Categoria "Personalíssimo"
3 fev 2012 - 11:19  

“O” Chapéu

DESCOBRI!!!!!

Bem, ao menos eu acho que tenho certeza que talvez provavelmente com toda segurança pode ser que seja por isso…

Meu chapéu.

Explico: ontem, num proseio com a Tropinha de Elite (meus filhotes), não seio o porquê veio à baila uma questão sobre os livros que eles estão usando. Daí lembrei-me da minha antiga cartilha, na qual aprendi a ler, a famosa Caminho Suave, e fui mostrar para o mais velho (“Vermelho 1″) a origem da bendita palavra “zabumba” que sempre vinha à mente quando eu tinha que dar algum exemplo com a letra Z. “Como escreve tal palavra, pai?”. “com zê, de Zabumba”.

Ah, e sim. AINDA tenho a mesma cartilha que usei quando tinha meus tenros sete anos de idade…

Feito o feito, comecei a folhear o depauperado livrinho e eis que encontrei a seguinte imagem:

Fantástico!

Será que, por algum motivo subliminar, mantive essa imagem na mente até os dias de hoje?

Será que foi mera coincidência?

Mesmo modelo, mesmos detalhes – até a mesma cor!

Enfim, não sei.

Mas, ao menos pra mim, foi bastante curioso saber que encontrei com esse mesmo “objeto” em dois momentos tão distintos de minha vida…


4 jan 2012 - 5:15  

Horoscopiando

E eis que estava lá a Dona Patroa consultando o horóscopo de 2012 em sua edição de janeiro da revista Bons Fluidos…

Quanta bobagem!

Fico a me perguntar como é que tem gente que acredita nesse tipo de coisa! Até porque usualmente o horóscopo de um acaba servindo pra qualquer outro, pois basta que escolham as palavras certas e teremos uma leitura plug and play, não importa em qual parte do zodíaco você esteja alojado.

Mas agora, cá entre nós – e, por favor, não espalhem! – aproveitei pra dar uma olhadinha na parte dos taurinos e vejam só o que me aguarda pra esse ano de 2012:

O exercício do desapego será algo a ser trabalhado por você em 2012. Sua paciência e tenacidade serão de grande valia quando faltar clareza de propósito e as dúvidas interferirem no seu desejo de seguir em frente, rumo aos objetivos firmemente traçados. Com serenidade, poderá buscar a estabilidade, mesmo em meio ao que estiver sendo transformado. Cercar-se daquilo que lhe traz segurança emocional será muito bem-vindo para que os demais processos possam caminhar de maneira produtiva. Aprender a amar sem posse e a capacidade de se adaptar às novas circunstâncias serão aprendizados fundamentais, conquistados com muito esforço e perseverança, com os quais nutrirá o que é de verdadeiro valor para você. Isso precisará acontecer de maneira livre, e não subordinada à insegurança e à necessidade de acumular. Pouco importa que sejam relações, bens ou ambos.

A área profissional tende a exigir muito mais de você. É um ano de bastante trabalho e estabelecer prioridades organizará e tornará mais fluídas suas ações e resultados futuros. Sim, não adianta nada apressarem você nem você se apressar, por isso, a administração do seu tempo é muito bem-vinda! Afetivamente, a compreensão do seu passado será de grande ajuda no desenvolvimento e na estabilidade dos seus sentimentos atuais. Persevere nessa reflexão e prepare-se para a colheita.


1 jan 2012 - 0:00  

E estamos em 2012…

E então chegamos a 2012…

Visual novo, nova vida nova, com todo o esforço possível para deixar de lado todas as neuras, e – segundo fui informado lá no meu horóscopo (“crer no credo, pero…”) – pronto para percorrer este ano que se inicia total e completamente focado.

Então, caríssimos, um Feliz Ano Novo e um ótimo 2012 para todos nós!

:D


18 dez 2011 - 10:51  

Cidadão Cane

Bem, para aqueles que não se lembram – ou ainda não sabem – o joelho deste velho causídico não tem se comportado lá muito bem nos últimos dias…

Desde o malfadado acidente que azarou com os ligamentos deste que vos tecla, tem momentos em que meu joelho esquerdo está bem bão, digno mesmo de se pensar como um atleta. Entretanto tem outros momentos em que é, no mínimo, phowwdas… E recentemente ele me aprontou uma dessas!

