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	<title>Legal &#187; Pra ficar na história</title>
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	<description>Filosofices de um velho causídico</description>
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		<title>Árvore de Costados</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 08:10:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adauto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Genealogices]]></category>

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		<description><![CDATA[Ultimamente me dediquei a uma revisão de tudo aquilo que já escrevi. TUDO. Todos os quase dois mil posts pendurados neste blog pelos últimos anos. Vamos ver se disso ainda consigo fazer sair meu tão sonhado livro&#8230; Mas enquanto isso não ocorre, vamos falar de uma de minhas eternas paixões: genealogia. Revendo alguns posts de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright" style="float: right;" src="/img/refs/arvore_genealogica.jpg" width="200">Ultimamente me dediquei a uma revisão de tudo aquilo que já escrevi. TUDO. Todos os quase dois mil posts pendurados neste blog pelos últimos anos. Vamos ver se disso ainda consigo fazer sair meu tão sonhado livro&#8230; Mas enquanto isso não ocorre, vamos falar de uma de minhas eternas paixões: <em>genealogia</em>.</p>
<p>Revendo alguns posts de 2005, lá nos comentários, percebi que há anos estavam pendentes algumas respostas. Ou pelo menos promessas de tentativas de respostas. A questão diz respeito a uma ilustre senhora chamada <strong>Maria Venância de Andrade</strong>, que foi irmã de <strong>Antônio Teodoro de Santana</strong> e de <strong>Joaquim Theodoro de Andrade</strong> (sendo estes dois meus antepassados diretos) &#8211; e, por sua vez, todos os três são filhos de <strong>Francisco Theodoro Teixeira</strong> e de <strong>Maria Emerenciana de Andrade</strong>.</p>
<p>Pois bem.</p>
<p>Essa <em>Maria Venância</em> casou-se com <em>Diogo Joaquim Alves</em> e, dentre outros filhos, tiveram <em>Avelina Joaquina de Andrade</em>. A pergunta feita pelo <strong>Euler</strong> <a href="http://www.legal.adv.br/20050816/genealogia-iii" target="_blank"><u>lá em 2008</u></a> era a respeito dessa Avelina, pois teria sido casada com um certo <em>Felisbino Rodrigues Teixeira</em> (filho de Matheus Teixeira da Silva e neto de Antonio Teixeira da Silva). O primo <strong>Ademir</strong> também tinha dúvidas no mesmo sentido. A prima <strong>Maria Esther</strong>, autora do livro <em>Carrancas &#8211; Laços e entrelaços familiares</em>, também se colocou à disposição. E, ainda, o <strong>Homero</strong>, a <strong>Simone</strong> e a <strong>Célia</strong>, outros primos, demonstraram-se curiosos sobre o desfecho.</p>
<p>E, sim, em genealogia toooooodos somos primos&#8230;</p>
<p>Infelizmente não tenho muitas informações dessa linha de descendência &#8211; a da Avelina. Mas tenho muitas informações sobre a linha de ascendência e um bocado sobre os colaterais! Apesar de muito disso tudo estar contido em livros de minha modesta biblioteca, bem como em correspondências que troquei com outros genealogistas, depois de ver e rever minhas anotações baseadas em dados de terceiros, resolvi recriar toda essa linha através de &#8220;documentos primários&#8221;. Ou seja: ainda que alguém já tenham estudado e montado a árvore genealógica dessa linhagem, estou refazendo-a com as informações que consigo extrair diretamente de inventários, certidões de casamento, batistérios, etc. Então, caso ainda queiram, até podemos trocar umas figurinhas para completar nossos quadros genealógicos!</p>
<p>Mas, para os demais curiosos de plantão, antes de entrarmos propriamente no assunto, primeiramente vamos a uma pequena aula <strike>de cultura inútil</strike> sobre o que é uma &#8220;Árvore de Costados&#8221;.</p>
<p>Em genealogia existem, basicamente, dois tipos de árvores genealógicas, conforme ensina <em>Werner Mabilde Dullius</em>, em seu texto <em>Comentários aos Sistemas de Numeração em Genealogia</em>: a árvore de ascendentes e árvore de descendentes.</p>
<p>A <strong>árvore de ascendentes</strong>, também conhecida como <em>árvore de costados</em>, ou ainda como <em>árvore genealógica inversa</em>, é a árvore formada pelos antepassados de um indivíduo, partindo da atualidade e retroagindo no tempo, montando toda a linha de antepassados de um único indivíduo. Sua estrutura é geométrica e racional, pois para cada geração que subimos, dobra-se o número de antepassados: dois pais, quatro avós, oito bisavós, e assim por diante.</p>
