O Planeta dos Macacos: a Origem

E então, em plena segundona, entre sair para “jantar” um lanche ou algum pedaço de pizza – até porque tava quente pra dedéu e caldinho não rolava – resolvi que o cardápio seria bem mais simples. Pipoca. Doce por baixo e salgada por cima. Com muita manteiga. E onde conseguir tal iguaria senão no cinema? 😀

Rápida consulta à lista disponível: O Planeta dos Macacos: a Origem. Tocou sininhos e me pareceu bastante interessante! Pode parecer meio esquisito para as “gerações mais novas”, mas existe todo um contexto por trás desse filme.

A primeira referência data do início de 1968 – e não, nem mesmo EU era nascido ainda… Trata-se do filme baseado no romance La planète des singes, de Pierre Boulle.

Foi o primeiro e clássico filme em que o ator Charlton Heston, viajante espacial, acreditava ter pousado num planeta dominado pelos macacos e onde os humanos eram a espécie inferior, escravos dos símios de então. Basicamente lembro-me que os chimpanzés eram os dóceis cientistas, os orangotantos eram os cidadãos respeitáveis, enquanto que os gorilas faziam parte da classe militar. Ao final do filme o intrépido astronauta acaba descobrindo que na realidade tinha mesmo era viajado no tempo e aquele era o próprio planeta Terra, num futuro incerto e apocalíptico. A antológica cena final em que descobre a Estátua da Liberdade é memorável…

Esse filme rendeu quatro outros longa metragens – um pior que o outro – todos da primeira metade da década de setenta.

Face o bom argumento (e apesar do desastre dos filmes), também desse início de década veio a série televisiva – que passava nos sábados à tarde cá nestas terras tupiniquins. Era divertido acompanhar as aventuras dos astronautas, juntamente com “macacos renegados” que se espantavam sempre que descobriam algo que os humanos tinham sido capazes de inventar em tempos imemoriais!

Houve, ainda, uma série de desenhos “desanimados” que, de tão tosca, recuso-me a falar…

Já em 2001 Tim Burton resolveu fazer um remake do filme original.

Nessa nova versão de Planeta dos Macacos – essa sim muito boa por sinal – a estória variava um pouco, mas o impacto era o mesmo. No caso o astronauta intepretado por Mark Wahlberg parte para investigar os efeitos de uma estranha tempestade eletromagnética a bordo de uma pequena nave e também para procurar seu chimpanzé de estimação que havia se perdido nessa mesma tempestade, pois os macacos eram treinados para pilotar pequenas cápsulas espaciais de reconhecimento e o chimpanzé Péricles acaba sendo tragado por uma fenda temporal no espaço. Ao ir em direção à tempestade, o astronauta se perde também sendo sugado para seu interior e acaba aterrissando num planeta selvagem dominado por macacos ferozes e inteligentes. Daí em diante a trama se desenrola, sempre nas competentes mãos de Tim Burton, com ótimas surpresas até o final do filme…

E agora, em 2011, dez anos depois do último filme sobre esse tema, eis que somos brindados com O Planeta dos Macacos: a Origem.

A trama da nova versão fala sobre o jovem cientista interpretado por James Franco que trabalha em uma grande corporação da indústria farmacêutica conduzindo uma pesquisa genética na busca do desenvolvimento de um vírus benigno para encontrar uma cura para o Alzheimer, pois seu pai sofre dessa doença – o que resulta em ótimas sequências dramáticas… Tá, tá, chorei sim – e daí?

Bem, antes de começar a fazer experiências com seres humanos para testar uma nova (e lucrativa) droga os experimentos são conduzidos em chimpanzés. Por uma série de motivos aparentemente deram com os burros n’água – à exceção de um bebê chimpanzé, que passou a ser criado pelo cientista e batizado com o auspicioso nome de César. O restante do filme, com excelentes efeitos especiais na “dramatização” dos macacos, deixarei por conta de vocês mesmos caso queiram assisti-lo…

 
Detalhe: já na sequência final, pouco depois do início dos letreiros, impossível não fazer uma analogia direta de como o vírus da AIDS se espalhou pelo mundo...

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