Tudo bem que eu talvez tenha abusado um pouquinho. Tá, nem tão pouquinho assim. A questão é que eu estava feliz da vida de ter voltado a fazer minhas caminhadas e até mesmo algumas corridas curtas – tal qual como antigamente – ainda que, como me disseram, com o “calçado totalmente errado”. Bem, é que dentre as diversas opções que não tinha, a menos pior foi pegar um tal de “sapatênis” (que sempre enxerguei como tênis), cuja palmilha era a mais confortável e utilizá-lo para essa prática desportiva. Mas, consciente que sou, é lógico que comprei o tênis correto para isso. Aliás, correto mesmo: Asics, importado, solado emborrachado especial, forro acolchoado reforçado, sistema de amortecimento com gel e o escambau. E consegui usá-lo por apenas um dia. Acho que o joelho deve ter se acostumado com a passada dura. Pois bastou estar corretamente paramentado que ele resolveu sair fora do lugar. Totalmente. E, sim, SOZINHO.

E duma maneira tal como jamais antes – de não conseguir andar mesmo. Daí que a benfazeja bengala que ganhei em meu aniversário, mais por gozação que por utilidade, acabou se tornando verdadeiramente mais de utilidade que de gozação.

Se bem que a pergunta recorrente de quem me vê com ela é o porquê de ser tunada com “chamas” no melhor estilo Hot Wheels.

Pois bem, a resposta taí:

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Aliás isso já ajuda a esclarecer a todos aqueles que teimam em me fazer a pergunta mais improvável do mundo (ao menos para quem realmente me conhece): “foi jogando bola, é?”


24 nov 2011 - 18:18  

Música-tema do dia…

 

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18 mar 2011 - 14:05  

Joelhaço

 (E olha que já tenho uma cicatriz no joelho direito desde que o arrebentei pulando um muro…)

Pois é.

Desde o acidente que o joelho esquerdo deste velho contador de causos que vos tecla não anda lá essas coisas (infame, inconsequente e inesperado trocadilho)…

E como o danado deu a doer nos últimos tempos – e juro que não é nenhuma influência Houseriana – resolvi tomar a mais inesperada das atitudes (vinda de mim): voltei ao médico.

Analisa daqui, cutuca dali, fuça acolá. Diagnóstico (que eu já sabia) é a do “engavetamento nível três”. Significa que tá no limite da manutenção. Mais ou menos como amortecedor estourado, mola vencida, pivô arrebentado – e isso sem nem falar da rebimboca da parafuseta (que vai muito bem, obrigado). Na prática quer dizer que meu ligamento cruzado posterior esgarçou que nem um elástico velho e já não garante a firmeza do conjunto. Não sabem o que é isso? É por isso que coloquei aquela imagem ali em cima, pô!

Bem, isso feito fui encaminhado para a ressonância. Prenderam, engaiolaram e transportaram minha perna para aquela caverna magnética que faz picadinho (virtual) de tudo que passa por ela. E comigo junto da perna. Já na posição e com tudo pronto, o médico sai da sala e tem a audácia de fazer uma última recomendação:

- Não vá se mexer, hein?

Pronto.

Era tudo que eu NÃO precisava ouvir.

Nos minutos que fiquei ali acorrentado minha cabeça mandou tudo que podia lá pro final da perna esquerda: coceira, cócegas, arrepio, caimbra e o que mais quer que seja possível pensar. Mas resisti estoicamente e consegui fazer o exame.

Resultado: “Alteração de sinal que pode estar relacionada a edema pós contusional acomentendo o côndilo femoral medial. / Degeneração do corpo do menisco medial, sem evidências de rotura. / Lesão parcial do ligamento cruzado posterior, sem descontinuidade completa de suas fibras, de acordo com a hipótese clínica. /  Pequeno derrame articular. / Importante edema da gordura supra-patelar, indicativo de hipersolicitação do mecanismo extensor.”

E sabem o que tudo isso significa?

Não?

Nem eu.

