Arquivos de abril/2008

Engravatando

quarta-feira, 30 de abril de 2008, às 6:51

Outro dia meu filhote mais velho, já do alto de seus oito anos um contumaz leitor de gibis, enquanto eu me preparava para sair e tinha minha usual sessão de engravatamento, veio me contar que havia lido recentemente uma estorinha que falava de gravatas. Contou com detalhes e achei curioso. Pedi que achasse a revistinha para que eu pudesse dar uma olhada.

Ele não só achou como também já aproveitei e copiei para compartilhar com vocês.

Heh… Na verdade conheço MUITA gente que precisaria de um Cebolinha para seu dia-a-dia…

Qual é a música?

terça-feira, 29 de abril de 2008, às 5:25

Ctrl-C & Ctrl-V lá do site do Gastón:

Queria saber em que parte do nosso cérebro fica o ipod. Sim, vai lá nos livros de anatomia, você vai ver que seu cérebro é composto de córtex, cerebelo, tronco encefálico, hipotálomo, glândula pituitária e ipod nano.

Caramba, então de onde raios vem aquelas músicas que grudam na minha cabeça?

Só pode ter um ipod nano. Ou então o Maestro Zezinho mora dentro dos meus neurônios. Será?

Esses dias eu tenho passado horas cantando duas músicas em especial*. Sempre os mesmos trechos que se repetem incessantemente no pensamento. E, claro, as vezes escapam pela boca. Meu ipod da cachola tá com o botão repeat acionado. E quebrado.

O mais legal é que a pirataria também rola solta nos ipods cerebrais. Experimenta cantar alto a sua música grudenta pra ver se todo mundo que tá em volta também não fica com ela na cabeça? Pois é conexão Wi-Fi. Ruim é quando alguém te passa uma música brega. Porque essas não há cristo que apague. Aí você é obrigado a ficar ouvindo porcaria o dia todo.

Não tem jeito. Música, idéia e gente, quando dá pra ser boa, lota o HD. Andei fazendo uma bela limpeza. Cansei de umas músicas, botei em prática minhas idéias e deletei um monte de gente que não presta.

Sempre bom abrir espaço na memória pra coisas novas.

*Hard Rain (Shout out Louds) e Match Box (The Kooks)

Cadastro Nacional de Adoção

segunda-feira, 28 de abril de 2008, às 14:05

Uma boa medida. Espero sinceramente que não se perca na usual burrocracia e que efetivamente funcione. De se destacar que uma medida dessas só se torna possível em função do atual estado da técnica em que chegamos com relação à tecnologia da informação. A notícia completa, que peguei pelo Clipping da AASP, pode ser lida aqui.

Um passo contra a burocracia e a falta de informação sobre crianças que esperam ser adotadas e adultos que pretendem adotá-las será dado na próxima terça-feira com o lançamento do Cadastro Nacional de Adoção, o primeiro banco de dados sobre o assunto do País.

O cadastro pretende reunir, em seis meses, informações completas sobre os pretendentes de um lado e de outro. Uma das principais vantagens da iniciativa é unificar as listas e evitar que elas fiquem restritas às comarcas, que em geral abrangem um município ou região, como acontece atualmente.

Com o cadastro, idealizado e coordenado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), os candidatos a pais não precisarão mais fazer inscrições separadas em cada comarca onde gostariam de avançar no processo de adoção. Os interessados em adotar uma criança de qualquer ponto do País poderão encontrar um filho no outro extremo com a consulta ao cadastro que será feita pelos juízes da Infância e da Adolescência.

Perigoso meliante

segunda-feira, 28 de abril de 2008, às 13:17

Direto do blog da amiga virtual Cláudia:

Minha amiga tem um amigo cujo pai já está mais que gagá. Eles moram no interior e todo o bairro já o conhece e sabe que ele se perde, então quando um vizinho o vê sozinho na rua, trata logo de recolher e levar de volta pra casa.

Um dia, um policial o encontrou, levou para a delegacia e de lá ligou para o filho ir buscá-lo.

