Livro da Família Andrade

Muito bem, família! Vocês devem se lembrar do quanto aporrinhei todo mundo até conseguir levantar todas as informações para montar esse livro aí do lado… Só que tem um detalhe: ele somente tem os registros de nossa família até 2012! E como já estamos em 2017, como todos sabem muito bem, tem muita gente que já casou, que separou, outros tantos nasceram e infelizmente alguns também morreram…

Então, família, conto com vocês para me ajudar a atualizar este nosso livro!

Pra facilitar procês, eu dividi o livro de acordo com cada ramo da família – ou melhor, cada um(a) dos(as) filho(as) do Vô Antonio e da Vó Bastiana – bastando clicar na respectiva imagenzinha aí embaixo para ter acesso ao arquivo PDF.

Reitero que esse livro é nosso: cada indivíduo descendente tem um par de páginas à sua disposição. As informações básicas, como data e local de nascimento, peso e altura quando nasceu, quando e com quem se casou, quantos e quais filhos teve, bem, esse geralzão em sua maioria já tá lá. Mas caso queiram inserir uma ou mais fotos, trocar a foto que está no livro, acrescentar ou alterar um texto ou uma mensagem, enfim, dar uma personalizada como um todo, agora é a hora!

Aliás, confiram os dados de cada arquivo e assim que possível me mandem as atualizações e correções, ok? E mais: não se limitem ao seu ramo da família não! Até porque não custa nada dar uma fuçada nos arquivos do resto do nosso povo, né?

Vocês podem escrever aqui nos comentários mesmo, ou, se preferirem, basta me encaminhar as informações diretamente para o meu e-mail: adauto@andrade.sjc.br .

E aí? Tão esperando o quê? Bóra atualizar issaí, moçada! 😀

José Bento de Andrade
ZÉ BENTO

Fé dos Santos de Andrade

Esperança dos Santos Andrade
ESPERANÇA

Caridade de Andrade
CARIDADE

Felizberto de Andrade
DINHO

Jorge Andrade
JORGE

Maria Madalena de Andrade
MADALENA

Pedrina de Fátima Andrade
PEDRINA

Maria Laura de Andrade
LAURA

Roberto de Andrade e Geraldo de Andrade
ALEMÃO E GÊRA

Valorizando seu dinheiro – VII

Uma moeda que não durou muito…

Cruzado Novo
(NCz$1,00 = Cz$1.000,00)

Apenas três anos depois da última mudança, foi ainda o presidente Sarney que instituiu o Cruzado Novo (NCz$) através da Medida Provisória nº 32, de 16 de janeiro de 1989 (mais tarde convertida na Lei nº 7.730, de 31 de janeiro de 1989), tendo havido novamente um corte de três zeros no sistema monetário nacional.

Novamente usou-se a estratégia de apor um carimbo identificador nas cédulas mais altas do sistema anterior, só que desta vez ele era – a-ha! – triangular… As primeiras emissões foram cédulas de 1.000, 5.000 e 10.000 cruzados reaproveitadas com esse carimbo triangular com a nova denominação em cruzados novos, respectivamente 1, 5 e 10 cruzados novos.

No decorrer do ano de 89 e início do ano 90 entraram em circulação as novas cédulas no valor de 50, 100, 200 e 500 cruzados novos.

NCz$50,00. Na face possuía a efígie de Carlos Drumond de Andrade (1902-1987), aparecendo, ao fundo, o casario e as montanhas de Itabira, MG; no verso, uma gravura representa o poeta em sua mesa, no ofício de escrever e, à direita da gravura, estão reproduzidos os versos do poema “Canção Amiga”.

NCz$100,00. Na face possuía o retrato de Cecília Meireles (1901-1964), tendo à esquerda a reprodução de desenho de sua autoria, ao qual se sobrepõem alguns versos manuscritos extraídos de seus “Cânticos”; no verso, uma gravura, à esquerda, representa o universo da criança, suas fantasias e o momento da aprendizagem e o painel é completado, à direita, com a reprodução de desenhos feitos pela escritora, representativos de seus estudos e pesquisas sobre folclore, músicas e danças populares.

NCz$200,00. Na face possuía a efígie simbólica da República, interpretada sob a forma de escultura e, à esquerda, gravura simbolizando a reunião de ideais republicanos, onde aparecem as personagens históricas de Silva Jardim, Benjamim Constant, Marechal Deodoro da Fonseca e Quintino Bocaiúva; no verso, detalhe do quadro “Pátria”, do pintor Pedro Bruno (1888-1949), onde aparece a bandeira do Brasil sendo bordada no seio de uma família.

NCz$500,00. Na face possuía a efígie do cientista Augusto Ruschi (1915-1986), ladeada por alegorias de flora e fauna, destacando-se uma representação da “Cattleya labiata warneri”, orquídea que, com dezenas de variedades, é a mais típica do Espírito Santo e a maior flor do gênero no Brasil; no verso, Ruschi examinando orquídeas, aparecendo em destaque a figura de um beija-flor.