Entretanto não me parece que seja lá muito bom…

Mas, na realidade, não era nada disso que eu queria tratar aqui.

É que falando de joelho, lembrei-me do “joelhaço” (assim mesmo, com artigo definido). O famoso tratamento clínico do Analista de Bagé (personagem do Luís Fernando Veríssimo). Segue uma pequena estória para que possam entender…

Outra do Analista de Bagé

Existem muitas histórias sobre o analista de Bagé mas não sei se todas são verdadeiras. Seus métodos são certamente pouco ortodoxos, embora ele mesmo se descreva como “freudiano barbaridade”. E parece que dão certo, pois sua clientela aumenta. Foi ele que desenvolveu a terapia do joelhaço.

Diz que quando recebe um paciente novo no seu consultório a primeira coisa que o analista de Bagé faz é lhe dar um joelhaço. Em paciente homem, claro, pois em mulher, segundo ele, “só se bate pra descarregá energia”. Depois do joelhaço o paciente é levado, dobrado ao meio, para o divã coberto com um pelego.

- Te abanca, índio velho, que tá incluído no preço.

- Ai – diz o paciente.

- Toma um mate?

- Na-não… – geme o paciente.

- Respira fundo, tchê. Enche o bucho que passa.

O paciente respira fundo. O analista de Bagé pergunta:

- Agora, qual é o causo?

- É depressão, doutor.

O analista de Bagé tira uma palha de trás da orelha e começa a enrolar um cigarro.

- Tô te ouvindo – diz.

- É uma coisa existencial, entende?

- Continua, no más.

- Começo a pensar, assim, na finitude humana em contraste com o infinito cósmico…

- Mas tu é mais complicado que receita de creme Assis Brasil.

- E então tenho consciência do vazio da existência, da desesperança inerente à condição humana. E isso me angustia.

- Pois vamos dar um jeito nisso agorita – diz o analista de Bagé, com uma baforada.

- O senhor vai curar a minha angústia?

- Não, vou mudar o mundo. Cortar o mal pela mandioca.

- Mudar o mundo?

- Dou uns telefonemas aí e mudo a condição humana.

- Mas… Isso é impossível!

- Ainda bem que tu reconhece, animal!

- Entendi. O senhor quer dizer que é bobagem se angustiar com o inevitável.

- Bobagem é espirrá na farofa. Isso é burrice e da gorda.

- Mas acontece que eu me angustio. Me dá um aperto na garganta…

- Escuta aqui, tchê. Tu te alimenta bem?

- Me alimento.

- Tem casa com galpão?

- Bem… Apartamento.

- Não é veado?

- Não.

- Tá com os carnê em dia?

- Estou.

- Então, ó bagual. Te preocupa com a defesa do Guarani e larga o infinito.

- O Freud não me diria isso.

- O que o Freud diria tu não ia entender mesmo. Ou tu sabe alemão?

- Não.

- Então te fecha. E olha os pés no meu pelego.

- Só sei que estou deprimido e isso é terrível. É pior do que tudo.

Aí o analista de Bagé chega a sua cadeira para perto do divã e pergunta:

- É pior que joelhaço?


23 jul 2006 - 17:48  

Torta de Morango… (versão masculina)

Já há alguns finais de semana estou ensaiando para colocar em prática a receita de “Torta de Morango Tão Fácil de Fazer, que eu Tenho Até Vergonha de Dar a Receita” que a Ju (Respira pela Barriga) passou em seu site. Finalmente chegou o momento!

Primeiramente é preciso deixar bem claro que nós, homens, temos uma dificuldade enorme para quantificar e pressupor determinadas coisas. Por exemplo, não adianta dizer que tem que misturar todos os ingredientes e pronto. Cumassim? (Sim, isso é plágio descarado!) Qual ingrediente vai primeiro? Em que quantidade? Vira, amassa, mexe ou aperta? Pode ser que essa deficiência seja só minha, mas como já me deparei com muitos outros seres com o mesmo problema, ouso dizer que é generalizada.

Por isso mesmo, vou tentar descrever a “Operação Torta de Morango” da maneira mais detalhada possível.

