Arquivos de maio/2009

Python para desenvolvedores

quinta-feira, 28 de maio de 2009, às 14:52

Via RSS lá do BR-Linux cheguei no ARK4N, onde soube que “O Luiz Eduardo Borges, está disponibilizando para o acesso, sob licença CC, o seu excelente livro “Python Para Desenvolvedores”. É o primeiro livro de autoria nacional sobre o assunto a ser distribuído nessa licença. / Luiz Eduardo Borges é analista de sistemas da Petrobras, com pós-graduação em Ciência da Computação pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro.”

Caso alguém mais queira aprender, o link para download está aqui.

Já baixei o meu e garanto que é bem didático…

Falta raciocínio aos (futuros) advogados…

quinta-feira, 28 de maio de 2009, às 11:43

Direto lá do Clipping da AASP (grifei pra caramba):

88% dos candidatos à OAB-SP são reprovados

Em sua primeira participação no exame unificado nacional, a seccional paulista da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) registrou o maior índice de reprovação de candidatos de sua história: 88% não conseguiram passar da primeira fase.

No ranking brasileiro, São Paulo só ficou à frente de Mato Grosso (88,2%) e Amapá (88,4%), dentre as 26 unidades que aderiram à prova única. Apenas a seccional de Minas Gerais mantém seu próprio exame para bacharéis candidatos a exercer a advocacia.

O resultado surpreendeu a cúpula da seccional paulista. Apesar de não admitirem abertamente, os advogados esperavam alta no índice de aprovação com o exame unificado, porque consideravam a prova paulista muito rigorosa. A reprovação no exame de 2007, o último com índice confirmado pela OAB-SP, foi de 68%.

Para Marcelo Cometti, coordenador do curso preparatório do Complexo Jurídico Damásio de Jesus, essa expectativa pode ter influenciado na preparação da prova.

“A prova do Cespe [empresa que aplica o exame] veio mais difícil que o usual. Acho que quiseram mostrar para São Paulo que a prova deles é tão ou mais difícil”, afirmou ele.

Para o presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D’Urso, e o presidente da Comissão de Estágio e Exame de Ordem da OAB-SP, Braz Martins Neto, o resultado reflete a “mercantilização” do ensino jurídico no país, em especial em São Paulo.

“É o mesmo exame aplicado no país inteiro. Alguns Estados foram acima da média, como Sergipe, com 33% [de aprovação]. A rigor, isso demonstra que o problema não está na prova, e sim na falta de preparo suficiente de uma parcela dos bacharéis”, afirmou D’urso.

Na opinião de Cometti, os candidatos paulistas tiveram alguma dificuldade na prova não por culpa das instituições de ensino nem do conteúdo ensinado, mas na própria formação básica.

“A prova exigiu maior capacidade de interpretação de texto e relacionar disciplinas, ou seja, raciocínio. A prova da OAB-SP era mais de decoreba.”

A segunda fase será em 28 de junho, com redação de peça jurídica e cinco questões práticas. Segundo Martins Neto, a expectativa é que, do total dos 18.925 inscritos inicialmente, apenas 5% sejam aprovados. Ou seja: 946 pessoas.

Sistema de cotas

quinta-feira, 28 de maio de 2009, às 6:43

Curioso. Ainda ontem estava proseando sobre isso. Mas saibam que meu posicionamento pessoal é que essa questão das cotas foi uma das maiores besteiras já idealizadas em termos de legislação nacional. Concordo plenamente com o posicionamento do Deputado citado na nota abaixo – tanto que grifei.

TJRJ – Lei que prevê o sistema de cotas nas universidades estaduais é suspensa

Publicado em 26 de Maio de 2009 às 12h03

Estão suspensos os efeitos da Lei estadual 5.346, do ano de 2008, que prevê o sistema de cotas para o ingresso de estudantes carentes nas universidades estaduais. A decisão é do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio, que concedeu ontem, dia 25, uma liminar ao deputado estadual Flávio Nantes Bolsonaro. Ele propôs ação direta de inconstitucionalidade contra a lei de autoria da Assembléia Legislativa do Rio (Alerj).