O filho chega na delegacia e encontra o pai sentado na cadeira, cabisbaixo. Ele chama pelo pai que, ao ouvir a voz do filho, levanta a cabeça e olha pra ele surpreso:

- ô, meu filho! pegaram ocê também????

* A categoria escolhida é essa mesmo – é que nossos “velhinhos” muitas vezes podem dar MUITO mais trabalho que nossas crianças…

Boteco’s Bar

domingo, 27 de abril de 2008, às 5:54

Mais uma vez, copiado descaradamente do site do jornalista e copoanheiro Bicarato, que postou lá outro dia. Eu diria que esse texto é e-xa-ta-men-te a minha cara… Afinal, adoro um Boteco’s Bar!

Bar ruim é lindo, bicho

Antonio Prata

Eu sou meio intelectual, meio de esquerda, por isso freqüento bares meio ruins. Não sei se você sabe, mas nós, meio intelectuais, meio de esquerda, nos julgamos a vanguarda do proletariado, há mais de cento e cinqüenta anos. (Deve ter alguma coisa de errado com uma vanguarda de mais de cento e cinqüenta anos, mas tudo bem.)

No bar ruim que ando freqüentando ultimamente o proletariado atende por Betão – é o garçom, que cumprimento com um tapinha nas costas, acreditando resolver aí quinhentos anos de história.

Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos ficar “amigos” do garçom, com quem falamos sobre futebol enquanto nossos amigos não chegam para falarmos de literatura.

– Ô Betão, traz mais uma pra a gente – eu digo, com os cotovelos apoiados na mesa bamba de lata, e me sinto parte dessa coisa linda que é o Brasil.

Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos fazer parte dessa coisa linda que é o Brasil, por isso vamos a bares ruins, que têm mais a cara do Brasil que os bares bons, onde se serve petit gâteau e não tem frango à passarinho ou carne-de-sol com macaxeira, que são os pratos tradicionais da nossa cozinha. Se bem que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, quando convidamos uma moça para sair pela primeira vez, atacamos mais de petit gâteau do que de frango à passarinho, porque a gente gosta do Brasil e tal, mas na hora do vamos ver uma europazinha bem que ajuda.

Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, gostamos do Brasil, mas muito bem diagramado. Não é qualquer Brasil. Assim como não é qualquer bar ruim. Tem que ser um bar ruim autêntico, um boteco, com mesa de lata, copo americano e, se tiver porção de carne-de-sol, uma lágrima imediatamente desponta em nossos olhos, meio de canto, meio escondida. Quando um de nós, meio intelectual, meio de esquerda, descobre um novo bar ruim que nenhum outro meio intelectuais, meio de esquerda, freqüenta, não nos contemos: ligamos pra turma inteira de meio intelectuais, meio de esquerda e decretamos que aquele lá é o nosso novo bar ruim.

O problema é que aos poucos o bar ruim vai se tornando cult, vai sendo freqüentado por vários meio intelectuais, meio de esquerda e universitárias mais ou menos gostosas. Até que uma hora sai na Vejinha como ponto freqüentado por artistas, cineastas e universitários e, um belo dia, a gente chega no bar ruim e tá cheio de gente que não é nem meio intelectual nem meio de esquerda e foi lá para ver se tem mesmo artistas, cineastas e, principalmente, universitárias mais ou menos gostosas. Aí a gente diz: eu gostava disso aqui antes, quando só vinha a minha turma de meio intelectuais, meio de esquerda, as universitárias mais ou menos gostosas e uns velhos bêbados que jogavam dominó. Porque nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos dizer que freqüentávamos o bar antes de ele ficar famoso, íamos a tal praia antes de ela encher de gente, ouvíamos a banda antes de tocar na MTV. Nós gostamos dos pobres que estavam na praia antes, uns pobres que sabem subir em coqueiro e usam sandália de couro, isso a gente acha lindo, mas a gente detesta os pobres que chegam depois, de Chevette e chinelo Rider. Esse pobre não, a gente gosta do pobre autêntico, do Brasil autêntico. E a gente abomina a Vejinha, abomina mesmo, acima de tudo.