Como não passo de um exímio-fritador-eventual-de-ovo-na-manteiga, com algumas recaídas para doces, bolos e afins, já aprendi que a primeira coisa a fazer é separar e deixar a mão os ingredientes que vai usar. Sim, TODOS. Nada pior que, no meio de uma receita, descobrir que acabou alguma coisa…

A Ju passou o rol, mas, devido a circunstâncias específicas, fui obrigado a improvisar um pouco. Leia-se “circunstâncias específicas” o fato de que não tenho nada que se assemelhe remotamente a uma balança em casa. Até mesmo aquela de banheiro foi sumariamente aposentada quando me aproximei perigosamente dos três dígitos (o pior cego é aquele que não quer ver). Ainda que não aparente (tanto) – pois com 1,90m de altura a coisa fica bem distribuída – para resolver o problema de sobrepeso fiz o que qualquer pessoa sensata faria: parei de me pesar.

Mas voltemos à receita.

Num primeiro momento serão necessários:

- 300g de farinha de trigo (que dá um pouco menos que um terço de um pacote de 1kg, OU 3 copos americanos até a boca, OU pouco menos que 3 medidas de xícara (daqueles frascos que já vem com os risquinhos dizendo quanto é o quê);

- 175g de manteiga (que dá um pouco mais que a metade de uma daquelas barrinhas que você compra na padaria quando não teve tempo de ir até o supermercado e ainda levou bronca por causa disso);

- 100g de açúcar (vide logo acima a maneira científica de mensurar isso);

- 1 gema (sim, de ovo);

- 1 pitada de sal (generosa).

Falou-se em multiprocessador na receita original, mas “não trabalhamos com multiprocessadores”. Então, munido de uma tigela ou bacia de médio tamanho (da largura de uma frigideira grande, por exemplo), coloque a farinha, o açúcar e a generosa pitada de sal. Mexa lentamente com uma colher até que fique tudo com uma cor homogênea. Agora vem a luta.

Quebre um ovo, colocando o conteúdo numa xícara, depois, com uma colher, retire a gema e coloque na tigela. Esse é o modo básico. Nós, exímios-fritadores-eventuais-de-ovo-na-manteiga, podemos trabalhar com o modo avançado, mantendo a gema na casca enquanto despejamos a clara na xícara – crianças, não tentem isso sem estar acompanhadas de um adulto!

Você mal vai começar a mexer aquela única e solitária gema no meio daquele mundo farináceo e ela já vai sumir. Não se preocupe. Em tese, é assim mesmo. E quanto à clara? Guarde carinhosamente a xícara com a clara dentro da geladeira – até que venha a ser necessária em alguma outra receita ou então que estrague de vez em decorrência do tempo sem uso. Provavelmente opção “b”, se você for solteiro.

Pegue a manteiga. É LÓGICO que você já a tinha retirado da geladeira ANTES de começar com tudo isso. Se não o fez, dê um tempinho para amolecer. Coloque-a dentro da tigela e, com a colher, corte-a em pedaços misturando-a de leve. Caroços enormes surgirão em sua tigela…

Pois é. Agora não tem jeito. Teremos que – literalmente – botar a mão na massa. Recomendo veementemente, pelo bem dos degustadores, que lave as mãos ANTES de começar. Aliás, mais veementemente ainda, sugiro que, se o caso, tire e guarde a aliança em local seguro. Também ANTES de começar.

Essa parte é mais ou menos como fazer bonequinhos de areia na praia, ou de argila na beira da represa (conforme tenha sido sua infância). Vai apertando, virando, apertando, mexendo, apertando, puxando, apertando, até que aquela massa farinácea comece a ter uma muito sutil consistência. Ou que seus antebraços comecem a ficar dormentes e os dedos formigando, numa nítida sensação de estar sendo afetado por L.E.R. O que vier primeiro.

Particularmente acho que jamais vou conseguir voltar a segurar um copo de cerveja com firmeza novamente…

Depois disso, descanse e deixe a massa descansar por 10 minutos. Como foi dito no original: “Por descansar, entenda: deixe a massa quieta, num canto, em paz.”