<p>Já a <strong>árvore de descendentes</strong>, também conhecida como <em>árvore de geração</em>, ou ainda como <em>árvore genealógica direta</em>, é a árvore formada pelos descendentes de um indivíduo. Partindo do passado ela avança no tempo, multiplicando-se, geração após geração, e facilitando a visualização do antepassado comum de vários indivíduos na atualidade. Sua estrutura é orgânica e aleatória, pois não há como racionalizar o número de filhos de cada indivíduo.</p>
<p>Tradicionalmente existem duas maneiras de se representar os trabalhos genealógicos: graficamente, através de <em>genogramas</em> (diagramas genealógicos), e analiticamente, através da descrição detalhada de cada um dos indivíduos. Enquanto que naquele temos um trabalho quase que artístico, neste, para correta identificação de cada um dos componentes, é necessário lhes atribuir endereços ou códigos que permitam identificar corretamente sua posição dentro da estrutura familiar. Parece complicado, não? Mas até que não é.</p>
<p>Para atribuir esses endereços ou códigos de identificação, atualmente existem diversos sistemas de numeração, cada qual com suas vantagens e desvantagens. Para uma <em>árvore de descendentes</em>, por exemplo, existem os seguintes sistemas: de Registro, de Registro Modificado, Henry, Henry Modificado &#8211; Versão I, Henry Modificado &#8211; Versão II, D’Aboville I, Meurgey de Tupigny, Villiers/Pama, Felizardo/Carvalho/Xavier, Hunsche, Dullius/Stemmer. Sim, seus &#8220;inventores&#8221; modestamente lhe atribuíram o próprio nome&#8230; Só que a descrição de cada um desses sistemas foge ao escopo deste trabalho, pelo que recomendo a leitura de algum dos inúmeros sites especializados em genealogia que podem ser encontrados na Internet, nos quais poderão encontrar a explicação didática de cada um dos sistemas.</p>
<p>Para uma <em>árvore de ascendentes</em>, o sistema usualmente utilizado é a <em>notação de Sosa-Stradonitz</em>, equivocadamente conhecido como <em>numeração de ahnentafel</em>. Esse sistema foi utilizado em 1676 pelo sábio franciscano espanhol Jerónymo de Sosa (?-1711), tendo sido retomado mais tarde, em 1898, pelo genealogista e heraldista alemão <em>Stephan Kekule von Stradonitz</em> (1863-1933). A razão do equívoco quanto ao seu nome tem origem no fato de que a difusão desse sistema se deu com a publicação da obra deste último: o <em>Ahnentafel Atlas</em>, que acabou sendo adotado para descrevê-lo.</p>
<p>Na prática, funciona da seguinte maneira: dá-se ao indivíduo base o número 1 e ao pai deste o dobro de seu número, ou seja, 2 enquanto à sua mãe é atribuído o dobro mais um, ou seja, 3. Daí, a estes, repete-se o processo (os pais do homem 2 serão 4 e 5, enquanto que os pais da mulher 3 serão 6 e 7), e assim sucessivamente, retroagindo no tempo. Isso nos fornece um tipo de árvore infinita e contínua, onde todos os homens possuem número par e todas as mulheres ímpar, permitindo indefinidos acréscimos sem perturbação de sua rigorosa estrutura.</p>
<p>E esse é o sistema utilizado a seguir para que se possa visualizar a árvore de antepassados diretos relativos à minha linhagem, partindo de meus filhotes. Algumas sequências numéricas foram saltadas, ou melhor, interrompidas, simplesmente porque não tive (ainda) documentos para basear minhas pesquisas &#8211; mas em sua maioria são nomes e famílias tradicionais e conhecidas em outras obras genealógicas com as quais podem ser ligados.</p>
<p>Aliás, só pra adiantar: o &#8220;nó&#8221; se dá quando alguém casa com um parente e os pais de um e de outro começam a aparecer alternadamente nas gerações seguintes&#8230;</p>
<p><strong>Primeira Geração</strong><br />
1. Kevin / Erik / Jean</p>
<p><strong>Segunda Geração</strong><br />
2. Adauto de Andrade<br />
3. Eliana Mieko Miura</p>
<p><strong>Terceira Geração</strong><br />
4. José Bento de Andrade<br />
5. Bernardete Nunes<br />
6. Sussume Miura<br />
7. Satiko Mizoguti</p>
<p><strong>Quarta Geração</strong><br />
8. Antonio de Andrade<br />
9. Sebastianna dos Santos<br />
10. Bernardo Claudino Nunes<br />
11. Maria Dionísia de Jesus<br />
12. Hajime Miura<br />
13. Hiro Miura<br />
14. Narakiti Mizoguti<br />
15. Tei Nadai</p>
<p><strong>Quinta Geração</strong><br />
16. João Agnello de Andrade<br />
17. Iria Rita de Bem<br />
18. Alcindo de Paula Maia<br />
19. Laura de Casaes Santos<br />
20. Claudino de Moraes Nunes<br />
21. Benedita Maria de Mello<br />
22. Antonio Antunes Junior<br />
23. Dyonísia Maria de Jesus<br />
24. Kinemon Miura<br />
25. Tsuru Miura<br />