Os donos dos bares ruins que a gente freqüenta se dividem em dois tipos: os que entendem a gente e os que não entendem. Os que entendem percebem qual é a nossa, mantêm o bar autenticamente ruim, chamam uns primos do cunhado para tocar samba de roda toda sexta-feira, introduzem bolinho de bacalhau no cardápio e aumentam cinqüenta por cento o preço de tudo. (Eles sacam que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, somos meio bem de vida e nos dispomos a pagar caro por aquilo que tem cara de barato.) Os donos que não entendem qual é a nossa, diante da invasão, trocam as mesas de lata por umas de fórmica imitando mármore, azulejam a parede e põem um som estéreo tocando reggae. Aí eles se dão mal, porque a gente odeia isso, a gente gosta, como já disse algumas vezes, é daquela coisa autêntica, tão Brasil, tão raiz.

Não pense que é fácil ser meio intelectual, meio de esquerda em nosso país. A cada dia está mais difícil encontrar bares ruins do jeito que a gente gosta, os pobres estão todos de chinelos Rider e a Vejinha sempre alerta, pronta para encher nossos bares ruins de gente jovem e bonita e a difundir o petit gâteau pelos quatro cantos do globo. Para desespero dos meio intelectuais, meio de esquerda que, como eu, por questões ideológicas, preferem frango à passarinho e carne-de-sol com macaxeira (que é a mesma coisa que mandioca, mas é como se diz lá no Nordeste, e nós, meio intelectuais, meio de esquerda, achamos que o Nordeste é muito mais autêntico que o Sudeste e preferimos esse termo, macaxeira, que é bem mais assim Câmara Cascudo, saca?).

– Ô Betão, vê uma cachaça aqui pra mim. De Salinas quais que tem?

Brega Jurídico

quinta-feira, 24 de abril de 2008, às 7:00

Essa veio lá do blog Pepe ponto rede, que escreveu um post bem bacana sobre o que considera Brega Jurídico. Lembro-me que já comentei algo sobre isso bem aqui. Em seu texto o autor destacou que “o brega é visceralmente democrático, não é próprio de nenhuma tribo específica da República dos Bacharéis, ele contagia todo mundo: juízes, promotores, advogados, funcionários judiciários, estudantes, estagiários e até peritos”.

Um de seus sintomas, para tentar um falso ar de neutralidade, é a larga utilização da fonte Times New Roman e, ainda da Courier New. Heh… Conheço alguns sujeitos que só se utilizam dessas (ainda bem que estou na Arial)…

E, após, num segundo post, o autor revelou que muita, mas muita gente mesmo, escreveu – ou até mesmo ligou – para reclamar contar que não sabiam que eram bregas. E é onde conclui: “Brega é pensar que sabe mais do que os outros; brega, enfim, é não ter cuidado com a sensibilidade alheia, inclusive com a sensibilidade lingüística. Tentando arrancar, assim, a nossa carapuça, brega somos todos nós e essa nossa linguagem judiciária, que ricocheteia, perdida, entre a retórica e a equidade, sem saber por onde escapulir.”

E, lá em seu site (onde constam os devidos créditos), ele se incumbiu de fazer um dicionariozinho do brega jurídico, onde já constam as seguintes colaborações:

- A duas
- A uma
- Achega pretoriana
- Aresto Doméstico
- Arqui-sabido
- Autarquia ancilar
- Caderno Probatório
- Consideração postrema
- Consonar-se
- Contérminos Hieráticos
- Dar ensanchas
- Denota-se
- Desabrochar da operação cognitiva
- Digesto Obreiro
- Douto Louvado
- Em ressunta
- Entendimento turmário
- Entranhas Meritórias
- Ergástulo Público
- Escólio
- Exordial
- Frontear
- Grassar controvérsias
- Indigitado
- Juiz Autóctone
- Juiz de Piso
- Lado outro
- Matéria Abojada
- Meritíssima Vara
- Nada obstante
- Oferecer armês ao assuntado
- Ombrear
- Operador do direito
- Perfunctório
- Perlustrar os autos
- Peça Atrial
- Peça de Arranque
- Peça Gênese
- Peça Incoativa
- Peça Increpatória
- Peça Ovo
- Peça Primeva
- Peça Prodrômica
- Peça Pórtico
- Peça Umbilical
- Peça Vestibular
- Plano zetético
- Preexcelso Paracleto
- Pronunciamento Fósmeo
- Recurso Prepóstero
- Remédio heróico
- Renhidas porfias
- Repositório Adjetivo
- Sentença guerreada
- Sentença Vergastada
- Serôdio
- Sodalício
- Supedâneo
- Trazer à liça
- Tudo joeirado
- Ventre dos autos

Assim, se você usa ou já usou algumas das expressões acima, saiba que pode tranquilamente se considerar um integrante do mundo do Brega Jurídico.