Passados os 10 minutos, ligue o forno (para ir aquecendo), e, enquanto isso, coloque toda a massa numa forma com fundo desmontável. É uma espécie de prato com colarinho – um disco de metal cujas laterais podem ser removidas (só vim a descobrir que esse tipo de coisa existia depois de uns trinta anos de vida e dois casamentos). Vá ajeitando a massa na forma com a mão mesmo (droga, esqueci de tirar a aliança!), deixando-a firme, uniformemente distribuída no fundo e com uma ligeira borda subindo pelas extremidades. Para que a massa não estufe, dê asas à criatividade, fazendo furos com um garfo por toda ela. Manda pro forno pelos próximos 15 minutos.

Enquanto isso, pegue os morangos que estavam de molho no hipoclorito (você pôs de molho, não pôs?) e enxague-os abundantemente. Com cabinhos e tudo. Deixe escorrer e secar por um tempinho, e então, munido de uma boa faca corte esses cabinhos (ou cabelinhos, como disseram meus filhos). Após todos ficarem carecas, quer dizer, sem cabinhos, corte os morangos no meio, colocando-os de bruços sobre uma toalha de papel absorvente.

Que cheiro é esse? Putz, a massa!

Tire-a do forno, rápido! Não! Aaaaiiii!!! Pega uma luva, pano de prato, sei lá! Isso. Ufa…

Não sei se era pra esperar esfriar tudo, mas, com medo de queimar, já desmontei a forma desmontável (quente mesmo) e tirei a massa. Ela ficou com uma certa consistência e no formato de uma espécie de prato.

Enquanto a massa esfria e os morangos secam, vamos à geléia. Na receita fala-se de geléia de framboesa, amora, laranja e mesmo morango. Ataquei com o que tinha à mão, ou seja, tuti-frutti… Vale a dica original de, se a geléia for muito encorpada, aquecê-la ligeiramente no fogo, diluindo com pouquíssima água.

Com tudo frio e seco, basta voltar a dar asas à imaginação, distribuindo os morangos sobre a massa e cobrindo tudo com a geléia. Foi aí que descobri que um potinho de geléia não era suficiente – deveriam ser, no mínimo, dois. Paciência. Cobri apenas os vãos. Aliás, para esse tipo de operação, sugiro procurar morangos aproximadamente do mesmo tamanho. Ficaria beeeem mais bonito.

A Ju deu algumas sugestões para complementar essa iguaria, mas acho que já abusei da sorte por demais. Então a torta ficou assim mesmo, na sua versão básica. Como dá pra perceber, pode não ter ficado lá muito bonita, mas que ficou uma alegre delícia – hmmmmmmm – isso eu garanto! Com direito a atestado do Inmetro conferido pela Dona Patroa e mais três experts (adivinhem)…

Torta de Morango Tão Fácil de Fazer, que eu Tenho Até Vergonha de Dar a Receita

Ah! E não adianta querer fugir. Sobrou a louça pra lavar, viu?


26 nov 2005 - 22:58  

Tô vivo!

Faz uns dois dias que estou com uma música (impronunciável) do Ultraje na cabeça…

Já há algum tempo a excelentíssima senhora minha esposa perguntou-me: “Ué? Hoje não vai escrever no seu diário?”. Ela estava se referindo a esta página. E… veja bem, meio que ela tem razão. Isso aqui REALMENTE é uma espécie de diário.

Mas eu diria que é um “diário de responsa”. Pois não guardo minhas opiniões somente para mim, como seria num livrinho comum. O que escrevo e ponho no ar automaticamente está disponível para qualquer um em qualquer lugar do mundo.

E é justamente por isso que, de quando em quando, eu dou uma sumida. Pode não parecer, mas é uma carga a se levar, pois além das responsabilidades profissionais (quer seja dentro ou fora do horário de expediente), das familiares, das econômico-financeiras, e outras mais, também avoquei a mim a responsabilidade de escrever. Mesmo que me digam – como já ouvi – que não, um site não precisa ser como uma coluna de jornal, com aquela frequência e assiduidade britânica, eu não consigo simplesmente relaxar. Eu sou taurino com ascendência em virgem, ou seja, além de turrão, perfeccionista. Sou aquele cara que põe o seguinte adesivo na traseira do carro: “Não adianta me seguir que também estou perdido, não sei onde esta estrada vai dar, MAS VOU ATÉ O FIM!!!”