26. Kumaki Hamakiti<br />
27. Massu Hamakiti<br />
28. Massakiti<br />
29. Rie</p>
<p><strong>Sexta Geração</strong><br />
32. Joaquim Theodoro de Andrade<br />
33. Maria da Glória Teixeira Guimarães <em>- sobrinha de seu marido, Joaquim Theodoro de Andrade (32)</em><br />
34. Braz Carneiro de Bem<br />
35. Luiza Gonzaga de Novaes<br />
36. Fausto de Magalhães Maia<br />
37. Josephina Augusta de Paula<br />
38. Antonio Carlos da Silva Santos<br />
39. Olívia Augusta de Casaes<br />
40. José Rodrigues de Moraes Nunes<br />
41. Rufina Maria Sinhorinha<br />
42. João Alves de Faria<br />
43. ?<br />
44. Antonio Antunes<br />
45. Francisca de Paula Romana<br />
48. Kinjirou Miura<br />
49. Fushino Miura</p>
<p><strong>Sétima Geração</strong><br />
64. Francisco Theodoro Teixeira<br />
65. Maria Emerenciana de Andrade<br />
66. Antônio Teodoro de Santana <em>- irmão de Joaquim Theodoro de Andrade (32)</em><br />
67. Margarida Teixeira Guimarães</p>
<p><strong>Oitava Geração</strong><br />
128. Manuel Ribeiro Salgado<br />
129. Margarida Teixeira de São José<br />
130. Manuel Joaquim de Santana<br />
131. Venância Constância de Andrade<br />
132. Francisco Theodoro Teixeira #64<br />
133. Maria Emerenciana de Andrade #65<br />
134. Francisco de Paula Guimarães<br />
135. Maria Venância Teixeira <em>- irmã de Francisco Theodoro Teixeira (64)</em></p>
<p><strong>Nona Geração</strong><br />
256. Bento Ribeiro Salgado<br />
257. Ângela Ferreira Soares<br />
260. José Garcia<br />
261. Maria de Nazaré<br />
262. Manoel Joaquim de Andrade<br />
263. Lauriana de Souza Monteira<br />
264. Manuel Ribeiro Salgado #128<br />
265. Margarida Teixeira de São José #129<br />
266. Manuel Joaquim de Santana #130<br />
267. Venância Constância de Andrade #131<br />
268. Pedro Custódio Guimarães<br />
269. Theresa Maria de Jesus<br />
270. Manuel Ribeiro Salgado #128<br />
271. Margarida Teixeira de São José #129</p>
<p><strong>Décima Geração</strong><br />
520. Diogo Garcia<br />
521. Julia Maria da Caridade <em>- uma das famosas Três Ilhoas&#8230;</em><br />
522. José Rodrigues Goulart<br />
523. Isabel Pedrosa<br />
524. Antonio de Brito Peixoto<br />
525. Maria de Moraes Ribeira<br />
526. André Martins Ferreira<br />
527. Maria de Souza Monteira<br />
532. José Garcia #260<br />
533. Maria de Nazaré #261<br />
534. Manoel Joaquim de Andrade #262<br />
535. Lauriana de Souza Monteira #263<br />
538. Manoel Pereira do Amaral<br />
539. Ana Maria do Nascimento</p>
<p><strong>Décima Primeira Geração</strong><br />
1040. Matheus Luiz<br />
1041. Ana Garcia<br />
1048. <strong>Inácio de Andrade Peixoto</strong> <em>- o mais antigo &#8220;Andrade&#8221; que encontrei em terras brasileiras, lá para o final do século XVII</em><br />
1049. Clara de Brito<br />
1050. André do Valle Ribeiro<br />
1051. Tereza de Morais<br />
1052. Manoel Martins<br />
1053. Josefa Ferreira<br />
1054. Domingos Monteiro Lopes<br />
1055. Mariana de Souza Monteiro<br />
1064. Diogo Garcia #520<br />
1065. Julia Maria da Caridade #521<br />
1066. José Rodrigues Goulart #522<br />
1067. Isabel Pedrosa #523<br />
1068. Antonio de Brito Peixoto #524<br />
1069. Maria de Moraes Ribeira #525<br />
1070. André Martins Ferreira #526<br />
1071. Maria de Souza Monteira #527<br />
1076. Gonçalo Pereira<br />
1077. Antonia do Amaral<br />
1078. Diogo Garcia #520<br />
1079. Julia Maria da Caridade #521</p>
<p><strong>Décima Segunda Geração</strong><br />
2102. ?<br />
2103. Francisca de Macedo e Moraes<br />
2128. Matheus Luiz #1040<br />
2129. Ana Garcia #1041<br />
2138. André do Valle Ribeiro #1050<br />
2139. Tereza de Morais #1051<br />
2140. Manoel Martins #1052<br />
2141. Josefa Ferreira #1053<br />
2142. Domingos Monteiro Lopes #1054<br />
2143. Mariana de Souza Monteiro #1055<br />
2156. Matheus Luiz #1040<br />
2157. Ana Garcia #1041</p>
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		<title>Guevara e o bonde da história</title>
		<link>http://www.legal.adv.br/20060107/guevara-e-o-bonde-da-historia/</link>
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		<pubDate>Sat, 07 Jan 2006 06:18:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adauto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pra ficar na história]]></category>
		<category><![CDATA[Sessão Pipoca]]></category>