Mas…

Curta vida teve o Cruzado Novo…

Apesar de todas as medidas que tomou (e lembro-me bem da famosa campanha chamando a população para que fossem “Fiscais do Sarney”) a inflação seguia em desvairado galope. Em fevereiro de 1990 Sarney deixava para seu sucessor tanto o governo quanto uma inflação anual acumulada batendo na casa de 3.348,74%!


(Início da Saga)

(Continua…)

Valorizando seu dinheiro – VI

O fim da Ditadura Militar
(e o começo da encrenca civil…)

Cruzado
(Cz$1,00 = Cr$1.000,00)

Marcando o fim da Ditadura Militar no Brasil, foi o presidente José Sarney que instituiu o Cruzado (Cz$) através do Decreto-Lei nº 2.283, de 27 de fevereiro de 1986, tendo havido novamente um corte de três zeros no sistema monetário nacional. O nome da nova moeda foi inspirado numa antiga moeda de ouro portuguesa que circulou durante o período colonial.

Assim como aconteceu com o Cruzeiro Novo no final da década de sessenta, parte das cédulas do Cruzado foi aproveitada do sistema anterior, quer seja na simples aposição de um carimbo identificador, quer seja na reedição da mesma arte com três zeros a menos. As primeiras emissões foram cédulas de 10.000, 50.000 e 100.000 cruzeiros aproveitadas com um carimbo circular com a nova denominação em cruzados, respectivamente 10, 50 e 100 cruzados.

Ainda em 1986 entraram em circulação as novas cédulas no valor de 10, 50 e 100 cruzados, “aproveitando” os elementos das cédulas lançadas anteriormente, apenas com a adaptação das legendas e do valor facial para o novo padrão.

Cz$10,00. Na face possuía Rui Barbosa de Oliveira (1849-1923) à direita, e uma composição representando sua mesa de trabalho ao centro; no verso, Rui Barbosa discursando na Segunda Conferência da Paz, realizada em Haia em 1907.

Cz$50,00. Na face possuía Oswaldo Cruz (1872-1917) à direita, e um microscópio óptico ao centro; no verso; no verso, o Edifício principal do Instituto Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro.

Cz$100,00. Na face possuía Juscelino Kubitschek de Oliveira, Presidente da República de 1956 a 1961, à direita, bem como estradas e redes de transmissão de energia elétrica ao centro; no verso, o Congresso Nacional em primeiro plano; ao fundo, à esquerda, “Catetinho” e, à direita, o Palácio da Alvorada.

Entre 1986 e 1988 foram colocadas em circulação novas cédulas, desta vez no valor de 500, 1.000, 5.000 e 10.000 cruzados, acompanhando a vertiginosa escalada da inflação, à época…

Cz$500,00. Na face possuía o retrato de Heitor Villa-Lobos (1887-1959), ladeado por representação de vitórias-régias, em alusão a Amazônia; no verso, Villa-Lobos regendo e, ao fundo, vista de uma floresta brasileira, fonte de inspiração permanente do artista, baseada em gravura de Rugendas.

Cz$1.000,00. Na face possuía o retrato de Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908), tendo a esquerda o emblema da Academia Brasileira de Letras; no verso, a estampa representativa da Rua Primeiro de Março, no Rio de Janeiro, (antiga Rua Direita), baseada em foto de 1905.

Cz$5.000,00. Na face possuía o retrato de Cândido Torquato Portinari (1903-1962), tendo, à esquerda, gravura com trecho final do painel épico “Tiradentes”, concluído em 1949; no verso, à esquerda, gravura baseada em foto que mostra Portinari desenhando o painel “Baianas”, e à direita, outra gravura lembra elementos do painel “Paz”, que evoca cenas da infância do artista em Brodósqui, SP.

Cz$10.000,00. Na face possuía o retrato de Carlos Chagas (1879-1934), baseado em foto de 1931, tendo, à esquerda, gravura representando esquema clássico do ciclo evolutivo do protozoário “Trypanosoma cruzi” (o barbeiro); no verso, uma gravura mostrando Carlos Chagas trabalhando em laboratório.

Essa Crise – com “C” maiúsculo – já vinha desde o final dos anos setenta e início dos oitenta, herança do modelo econômico adotado durante a Ditadura Militar e que trouxe como resultados a redução do investimento estatal, a expansão da dívida pública, altíssimas taxas de inflação, a deterioração do valor da moeda, perdas reais nos salários e ampla estagnação econômica.

Todos os planos de (tentativa de) estabilização econômica lançados durante o governo de Sarney – Plano Cruzado, Cruzado II, Bresser e Verão – fracassaram no que diz respeito ao combate à inflação e ao crescimento da dívida pública. Apesar de um certo otimismo por parte da população por finalmente haver um presidente civil após mais de duas décadas de Ditadura Militar, essa sensação rapidamente deteriorou, juntamente com os salários e a própria economia brasileira, destacando-se a estagnação dos setores produtivos, o sucateamento dos serviços públicos e a acentuação das desigualdades sociais.