Assim, caríssimos leitores (sobrou algum, espero), não adianta. Só mesmo passando pessoalmente por aqui no site para saber se existem novidades. Agradeço sinceramente os toques pessoais, e-mails, telefonemas e – pasmem – até mensagens no celular. Devagarinho vamos voltando à ativa…

E, num só parágrafo para aqueles mais próximos (quem tiver que entender, que entenda), procurarei evitar que o capim cresça, não deixando o site largado. Tomarei cuidado para saber se meus filhos não estão dormindo com um olho aberto e – prometo – largar mão de ser tão vagabundo. Não no sentido sexual da coisa, pois deixei essa vida pra trás faz muuuuuuito tempo, e hoje passo essa incumbência aos meus bons amigos e colegas de copo: Sala e Frário. Continuo a alardear aos quatro ventos que em casa é só LINHA DISCADA, portanto, caríssimos, PELAMORDEDEUS, pensem duas vezes antes de mandar e-mails de Powerpoint com 1 mega, filmes com 3 mega e (PUTZ!) fotos com 7 mega. Apesar dos protestos da Telefônica, meu bolso agradece. Basta ter fé (mas não deixem de estudar) que dá pra tirar de letra as provas de final de ano, principalmente quando são as últimas do curso. Exame nem pensar! A não ser que seja pra concurso, onde até contrato de gestão costuma cair. Muito tempo no trabalho e distância da criançada deixa a gente meio que triste às vezes, mas é só lembrar a alegria redobrada nos reencontros que a gente consegue diminuir o aperto no coração. Que, diga-se de passagem, vai bem. Apesar do susto, nos ecocardiogramas e ecodopplers da vida não apareceu nada menos que o coração de um touro em forma, obrigado. E, ainda, os desmandos dos chefes costumam ser assim mesmo: diarréicos. Tem que ser pra ontem. Mas com jogo de cintura e bom senso a gente consegue resolver de tudo, até mesmo dar um jeito no povo que não gosta de trabalhar. Bom senso, aliás, que deve imperar mesmo do outro lado do globo, principalmente no que diz respeito a saber guardar dinheiro direito, sem se deixar deslumbrar pelo consumismo. Mas ainda assim o dinheiro foi feito pra gastar, então nada como procurar as promoções ítalo-brasileiras e aproveitar o solzinho em terra brasilis, onde mesmo quando tá frio, tá mais quente que em muito lugar no mundo. Calor esse que transmito num sincero abraço virtual pra aniversariante do meio da semana.

Bão, por enquanto é isso.

Pra fechar, segue uma frase interessante que está martelando na minha cabeça já há algum tempo: “Arrogante é aquele cara que gasta o que não tem pra comprar o que não precisa pra mostrar pra quem não gosta tudo aquilo que ele não é.”

Inté!

Tirinha do dia:
Desventuras de Hugo...


16 out 2005 - 18:54  

Tédio, tédio, tédio…

“Tédio…”

“Sabe esses dias em que horas dizem nada
E você nem troca o pijama, preferia estar na cama
Um dia a monotonia tomou conta de mim
É o tédio, cortando os meus programas, esperando o meu fim
Sentado no meu quarto
O tempo voa
Lá fora a vida passa
E eu aqui a toa
Eu já tentei de tudo
Mas não tenho remédio
Pra livrar-me deste tédio
Vejo um programa que não me satisfaz
Leio o jornal que é de ontem, pois pra mim, tanto faz
Já tive esse problema, sei que o tédio é sempre assim
Se tudo piorar, não sei do que sou capaz
(…)
Tédio, não tenho um programa
Tédio, esse é o meu drama
O que corrói é o tédio
Um dia, eu fico sério
Me atiro deste prédio.”

Tirinha do dia:
Desventuras de Hugo...


11 out 2005 - 8:09  

Gravidices

Antes que eu me esqueça, faltou comunicar à população em geral que o André da Diretoria de Suprimentos – e que vai ser papai – já tem informações fidedignas sobre o sexo da criança.

MENINA!