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		<description><![CDATA[Da série INDEFINIÇÕES: &#8220;PREOCUPAÇÃO &#8211; Quando pela primeira vez não se consegue dar a segunda.&#8221; &#8220;DESESPERO &#8211; Quando pela segunda vez não se consegue dar a primeira.&#8221; Anteontem assisti o filme &#8220;Diários de motocicleta&#8221;. É um filme sobre um tal de Ernesto Guevara. Sim. Ele mesmo. Confesso que aluguei o filme um tanto quanto receoso. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><small>Da série <em>INDEFINIÇÕES</em>:<br />
&#8220;PREOCUPAÇÃO &#8211; Quando pela primeira vez não se consegue dar a segunda.&#8221;<br />
&#8220;DESESPERO &#8211; Quando pela segunda vez não se consegue dar a primeira.&#8221;</small></p>
<p>Anteontem assisti o filme &#8220;Diários de motocicleta&#8221;. É um filme sobre um tal de Ernesto Guevara. Sim. Ele mesmo.</p>
<p>Confesso que aluguei o filme um tanto quanto receoso. Achei que fosse ver a história de um revoltado, oprimido, lutando pela liberdade de um povo desde muito cedo. Alguém que pegou nas armas desde a mais tenra idade, para, mais tarde, liderar praticamente todo um povo na luta pelos seus direitos.</p>
<p>Ledo engano.</p>
<p>Alguém sabia que o distinto quase foi médico? Que trabalhou num leprosário? Que era asmático? Que era um mulherengo, bem humorado e que praticamente não sabia mentir? Tudo bem que, com certeza, muito do filme tem a chamada &#8220;visão do diretor&#8221; &#8211; de modo que não dá pra simplesmente pegar tudo o que ali consta e já entender como uma versão histórica, onde todos os fatos narrados seriam verídicos. Mas, oras, todas as estórias e lendas acabam por se basear em histórias realmente ocorridas, de modo que o benefício da dúvida não seria algo assim tão desprovido de senso&#8230;</p>
<p>O filme é de uma sensibilidade razoável, com um leve toque de humor, uma fotografia original e um questionamento profundo, mas colocado de tal maneira que quase passa desapercebido. Nos mostra um rapaz de apenas 23 anos, vindo de uma situação econômica razoável para sua época (1952), culto e preocupado, que passou por profundas experiências de vida numa viagem de motocicleta com um amigo por toda a extensão da América Latina.</p>
<p>Na verdade, ao final da película, me senti meio estranho. Não necessariamente com relação ao filme, mas comigo mesmo. Uma espécie de coceira nas entranhas do estômago que simplesmente não dá pra se coçar. Um nó na garganta vindo de lugar algum para lugar nenhum.</p>
<p>É que o filme trouxe à tona da realidade emoções muito antigas, que há muito tempo eu não sentia. Todas da minha adolescência.</p>
<p>Uma delas veio forte e urrando por espaço pra se libertar, pra se manifestar. Como diz a música, é da época em que eu ainda era tão criança a ponto de saber tudo. Acho que fui muito mais consciencioso naquela época do que agora, pois eu tinha uma sincera preocupação com o mundo ao meu redor, aquém e além das fronteiras. Hoje pode ser que seja apenas uma nota de rodapé nos livros de história, mas este dinossauro que vos escreve, juntamente com toda uma população, passou pelo sentimento oprimido de receio por uma guerra em escalas globais em decorrência da disputa pelas Malvinas. Ou Falklands, se preferirem. Mal havíamos acabado de sair de um longo período de ditadura militar, numa democracia insossa que ainda procurava se consolidar, mais errando que acertando, onde a Guerra Fria era uma realidade e o arsenal bélico mundial suficiente para detonar meia galáxia.</p>
<p>Com uma guerra praticamente aqui do lado, devidamente alicerçada nas mais loucas e insossas (pelo menos hoje) teorias de conspiração, com um leve toque de fatalidade dado pelas interpretações das profecias de Nostradamus, nós, os adolescentes da época, não tínhamos uma visão &#8211; ou esperança &#8211; muito clara do futuro.</p>
<p>Acho que desde cedo acabamos ficando muito politizados, aprendendo a analisar o sofrimento do mundo, as desgraças dos povos, encarando a pobreza e desespero de outrem com naturais toques adolescentes de revolta e rebeldia. Queríamos, sim, mudar o mundo, mas tínhamos aquela nítida sensação de que o momento já havia passado, que a geração anterior é que soube ir à luta, e nós éramos apenas passageiros no bonde da história. Nos restava somente viver o presente.</p>
<p>Curioso como ouvi algo muito semelhante a isso de uma pessoa de uma geração posterior à minha e, no caso, se referindo com saudades de uma época em que nunca viveu &#8211; aquela pela qual eu passei&#8230;</p>
<p>Mas esse lado cabeça, altamente politizado e intelectualizado, foi apenas uma das sensações que resgatei com o filme. A outra, muito mais light, diz respeito ao fato de que os heróis da telinha eram MUITO mulherengos. Passaram por SÉRIOS apuros simplesmente por não concentrar os pensamentos na cabeça certa&#8230;</p>