Para se ter uma vaga ideia do que foi aquela época, considerando que em 2016 (pela variação anual acumulada do IPC-FIPE) tivemos uma inflação anual de 6,55% – o que para muitos é considerado um “absurdo” -, quando Sarney iniciou seu governo já teve que encarar a inflação de 1985, que havia fechado em 228,22%! Mesmo mudando a moeda e tomando as medidas que entendeu necessárias, seu primeiro ano de governo conseguiu fechar com uma inflação de “apenas” 68,08%… E no final desse mesmo ano os preços seriam congelados – assim como os salários dos brasileiros.

Entretanto o dragão da inflação voltaria a rugir – e forte! Em 1987 a inflação anual estava em 367,13%, em 1988 fechou em 891,67% e em seu último ano de governo atingiu o inacreditável percentual de 1.635,85% ao ano!!!

Mas, como veremos a seguir, nada nunca está tão ruim que não possa piorar…


(Início da Saga)

(Continua…)

Valorizando seu dinheiro – V

Ditadura Militar

Cruzeiro Novo
(NCr$1,00 = Cr$1.000,00)

O Cruzeiro Novo (NCr$) começou a circular em 13/02/1967, criado pelo Decreto-Lei nº 1, de 13/11/65 e pelo Decreto nº 60.190, de 02/02/67, já com o presidente Artur da Costa e Silva. O Cruzeiro Novo foi criado como um padrão de caráter apenas temporário, para vigorar durante o tempo necessário ao preparo das novas cédulas e à adaptação da sociedade ao corte de três zeros. Para isso não houve a emissão de novas cédulas, para circular com o Cruzeiro Novo simplesmente foram utilizadas exatamente as mesmas cédulas do padrão anterior, só que carimbadas pelo Governo com os novos valores. Os centavos foram também representados em moedas metálicas, criadas especialmente para esse padrão.

Isso se deu em decorrência, mais uma vez, da desvalorização do moeda – fruto da instabilidade política e das contas públicas em descontrole – de modo que era necessário criar um novo padrão de cédulas, o que ficaria a cargo do recém-criado Banco Central do Brasil (1964), mas era preciso algum tempo para esse preparo. Por isso o caráter temporário do Cruzeiro Novo, feito para durar apenas até o próximo ficar pronto.

Aliás, não só não houve a emissão de novas cédulas como algumas também já foram sendo paulatinamente tiradas de circulação (é o caso das cédulas de 1, 2, 5, 20 e 200 Cruzeiros). Com o corte de três zeros o que era Cr$10,00 passou a ser um NCr$0,01, o que era Cr$50,00 passou a ser NCr$0,05 e assim sucessivamente. Foram carimbadas as cédulas do padrão anterior de modo a colocar em circulação os valores de 0,01, 0,05, 0,10, 0,50, 1,00, 5,00 e 10,00 Cruzeiros Novos.

     

     

     

Cruzeiro
(Cr$1,00 = NCr$1,00)

Como o padrão anterior foi apenas um intermediário para a volta do Cruzeiro (Cr$), o que se deu em 15/05/1970, já com o presidente Emílio Garrastazu Médici, através da Resolução 144, de 31/03/1970, do Conselho Monetário Nacional, não houve “tempo suficiente” para a inflação corroer o poder aquisitivo do dinheiro, de modo que um Cruzeiro era equivalente a um Cruzeiro Novo. Todas as cédulas do período anterior foram substituídas por outras com novas efígies e o dinheiro passou a ser impresso em definitivo somente pela Casa da Moeda do Brasil.

Ou seja, a moeda em vigor voltou a se chamar somente Cruzeiro e as cédulas em circulação foram substituídas pela nova série, nos valores de 1, 5, 10, 50 e 100 Cruzeiros.

Cr$1,00. Na face possuía a Efígie da República à direita; no verso, o Edifício da Caixa de Amortização à esquerda.

Cr$5,00. Na face possuía D. Pedro I à direita; no verso, a Praça XV de Novembro, no Rio de Janeiro, à esquerda.

Cr$10,00. Na face possuía D. Pedro II à direita; no verso, o “Profeta Daniel”, escultura em pedra sabão de Aleijadinho, no Santuário de Bom Jesus de Matosinhos-Congonhas do Campo, à esquerda.

Cr$50,00. Na face possuía o Marechal Deodoro da Fonseca, 1º Presidente da República de 1889 a 1891, à direita; no verso, “Embarque do Café”, Cândido Portinari, à esquerda.

Cr$100,00. Na face possuía o Marechal Floriano Vieira Peixoto, Presidente da República de 1891 a 1894, à direita; no verso, o Congresso Nacional à esquerda.

Em 1972, em comemoração aos 150 anos da Independência do Brasil, foi lançada a cédula de 500 Cruzeiros.

Cr$500,00. Na face possuía uma representação da evolução étnica brasileira; no verso, mapas histórico-geográficos.