Em função disso ele comunicou que agora já sabe como vai votar no referendo do dia 23… Tenho insistentemente tentado convencê-lo acerca da pertinência e vantagens de desde já deixar tudo acertado no tocante a compromissos futuros de nossos filhos, mas ele tem se mostrado muito reticente nesse sentido. Recalcitrante, até, eu diria. Tenho culpa se agora ele passou a fazer parte do time de fornecedores? De minha parte tenho três bons partidos em casa, um com seis, outro com três e o caçulinha com um ano e meio, que no momento certo, bem, vocês sabem…

No Japão tem uma palavra pra isso: “MIAI”.

Brincadeiras à parte, meus sinceros parabéns, André e Lizandra. Tenho certeza que vocês vão amar essa nova aventura da paternidade e da maternidade, audaciosamente indo onde ninguém em plena sanidade jamais foi. Posso falar de cátedra…


11 out 2005 - 0:07  

Mais considerações

“LIVRE ARBÍTRIO” = “ETERNAS DÚVIDAS”

“Só tô tentando ser feliz. Só tentando te fazer feliz.” Era mais ou menos esse o refrão da música que ouvi ontem à noite, enquanto bebericava uma cerveja antes de ir pra casa. Nostalgia pura. Não sei, pode até ser dela, mas estava MUITO parecido com as musiquetas da Paula Toller do início da década de 80. Sim, sim, sou um fóssil ambulante…

Naquela época, aproximadamente em 85, as músicas eram mais simples e ingênuas. Mas tudo bem, nós também éramos. Pelo menos é o que pensávamos.

Quando eu era garoto, fui um dos mais comportados da classe, com as melhores notas, do tipo que as próprias professoras vinham agradar e elogiar. E isso é verdade.

Quando eu era garoto, nossa turma tinha uma cinquentinha de tanque azul, que rodava de mão em mão, a qual esmerilhávamos no asfalto do bairro, sem equipamentos, capacete ou sequer documentos, sendo que vivíamos fugindo da baratinha da polícia (um fusquinha preto e branco). E isso é verdade.

Quando eu era garoto, era tímido e retraído, sem conseguir sequer me declarar para as garotas que eu estava a fim. E isso é verdade.

Quando eu era garoto, fui tão salafrário que uma amiga de minha ex a aconselhou a não ter nada comigo, pois eu era mulherengo demais. E isso é verdade.

Quando eu era garoto, era extremamente religioso, enfiado dentro da Igreja, participava de grupo de jovens, ajudava nas missas e comungava toda semana. E isso é verdade.

Quando eu era garoto, já tinha tatuagem, orelha furada e cabelo comprido, curtia rock pesado, fumava e bebia todas, sequer me preocupando com questões d’alma ou o dia de amanhã. E isso também é verdade.

Heh… Como diria o Coringa, já que eu tenho que ter um passado, ao menos que seja de múltipla escolha!…

Tudo que acabei de dizer realmente é verdade, mas depende do ponto de vista sob o qual analisamos essas informações. É certo que houve um pequeno lapso de tempo entre um e outro evento, porém isso varia de acordo com o observador. Apesar da decepção à época, já me referi a alguma parte do que está aqui em janeiro deste ano, mas sempre tem algo que fica pra trás. Que é novidade. Que é surpresa.

O ponto é que pessoas que me conheceram naquela época, até mesmo vivendo num mesmo grupo, podem me pintar como um anjo ou como a cria do demônio encarnada na terra. Tudo depende do ponto de vista, do aspecto sob o qual me conheceram.

O que nos leva às minhas considerações. Quão verdadeiramente conhecemos um ao outro? Quem nos garante que sabemos do brilho escondido no coração das pessoas, ou então da negritude que lhes macula a alma? Não, não pensem que sofri alguma desilusão ou que estou chateado – são apenas meras divagações de um bebedor solitário.

