?)

Aliás, assistir o filme no idioma da terrinha do Tio Sam tem lá suas vantagens, pois o Eddie Murphy continua impagável como o burrico, e temos ainda a canastrice pomposa da dublagem de Antonio Banderas como o Gato de Botas. Isso fora os trocadilhos infames…

E pra quem sentiu a falta do dragão, ou melhor, da “dragoa”, da primeira película… não se preocupem, pois ela chega com uma divertida surpresa APÓS a exibição de parte dos créditos finais do filme.

Enfim, mesmo pr’aqueles que não são lá muito chegados nesse gênero, não deixem de assistir, pois é diversão na certa. Agora basta aguardar as estréias de Homem-Aranha 2, de Garfield e (pasmem) Thunderbirds!