Particularmente percebi que eu uso um monte… Merda!

Pena literária

quarta-feira, 23 de abril de 2008, às 14:37

Não sei se a convivência tem transformado o amigo e copoanheiro Bica de jornalista em juridicausista ou tem me transformado de juridicausista em jornalista… Mas o que acontece é que ultimamente estamos até que bem sintonizados!

Essa vai na íntegra, direto lá do Alfarrábio:

Mário Azevedo Jambo — só sei que é juiz federal, lá no Rio Grande do Norte, mas já virei fã do cara. Já que a gente tá acostumado a meter o pau nos juízes & cia, taí um exemplo bacana. Direto da Folha:

Por que obras de Guimarães Rosa e Graciliano Ramos?
Jambo – O Judiciário não pode ficar na mesmice. O que percebo é que essas pessoas acabam voltando [ao crime]. Temos que criar mecanismos que permitam uma reflexão aos acusados. E por que as obras? Elas têm vínculo com o crime em si. Eles não são pobres. Nada como ler um “Vidas Secas” para perceber o que é vida dura.

Explicando: sob o título *Juiz solta hackers, mas exige que leiam obras clássicas* (hackers ou crackers? a imprensa nunca vai aprender), a reportagem conta que o juiz concedeu liberdade provisória pra três acusados de roubar senhas pela internet. Só que os carinhas vão ter que ler e resumir, de próprio punho, dois clássicos a cada três meses. E, de cara, o juiz mandou eles lerem nada menos que *A hora e a vez de Augusto Matraga*, do Guimarães Rosa, e *Vidas Secas*, do Graciliano Ramos.

Paulo Henrique da Cunha Vieira, 22, Ruan Tales Silva de Oliveira, 23, e Raul Bezerra de Arruda Júnior, 30, foram liberados no dia 17, após nove meses presos por envolvimento na Operação Colossus, da Polícia Federal.

Inclusão digital – marca de um retrocesso

quarta-feira, 23 de abril de 2008, às 9:31

Enquanto todo mundo tenta caminhar para um mundo compartilhado, eis que, sei lá por quais interesses ($$$), órgãos da própria Administração Pública dão um passo para trás. É o que nos conta o Sérgio Amadeu a respeito de um eventual acordo firmado pelo governo da Bahia. Eis, na íntegra:

Enquanto a maior parte dos programas de inclusão digital utilizam software livre, será mesmo verdade que o Governo da Bahia caiu no canto da sereia da micro$oft e assinou um compromisso de retrocesso naquele Estado?

Afetada pelo crescimento do GNU/Linux e da plataforma aberta, a micro$oft buscou oferecer licenças gratuitas para aprisonar os programas educacionais e de inclusão digital a sua plataforma proprietária. O ex-monopólio mundial de software anda até dizendo que aderiu ao open source. Desesperados os dirigentes da empresa de código fechado tentam adquirir o Yahoo para entrar no mundo das redes. No início dos anos 90, Bill Gates dizia que ninguém confiaria em uma rede que não tivesse “dono”. Todavia, o desenvolvimento aberto e não-proprietário da Internet frustou os planos monopolistas de Gates e derrotou a micro$oft no mundo das redes. Hoje, a micro$oft aposta em seu lobby para tentar impedir o avanço da plataforma aberta.

Enquanto o Governo do Paraná e de vários outros Estados avançam na inclusão digital com software livre, será mesmo que o governo da Bahia vai se afundar no Vista? Será que eles vão para um software que exige alto processamento, enormes custos de anti-vírus e a elevação do gasto com hardware? Enquanto o governo federal avança na sua política de software livre que levou somente o Banco do Brasil a economizar mais de 50 milhões somente com o OpenOffice, será que algumas autoridades da Bahia se encantaram com o lobby do ex-monopólio mundial de software para desktop?