Por mais intimamente que conheçamos uma pessoa, NUNCA será o suficiente. Sempre existirão segredos. A eterna dúvida se o lado negro da força ainda vai se manifestar. Ou se existe um lado bom dentro daquele vilão. Creio que já comentei isso por aqui uma vez, mas num livro de Jack Kerouac – “On the road” – que tratava da geração beatnik, tinha uma passagem onde dois caras estavam tentando ser ABSOLUTAMENTE SINCEROS um com o outro. É uma coisa de louco. E veja que não falo de sinceridade no sentido contrário de falsidade, mas simplesmente no sentido de franqueza. Dá pra se ter uma noção da nóia permanente que nós vivemos com nossos pequeninos (ou não) segredos do dia a dia. Alguns tão superficiais que serão esquecidos antes do final do dia; outros tão profundos como se tivessem sido marcados com ferro em brasa na própria alma. E volta e meia a cicatriz coça.

De minha parte sou um livro aberto, tento sempre deixar bem claro a transparência de meus atos e de minhas palavras, porém existem algumas páginas coladas nesse livro, e creio que jamais consegui ser total e completamente franco com quem quer que seja. Sempre existiram segredos, meias palavras ou palavras nunca ditas que ajudam a manter a barreira da sanidade entre mim e outras pessoas. De igual maneira, tenho certeza que jamais conheci ninguém que fosse total e absolutamente sincero comigo.

Mas isso não é novidade. É da natureza humana. Psicólogos que estudaram a vida inteira levam anos para conseguir dar uma raspadinha superficial nesse casco sentimentalóide que usamos pra nos proteger. Na prática acho que não existe na face da Terra quem consiga o prodígio de ser absolutamente franco um com o outro. Exceto os personagens do livro que citei. E olha o que aconteceu: praticamente enlouqueceram…

Tirinnha do dia:
Desventuras de Hugo...


6 out 2005 - 9:16  

Serra do Luar

Sono, soninho, eu…

“Tudo é uma questão de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo.”

É uma parte da música Serra do Luar, totalmente apaixonante na voz de Leila Pinheiro. Bem, isso é quase uma filosofia de vida. Tudo bem que é BEEEM difícil (ainda mais pra mim) manter a mente quieta. E a espinha ereta, então? Mas o coração… é, acho que essa seria a parte mais fácil.

Depois de uma noite insone debruçado sobre o trabalho no computador em casa, o dia começa com aquela falsa sensação de ânimo, de lucidez. Porém, pouco a pouco o cansaço vai batendo, o corpo vai pedindo arrego, os músculos vão relaxando, os olhos vão se enchendo de areia…

Zzzzzzzzzzzz…

Tirinha do dia:
Desventuras de Hugo...


30 set 2005 - 9:03  

O que é um calafrio?

Família:5 x Virose:3

Calafrio. Alguém tem a mais vaga noção do que REALMENTE é um calafrio?

Segundo nosso amigo Aurélio, seria: “S.m. 1. Med. Contração involuntária dos músculos voluntários, acompanhada de palidez cutânea e sensação de frio. [Sin., pop.: arrepio.] 2.Tremor e bater de dentes, com frio, antes de um acesso febril.” Tem, ainda, uma descrição das raízes da palavra que é bem interessante: “[Var., por assimilação, da f. ant. e pop. calefrio, composta de dois elementos de sentidos opostos (à maneira de vaivém), o primeiro proveniente da raiz do lat. calere, 'esquentar', e o segundo do lat. frigidu, 'frio'; ou seja, quente e frio.]“

O que acontece é que a “criançada” de casa tá atacada. Primeiro o Erik pegou uma virose e se desidratou. Depois foi a vez do Jean, que só não desidratou porque já corremos com ele pra medicar. Agora foi a criança grande aqui. Foi uma linda noite, treze horas de cama e colocando os bofes pra fora. Pra quem me conhece e sabe que eu durmo só umas poucas horas por noite sabe que estou me sentindo como se um rolo compressor tivesse passado por cima de mim. E dado ré. Duas vezes.

Mas o pior foram os calafrios. Não tem como descrever, pois é uma sensação pra lá de horrível. A gente tem a impressão de que nunca mais vai conseguir sentir calor de novo. Qualquer semelhança com os dementadores de Harry Potter NÃO é mera coincidência.

Agora estamos aqui, de volta ao trabalho, pois ficar em casa seria pior. Basta que eu mantenha o estômago vazio e tudo vai ficar bem. Espero.

Tirinha do dia:
Desventuras de Hugo...


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