Em 1978, já quase no final do mandato do presidente Ernesto Geisel, foi lançada a cédula de 1.000 Cruzeiros, que seria a primeira dessa segunda família do Cruzeiro, inspirada no padrão de cartas de baralho, ou seja, com imagens duplicadas tanto na frente quanto no verso, permitindo a leitura tanto num sentido quanto noutro. Popularmente foi quando se começou a chamar qualquer unidade monetária de dinheiro de “Barão”, por conta da efígie do Barão do Rio Branco na frente da cédula.

Cr$1.000,00. Na face possuía a figura de José Maria da Silva Paranhos, Barão do Rio Branco (1845-1912); no verso, Delimitação das Fronteiras.

Mais tarde, em 1981, durante a presidência do último ditador (militar), João Figueiredo, novas cédulas foram incrementadas, com os valores de 100, 200, 500 e 1.000 Cruzeiros. Tanto a cédula de 100 quanto a de 1.000 foram reformuladas, mantendo o mesmo padrão de tamanho de desenho das demais, o que valeu à antiga cédula de 1.000 o apelido de “Barão Cabeção”…

Cr$100,00. Na face possuía Luís Alves de Lima e Silva, Duque de Caxias (1803-1880); no verso, a Pacificação Interna.

Cr$200,00. Na face possuía a figura da Princesa Isabel (1846-1921); no verso, a Abolição da Escravatura.

Cr$500,00. Na face possuía o Marechal Deodoro da Fonseca, 1º Presidente do Brasil de 1889 a 1891; no verso, a Proclamação da República.

Cr$1.000,00. Na face possuía José Maria da Silva Paranhos, Barão do Rio Branco (1845-1912); no verso, Delimitação das Fronteiras.

Cr$5.000,00. Na face possuía Humberto de Alencar Castello Branco, Presidente da República durante a Ditadura Militar (1964-67); no verso, Usinas hidroelétricas e telecomunicações.

Em 1984, em decorrência de uma absurda inflação que não parava de crescer, as cédulas de 1, 5, 10 e 50 Cruzeiros deixaram de circular. Nesse mesmo ano houve a emissão de novas cédulas, nos valores de 10.000 e 50.000 Cruzeiros. Já em 1985 a cédula de 100.000 cruzeiros viria acompanhá-las.

Cr$10.000,00. Na face possuía Rui Barbosa de Oliveira (1849-1923) à direita, e uma composição representando sua mesa de trabalho ao centro; no verso, Rui Barbosa discursando na Segunda Conferência da Paz, realizada em Haia em 1907.

Cr$50.000,00. Na face possuía Oswaldo Cruz (1872-1917) à direita, e um microscópio óptico ao centro; no verso; no verso, o Edifício principal do Instituto Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro.

Cr$100.000,00. Na face possuía Juscelino Kubitschek de Oliveira, Presidente da República de 1956 a 1961, à direita, bem como estradas e redes de transmissão de energia elétrica ao centro; no verso, o Congresso Nacional em primeiro plano; ao fundo, à esquerda, “Catetinho” e, à direita, o Palácio da Alvorada.

Aliás, estas são as cédulas que me acompanharam durante toda minha infância e boa parte da adolescência…

Esta quinta parte de nossa história durou 16 anos, que, somados aos 3 anos da época do Cruzeiro Novo, nos dá um total de 19 anos sem “cortes de zeros”. Mas o final da década de setenta trouxe a crise do petróleo e o premente fim da ditadura, já em meados da década de oitenta, levou a inflação do Brasil a patamares inimagináveis!


(Início da Saga)

(Continua…)

Valorizando seu dinheiro – IV

Do Estado Novo ao Fim do Estado…

Cruzeiro
(Cr$1,00 = Rs1:000$000)

O Cruzeiro (Cr$) começou a circular em 01/11/1942, criado pelo Decreto-Lei nº 4.791, de 05/10/42. Nessa troca de moeda do Brasil, os Réis foram substituídos pelo Cruzeiro e 1 mil Réis passaram a valer 1 Cruzeiro, tendo sido este o primeiro corte de três zeros da história monetária do país. É aí que surge também o centavo.

Ainda que desde o início de 1930 o então presidente Washington Luís já viesse pretendendo uma reforma monetária, esta somente se deu durante o governo de Getúlio Vargas. Foram vários os motivos para postergá-la por mais de uma década, dentre eles, a crise do capitalismo de 1929, a Revolução de 30, e, em especial, em decorrência da inflação gerada durante a Segunda Guerra Mundial.

A escolha do nome dessa nova moeda baseou-se na constelação do Cruzeiro do Sul, escolhida como símbolo da pátria.

Os valores eram de 10, 20, 50, 100, 200, 500 e 1.000 Cruzeiros. Por um curto período existiram também as notas de 1, 2 e 5 Cruzeiros, mas essas somente foram introduzidas em circulação por conta da situação de guerra, uma vez que havia falta de condições para a emissão de moedas metálicas.

Pelos próximos 25 anos seriam estas as cédulas que circulariam pelo Brasil, paulatinamente eliminando o sistema monetário anterior que, em última instância, ainda havia sido herdado do antigo Governo Português. Diferente do antigo sistema, não houve diversas estampas para cédulas do mesmo valor, de modo que elas perduraram no tempo e facilitaram o seu reconhecimento pela população. Foram as seguintes as cédulas lançadas (as originais não tinham esses carimbos – mais pra frente eu o explicarei):

Cr$1,00. Na face possuía Joaquim Marques Lisboa, Marquês de Tamandaré (1807-1897), ao centro; no verso, a Escola Naval do Rio de Janeiro.

Cr$2,00. Na face possuía Luiz Alves de Lima e Silva, Duque de Caxias (1803-1880), ao centro; no verso, a Escola Militar de Resende, fundada em 1944 (em 1951 teve o nome mudado para Academia Militar das Agulhas Negras).

Cr$5,00. Na face possuía José Maria da Silva Paranhos, Barão do Rio Branco (1845-1912), ao centro; no verso, “A Conquista do Amazonas”, de Antônio da Silva Parreiras.

Cr$10,00. Na face possuía Getúlio Vargas, Presidente da República de 1930 a 1945 e de 1951 a 1954, ao centro; no verso, a Alegoria Unidade Nacional.

Cr$20,00. Na face possuía Marechal Deodoro da Fonseca, 1º Presidente da República de 1889 a 1891, ao centro; no verso, “Proclamação da República”, tela de Cadmo Fausto de Souza.

Cr$50,00. Na face possuía a Princesa Isabel (1846-1921) ao centro; no verso, “Lei Áurea”, tela de Cadmo Fausto de Souza.

Cr$100,00. Na face possuía D. Pedro II ao centro; no verso, “Cultura Nacional”, quadro de Cadmo Fausto de Souza.

Cr$200,00. Na face possuía D. Pedro I ao centro; no verso, “Independência ou Morte”, óleo sobre tela de Pedro Américo.

Cr$500,00. Na face possuía D. João VI ao centro; no verso, “Abertura dos Portos”, alegoria de Cadmo Fausto de Souza.

Cr$1.000,00. Na face possuía Pedro Álvares Cabral (1467-1520) ao centro; no verso, “A Primeira Missa no Brasil”, óleo sobre tela de Victor Meirelles.

Em 1961, já tendo passado pelos presidentes Eurico Gaspar Dutra, novamente Getúlio Vargas, Café Filho, Juscelino Kubischek, Jânio Quadros e João Goulart, houve a primeira experiência de emissão de cédulas por parte da Casa da Moeda do Brasil, que emitiu uma nota de 5 Cruzeiros que passou a ser conhecida como a Nota do Índio.

Cr$5,00. Na face possuía a figura de um índio à direita; no verso, ao centro, um lago com vitórias régias.

Mais uma vez a inflação voltou a assombrar o Brasil e, por conta disso, em 1963 foi lançada a nota de 5.000 Cruzeiros e, mais tarde, em 1966, já em plena Ditadura, durante o governo de Humberto de Alencar Castelo Branco, também foi lançada a de 10.000 Cruzeiros. A primeira fabricação ficou a cargo da American Bank Note Company e a segunda, da Thomas de La Rue & Company Limited.

Cr$5.000,00. Na face possuía Joaquim José da Silva Xavier, Tiradentes (1746-1792), ao centro; no verso, “Tiradentes ante o Carrasco”, quadro de Rafael Falco.

Cr$10.000,00. Na face possuía Alberto Santos Dumont (1873-1932) à direita; no verso, 14-bis à direita.

Mas a essa altura do campeonato a Ditadura Militar já estava estabelecida e novas medidas seriam necessárias… O AI-5, o mais infame de todos os Atos Institucionais, foi emitido em 13 de dezembro de 1968 e resultou no imediato fechamento do Congresso Nacional, na perda de mandatos de parlamentares contrários aos militares, intervenções ordenadas pelo presidente nos municípios e estados e também na suspensão de quaisquer garantias constitucionais que eventualmente resultaram na institucionalização da tortura, comumente usada como instrumento pelo Estado.

Com tudo que estava acontecendo no país naquele momento parece até bobagem tratar de uma coisinha boba e pueril como o sistema monetário nacional e esse tal de negócio chamado inflação… Mas era necessário. E uma nova moeda estava a caminho…


(Início da Saga)

(Continua…)

Valorizando seu dinheiro – III

Republiquemo-nos!

(Ainda no Mil-Réis…)

Chegou o ano de 1889 e, com ele, a Proclamação da República. Com o primeiro presidente, Deodoro da Fonseca, começa de novo todo o trabalho de “colocar a casa em ordem” (conforme o gosto do ocupante do cargo, é lógico). Foi mantido o padrão “Mil-Réis” e o Governo Provisório Republicano caiu na besteira de permitir que alguns bancos emitissem cédulas – o que, obviamente, resultaram na multiplicação dos peixes. Ou, no caso, do dinheiro. Estava demais. Assim retornou-se à ideia de um único emissor que, de 1892 a 1896, já com Floriano Peixoto e, em seguida, Prudente de Morais, foi o Banco da República do Brasil (sendo este considerado o “terceiro” Banco do Brasil, resultado da fusão do falido Banco do Brasil anterior e o Banco da República dos Estados Unidos do Brasil – BREUB).