O deputado, que também é advogado, defendeu a ação no plenário do Órgão Especial. A Lei estadual tem o objetivo de garantir vagas a negros, indígenas, alunos da rede pública de ensino, pessoas portadoras de deficiência, filhos de policiais civis e militares, bombeiros militares e inspetores de segurança e administração penitenciária, mortos ou incapacitados em razão do serviço.

Segundo o parlamentar, há, hoje em dia, discriminação entre cotistas e não-cotistas nas universidades que adotam o sistema. “A lei é demagógica, discriminatória e não atinge seus objetivos. O preconceito existe, não tem como negar, mas a lei provoca um acirramento da discriminação na sociedade. Até quando o critério cor da pele vai continuar prevalecendo? A ditadura do politicamente correto impede que o Legislativo discuta a questão”, ressaltou.

O Relator do processo, Desembargador Sérgio Cavalieri Filho, votou pelo indeferimento da liminar. Segundo ele, tal política de ação afirmativa tem por finalidade a igualdade formal e material. “A sociedade brasileira tem uma dívida com os negros e indígenas”, salientou. No entanto, o Órgão Especial decidiu, por maioria dos votos, deferir a liminar, suspendendo os efeitos da lei. O mérito da ação ainda será julgado.

Nº do Processo: 200900700009

Fonte: Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

Aliás, em termos de “dívida para com a sociedade”, então cadê a cotinha dos amarelos e alemães que foram discriminados na época da Segunda Guerra Mundial? Em função da participação de seus povos na guerra, no Brasil existiam “guetos” onde os japoneses deveriam viver concentrados e sob o controle do Estado. Aliás, meu próprio tio-avô, José Claudino Nunes (*1888 / +1953), ainda que descendente de portugueses, por ser loiro e de olhos azuis somente podia circular por aí carregando um “salvo conduto” para provar que não era alemão…

Ana Clara

quarta-feira, 27 de maio de 2009, às 5:38

Que mais posso dizer, senão parabéns Sheila e Rodrigo!

E, é lógico, bem-vinda Ana Clara!

Realidade nada virtual

segunda-feira, 25 de maio de 2009, às 6:05

Dica legal lá do Zumo. Vale a pena ver até o final – ainda que você não entenda um pingo de inglês… Trata-se de um papo rápido com Gonzalo Martinez, diretor de pesquisas estratégicas da Autodesk, que demonstra uma solução (ainda em testes) de realidade aumentada aplicada ao computador.

Mark Twain

sexta-feira, 22 de maio de 2009, às 5:35

Só para provar que, de fato, tudo pode virar um post, e já em resposta ao copoanheiro Bicarato, eis alguma coisinha sobre Mark Twain, direto da Wikipédia:

Mark Twain, pseudônimo de Samuel Langhorne Clemens, (Florida, 30 de Novembro de 1835 — Redding, 21 de Abril de 1910) foi um escritor, humorista e romancista norte-americano.

Em seu auge, Twain foi a celebridade mais conhecida de sua época. William Faulkner disse que ele foi “o primeiro escritor verdadeiramente americano, e todos nós desde então somos seus herdeiros”. O autor sustentava que o nome “Mark Twain” vinha da época em que trabalhou em barcos a vapor; era o grito que os pilotos fluviais emitiam para marcar (mark) a profundidade das embarcações. Acredita-se que o nome na verdade tenha vindo de seus dias de abandono no oeste, quando ele pedia dois drinks e falava para o atendente do bar “marcar duplo” (“mark twain”) em sua conta. A origem verdadeira é desconhecida. Além de Mark Twain, Clemens também usou o pseudônimo “Sieur Louis de Conte”.

(…)

Samuel Langhorne Clemens nasceu na localidade de Flórida, Missouri, o terceiro dos quatro filhos sobreviventes de John e Jane Clemens.

Ainda bebê, mudou-se com a família para a cidade ribeira de Hannibal, também no Missouri. Foi deste lugar e de seus habitantes que o autor Mark Twain tiraria a inspiração para seus trabalhos mais conhecidos, especialmente “As Aventuras de Tom Sawyer” (“The Adventures of Tom Sawyer”) (1876).

(…)

O romance “Adventures of Huckleberry Finn” é considerado em geral a mais importante contribuição de Twain para a literatura, como disse Ernest Hemingway:

“Toda a literatura moderna americana adveio de um único livro de Mark Twain chamado “Huckleberry Finn” (…) Não havia nada antes. Não houve nada tão bom desde então.”