Será possível? Mas, até mesmo os Democratas em São Paulo recusaram promover a migração do software livre nos telecentros para windows. Todos sabem que inclusão digital com software proprietário é inviável por representar um grande desperdício de recursos escassos. Se for verdade é também irônico. Foi a gestão anterior que implementou na Bahia o projeto de inclusão digital com software livre. Será o PT que irá retirá-lo?

O pior é que se antes as pessoas acreditavam que os empregos estavam em quem sabia windows, hoje todos sabem que faltam profissionais que conheçam open source. Os empregos e oportunidades crescem muito mais no mundo do software livre. Por isso, o ato do Governo da Bahia seria ainda mais lamentável. Estranho estas pessoas “de esquerda” que se dizem favoráveis a socialização de bens materiais e são contra o compartilhamento do conhecimento. É com elas que ex-monopólio conta para tentar articular sua política tacanha de tentar voltar um dia a ser monopólio.

Veja o link com a matéria sobre o acordo do governo da Bahia com a micro$oft.

Veja o primeiro trecho da matéria:

“Salvador – A colaboração mútua para o desenvolvimento de projetos de inclusão digital na Bahia é o ponto principal de um protocolo de intenções que o governador Jaques Wagner e o presidente da Microsoft Brasil, Michel Levy, assinam, nesta quarta-feira (23), às 14h30, na governadoria (CAB).”

Um brinde ao falecido

terça-feira, 22 de abril de 2008, às 13:50

Então.

Não é a primeira, nem segunda, nem terceira e duvido muito que seja a última vez que elogio os serviços da AASP – Associação dos Advogados de São Paulo em detrimento dos serviços prestados pela própria OAB-SP. Pelo preço valor da anuidade que é paga pelos advogados seus serviços deveriam ser exemplares.

A começar pelas publicações que recebemos. Apesar de ser obrigação de todo e qualquer advogado acompanhar pessoalmente seus processos, na maior parte das vezes esse acompanhamento acaba sendo feito mais pelas publicações do Diário Oficial do Estado que por qualquer outro meio. E invariavelmente o sistema adotado pela OAB me manda mais publicações de homônimos e quase-homônimos que aquelas que me dizem respeito propriamente dito.

Mas dessa vez eles se superaram.

Vejam só:

22/04/2008 – Página: 4575
DJE-1 INST-INT
Cível
RIBEIRÃO PRETO
7ª Vara Cível

414/08 – USUCAPIAO – Movida por TANIA APARECIDA DE ANDRADE em face de ESPOLIO DE ADAUTO ANDRADE – fls. 37: “Emende- se a inicial para juntar aos autos cópia das declarações previstas no art. 1032 do CPC, prestadas no processo de arrolamento do espólio, bem como se foi homologado. após, conclusos. int.” Adv.: (205655/SP) STENIO SCANDIUZZI

Pô, dessa vez recebi algo de um processo em que sequer sou advogado constituído. Nem por homonímia. Pior. O “sistema” entendeu que sou parte. Pior ainda: o falecido…

Sessão nostalgia

segunda-feira, 21 de abril de 2008, às 5:06

Esse vídeo a seguir acompanhou uma boa parte da minha infância – ou será que minha infância é que acompanhou esse vídeo a seguir? Bem, enfim, eis uma boa lembrança que minha primíssima Regina, lá de Santana, resgatou e disponibilizou no Orkut.

E como eu já estava fuçando no Youtube mesmo, acabei encontrando o videozinho de abertura do antigo programa dos Trapalhões. Como eu e o Bica sempre comentamos, nessa época tudo era bem mais engraçado e totalmente politicamente incorreto (o que se percebe já nessa abertura)…

Internet e as eleições municipais

sexta-feira, 18 de abril de 2008, às 6:47

Ontem à noite acompanhei, pela TV Cultura, um debate (ao vivo) pra lá de acalorado no programa Opinião Nacional. O tema: “uso das ferramentas da Internet nas eleições municipais”. Tudo isso em função de um malfadado parecer da assessoria técnica do TSE – Tribunal Superior Eleitoral, mas já, já, voltaremos a falar sobre isso.