Só que, mais uma vez, o furdúncio já estava feito. A grande quantidade de bancos emissores acabou provocando uma grave crise financeira, de modo que em 1896 voltou à incumbência do Tesouro Nacional ser o único responsável pela emissão das cédulas e a partir daí todas as cédulas em circulação foram substituídas por cédulas padronizadas do Tesouro Nacional.

Entre 1896 e 1923 (passando nesse período pelos presidentes Campos Sales, Rodrigues Alves, Afonso Pena, Nilo Peçanha, Hermes da Fonseca, Venceslau Brás, Delfim Moreira, Epitácio Pessoa e Artur Bernardes), além da Casa da Moeda do Rio de Janeiro, outros fabricantes estrangeiros receberam encomenda de cédulas brasileiras, tais como Bradbury Wilkinson, Georges Fuval, Cartiére Pietro Milani, American Bank Note Company e Thomas de La Rue & Company Limited.

Nesse período, foram lançadas cédulas com valores que variavam desde 500 Réis até um conto de Réis (um milhão de Réis) e, novamente, para cada valor, diversas estampas:

500 Réis (4 estampas). A quarta, de 1901, possuía na face a efígie da República à esquerda; no verso, as Armas da República e valor facial.

1.000 Réis (13 estampas). A décima terceira, de 1923, possuía na face David Campista, Ministro da Fazenda (1906-1909) ao centro; no verso, o valor facial.

2.000 Réis (15 estampas). A décima quinta, de 1923, possuía na face Joaquim Murtinho (Ministro da Fazenda, 1898-1902) ao centro; no verso, a inscrição REPUBLICA DOS ESTADOS UNIDOS DO BRASIL e valor facial.

5.000 Réis (19 estampas). A décima nona, de 1942, possuía na face José Maria da Silva Paranhos, Barão do Rio Branco, ao centro; no verso, a Alegoria da Indústria e do Comércio.

10.000 Réis (17 estampas). A décima sétima, de 1942, possuía na face Manuel Ferraz de Campos Salles, Presidente da República 1898-1902, ao centro; no verso, a Avenida Beira Mar, no Rio de Janeiro.

20.000 Réis (16 estampas). A décima sexta, de 1942, possuía na face o Marechal Deodoro da Fonseca, 1º Presidente da República de 1889 a 1891, ao centro; no verso, uma mulher sentada representando Minerva.

50.000 Réis (17 estampas). A décima sétima, de 1936, possuía na face Joaquim Xavier da Silveira Júnior (1864-1912) à esquerda; no verso, o Monumento do Ipiranga, em São Paulo.

100.000 Réis (17 estampas). A décima sétima, de 1936, possuía na face Alberto Santos Dumont (1873-1932) ao centro; no verso, vista da Enseada da Glória, no Rio de Janeiro.

200.000 Réis (17 estampas). A décima sétima, de 1936, possuía na face Joaquim Saldanha Marinho (1816-1895) à direita; no verso, vista do Flamengo e Jardim da Glória, no Rio de Janeiro.

500.000 Réis (15 estampas). A décima quinta, de 1936, possuía na face Floriano Peixoto, Presidente da República de 1891 a 1894, ao centro; no verso, as Armas da República e valor facial.

1.000.000 Réis (uma estampa). Emitida a partir de 1921, possuía na face a Alegoria do Comércio à esquerda; no verso, valor facial.

A partir de 1923 e até 1930, ainda com o presidente Artur Bernardes e também com Washington Luís, a emissão da moeda de papel ficaria novamente sob a incumbência do Banco do Brasil (sendo este o “quarto” Banco do Brasil – o atual -, resultado da encampação pelo governo da mais uma vez falida instituição anterior), finalmente com tecnologia suficiente para criar uma família de cédulas que praticamente não permitiu falsificações:

1.000 Réis (uma estampa). Emitida a partir de 1923, possuía na face Manuel Ferraz de Campos Sales, Presidente da República de 1898 a 1902, ao centro; no verso, as Armas da República e valor facial.

2.000 Réis (uma estampa). Emitida a partir de 1923, possuía na face Prudente José de Morais, Presidente da República de 1894 a 1898, à direita; no verso, as Armas da República e valor facial.

5.000 Réis (2 estampas). A segunda, de 1930, possuía na face José Maria da Silva Paranhos, Barão do Rio Branco (1845-1912), à esquerda; no verso, as Armas da República e valor facial.

10.000 Réis (2 estampas). A segunda, de 1930, possuía na face Francisco de Paula Rodrigues Alves, Presidente da República de 1902 a 1906, ao centro; no verso, a Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro.

20.000 Réis (2 estampas). A segunda, de 1930, possuía na face Artur da Silva Bernardes, Presidente da República de 1922 a 1926, à direita; no verso, o Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte.

50.000 Réis (2 estampas). A segunda, de 1930, possuía na face Pedro de Araújo Lima, Marquês de Olinda (1793-1870), à esquerda; no verso, o Canal do Mangue, no Rio de Janeiro.

100.000 Réis (uma estampa). Emitida a partir de 1923, possuía na face Diogo Antônio Feijó (1784-1843) ao centro; no verso, a Avenida Niemeyer, no Rio de Janeiro.

200.000 Réis (uma estampa). Emitida a partir de 1923, possuía na face D. Pedro II à direita; no verso, o Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro.

500.000 Réis (2 estampas). Num primeiro momento foi aproveitada uma estampa anterior, ainda do Império. Emitida a partir de 1923, possuía na face José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838) à esquerda; no verso, o Jardim da Glória, no Rio de Janeiro.

1.000.000 Réis (2 estampas). Também num primeiro momento foi aproveitada uma estampa anterior, ainda do Império. Emitida a partir de 1923, possuía na face D. Pedro I ao centro; no verso, “Independência ou Morte”, óleo sobre tela de Victor Meirelles.

E entre 1918 e 1935, mais uma vez com a finalidade de facilitar o troco, foi cunhada uma nova série de moedas em cuproníquel que substituíram as cédulas de valores pequenos e as moedas antigas. É desse período a moeda de 100 Réis que assumiu o apelido de “Tostão”, antes pertencente à antiga moeda de LXXX Réis…

Nesta terceira parte dessa história passamos pela chamada “República Velha”, que perdurou até 1930, e começamos a entrar na era ditatorial de Getúlio Vargas. Como veremos a seguir, nos 53 anos de sobrevida do “Mil-Réis” junto ao período republicano, mais uma vez – pelos mais diversos motivos nacionais e internacionais – a moeda brasileira estava desvalorizada. Era preciso tomar uma providência – a qual já vinha sendo engedrada desde 1930 mas somente se efetivaria em fins do ano de 1942…


(Início da Saga)

(Continua…)

Valorizando seu dinheiro – II

Brasil: Império Independente!

Mil-Réis

Como toda grande mudança implica em “botar a casa em ordem”, com o Brasil não foi diferente. Com a independência proclamada em 1822 teve início o Império Brasileiro, tendo D. Pedro I como imperador. Seu período inicial foi marcado por profunda crise (êêê… já começou…) devido às dificuldades de organizar uma nova nação, pois toda gastança necessária resultou na diminuição da quantidade de ouro e prata em circulação, de modo que predominavam as moedas de cobre.

Aliás as moedas mantiveram o mesmo padrão das moedas do período colonial, sofrendo pequenas alterações para se adequar à nova situação política. As Armas de Portugal foram substituídas pelas do Império e acrescentou-se a frase “IN HOC SIGNO VINCES” (“Com este sinal vencerás”).

Já que o “Brasil era nosso”, com o tempo algumas padronizações foram necessárias. Como a população já estava acostumada com o “Réis” como sendo o dinheiro oficial e, graças à desvalorização através do tempo, o “Mil-Réis” é o que fazia parte de seu dia a dia, o então Imperador D. Pedro II (veja só: com apenas 8 anos de idade…) resolveu oficializar essa situação através da Lei nº 59, de 08/10/1833, de modo que o Mil-Réis passou a designar a unidade monetária e Réis os valores divisionários (algo como nossos centavos de hoje em dia). Na mesma época ficou conhecido o Conto de Réis, que correspondia a 1 milhão de Réis ou mil Mil-Réis.

Confuso? Nem tanto. Imaginemos a importância de “2 contos, 320 mil e 160 Réis”. Sua grafia seria assim: R2:320$160.

A nova “família” de moedas criada desde então, ainda que com os mesmos valores de referência de réis, foi conhecida como “Cruzados”.

Pois bem. Com o império já estabelecido era necessário garantir o progresso econômico do país, o que por sua vez exigia recursos monetários distribuídos por várias regiões. Para suprir essa demanda começaram a surgir bancos em diversas cidades brasileiras e, com as bênçãos do governo, cada qual emitindo dinheiro – isto é, tal qual na época de D. João VI, “bilhetes pagáveis ao portador”.

Foi um período interessante e de transformação para a população. Aquela “moeda de papel” foi aos poucos conquistando sua confiança, que começou a adquirir o hábito de usá-la em substituição ao conhecido dinheiro de metal – principalmente quando se tratava da necessidade de se transportar grandes quantias.

Mas Murphy é Murphy em qualquer época! Pra “ajudar” nos trancos e barrancos que um sistema monetário nacional incipiente e em surgimento por si só já tem, eis que desse nosso povinho começaram a surgir inúmeras falsificações. Lembram que, pela escassez dos metais nobres, predominavam as moedas de cobre? Então. Com esse tipo de metal em abundância, essas moedas eram facilmente falsificáveis. Para tentar acabar com isso a partir de 1833 o governo passou a emitir cédulas do Tesouro Nacional que serviam exatamente para substituir as moedas de cobre em circulação.

Vejam o furdúncio: além de todas aquelas antigas moedas em circulação, tínhamos as moedas de cobre falsificadas, os antigos bilhetes ao portador do extinto Banco do Brasil, as cédulas dos bancos locais e mais as cédulas emitidas para troca do cobre. E tudo circulando como moeda corrente! Era preciso começar a dar um basta nisso!

E foi assim que em 1835, não só visando resolver esse problema mas também para uniformizar as cédulas em circulação, o governo emitiu a primeira família de cédulas próprias, criadas e impressas na Inglaterra pela Perkins, Bacon & Petch.

Foi essa a primeira vez que o Tesouro Nacional assumiu o monopólio das emissões de dinheiro.

O Segundo Banco do Brasil

O segundo Banco do Brasil foi criado pelo Visconde de Mauá, e foi formado pela fusão do antigo Banco do Brasil com o Banco Comercial do Rio de Janeiro, tendo iniciado suas atividades em 1854, passando a ser o único emissor de moeda.

Com a generalização do uso de cédulas, a cunhagem de moedas direcionou-se para a produção de valores destinados ao troco. O cobre foi sendo substituído por ligas modernas, mais duráveis, de modo a suportar a circulação do dinheiro de mão em mão. A partir de 1868 foram introduzidas moedas de bronze e a partir de 1870 moedas de cuproníquel (uma liga de cobre e níquel). Com essa palavrinha difícil para a população – “cuproníquel” – por comodidade foi anunciada como se fosse apenas de “níquel”; e daí, dada a nossa brasileira facilidade de criar apelidos para seja lá o que for, de “níquel” pra “Nicolau” foi só um instante…

No tocante às cédulas, no decorrer do tempo as mesmas muitas vezes eram fabricadas com diversas estampas (com as figuras/apresentação diferentes), ainda que com o mesmo valor, por conta das falsificações. Pela ordem cronológica, ainda durante o Império, foram lançadas pelo Tesouro Nacional as seguintes cédulas:

1.000 Réis (lançada em 1835, teve 7 estampas). A sétima, de 1888, possuía na face o Museu Imperial de Petrópolis à esquerda e D. Pedro II à direita; no verso, a estátua equestre de D. Pedro I, com a inscrição IMPERIO DO BRAZIL e valor facial.

2.000 Réis (lançada em 1835, teve 8 estampas). A oitava, de 1888, possuía na face D. Pedro II à esquerda e a Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo (Rio de Janeiro) à direita; no verso, a Rua Direita, no Rio de Janeiro.

5.000 Réis (lançada em 1835, teve 9 estampas). A nona, de 1888, possuía na face D. Pedro II à esquerda, um querubim ao centro e a Alegoria das Artes à direita; no verso, as Armas do Império, a inscrição IMPERIO DO BRAZIL e valor facial.

10.000 Réis (lançada em 1835, teve 8 estampas). A oitava, de 1888, possuía na face D. Pedro II à esquerda, o Brasão do Império ao centro e a Alegoria da Fortuna à direita; no verso, as Armas do Império, a inscrição IMPERIO DO BRAZIL e valor facial.

20.000 Réis (lançada em 1835, teve 8 estampas). A sexta, de 1870, possuía somente a face, com a vista do Ancoradouro do Rio de Janeiro ao centro e figuras alegóricas à esquerda e à direita.

50.000 Réis (lançada em 1835, teve 6 estampas). A segunda, de 1839, possuía somente a face, com o Brasão do Império do Brasil à direita e a Alegoria da Justiça com a data da independência brasileira ao centro.

100.000 Réis (lançada em 1835, teve 5 estampas). A quarta, de 1867, possuía somente a face, com a Alegoria do Descobrimento do Brasil ao centro e figuras alegóricas à esquerda e à direita.

200.000 Réis (lançada em 1835, teve 6 estampas). A quarta, de 1867, possuía somente a face, com D. Pedro II nos cantos superior esquerdo e inferior direito, bem como a Alegoria da Justiça ao centro.

500.000 Réis (lançada em 1836, teve 5 estampas). A quinta, de 1885, possuía na face D. Pedro II acima, o Brasão do Império à esquerda e uma mulher à direita; no verso, D. Pedro II à esquerda e a inscrição IMPERIO DO BRAZIL e Armas do Império à direita.

500 Réis (lançada em 1874, teve 2 estampas). A segunda, de 1878, possuía na face D. Pedro II ao centro, ladeado por duas figuras femininas; no verso, as Armas do Império do Brasil, a inscrição IMPERIO DO BRASIL e valor facial.

Aliás, uma curiosidade inútil: sabiam que D. Pedro II foi a personalidade cujo rosto mais apareceu na moeda brasileira?

Bem, nesta segunda parte dessa história pudemos verificar que esse negócio de emitir moeda não era fácil não! Desde priscas eras esse nosso povinho já tinha uma certa predisposição para querer levar vantagem em tudo, certo? (e olha que a “Lei de Gérson” somente viria muito tempo depois…), pelo que a falsificação era uma constante. Para tentar coibir isso, durante os 67 anos que durou o Império Brasileiro foi emitida uma variedade absurda de cédulas, sempre tentando cada vez mais melhorar a qualidade de sua confecção. Mas a vindoura República também teria seus próprios problemas!


(Início da Saga)

(Continua…)