Twain começou como um escritor de versos leves e bem humorados; terminou como um cronista quase profano das frivolidades, hipocrisias e atos de matança cometidos pela humanidade. “Huckleberry Finn”, no meio dessa trajetória, foi uma combinação de humor denso, narrativa trabalhada e críticas sociais praticamente imbatível em toda literatura mundial.

Ele era um mestre em emular o coloquialismo, ajudando a criar e popularizar uma literatura distintivamente americana, baseada nos temas e no idioma de seu país.

(…)

A sorte de Twain começou então a entrar em declínio; em seus últimos dias ele se tornou um homem bastante deprimido, mas ainda assim capaz. Tornou-se célebre sua resposta ao New York Journal após a equivocada divulgação prematura de seu obituário: “Os relatos sobre minha morte foram desmedidamente exagerados”, dizia a missiva datada de 2 de Junho de 1897.

(…)

Ele escreveu em 1909, “Eu cheguei com o Cometa Halley em 1835. Ele vai voltar ano que vem, e eu espero que leve-me junto”. O cometa pode ser visto nos céus a cada 75-76 anos. Estava visível em 30 de Novembro de 1835, quando Twain nasceu, e também em 21 de Abril de 1910, quando ele morreu.

E eis, também, um link para um de seus livros mais famosos, Tom Sawyer – só que, este, em quadrinhos…

Novo fã do Ubuntu

sábado, 16 de maio de 2009, às 7:28

John C. Dvorak*, da INFO (grifos meus…)

No último mês eu me tornei um grande fã do Ubuntu 8.10 e estou quebrando a cabeça para descobrir por que as grandes empresas ainda não adotaram essa distribuição Linux em todas as suas máquinas. Os milhões de dólares gastos todos os anos com licenças do Windows poderiam ser economizados. E pesquisas do IDC preveem que 2009 será o ano do Linux devido à crise econômica.

No passado, havia tantas particularidades que alguns programas que rodavam em uma distribuição não rodavam em outra, além de todos os problemas com drivers e outras chateações. O Ubuntu 8.1 fez o melhor trabalho, criando um sistema que é compatível com a maioria das máquinas e que roda as aplicações mais populares sem que o usuário tenha qualquer preocupação com drivers. Nunca vi nada melhor e acredito que essa é a primeira distribuição Linux que está pronta para o papel principal tanto no escritório quanto em casa.

Outro problema que atrapalhava o Linux era a falta de uma boa suíte de programas para escritório. Às vezes as pessoas apontavam o OpenOffice.org como uma solução. Mas nunca gostei dele e da desorganização dos seus menus. O clone do PowerPoint do OpenOffice, aliás, era uma ofensa. Alguns desses probleminhas já foram consertados, mas, de qualquer forma, existem soluções melhores por aí.

Há numerosas opções de programas de escritório para Linux e duas delas são realmente notáveis. O AbiWord, que vem junto com o Ubuntu, copia com perfeição o estilo do Word 2003. Só uso ele agora. Se você precisar de algo mais elaborado, pode optar pelo Haansoft Office (49 dólares). Ele imita sem pudor todas as qualidades da suíte do MS-Office, incluindo o PowerPoint. Além de tudo isso, o Ubuntu traz outra vantagem. A maioria das empresas e das pessoas gasta cerca de 50 dólares comprando programas de proteção contra vírus e malware. A medida é desnecessária para quem usa Linux.

Deixe os ataques virem, todos eles estão mirando a Microsoft. O fato relevante é que, como sabemos bem, a Microsoft não é agressiva no desenvolvimento dos seus produtos quando não há competição. A década de estagnação pela qual passou o Office foi mais do que suficiente para que cada empresa asiática ou européia conseguisse criar cópias idênticas do produto da Microsoft. Me espanta o fato de os donos de empresas continuarem a pagar por um monte de código velho. Assumo que muita gente não sabe o que é melhor. Mas com essa crise econômica, eles vão aprender.

A filosofia da Microsoft de dominar o mercado e depois ficar parada, ordenhando a vaquinha dos lucros até que ela seque, contrasta com o comportamento de empresas como a Adobe, que sempre vai melhorando agressivamente os seus produtos. Para mim, é claro que, depois dessa versão do Ubuntu, acabaram-se os dias em que a Microsoft não fazia nada relevante com seu sistema operacional. Eles precisam produzir algo novo e com recursos interessantes. Mas será que vão conseguir?

* John C. Dvorak é um colunista norte-americano e divulgador nas áreas de tecnologia e informática. Iniciou carreira em 1980, como colunista de diversas revistas. Pelo menos desde 1994, o peso de sua influência, de “mais famoso jornalista de informática e computadores” é conhecido por seus artigos especulativos e provocadores.

Tenshi no hiza makura

quinta-feira, 14 de maio de 2009, às 13:31

Direto lá do Zumo

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Depois do assento sanitário eletrônico, uma empresa japonesa cria mais uma novidade nessa área onde a tecnologia ocidental não evoluiu muito: o Tenshi no Hiza Makura, um acessório que permite que uma pessoa do sexo masculino tire a água do joelho de maneira mais asseada.

Segundo uma pesquisa realizada pela Panasonic no Japão em 2007, cerca de 51 % dos homens no japão entre 30 ~ 60 anos já tiram a água do joelho sentados no vaso, um número 30% maior que em 2004 e que tende a aumentar a cada ano. Li outro dia no Japan Times que as donas de casa estão pedindo para que seus esposos mudarem seus hábitos, o que também pode minimizar os desentendimentos causados pela polêmico hábito de deixar a tampa do assento levantada, contribuindo para a harmonia do lar.

A Panasonic explicou que esse hábito reduz em muito a produção de respingos que voam para fora do vaso, mantendo sua parte interna (e os arredores) mais limpo.  Obviamente a dispersão de líquidos varia de acordo com a altura, direção e a pontaria daqueles que praticam essa atividade regularmente. Se o indivíduo libera de pé algo como 400 ml de líquido na parte central do vaso, a dispersão de respingos fica em torno de 85, enquanto que se esse número pode subir para 207 até 311 se o fluxo for apontado para outras partes do vaso. Sendo que cada um deles terá que ser removido por alguém que,  normalmente, não foi o autor da façanha.

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Baseado nessas informações a Kaiteki Raifu Kenkyusho lançou um curioso acessório na forma de um suporte que ajuda a pessoa a tirar a água do joelho numa posição mais baixa, ou seja, literalmente ajoelhado:

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A engenhoca custa 5.800 ienes (~R$ 122) no Japão. Uma versão mais simples (abaixo) sai por 4.800 ienes (R$ 101) e pode ser encontrado aqui.

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Momento cultural Zumo:

Não consegui pensar numa boa tradução para  Tenshi no Hiza Makura já que Tenshi seria algo como “anjo” ou mais “exatamente mensageiro do céu” e hiza makura seria algo como “almofada de joelho” o que se encaixa no conceito desse produto, mas eu não sei onde a criaturinha celeste entraria nessa história.

Também existe o termo “hizamakura” mas isso pra mim é coisa de japonês tarado. Pesquise no Google por sua conta e risco.

Kevin Hideaki Miura Andrade

quarta-feira, 13 de maio de 2009, às 22:00

Sim, meu filho. Este é seu nome. E não se iluda, pois é um nome forte, com bons presságios, escolhido carinhosamente por mim e por sua mãe. Todos os detalhes foram pensados, desde a preservação de sua herança japonesa, a continuidade dos nomes de nossas famílias, passando pela numerologia e até mesmo prevendo uma facilidade de pronúncia e comunicação em qualquer parte do mundo.

E tudo isso bem antes de seu nascimento, que se deu no dia 13 de maio do ano de 1.999, exatamente às 13 horas e 2 minutos – como se para homenagear os dias do aniversário de sua mãe e meu…

dez anos atrás.

Me parece que foi ainda ontem, quando corremos para o hospital, todo o nervosismo e insegurança de nosso primeiro filho. Nosso primogênito. E lá veio você, lindo, perfeito, saudável. Não sei se ainda lembra do hemangioma, uma espécie de “manchinha” que você tinha na perna e que acabou sumindo com o tempo. Já naquele momento foi nossa primeira preocupação com sua saúde. Outras vieram. Sustos e correrias. O maior desespero de minha vida quando, por causa de uma febre muito forte, você teve convulsões. Parou de respirar. Não sabia o que fazer. Não sabia o que seria de minha vida sem você. Mas, graças ao bom Deus, passou.