<p>E, na minha saudosa adolescência, também tínhamos lá nossas aventuras&#8230; Éramos uma turma de estudantes, com uns treze anos em média, e sem um puto no bolso &#8211; quando muito o suficiente para uma farmácia, um Halls e uma entrada na danceteria. A &#8220;farmácia&#8221; nada mais era do que um copo dos grandes, daqueles de vitamina, cheio até a boca com um pouquinho de todas as bebidas alcoólicas que se possa imaginar que existam num boteco&#8217;s-bar. O Halls era a balinha da época para se tirar o bafo (sempre gostei do de cereja)&#8230; E a entrada na danceteria (tá bom, discoteca) era tudo o que restou do dinheiro.</p>
<p>Depois de muito pular, suar e se divertir &#8211; até porque ninguém sabia dançar de verdade &#8211; na hora da música lenta, íamos à luta. Era questão de honra para todos os garotos tirarem ao menos uma garota pra dançar e, óbvio, tinha que rolar no mínimo uns beijinhos. Era o hoje tão conhecido &#8220;ficar&#8221;, mas que só veio a ter esse nome formal muitos anos mais tarde.</p>
<p>Usávamos avançadas estratégias de aproximação, normalmente envolvendo algum tipo de palhaçada, para atrair não só o interesse, como o bom humor e uma certa predisposição por parte das meninas. Algumas dessas estratégias, impublicáveis&#8230;</p>
<p>Então, todo senhor de si, íamos para o meio do salão para dançar coladinho ao som das músicas românticas da época. Alguma conversa aos sussuros ouvido a ouvido pra quebrar o gelo, algum gracejo pra extrair um singelo sorriso e inspirar uma certa confiança, alguns suaves beijos no pescoço, um roçar de lábios no rosto, olhos nos olhos, buscando a aquiescência e aprovação, e, então, um tenro beijo na boca. Mais um pouco de dança, agora em silêncio, e em seguida os lábios de ambos já buscavam diretamente um ao outro, para um beijo mais apaixonado, com uma certa fúria, trazendo à tona toda a excitação e sexualidade da adolescência.</p>
<p>Às vezes ficávamos toda a música lenta com uma única menina; já outras vezes, com mais de uma.</p>
<p>Mas ao final, quando se encerrava a sessão de lentas, invariavelmente cada qual ia para seu lado, juntar-se ao seu grupinho. As garotas, entre risos e sorrisos iam comentar entre si quem era fulano, sicrano ou beltrano, se era legal, se realmente beijava bem, e outros detalhes mais sórdidos&#8230; Já nós, os garotos, vestindo nossas peles e brandindo nossos tacapes, nos reuníamos em torno da fogueira para contar como havia sido a caça, cada qual &#8211; lógico &#8211; tendo se saído melhor que o outro&#8230;</p>
<p>Heh&#8230; Bons tempos aqueles. A vida era mais simples, as preocupações estavam distantes e o futuro simplesmente não existia&#8230;</p>
<p>Mas Guevara, ao que parece, soube o momento em que finalmente teve que colocar de lado sua adolescência e manter o foco em suas aspirações de ajudar o povo. Ainda que por meio das armas.</p>
<p>Já nós, simplesmente continuamos no bonde da vida, olhando pela janelinha as nossas próprias aspirações revolucionárias ficarem pra trás, juntamente com um período que, se não esquecido, ao menos guardado com carinho num cantinho das catacumbas d&#8217;alma&#8230;<br />
<center><strong><em>Tirinha do dia:</em></strong><br /><img src="/img/hq/hugo2/tira26.gif" alt="Desventuras de Hugo..." align="middle" border="0" width="450" /></center></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O acidente</title>
		<link>http://www.legal.adv.br/20051221/o-acidente/</link>
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		<pubDate>Wed, 21 Dec 2005 13:19:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adauto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pra ficar na história]]></category>

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		<description><![CDATA[Convalescência: lição de paciência! Em primeiro lugar, faço questão de dizer: é DESUMANO usar o mouse com a mão esquerda! Deus! Não tenho coordenação motora suficiente para tanto! É muita informação para minhas parcas capacidades cerebrais masculinas! E ainda: digitar com uma só mão dá nó na cabeça. Principalmente na hora dos Ctrl&#8217;s, Tab&#8217;s e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><small>Convalescência: lição de paciência!</small></p>
<p>Em primeiro lugar, faço questão de dizer: é DESUMANO usar o mouse com a mão esquerda! Deus! Não tenho coordenação motora suficiente para tanto! É muita informação para minhas parcas capacidades cerebrais masculinas!</p>