Eram seis os debatedores. Sérgio Amadeu e Marcelo Tas dispensam apresentações. Ana Flora França e Silva, Diretora Geral do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, José Américo, Vereador do PT em São Paulo, Julio Someghini, Deputado Federal do PSDB por São Paulo, e Manuela D’Ávila, Deputada Federal do PC do B pelo Rio Grande do Sul – simpaticíssima, 27 aninhos e uma gracinha (não necessariamente nessa ordem).

O grande perrengue da coisa toda é que recentemente a assessoria técnica do Tribunal Superior Eleitoral emitiu um parecer através do qual procuram regular e limitar o acesso e uso da Internet por parte dos candidatos a cargos políticos. Segundo informado pela Ana Flora – que também é doutora advogada de direito jurídico – esse parecer não estaria inovando em absolutamente nada, pois já existiria a Resolução nº 22.718 do TSE, que teria sido, inclusive, elaborada após consulta e apoio de representantes dos partidos políticos, bem como também há a própria legislação eleitoral, Lei nº 9.504/97, a qual sofreu importantes alterações através da Lei nº 11.300/06.

Nem preciso dizer que depois dessas afirmações, a casa caiu

Os políticos presentes, indignados, ressaltaram que o TSE não consulta os partidos coisíssima nenhuma. Simplesmente comunica o que pretende fazer e efetivamente faz o que lhe der na telha.

Aliás, falando nos políticos, aí vai uma sinopse (mais um feeling) de cada um deles. A Ana Flora (coitada) estava lá apenas marcando presença, pois limitou-se tão-somente a passar a posição oficial da Justiça Eleitoral. O tal do Julio Someghini (PSDB) estava, na verdade, usando o debate como um belo dum palanque para tentar apresentar as discussões que estão rolando na Câmara – em especial no que diz respeito à Internet. O José Américo (PT) fazia parte da turma do “deixa disso”, pois no decorrer do debate vivia tentando arregimentar simpatizantes para que houvesse uma reunião e discutir os mais variados temas. Já a Manuela D’Ávila (ah, Falbalá…) demonstrou uma lucidez ímpar, destacando que obteve quase 300 mil votos com uma campanha baseada mais em blogs, Orkut, Youtube, etc, que na propaganda tradicional propriamente dita.

O Sérgio Amadeu (caboclinho arretado!) foi bastante enfático em todas suas colocações. Seu maior temor é que ocorram os costumeiros exageros que usualmente impedem a democracia. Destacou que a Internet como um todo, os blogs de maneira especial, são visitados por quem quiser. Diferentemente das campanhas políticas tradicionais, os usuários não são massacrados com a propaganda eleitoral, uma vez que o computador nada faz sozinho. É preciso teclar, é preciso interagir – e isso é que faz toda a diferença. Ao contrário do que dizem a Internet não é a chamada Terra de Ninguém, na realidade é a Terra da Reputação. Quem tem reputação, quem tem competência, se estabelece. Simples assim. É uma ferramenta que permite aos eleitores uma verdadeira pesquisa a fundo acerca de seus candidatos, não tendo que se contentar com os “santinhos” distribuídos nas ruas.

Marcelo Tas, na mesma linha, literalmente bradou que tentar controlar a Internet é o maior dos absurdos, pois, por essência, a Internet é incontrolável. A Internet não é uma rede de computadores, é uma rede de gente. E quanto aos candidatos, ao contrário da máscara vestida nos programas de TV, o candidato que resolver se mostrar, que aguentar o tranco, que souber ouvir as críticas, que verdadeiramente debater com seus possíveis eleitores, pois bem, esse candidato só vai crescer. O político inteligente não vai tratar seu público como imbecil. A Internet é uma ferramenta extremamente benéfica nesse sentido.