Tudo passa. As broncas, os castigos, as manhas. Só não passa minha preocupação. Nunca. Sempre me preocuparei com você. Sempre pensarei em você. Sempre. Todo o tempo, o tempo todo.

E, dentre tantas surpresas, lá se vão dez anos. Quase um adolescente. Novas descobertas, novos interesses, novas aventuras, novas metas. E quero participar de tudo isso com você. Quero compartilhar. Quero viver e continuar vivo através de você, de seus olhos de seus pensamentos.

Mas também tenho trabalho a fazer. Longe. De avião e o dia inteiro. Não sei se conseguirei voltar a tempo para, ainda hoje, lhe dar o merecido abraço pelo seu aniversário. Mas tenha certeza de que estarei presente em espírito, assim como você estará presente em meus pensamentos. Como sempre está.

Te amo, meu filho.

Mais do que você possa supor ou imaginar.

Deste seu velho pai, que sofre por estar ausente,

Adauto de Andrade

Em 13 de maio de 2.009.


E este sou eu, antes mesmo de meus dez anos…

Falsa moral

terça-feira, 12 de maio de 2009, às 6:10

Não!

A pretensa “falsa moral” não é por parte dos personagens do filme “Os Intocáveis”. A imagem acima é apenas para ilustrar um ponto de vista. Mas vejamos a notícia (direto do clipping do IOB Jurídico):

STF – Ministro nega liberdade a comerciante de CDs e DVDs piratas

Publicado em 11 de Maio de 2009 às 14h25

O Ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), indeferiu liminar em Habeas Corpus (HC 98898) para L.C.B., condenado pela prática de crime contra a propriedade imaterial, como pequeno comerciante de CDs e DVDs copiados sem a autorização do titular do direito autoral.

O comerciante foi surpreendido por policiais com a posse de 180 CDs “piratas” de diversos títulos e intérpretes. Laudo pericial comprovou que os CDs eram cópias não autorizadas para comercialização. L.C.B. foi então condenado a dois anos de reclusão, em regime semiaberto, e multa, pela prática de violação de direito autoral.

A Defensoria Pública de São Paulo alegou que a conduta é socialmente adequada, “visto que a sociedade não recrimina quem pratica a venda de CDs e DVDs reprografados e sim estimula cada vez mais a sua prática, dados os altos preços dos CDs e DVDs insuscetíveis de serem adquiridos pela grande maioria da população”.

Também afirmou que os pequenos contrafatores, por força do princípio da adequação social, não estão abrangidos pela norma do art. 184 do Código Penal e que somente os grandes contrafatores estariam sujeitos às penas do referido artigo da Lei Penal, pois estes sim colocariam em risco os direitos autorais.

Na decisão, o Ministro negou o HC depois de transcrever o teor do acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), segundo o qual “mostra-se inadmissível a tese de que a conduta do paciente é socialmente adequada, pois o fato de que parte da população adquire produtos não tem o condão de impedir a incidência, diante da conduta praticada”.

Para Lewandowski, a análise que se faz possível nessa fase processual – análise do pedido de liminar – não permite identificar as excepcionais hipóteses que autorizariam a concessão do pleito.

Processo relacionado: HC 98898

Fonte: Supremo Tribunal Federal

Na realidade não tenho muito mais a dizer.

Mas sim a mostrar.

Alguém por aí ainda lembra daquela clássica (antológica?) cena em que os ditos intocáveis vão dar uma batida em um depósito de bebidas? Ninguém sabia onde ficava. Ninguém? Todo mundo sabia. Bastava atravessar a rua. Bastava querer. A falsa moral a que me refiro – relacionada à notícia – é, literalmente, destruir a vida de um pobre coitado em função de sua “conduta socialmente inadequada”.

Ora, façam-me o favor!

Ou que regulamentem ou que prendam todo mundo.

Mas que não me venham com essa historinha pra boi dormir!

É simplesmente ridículo.

E chega.

Já falei demais.

Seguem algumas cenas do filme para os desmemoriados de plantão…