<p>E ainda: digitar com uma só mão dá nó na cabeça. Principalmente na hora dos Ctrl&#8217;s, Tab&#8217;s e Alt&#8217;s da vida. Não. Calma. Eu ainda tenho minha outra mão. Bem, quase.</p>
<p>Juntamente com minha perna esquerda que está enfaixada e esticada (ô, posição ridícula na frente do computador), meu punho direito também está avariado. Resultado de uma bobagenzinha de nada. Coisinha à toa. Só deu <strong>PERDA TOTAL</strong> no carro&#8230;</p>
<p>Não vou me alongar nos comentários, até porque, em tese, estou de repouso absoluto. Foram necessários dois dias para que eu pudesse chegar próximo do computador. Basta informar que eu perdi a direção do carro próximo do Parque da Cidade, em São José dos Campos, e peguei uma árvore na contra-mão. Segundo o Paulo, um legítimo atentado contra a Natureza&#8230;</p>
<p>Apesar do estrago, fora a auto-lesão no condutor que vos fala, graças a Deus ninguém se feriu. E olha, tenho que dar a mão à palmatória: esse negócio de cinto de segurança funciona mesmo! Só esquecem de mencionar a dor&#8230;</p>
<p>Dêem uma olhada abaixo no que restou após o último galope do Corsa.</p>
<p align="center"><img src="/img/fotos/img_corsa1.jpg" alt="Uma geral..." align="middle" border="0" width="450" /></p>
<p align="center"><img src="/img/fotos/img_corsa2.jpg" alt="O lado da batida." align="middle" border="0" width="450" /></p>
<p align="center"><img src="/img/fotos/img_corsa3.jpg" alt="Olha o ESTADO da roda..." align="middle" border="0" width="450" /></p>
<p align="center"><img src="/img/fotos/img_corsa4.jpg" alt="E as lasquinhas da árvore?" align="middle" border="0" width="450" /></p>
<p align="center"><img src="/img/fotos/img_corsa5.jpg" alt="E eu tava lá dentro?" align="middle" border="0" width="450" /></p>
<p><center><strong><em>Tirinha do dia:</em></strong><br /><img src="/img/hq/hugo2/tira23.gif" alt="Desventuras de Hugo..." align="middle" border="0" width="450" /></p>
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		<title>Seu Bento e Dona Dete</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Oct 2005 22:22:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adauto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Ainda não havia pra mim rock´n roll e Rita Lee&#8230;&#8221; Bons tempos, aqueles&#8230; Tirinha do dia:]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><small>&#8220;Ainda não havia pra mim rock´n roll e Rita Lee&#8230;&#8221;</small></p>
<p>Bons tempos, aqueles&#8230;</p>
<p><center><img src="/img/fotos/0030.jpg" alt="Seu José Bento e Dona Bernardete" align="middle" border="0" width="450" /></center><br />
<center><strong><em>Tirinha do dia:</em></strong><br /><img src="/img/hq/hugo2/tira09.gif" alt="Desventuras de Hugo..." align="middle" border="0" width="450" /></center></p>
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		<title>Saudades&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Oct 2005 11:48:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adauto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pra ficar na história]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Cabelos Negros&#8221; &#8211; Eduardo Dusek Fogão de lenha. Madeira queimando, fumaça subindo. Leitoa com recheio de farofa. Doce de leite na forma. Leite quentinho, espumando, direto da vaca&#8230; na caneca esmaltada, com Toddy no fundo. Água gelada de ribeirão. Peneira pra pescar guaruzinho. Fritada de peixe. Mesa de madeira rústica. Chão de terra batida. Banco [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><small>&#8220;Cabelos Negros&#8221; &#8211; Eduardo Dusek</small></p>
<p>Fogão de lenha. Madeira queimando, fumaça subindo. Leitoa com recheio de farofa. Doce de leite na forma. Leite quentinho, espumando, direto da vaca&#8230; na caneca esmaltada, com Toddy no fundo. Água gelada de ribeirão. Peneira pra pescar guaruzinho. Fritada de peixe. Mesa de madeira rústica. Chão de terra batida. Banco de uns três metros pra todo mundo sentar. Despensa de mantimentos. Cachorros na porta da cozinha. Meia porta pro lado de fora. Janela de madeira com tramela. Colchão de palha. Folha de bananeira. Escorregador de morro abaixo. Bica d&#8217;água. Corrente na roda pro carro subir o morro no barro em dia de chuva. Barco na represa. Linhada. Vara de pescar de bambu. Minhoca, milho verde e queijo prato. Acará, tilápia, rabo vermelho, saguiru, bagre, piaba, traíra e cascudo. Lampião de gás. Chapéu, cavalo, arreio e sela. Causos de família. Céu azul.</p>
<p>Ah&#8230; Bateu uma saudade da infância na casa de minha avó&#8230;<br />
<center><strong><em>Tirinha do dia:</em></strong><br /><img src="/img/hq/hugo2/tira02.gif" alt="Desventuras de Hugo..." align="middle" border="0" width="450"/></center></p>
