MP3 x CDs

Sempre tem alguma notícia que a gente vai guardando, vai guardando, vai guardando, pensando em uma hora dessas publicar e acaba esquecendo. Daí já virou notícia velha.

Mas aproveitando alguns posts distintos – mas quase subsequentes – lá do Remixtures, deu pra fazer uma compilação interessante.

Quando começou a se difundir a comercialização dos discos de vinil e sua audição passou a ser um entretenimento de massas os músicos que ganhavam a vida tocando ao vivo, dando concertos pelas cidades, viram no toca-discos um inimigo mortal que iria acabar com a sua subsistência.

Hoje são aqueles que não dão concertos e que produzem música destinada principalmente a ser desfrutada sob a forma de um álbum de estúdio que vêem o seu futuro em “risco” em função do MP3, P2P e da facilidade de acesso à música que as novas tecnologias digitais permitem.

Entretanto, um estudo recentemente publicado concluiu que o impacto do compartilhamento de músicas nas vendas de discos seria até positivo, pois quanto mais downloads se faz, mais CDs se acaba por comprar – algo que muitos defensores dos downloads “ilegais” através das redes P2P vêm alardeando desde há muito.

Outra conclusão interessante é que foi verificado que metade das faixas disponíveis no P2P foram baixadas para que os usuários pudessem ter uma ideia do álbum antes de o comprar (dããã…) e um quarto porque essas músicas não estavam disponíveis nas lojas de discos.

Por fim, já no item do compartilhamento “legal” de músicas, recentemente algumas grandes gravadoras começaram a vender músicas no formato MP3 sem medidas de proteção tecnológica – vulgo DRM. Outro estudo (pessoal estudioso, esse…) comprovou que essas músicas sem proteção vendem bem mais que as faixas com DRM – coisa de quatro vezes mais

Ou seja: há espaço para todos. Basta querer compartilhar!

1 thought on “MP3 x CDs

  1. Penso um pouco diferente, Adauto. Pra mim, a indústria da música está perto do fim, pois o excesso de oferta está acabando com a procura. É como se diamantes passassem a brotar do chão, perdendo com isso seu valor.

    Não que as pessoas não queiram mais ouvir música (muitos não querem mesmo…rsrs); o que elas não aceitam mais é PAGAR pela música.

    Claro que é uma fase de transição, ainda tem tiozinhos comprando CDs e curiosos pagando por downloads, mas isso diminui a cada nova casa com banda larga (pergunta pro meu mano quantas músicas de graça ele já tem no seu novo-micro-Ferrari…).

    Por aqui, na cena musical, tá todo mundo se descabelando, pois a grana simplesmente vem sumindo do mercado a cada dia. Antes era ruim, com o império das majors, mas pelo menos havia uma cadeia monetária que – bem ou mal – sustentava boa parte da galera (músicos, arranjadores, estúdios, jornalistas, sites). Hoje isso quase não existe, músico tá tocando pra músico, e olhe lá.

    Tá feia a coisa.

    abraço.

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