Mas o mote principal do debate – e que foi bastante martelado pelos presentes – é que em toda eleição, sem exceção, a legislação muda. Ana Flora tentou uma saída pela direita, a la Leão da Montanha, dizendo que a legislação é a mesma, que não mudou. Ora, mera tecnicidade, pois ainda que a lei seja a mesma o TSE vem reiteradamente mudando suas resoluções, ou seja, está legislando através de resoluções. Que eu saiba esse papel seria do Legislativo, não do Judiciário. Acuada, Ana Flora limitou-se a explicar que os cartórios pelo Brasil inteiro estariam conectados via intranet, não necessariamente dispondo de Internet, de modo que o Tribunal simplesmente não tem capacidade para fiscalizar a obediência ou não de suas imposições. Esse papel acaba ficando relegado aos próprios partidos políticos…

Enfim, pela polêmica toda da coisa ainda há a possibilidade de o TSE rever seu posicionamento. Mas, particularmente, acho difícil. O grande problema é que, conforme foi dito no debate (acho que foi o Sérgio Amadeu, mas não tenho certeza), “mentes antigas acham que o melhor meio de tratar o novo é reprimir o novo”.

Que fique bem claro: na minha opinião resolução não é lei, parecer não é lei. Simples assim. Os candidatos ainda não fazem parte da máquina administrativa – são meros aspirantes a políticos. Não estão adstritos ao Princípio da Legalidade – “se a lei não prevê, é proibido”. Desse modo devem seguir a regra geral, ou seja, “se a lei não proíbe, é permitido”.

A atitude do TSE de tentar limitar o acesso dos candidatos às ferramentas da Internet, ainda mais com uma falta de tecnicidade ímpar, através de resoluções, é tentar matar uma mosca com uma pá. Está fadada ao fracasso. Como muito bem colocado no debate, a Internet é incontrolável. E é benéfica. Penso que é o melhor conceito de Anarquia jamais visto. Entenda-se: anarquia “enquanto ideal comum a todos aqueles que advogam a liberdade”. Pela Internet todo e qualquer candidato tem meios de chegar diretamente ao seu eleitorado. E vice-versa. Não dependem de campanhas milionárias (que, muitas vezes, só enchem o saco), nem tampouco estão limitados aos parcos recursos financeiros disponíveis – quando muito uns “santinhos” e olhe lá.

Pela Internet o eleitor pode buscar, segundo seu próprio livre arbítrio, o candidato que tem mais condições de atender seus anseios, suas expectativas. É como consultar um livro: a pessoa vai na página que quer. Não importa a quantidade de informações que vá ser disponibilizada. O eleitor é inteligente. Sabe diferenciar o joio do trigo. Velhas técnicas de difamação, calúnia ou injúria (sempre tive problemas em distinguir esses conceitos) simplesmente não funcionam na Internet, pois, como definido com primor, a reputação é que vale.

Enfim, há que se ter em mente que a Internet é uma terra de oportunidades digitalmente virtual mas constituída de gente de carne e osso. É um admirável mundo novo, com inúmeros recursos de utilização para o bem, mas que vem tentando ser tolhido e regulamentado por dinossauros fadados à extinção.

E que não se esqueçam: toda regra já nasce pronta para ser quebrada…

Até mesmo a regra acima.

Os hackers que o digam!
:D

Atualizações

quinta-feira, 17 de abril de 2008, às 14:11

Finalmente resolvi trocar a foto aí do lado. Ainda não está bem do jeito que eu queria, mas pelo menos é uma foto recente, pois aquela outra era de quando o Kevin (meu filhote mais velho) tinha uns seis meses. E MÊS QUE VEM ELE JÁ VAI FAZER NOVE ANOS!!!

De resto, ultimamente venho atualizando o Opala Adventure – mais um bocadinho e conseguiremos chegar à data atual…

Me avisem se gostaram da foto, ok?

Mas se não gostaram então nem precisa avisar… ;)

Iron Man

quarta-feira, 16 de abril de 2008, às 6:13

Das diversas estréias no cinema previstas para os próximos dois meses (algumas MUITO boas), uma delas me chamou a atenção: Homem de Ferro.

Por quê?

Ao invés da música tema original dos desenhos essa produção será embalada pela música Iron Man da antiga banda Black Sabbath
:D