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		<title>Genealogia &#8211; VI</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Aug 2005 19:30:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adauto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[(até a décima-oitava geração) Balthazar de Moraes de Antas, filho de Pedro de Moraes de Antas, cavaleiro fidalgo dos chefes Moraes do reino de Portugal da província de Trás-os-Montes, o qual foi casado com sua prima, Ignez Navarro. Pedro era filho de Vasco Esteves de Moraes de Antas, casado com Micaela de Albuquerque, ambos de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>(até a décima-oitava geração)</em></p>
<p><em>Balthazar de Moraes de Antas, filho de Pedro de Moraes de Antas, cavaleiro fidalgo dos chefes Moraes do reino de Portugal da província de Trás-os-Montes, o qual foi casado com sua prima, Ignez Navarro. Pedro era filho de Vasco Esteves de Moraes de Antas, casado com Micaela de Albuquerque, ambos de Vimioso. Já Ignez era filha de Nuno Navarro, casado com Isabela de Moraes de Antas. Essa Isabela seria irmã do citado Vasco Esteves. Contudo, outros autores entendem que Ignez seria, na verdade, filha de Baltazar Mendes casado com Leonor Mendes de Moraes, esta sim irmã de Vasco Esteves e ambos filhos de Maria de Madureira e de Estevão Mendes de Moraes de Antas. Um dia ainda preciso verificar a fundo essa linha de parentesco. Independente disso, inequívoco que a linha seguinte prossegue por meio de Estevão Mendes de Moraes de Antas. <strong>(continua&#8230;)</strong></em></p>
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		<title>Genealogia &#8211; V</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Aug 2005 20:00:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adauto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Genealogices]]></category>

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		<description><![CDATA[(até a décima-quinta geração) O inventário de André do Vale Ribeiro faz menção expressa à sua sogra, com o nome de &#8220;Francisca de Macedo e Moraes&#8221;. Era filha de Maria Raposo e de Carlos de Moraes Navarro (*1633 +1672), o qual, por sua vez, era filho de Anna de Moraes Pedroso (*1616 +1647), casada com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>(até a décima-quinta geração)</em></p>
<p><em>O inventário de André do Vale Ribeiro faz menção expressa à sua sogra, com o nome de &#8220;Francisca de Macedo e Moraes&#8221;. Era filha de Maria Raposo e de Carlos de Moraes Navarro (*1633 +1672), o qual, por sua vez, era filho de Anna de Moraes Pedroso (*1616 +1647), casada com o primo de sua mãe, Capitão Pedro de Moraes Madureira. O Capitão Pedro teve por pais Leonor Pedroso e Pedro de Morais D&#8217;Antas (vereador em São Paulo em 1600), o qual era filho de Brites Rodrigues Annes e Balthazar de Moraes de Antas, sendo esses &#8220;Moraes D&#8217;Antas&#8221; uma tradicional família portuguesa. <strong>(continua&#8230;)</strong></em></p></blockquote>
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		<title>Genealogia &#8211; IV</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Aug 2005 20:00:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adauto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[(até a décima-segunda geração) Maria de Moraes Ribeira era filha de André do Vale Ribeiro (*1675 +1720), sendo ele natural de São Mamede de Valongo, Porto, Minho, Portugal, que casou-se em Minas Gerais com a paulistana Tereza de Morais (*1680 +1727), e esta, por sua vez, era filha de Antonio Vieira Dourado (+1701), Português de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>(até a décima-segunda geração)</em></p>
<p><em>Maria de Moraes Ribeira era filha de André do Vale Ribeiro (*1675 +1720), sendo ele natural de São Mamede de Valongo, Porto, Minho, Portugal, que casou-se em Minas Gerais com a paulistana Tereza de Morais (*1680 +1727), e esta, por sua vez, era filha de Antonio Vieira Dourado (+1701), Português de Braga que casou-se em São Paulo com Francisca de Macedo (ou de Moraes). ESSA Francisca vem de um nó genealógico, que merecerá uma explicação à parte. <strong>(continua&#8230;)</strong></em></p>
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		<title>Genealogia &#8211; III</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Aug 2005 19:04:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adauto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[(até a décima geração) Pois bem. Joaquim Theodoro de Andrade era filho de Francisco Theodoro Teixeira (+1870) e de Maria Emerenciana de Andrade (*1800 +1868) &#8211; e aqui quebra-se a linha de varonia, pois o nome Andrade segue pela linhagem materna. Também pode parecer estranho nos dias de hoje, mas não naquela época. Como dizemos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>(até a décima geração)</em></p>
<p><em>Pois bem. Joaquim Theodoro de Andrade era filho de Francisco Theodoro Teixeira (+1870) e de Maria Emerenciana de Andrade (*1800 +1868) &#8211; e aqui quebra-se a linha de varonia, pois o nome Andrade segue pela linhagem materna. Também pode parecer estranho nos dias de hoje, mas não naquela época. Como dizemos em direito: &#8220;a maternidade é um fato, a paternidade é uma hipótese&#8221;&#8230; Maria era filha de Manoel Joaquim de Santana e de Venância Constância de Andrade (*1780), a qual, por sua vez, era filha de Lauriana de Souza Monteira (*1762 +1833) e de Manoel Joaquim de Andrade (*1750 +1828). Manoel teve por pais Maria de Morais Ribeira (*1711 +1794) e Antonio de Brito Peixoto (+1750), sendo que o nome Andrade simplesmente não apareceu nessa geração, tendo vindo dos pais de Antonio, Clara de Brito e Inácio de Andrade Peixoto &#8211; sendo este o &#8220;Andrade&#8221; mais antigo ao qual pude chegar, natural da Freguesia de São João de Souto, Comarca de Braga, Minho, Portugal. Mas a nossa árvore continuará por intermédio de Maria de Moraes Ribeira, minha septuavó. <strong>(continua&#8230;)</strong></em></p>
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		<title>Genealogia &#8211; II</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Aug 2005 19:16:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adauto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[(até a sexta geração) José Bento, filho de Sebastianna dos Santos, a qual descende das famílias Magalhães, Casaes e Maia, e de Antonio de Andrade (meu avô, não cheguei a conhecê-lo). Já Antonio de Andrade foi filho de Iria Rita de Bem, que também se liga à família dos Novaes, e de João Agnello de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>(até a sexta geração)</em></p>
<p><em>José Bento, filho de Sebastianna dos Santos, a qual descende das famílias Magalhães, Casaes e Maia, e de Antonio de Andrade (meu avô, não cheguei a conhecê-lo). Já Antonio de Andrade foi filho de Iria Rita de Bem, que também se liga à família dos Novaes, e de João Agnello de Andrade, todo esse pessoal de Minas Gerais. Aqui começa o nó. João Agnello era filho de Maria da Glória Teixeira (Guimarães), que foi casada com seu tio, Joaquim Theodoro de Andrade. Hein? Tio? Sim. Tio. Ele era um dos mais novos de uma família de onze, e ela era uma das filhas de seu irmão mais velho, Antônio Teodoro de Santana. Pode parecer inusitado nos dias de hoje, mas há que se lembrar que em meados do século XIX essa prática era muito comum. Até esse ponto as informações vieram de minhas próprias pesquisas, daqui em diante baseiam-se nas pesquisas de outrem, ligando-se ao meu trisavô, Joaquim Theodoro de Andrade. <strong>(continua&#8230;)</strong></em></p>
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		<title>Genealogia &#8211; I</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Aug 2005 12:00:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adauto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Genealogices]]></category>

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		<description><![CDATA[(Ou &#8220;Passo a passo como a linhagem de minha família chega até o primeiro Rei de Portugal&#8221;) Kevin, Erik e Jean. Um taurino, um sagitariano e um ariano. O primeiro do milênio passado e os demais já desse milênio. Filhos de Mieko e Adauto, uma pisciana e outro taurino. Ela filha de Satiko, uma descendente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>(Ou &#8220;Passo a passo como a linhagem de minha família chega até o primeiro Rei de Portugal&#8221;)</em></p>
<p><em>Kevin, Erik e Jean. Um taurino, um sagitariano e um ariano. O primeiro do milênio passado e os demais já desse milênio. Filhos de Mieko e Adauto, uma pisciana e outro taurino. Ela filha de Satiko, uma descendente direta de samurais, e de Sussumu, do clã Miura. Ele filho da dona Bernardete &#8211; dos Antunes, Moraes e Nunes, famílias centenárias em São José dos Campos &#8211; e do seu Zé Bento, mais um taurino, dos tradicionais Andrade vindos de Santa Rita de Jacutinga, em Minas Gerais. <strong>(continua&#8230;)</strong></em></p>
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