Superman – VII

Supermoça

A Supermoça foi criada pelo editor Mort Weisinger e pelo argumentista Otto Binder como série de apoio para o Super-Homem na revista Action Comics, a partir do número 252 (maio de 59). A nova série estreou após uma fantástica reação dos leitores a uma edição de Superman, publicada um ano antes, na qual Jimmy Olsen usava um totem para criar uma Supermoça, que posteriormente sacrificou sua vida para salvar o Super-Homem. A partir do enorme sucesso dessa edição, decidiu-se criar uma nova Supermoça para aparecer em Action Comics.

A nova “Moça de Aço” era a última sobrevivente (na época) da cidade de Argo, parte do planeta Krypton. Quando o astro explodiu – explicava a história de origem -, Argo foi lançada ao espaço num grande bloco de rocha que logo se transformou na letal kryptonita. Folhas de chumbo foram usadas para cobrir o solo, mas, anos depois, uma chuva de meteoros perfurou a proteção, liberando as radiações mortais para os kryptonianos. O cientista Zor-El (irmão do pai de Super-Homem, Jor-El) enviou sua filha adolescente, Kara, para a Terra, do mesmo jeito que Jor-El havia feito com seu filho anos antes. Nesse período, Kal-El tinha crescido e se tornado o Super-Homem. Como a nova Supermoça era prima do Defensor de Metrópolis, isso eliminava qualquer possibilidade de um romance entre os dois alienígenas, não interferindo no namoro entre o Homem de Aço e Lois Lane.

A loura e adolescente Supermoça recebeu uma peruca castanha e o alter ego de Linda Lee, moradora do Orfanato Midvale. Durante algum tempo, a existência de uma Supermoça foi mantida cuidadosamente em segredo e Linda Lee, continuando a viver no orfanato, evitava a adoção. Finalmente, em agosto de 1961, ela foi adotada pelo casal Danvers (mudando a identidade para Linda Lee Danvers), e, em fevereiro do ano seguinte, o Super-Homem anunciou que o “período de treinamento” dela havia terminado e que o mundo deveria saber de sua presença.

A primeira história de Supermoça foi desenhada por Al Plastino, que foi substituído por Jim Mooney até 1968, quando Kurt Schaffenberger assumiu. As histórias eram fornecidas por Binder, Leo Dorfman, Edmond Hamilton e muitos outros. Ao longo dos anos, a Supermoça também apareceu com frequência em todas as outras revistas derivadas do Super-Homem, inclusive, na Legião dos Super-Heróis. Linda Lee Danvers cresceu e se matriculou na faculdade.

Em junho de 1969, a Supermoça começou a aparecer em Adventure Comics (nº 381) e, tempos depois, tomou a revista inteira, abandonando a vaga secundária em Action Comics. Schaffenberger e Winslow Mortimer ilustraram a série até o ano seguinte, quando Mike Sekowsky assumiu edição, argumento e arte da Moça de Aço. Linda Lee Danvers se formou na faculdade por essa época, e, pouco depois, Sekowsky foi substituído por uma série de escritores e artistas, como Bob Oskner, Art Saaf, vince Colleta, John Albano, Steve Skeates e, mais tarde, Sekowsky novamente. Em 1972, a Supermoça deixou a Adventure Comics e apareceu numa revista, Supergirl, começando do número 1 (novembro). A revista durou apenas dez edições, mas, após o cancelamento do seu título próprio, a Supermoça passou a aparecer regularmente na revista The Superman Family.

Como foi visto em Crise nas Infinitas Terras, a heroína morreu lutando contra o Anti-monitor.

Entretanto, há rumores de que Byrne ressuscitou a Moça de Aço…


Mário L. C. Barroso

(anterior)                        (próximo)
  (Publicado originalmente em algum dos sites gratuitos que armazenavam o e-zine CTRL-C)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *